Finalmente chegou ao fim, mais uma edição do Encontro das Comunidades Macaenses. O 4º da era RAEM e o 7º desde a sua criação.
A recepção foi diferente de outros eventos desta edição. O jantar foi realizado no espaço aberto em torno do Coliseu das Docas dos Pescadores (Fishermen Wharf), no lado externo, e dentro dele, onde se localiza o anfiteatro e arquibancadas. Contou com uma mão, se não o braço de São Pedro para que não chovesse, e nem fizesse frio. Uma noite muito agradável! Temperatura amena.

Ficou assim – as mesas dos convidados especiais ficaram dentro da área do Coliseu com visão direta do palco (as arquibancadas estavam apenas ocupadas pela equipe de gravação do video do Encontro), e do lado externo, fora do Coliseu, o público em geral, inclusive eu, esposa e amigos. E para estes e nós, estavam disponíveis dois telões com audio para assistir o que acontecia no palco lá dentro do Coliseu. Quem quisesse assistir ao vivo e em direto, poderia deslocar-se para a área de convidados, porém assistiria os espetáculos em pé. Interessante que quem estava na área interna vestia trajes a rigor e quem estava do lado de fora, vestia-se informalmente.

Obviamente que isto provocou certos comentários, mas vejamos o que aconteceu conforme umas fontes me informaram. Nesta época do ano, há muita procura por salões de festas para eventos diversos, como casamentos etc. Como a verba para a organização do Encontro foi liberada tardiamente, mais ou menos no início de Outubro, o Coliseu foi o único local disponível para locação.. Outros com capacidade para comportar tanta gente, estavam reservados. É sabido que para reserva de local de festas, é necessário deixar um depósito em garantia.
Como nos buffet de outros jantares, havia várias mesas de comida e sobremesas espalhadas pela área livre, e notava-se constante reposição até o final, de forma que não se saia da festa com fome. O meu deslocamento para o registo das cerimónias e shows, foi um tanto prejudicado pela minha localização, na última linha de mesas, praticamente “ao lado do mar”, afastado do interior do Coliseu. Era uma questão de jantar com minha esposa e amigos, para uma boa despedida do Encontro, ou ficar de pé, logo atrás da mesa de honra do Governador Rocha Vieira que compareceu a todos os eventos. Restou alguns registos do telão, e ocasionalmente uma corrida até lá para outras fotos ao vivo e em direto. Depois vou ver onde poderei colecionar algumas fotos faltantes para composição das páginas do PMM.

aguarde por mais fotos da festa ...
Houve o lançamento de livro de fotos de Encontros anteriores pelo JTM, entrega de lembranças às Casas e associações, estendidas aos artistas e outros participantes de destaque. Apresentaram-se no palco, a portuguesa de Califórnia, Ramana Vieira com a Tuna Macaense, José Badaraco, The Mystics, Charlie Santos e o coral Vozes de Macau que teve a apresentação bastante prejudicada pelo baixo volume do som. Nada se ouvia do lado externo pelo telão, salvo aqueles mais próximos dos alto falantes, levemente mais beneficiados. O operador da mesa de som bem que se esforçou para aumentar o volume, mas o resultado era um estridente som da microfonia. Espero que no geral o coral com 19 integrantes tenha agradado a todos, pois foram meses de ensaio, levando com eles um leque de músicas de todos os géneros, fora do grande investimento e subsídio extraordinário para que todos pudessem viajar.
Para encerrar a festa, a Tuna Macaense voltou ao palco para encerrar a festa, enquanto o povo já começava a abandonar o local para tomar seus buses para o hotel. Antes, muitos tomaram o espaço interno do Coliseu para dançar e assistir os últimos shows ao vivo, após terem sido removidas as mesas reservadas para convidados especiais, e de alguns nada especiais a ocupar uma ou outra cadeira vaga.
E com isso, o Encontro de 2010 acabou. “The 2010′ meeting is finished”, aqui eu tentando ser coerente com o que mais se viu no Encontro, um misto de língua inglesa e portuguesa, pois lá estava gente que só falava inglês, e aqueles que dominavam o português, que também conheciam a língua do Tio Sam ou da Queen Elizabeth, embora havendo várias exceções.
Já nas despedidas, a pergunta mais comum era, “quando partes/ou você parte?” Muitos no dia seguinte, na 2ª feira, outros na 3ª, outros na 4ª, dia 8, que nem eu! Tem outros que vão ficar o Dezembro todo, alguns até Janeiro. Penso que, a 2ª feira deve ter sido um tumulto no embarque e check-in do jet foil para o aeroporto de Hong Kong.
Num rápido balanço, posso dizer que o Encontro de 2010 foi um sucesso, com um ótimo número de participantes, só tendo alguma restrição da disposição do local da festa de encerramento
E com a esperança de poder retornar a Macau em 2013, encerro as postagens direto de Macau e tomo o caminho de volta para São Paulo, Brasil. Aos poucos vou atualizando as postagens feitas, com fotos. O site Projecto Memória Macaense será também atualizado no seu espaço para os Encontros, com publicações que são preservadas em caráter permanente. Fiz algumas gravações em video, especialmente dos shows, que estudarei a forma de divulgação no que me for possível.
De Macau, antes da viagem, o meu muito obrigado para quem visitou este blog neste período. Voltem sempre pois tenho muito para escrever desta minha vivência em Macau de 14 dias. Parecem muitos dias, mas foram poucos para o que pretendia fazer, e parto com dívidas comigo mesmo.
Boas Festas!
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