O talento individual do Api e o reconhecimento necessário

Falar do Api (Rigoberto Rosário Jr.) é lembrar da canção-hino dos macaenses – Macau (terra minha). Foi sua composição.  E agora ele cria a versão instrumental, um trabalho só dele.  Os arranjos, a execução, a gravação, tudo !!!  Com muito orgulho divulguei esta última no PMM e agora no MacaenseBR, como música de boas-vindas aos sites.

Apesar do Api ser meu amigo, não seria por isso que falo dele, pois o mundo macaense reconhece e sabe do seu talento individual, não só musical, mas também da arte.  Suas pinturas impressionam além do seu trabalho manual, como a montagem de miniaturas alusivas aos costumes antigos de Macau, além de tantos outros trabalhos, e porque não, até da redação de artigos. Quem não se lembra das memórias dos seus velhos tempos de músico em Macau, publicados na Revista Macau?  Recentemente vim saber que soma a tudo isso, mais um talento, o de restaurador, pois contribuiu com a sua mão de obra gratuita, a restauração de imagens sacras da Igreja do Divino Espírito Santo, em São Paulo.

Sabia, já de algum tempo, que o Api possuía uma coleção de músicas sobre Macau e sua gente, genuinamente composições suas com direitos autorais reservados, em versões na língua portuguesa, inglesa, chinesa e em patuá.  Estavam “guardadas numa gaveta”.  ”Assim não pode ficar” pensava eu, e ele também, tanto que, em comum acordo, tomamos iniciativas pensando num CD.  Um disco pessoal, do Api, pois seriam suas composições que seriam executadas por ele através de diversos equipamentos na sua residência, que, impressionante, parece uma orquestra de verdade tal a qualidade e perfeição. O Api é um perfeicionista dos mais exigentes. É só ouvir a versão instrumental de Macau, uma experiência inicial do trabalho, ainda possível de ser mais aperfeiçoada.  Outro exemplo claro da perfeição é a música-tema da peça teatral “Sabroso Nunca” do Dóci Papiaçám.  O fundo musical foi totalmente composto e executado por Api, ainda mais, com equipamentos não tão sofisticados, mais por falta de recursos para adquiri-los.

Seria um disco-solo do Api? Nada mais justo, pois é um trabalho totalmente pessoal, só dele.  A tecnologia de hoje permite isso. E quem vai apoiar, editar e divulgar o CD? Se for o caso, quando aconteceria a divulgação e a apresentação pessoal do Api? Bom, isto é um outro capítulo, se der certo, pois tem que dar certo o apoio a um macaense que criou o nosso hino. O hino dos macaenses !!! E além de tudo, um talento individual que carece de um reconhecimento necessário, mas somente à sua pessoa, exclusivamente.

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