Archive | junho 2010

A nossa vida simples em Macau nos anos 60

Estava a ver um PPS editado aqui no Brasil, lembrando os costumes da infância e juventude dos anos 60, em contraste com os dias de hoje.  Antes a vida sem a modernidade dos dias de hoje, tais como jogos electrónicos, DVD, celulares (telemóvel), computadores, internet, etc. , era mais livre, mais feliz, com mais amigos que os dias de hoje.  Daí parei para lembrar estes anos dourados de 60 que vivi bem em Macau.

Lembrei que naquela época não tínhamos televisão, daí ficávamos o tempo todo na rua em qualquer atividade, como cafés, cinemas (teatros), bilhar, passear de carro, jogando cartas (baralho) etc. etc. Ou estávamos em casa ouvindo o rádio.  Era o programa Request da Rádio Villa Verde. Dedicávamos uma canção para um amigo (a). Ou o programa do Ray Cordeiro.  Ou numa roda de amigos a conversar e contar histórias.  Hoje, com a televisão, ficamos diante dela, sózinho ou acompanhado de familiares. Só isso.

Outro hábito nosso que estava a falar noutro dia, é que tinhamos alguma preguiça para andar.  Tal como, morava na Calçada do Tronco Velho, e para ir ao Teatro Império, ia apanhar o autocarro (ônibus) no ponto do Teatro Apolo.  Mas … alto lá … era somente uns 10 minutos a pé ???!!! É, meu amigo, mas ficava lá à espera do bus nº 2.  Às vezes ele demorava para chegar, daí impaciente, ia a pé, depois de esperar uns 10 minutos. Coisas de Macau de antigamente!!! O meu pai para ir ao trabalho no escritório do Dr. Assumpção, na frente da Polícia Judiciária, na Rua Central, telefonava para aquela garagem de táxi na Av. Almeida Ribeiro, perto do BNU, para apanhá-lo na nossa casa na Calçada Tronco Velho, a 5 minutos de distância.  Só que, está certo que ele tinha problemas de coração, daí não ser recomendado enfrentar aquela subida da Rua Central. Não sei exatamente como estão estes costumes em Macau, nos dias de hoje.  Talvez mais complicado devido à dificuldade de se conseguir um lugar para estacionar o carro.

Coisas simples para lembrar, mas uma idéia de como era esta nossa “gostosa” vida dos anos 60 sem toda essa tecnologia e oferta de serviços. Éramos mais gente, sem ser tão mecânicos assim ???!!!

O talento individual do Api e o reconhecimento necessário

Falar do Api (Rigoberto Rosário Jr.) é lembrar da canção-hino dos macaenses – Macau (terra minha). Foi sua composição.  E agora ele cria a versão instrumental, um trabalho só dele.  Os arranjos, a execução, a gravação, tudo !!!  Com muito orgulho divulguei esta última no PMM e agora no MacaenseBR, como música de boas-vindas aos sites.

Apesar do Api ser meu amigo, não seria por isso que falo dele, pois o mundo macaense reconhece e sabe do seu talento individual, não só musical, mas também da arte.  Suas pinturas impressionam além do seu trabalho manual, como a montagem de miniaturas alusivas aos costumes antigos de Macau, além de tantos outros trabalhos, e porque não, até da redação de artigos. Quem não se lembra das memórias dos seus velhos tempos de músico em Macau, publicados na Revista Macau?  Recentemente vim saber que soma a tudo isso, mais um talento, o de restaurador, pois contribuiu com a sua mão de obra gratuita, a restauração de imagens sacras da Igreja do Divino Espírito Santo, em São Paulo.

Sabia, já de algum tempo, que o Api possuía uma coleção de músicas sobre Macau e sua gente, genuinamente composições suas com direitos autorais reservados, em versões na língua portuguesa, inglesa, chinesa e em patuá.  Estavam “guardadas numa gaveta”.  ”Assim não pode ficar” pensava eu, e ele também, tanto que, em comum acordo, tomamos iniciativas pensando num CD.  Um disco pessoal, do Api, pois seriam suas composições que seriam executadas por ele através de diversos equipamentos na sua residência, que, impressionante, parece uma orquestra de verdade tal a qualidade e perfeição. O Api é um perfeicionista dos mais exigentes. É só ouvir a versão instrumental de Macau, uma experiência inicial do trabalho, ainda possível de ser mais aperfeiçoada.  Outro exemplo claro da perfeição é a música-tema da peça teatral “Sabroso Nunca” do Dóci Papiaçám.  O fundo musical foi totalmente composto e executado por Api, ainda mais, com equipamentos não tão sofisticados, mais por falta de recursos para adquiri-los.

Seria um disco-solo do Api? Nada mais justo, pois é um trabalho totalmente pessoal, só dele.  A tecnologia de hoje permite isso. E quem vai apoiar, editar e divulgar o CD? Se for o caso, quando aconteceria a divulgação e a apresentação pessoal do Api? Bom, isto é um outro capítulo, se der certo, pois tem que dar certo o apoio a um macaense que criou o nosso hino. O hino dos macaenses !!! E além de tudo, um talento individual que carece de um reconhecimento necessário, mas somente à sua pessoa, exclusivamente.

7 anos do Projecto Memória Macaense

No próximo dia 5 de Junho, o PMM vai fazer aniversário.  Serão 7 anos desde aquele dia que, entusiasmado mas com um propósito simples e um internauta novato, decidi montar um site para expor coisas antigas de Macau “guardadas numa gaveta”. Daí só restou evoluir com novos temas. Um trabalho persistente baseado num ideal e independência editorial, e porque não, de uma iniciativa e trabalho individual, sem ter que discutir decisões de publicações com ninguém, nem sofrer interferência externa.

Só que o formato do site envelheceu, pois é de antes de 2003 e o provedor Lycos Tripod tem insistido para que todos migrassem para os novos formatos da Webon.  Fiz uma experiência do novo formato com o site MacaenseBR, assim que foi lançado pelo provedor.  Mas foi muito difícil de manipular.  Muitos problemas e desconfigurações.  Não aderi à migração como muitos outros donos de sites, e assim, o provedor teve que manter o formato antigo para quem não desejasse migrar.

Fiz novamente uma outra experiência recentemente e não encontrei muitos problemas.  Melhorou bem.  Por isso, ao invés de construir novo site para o PMM num outro provedor e mudar o endereço electrónico, o que daria um trabalho enorme, quase impossível para curto prazo, decidi fazer a migração para o novo formato neste mês de Junho.  O que irá acontecer? Sinceramente não sei.  Penso que terei muito trabalho para reorganizar muita coisa (fotos, quadros, textos etc. etc.).  Espero que não vire uma desorganização total e passar madrugadas para reconstruir. Mas será preciso, pois não consigo mais ter prazer em mexer no PMM com este formato antigo.  Está ultrapassado demais.  Constatei isso ao construir o MacaenseBR, meu outro site (veja outra postagem sobre ele), que já utiliza os formatos modernos.  Tem alguns recursos a mais, embora não tão versátil como o antigo do PMM, mas te força a organizar melhor as coisas, embora ainda carece muito disso, o que terei que fazer ao longo do tempo.

No entanto, o novo formato do provedor do PMM não me agrada pela sua forma de construção e os templates disponíveis.  Penso que a migração será o primeiro passo, para me dar tempo de construir um novo portal no provedor Viviti, o mesmo do MacaenseBR, o que mais me tem agradado nas pesquisas .  Assim, provavelmente, a médio prazo (6 meses ou mais), o PMM mudará de novo de visual e desta vez com novo endereço electrónico que será pelo seu nome completo.  Não o fiz na época por achar que seria comprido demais, mas acho que não era o raciocínio certo.    Com as mudanças, aos poucos o PMM se actualizará no seu conteúdo e editorial em novas páginas, talvez preservando as publicações antigas, pelo bem da memória.

Isto tudo explica que ao fazer 7 anos, o PMM não desiste, não joga a toalha ou pensa em fechar, embora alguns motivos o conduziam a esta actitude. Para superar isso, era mais importante pensar na satisfação pessoal em ter uma publicação que satisfaça o seu autor, independente de qualquer análise de produtividade ou de efeitos. É importante poder pensar que tenho um portal PMM activo, e não ficar lembrando dele com tristeza ou mágoa se o fechasse.  E assim o PMM segue o caminho de modernização, renovação da sua aparência e disposição do seu conteúdo, já pensando em fazer aniversário de 8 anos em 01/Junho/2011 já com um portal totalmente renovado e moderno. Que Deus me dê saúde e disposição para isso.

Mudei de endereço

Achei este blog do Word Press mais dinâmico, moderno, bonito e simpático, pelas variedades de templates e por ser quase um site, pela possibilidade de criar páginas específicas.  Coincide com o 7º aniversário do meu portal Projecto Memória Macaense no dia 5 de Junho de 2010, e a programada mudança do seu visual para breve.  A aparência, já posso antecipar, é similar ao novo site do PMM, pela cor e tipo de cabeçalho, um cinza/preto formal.

A seguir estão algumas das postagens antigas feitas no ex-blog do Crónicas Macaenses no Blogger (Blogspot).  Excluí uma série delas, num novo conceito das minhas publicações, que procura não falar de assuntos e temas que não mais me agradam e desnecessariamente polémicos, embora ainda sou polémico, mas nos assuntos que me atraem.

Ao longo do tempo, vou conhecendo as ferramentas deste blog e ver se consigo diversificar um pouco, para poder frequentar aqui mais vezes. Poderá eventualmente servir de extensão dos meus sites/portal.

Sejam bem-vindos à nova casa do blog Crónicas Macaenses.