Archive | novembro 2010

Jantar num novo espaço – Encontro 2010

Após o domingo, dia 28, com atividades de manhã e à noite, a manhã da segunda-feira do dia 29/Novembro foi folga para a maioria dos participantes do Encontro 2010. É que aconteceu a reunião dos Conselhos Geral e Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses para eleição dos corpos sociais para o triénio 2010-2013, ano em que esperamos aconteça o próximo Encontro.

Não participei, pois não faço mais parte da direção da Casa de Macau de São Paulo. O presidente atual acabou acumulando as funções no Geral e Permanente e me substituiu no último Conselho. Quanto à segunda vaga da Casa no Geral, acabou permanencendo o representante anterior que hoje ocupa a vaga de vice.

Caso não saibam, no Geral, há revezamento de 3 cargos de vice-presidente entre as Casas e Associações, a cada mandato, não havendo necessidade de indicações ou eleições. Tal operacionalidade foi acertada em 2007 para evitar polémicas.

Quanto ao Permanente, o presidente eleito indica a sua equipe que é submetida individualmente à aprovação por todos os membros. E assim, foram reeleitos os membros da gestão anterior, bem como dos Conselhos, com uma ou outra desistência.

Quanto aos nomes dos eleitos em cada área, lêem no jornal do dia-a-dia do Encontro cujos links estão na capa do Projecto Memória Macaense.

Ainda de manhã foi realizada uma visita guiada aos principais pontos turísticos do centro, que bem serviu a quem não conhecia bem Macau e conhecer a história de cada local.

Depois às 4 da tarde estava marcada a tradicional fotografia em grupo nas Ruínas de São Paulo. O Chefe do Executivo esteve lá para prestigiar esta tradição. E, sempre é uma festa, com muita animação e as bandeiras das Casas sendo agitadas para alegrar ainda mais. O nº pessoas que você vê na foto oficial não espelha o total dos participantes do Encontro, talvez 1/3 ou menos. Seria bom se houvesse uma maior adesão das pessoas, afinal toma pouco tempo.

Bom, à noite então aconteceu o jantar oferecido pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, no Grand Ballroom do Hotel Gran Hyatt. Um lugar monumental na área do City of Dreams localizado no complexo de casinos na Taipa, vizinho do Venetian. É muito luxo, demais! Parece um mundo de fantasia, tal como sugere o nome acima. Como os recepcionistas do hotel foram muito simpáticos, enfileirados com o welcome na boca, vou avaliar se lá me hospedarei na minha próxima visita a Macau. Deve custar apenas uns centavos a mais que o Sintra … hehehe!!!

O salão estava lotado de gente e como é grande o local, embora ligeiramente menor que o espaço do Venetian. O atendimento na mesa estava ótimo e a comida muito boa, embora a variedade era mais discreta.

Pena que quando estava na fila com o meu prato, acontecia um belo show da Casa de Portugal em Macau (?), com um grupo de jovens (mas jovens mesmo, sem maquiagem), e só deu tempo para correr até o palco e tirar umas fotos e filmar um pouco. Afinal de contas, sou um meio repórter e blogueiro, mas também sou filho de Deus e romeiro do Encontro, e preciso me alimentar.

Mas antes houve um apresentação de dança chinesa com aqueles panos longos e coloridos, além de leques. Como adoro estas sensíveis apresentações chinesas!

Depois veio o Elvis de Macau, o Rudy Souza, com um belo traje e uma aparência cada vez mais Elvis. O Rudy me cumprimentou do palco com um aperto de mão e dedicou-me uma canção, enquanto estava lá a filmar e fotografar o seu show. Com toda a justiça pelo seu talento, fiz um artigo sobre ele no Jornal Tribuna de Macau, que saiu pouco antes do Encontro, e ele sentia-se agradecido pelo meu trabalho. Mas não precisa se preocupar com isso Rudy, você merecia que alguém falasse de você, mesmo que eu estivesse do outro lado do mundo, no Brasil.

Interessante que vi o Rudy mais solto e mais apreciado. O seu repertório estava ótimo além do seu desempenho on stage. Rosas jogadas para o palco e exclamação “we love you” ouvia-se de uma mesa próxima. Depois do show o Rudy ainda foi à mesa de honra para brindar, inclusive com o Governador Rocha Vieira, que marcou novamente a sua presença em outro evento do Encontro. Ele até foi à minha mesa para este brinde, mas infelizmente eu estava registando a apresentação da Ramana Vieira.

A Ramana é uma portuguesa nascida em Califórnia, uma fadista por excelência. Trazia consigo uma composição sua “Macau My Heart”, além de cantar uma canção em patuá. Mas o que me impressionou mais da Ramana foi o seu profissionalismo e respeito ao compromisso assumido. Foi requisitado um piano para que ela tocasse e cantasse, pois não trouxe a sua banda e a apresentação em conjunto com a Tuna Macaense aconteceria apenas num outro dia. Como não conseguiu ser disponibilizado o piano, ela não desistiu e cantou sem acompanhamento musical. Somente a sua voz! Bela e possante voz! Foram 3 músicas ainda por cima. Até queria saber quantos artistas aceitariam fazer isso! No final, fiz questão de cumprimentá-la pela coragem e acho que o público deveria aplaudi-la de pé.

E, quando terminado os 4 shows, número igual do jantar de abertura do Encontro, eu ainda procurando comer a sobremesa, tive que abandoná-la pois os autocarros/onibus já estavam aí para levar a gente toda de volta aos hotéis. A sobremesa ficou na saudade! Foi um evento rápido, pois durou cerca de 3 horas.

Até agora já colecioneis bons videos musicais, entre eles, as apresentações da Elsa Denton e do Elvis. Espero poder disponibiliza-los no YouTube e até para alguma divulgação, porém sem fins comerciais e nada com resultados financeiros. Just for fun e para a justa promoção dos artistas, sob a sigla Projecto Memória Macaense.

Dia de emoções revividas – Encontro 2010

Sessão Inaugural do Encontro no Venetian – 28/11/2010

O último Governador português de Macau, Vasco da Rocha Vieira, a discursar no palco, num ambiente em que se encontravam o actual Chefe do Executivo, Chui San On, e o anterior, Edmund Ho, além de autoridades da RPC, fez-me por momentos recordar o dia de transição em Macau. Depois, toda a boa vontade e amabibilidade manifestada pelo Chefe do Executivo, no seu discurso, foi demais! Emocionei-me, mas tive que manter-me firme, pois estava a filmar todas estas cenas que tanto me fizeram voltar ao ano de 1999. Não estive em Macau na ocasião, mas assisti a tudo pela tv. Para mim, foi um momento histórico e graças a Deus eu vim ao Encontro.

Logo de manhã, no Teatro Dom Pedro lotado, Jorge Rangel pelo IIM comandou as cerimónias de lançamentos de livros e a entrega do Prémio Identidade à Santa Casa de Misericórdia e à UMA. No início foi passado um belo video-foto-gravura clip, comentado em patuá, seguido de apresentação sobre George Smirnoff e Cecília Yvanovich.

As novas publicações foram dos livros Falar de Nós V e VI de Jorge Rangel, Meio Século em Macau, de J.J.Monteiro, por Américo Monteiro, Things I Remember de Jim Silva, Portuguese Community in HK de Antonio Jorge Silva, e o Cinema em Macau, de Henrique de Senna Fernandes, por seu filho Miguel. Também foi apresentado o livro Danilo no Teatro de Vida por Pedro Barreiros.

Após o seu encerramento foi servido um almoço com grande variedade de comida macaense, que certamente agradou a todos.

A sessão inaugural do Encontro no Venetian estava marcada para as 18 horas, mas antes das 5 da tarde, já o saguão do Hotel Sintra onde estava hospedado já se encontrava lotado de gente à espera de transporte. Todos estavam prevenidos para não se atrasarem para a festa.

Percorrer os corredores do Venetian para chegar ao “ballroom” foi um desafio aos ouvidos, de tanta gente que tinha por lá. Incrível! Mas como Macau tem tanta gente!

Os alto-falantes anunciavam o início do evento com a chegada do Chefe do Executivo, Chui Sai On, acompanhado de Edmund Ho, o seu antecessor. Sorridentes e aplaudidos seguiram para os seus lugares na extensa mesa no meio do salão. Discursaram em seguida, José Manuel Rodrigues, Rocha Vieira e o Chefe do Executivo. Após, cortaram a fita inaugural e brindaram.

Enquanto o tradicional porco assado à moda chinesa (siu chii) era entregue às mesas num desfile, sentia a falta daquele espectáculo que tanto esperava ver. Lembro que noutro lugar, não me recordo, era anunciada com música e à frente ia um porta-bandeira.

Como atrações, apresentaram-se o coral Vozes de Macau, de São Paulo, com um repertório variado, a Ysabelle Capitulé que, embora numa apresentação rápida da sua dança hip hop, despertou muita atenção e exclamações pela sua habilidade, sem falar, muito aplaudida. A Elsa Denton também fez-se presente com a sua bela e marcante voz. Ainda teve uma exibição de um mestre em cortes de carnes que consta do Guiness book, além de um conjunto musical que fez muita gente dançar.

Lá pelas 22 horas anunciou-se que já os autocarros/bus já estavam disponíveis para o retorno aos hotéis. Foi então uma correria, que fez muita gente abandonar a sobremesa/frutas nos seus pratos.

Enfim, foi uma bela festa, como sempre o é, mas desta vez, em 2010, recheada de emoção, pelo menos para mim.

Foi uma festa!!! Encontro 2010 – Boas Vindas 27/11/2010

Imaginem centenas de pessoas a conversar ao mesmo tempo! Some a isto, música em alto e bom som! Mais o som dos calçados femininos e masculinos a castigarem o chão da Escola Portuguesa,  para atender o apelo da música – dancem, dancem !!!! E tantos outros ruídos não identificados! O resultado, um som infernal e ensurdecedor! Um bom par de tampa-ouvidos faria bem, mas …. tudo era festa! Abraços, tapas nas costas, beijinhos pra cá e acolá, exclamações, saudades, muitas saudades. Era a – recepção e convívio de boas vindas aos participantes do Encontro 2010 na Escola Portuguesa de Macau. Acontecia no dia 27 de Novembro de 2010.

Já bem antes das 18 horas, horário marcado para o 1º evento do Encontro começava a chegar gente e mais gente. Aos poucos lotava o saguão principal da Escola. Diferente do ano 2007, o palco musical foi montado aí mesmo, ao invés da quadra esportiva aberta. As mesas de salgadinhos e doces macaenses já estavam dispostas e repletas, com a mesa de bebidas já a servir a sede desta gente que ficava rouca de tanto conversar.

Via-se e ouvia-se “oh …quanto tempo …”. O tempo variava muito. Podia ser 3 anos, ou mais de 40 anos, como quando revi o meu colega do Seminário, o Jorge Coimbra, hoje residente em Portugal. “Mexendo com a terra”, vida saudável! Dizia ele.

Era gente que se abraçava para tirar fotos inesquecíveis. E como a população macaense envelhece dia a dia, e esta é a maioria dos participantes, então, “envelheceu hein!”, porque não, “engordou, huumm”.

Quando se inicia a programação, o ilustre e último da era poruguesa, Governador Rocha Vieira, sempre simpático e acessível, bem como a sua esposa, perfilados juntamente com os presidentes e dirigentes do CCM e das Casas de Macau, posavam para as fotos e câmeras. Antes disso, já se percebia uma movimentação dos repórteres a colectar material para a redação. E eu para o meu site e blog.

Segue-se o show dos músicos Luís Garcia, Armando Santos e os irmãos Oliveira de Toronto/Canadá. Competentes, agradavam a gente com suas belas apresentações. Já de imediato colhi material para rechear o espaço musical do meu site Projecto Memória Macaense. Mais 3 músicos macaenses para acrescentar à lista. É preciso prestigiar a nossa gente!

O povo dançava, e como macaense gosta de dançar! O rock and roll dos velhos tempos ressuscitava! Enquanto outros divertiam-se a conversar e lembrar os velhos e bons tempos de Macau, Hong Kong, Shanghai etc. E o bom José Dinis da JTM lá não resistiu e deu os seus rebolados. Minha câmera fotográfica não o perdoou, e nem a muitos! Mas desta vez tmbém fui equipado com uma discreta filmadora. Uma questão de filmar e filmar. Depois na edição, vamos ver o que se pode fazer para as boas lembranças de todos.

Já se aproximando o final da festa com as 21 horas a espreitar por aí, imaginem só, muitos salgadinhos e doces macaenses que costumam marcar presença no chá gordo, estavam a sobrar, mostrando que não havia o que reclamar como justificaiva para ir jantar fora depois.

E ai terminava o bem sucedido 1º evento do Encontro.

Macau à vista – Encontro 2010

Atenção senhores “navegantes” – Macau à vista!!! Talvez devesse assim ser anunciado nos alto-falantes do turbo jet que transportava este macaense residente no exterior, “da diáspora” o tal nome técnico não muito simpático, que retornava à sua terra natal, desde a sua última visita em Agosto de 2008. Aliás, aquela visita para acompanhar o pessoal da TV Globo para pesquisas e preparação para as gravações de cenas (decepcionantemente curtas) da novela Negócio da China, infelizmente, que pouco agradou.

Com Macau a surgir no meio da névoa que insiste em marcar a sua presença em Macau e Hong Kong, muito ruim para fotografia, procuro logo a atualizar o panorama de minha terra. Vejo uma nova construção em forma similar a um 1/2 ovo, perto do Casino MGM, alguns prédios novos, uma espécie de torre no morro da Guia. Procuro adivinhar o que são. Fica a dúvida! O Farol da Guia, então, não serve aos navios que se posicionarem atrás de alguns prédios mais altos, a tamparem a sua luz. Fica valendo nestes casos a iluminação dos casinos!

Tenho umas manias de tradições, coisa simples, mas o restaurante do Pák Ká Piu é um ponto prioritário. Sei que existem melhores, mas algo liga-me a ele. Torna-se o primeiro roteiro. Aí o van tan min matou as saudades. Mas o cansaço da extenuante viagem mandava-me voltar ao hotel.

Outra tradicional visita prioritária é a cantina da APOMAC. Tenho comigo que sempre que visitar Macau, tenho que ter pelo menos uma refeição por lá. A gente sente-se em casa no seu ambiente acolhedor.

Os pratos Galinha de Macau ou Galinha Portuguesa e o Pato a Cabidela, repartidos entre eu e a minha esposa Mia, fizeram a sua parte para matar as minhas e nossas saudades, pois a brasileira Mia adora Macau e cá esteve 6 vezes. Deliciosos! O cordial e ex-colega do Seminário de São José, Francisco Manhão, um dos seus principais fundadores, prestou-se a nos apresentar a APOMAC por completo, onde pudemos conhecer o importante e excepcional trabalho da entidade que agrega cerca de 1.700 associados. Assistia-nos nas apresentações médicas o enfermeiro e também antigo aluno do Seminário (olha a minha escola de novo), o Francisco Assis.

Ainda na APOMAC que falarei mais em postagens posteriores, matei a curiosidade para saber quem era o responsável pela cozinhação macaense, que não atrai só os macaenses mas a população chinesa, até o Chefe do Executivo, assim explicava o Henrique “Átchô” Baptista. “A minha irmã Victória Baptista”, assim dava início a uma detalhada explicação desta actividade gastronómica explorada pelos Baptista. Foi uma boa conversa que também abordarei em postagem posterior.

O Santos que foi da Polícia Marítima, também se prestava a colaborar para mostrar uns pratos especiais, ah … de encherem os olhos … casquinhas de caranguejo … huuummm !!! Mas, atenção, só sob encomenda, alerta o Átchô (desculpe-me, mas acho que assim se escreve o seu alcunha), que também, orgulhoso, dizia que ser o prato predileto do Chefe do Executivo.

Outro macaense presente era o Daniel Ferreira (também ex-Seminário), que tanto fez rir a minha esposa com as suas histórias pessoais recheadas de bom humor. Tivemos uma boa conversa, que também procurarei reproduzir em postagem posterior, a falar da sua vida pessoal até a tal curiosidade que tinha sobre uns rumores sobre a fundação de uma cidade para os macaenses “no Brasil” !!!

Já lá passava das 9 da noite quando deixava a APOMAC, após uma convivência macaense e com um sentimento que fazia o papel inverso de reportagem do Encontro, quando ao invés dos repórteres locais que entrevistam os romeiros da diáspora, eu, nessa última situação, a entrevistar os macaenses residentes, embora a rigor não sou nenhum repórter, apenas um curioso que tem um site e blog macaense, e eventualmente escrevo para o Jornal Tribuna de Macau. Mas percebi a importância de falar da nossa gente que reside em Macau. Pena que pouco posso fazer pois moro no outro lado do mundo, e só nas minha esporádicas visitas a Macau, é que posso fazer este trabalho. Ficava a pensar que talvez alguém, um residente, pudesse colher tantas histórias interessantes que dava até um bom livro. Temos que falar de nós e os residente podem contribuir com boas crónicas.

Assim, alguns tópicos dos meus 2 primeiros dias vividos em Macau, que procuro postar assim que a cara internet do hotel permitir. Aliás muito caro o serviço oferecido, que só é gratuito no recinto do restaurante.

Site sem contador de visitas

O site Projecto Memória Macaense (PMM) já tem meio caminho andado para chegar aos 8 anos de vida.  Tanto que, já nos 7 anos, eu, como seu autor, decidi eliminar o contador de visitas.  Não preciso mais disso, pois nem serve ao visitante.

Como não vivo na expectativa de algum ganho financeiro com anúncios, patrocínios no site, ou coisas similares, que para isso o contador tem utilidade, então raciocinei que era a hora desta decisão. O PMM vive para dizer que a comunidade macaense está aí, existe !!! Um espaço para falar da gente e da nossa terra num ponto de vista.  O visitante entra no site, vê o que interessar e não precisa se preocupar se tem muitas visitas, pois o importante é ele, você estar lá, e isso acima de tudo, é o que mais importa para mim.  A sua visita como pessoa e não como um número para acrescentar ao contador.

Pensando assim, passei a sentir-me melhor na minha “casa”, a sua também, o site PMM, que é patrocinado pelo ideal do seu autor. Apenas isso!

Curtas do Encontro 2010

A 22 dias do início do Encontro, logo aí, na expectativa do Programa Definitivo, o evento se reveste de muita importância para a comunidade macaense. Uma parte da Diáspora se desloca para Macau, é recebida pelo Chefe do Executivo que oferece uma recepção num dos eventos, significando que continua a prestigiar a nossa comunidade.  O detalhe –  é o novo Chefe do Executivo.  Respiramos aliviados pela continuidade, novamente reafirmada em recente encontro com a personalidade máxima de Macau no fim do mês passado.

Já até se fala em possível novo Encontro de Jovens.  Muito bom, pois significa também a continuidade. Tomara que aconteça e que novos jovens tenham oportunidade de conhecer a terra, um possível revezamento daqueles que já foram noutra vez. É preciso envolver um maior número de jovens para ampliar o horizonte de idéias e possíveis líderes da comunidade no futuro.  Quantos mais jovens envolvidos, mais chances da comunidade macaense ter uma vida mais longa.

Mesmo que a comunidade macaense dos residentes não esteja em peso nos convívios, tal como gostaríamos, talvez olhasse que a romaria da diáspora acaba despertando novas manifestações de apoio e simpatia.  Lembro das palavras do antigo Chefe do Executivo, em visita a São Paulo, “sejam bem-vindos a Macau” e “Macau é a vossa terra”.  Essas manifestações positivas, de um modo, colaboram bem em quebrar aquele receio do período pré-transição, quando muitos de nós, acabamos por deixar a nossa terra diante das incertezas.  Vários já tomaram o rumo “de volta à terra”.

Várias vezes vivi nas minhas visitas a Macau, manifestações da população chinesa enaltecendo o facto de ser um “filho da terra”. Lembro especialmente um episódio em que eu, a quebrar a cabeça para lembrar palavras em cantonense, uma pena que perdi boa parte do meu chinês por falta de uso constante, fui consolado “não tem importância, fale devagar, afinal você é um filho da terra”.  Posso falar muito pouco o chinês-cantonense, mas em contrapartida, entendo bastante bem. Então, isso emocionou-me.

Quanto ao último evento do Encontro – Festa de Encerramento – perguntaram-me  que achava se se chamasse de – Festa de Confraternização e Encerramento do Encontro de 2010.  Disse que achava uma boa idéia, pois no fim das contas, é o que realmente acontece. É o dia de saudades dos momentos vividos no evento e as pessoas se soltam mais, se divertem e se confraternizam.  Há nesse dia algo mais especial, como despedidas, abraços, umas conversas a mais, expectativa pelo Encontro de 2013, etc etc.