Archive | fevereiro 2011

Crónicas Paulistas – Assembléia no dia 27/Fev

Dando prosseguimento à situação inédita na Casa de Macau de São Paulo, referente a ausência de candidaturas expirado o prazo, que não posso me furtar de tocar no assunto, pois como já dissera, sou um associado e tal como, tão somente, irei à Assembléia convocada para este domingo, 27/Fevereiro. Está confirmada conforme informou a secretaria.  Prevalece o teor específico da convocação.

Já fazia tempo que não ia a uma assembléia nesta situação.  Noutras vezes lá estava eu como parte da sua direção e tinha uma idéia formada, em consonância com a orientação e convicção.  Vou estar lá sentado assistindo ao seu desenvolvimento, ouvir opiniões e eventuais propostas para a solução do impasse.  Afinal de contas, aparentemente, ninguém quer ser candidato a presidente, diretor e nem conselheiro.  Depois de tudo votar.  Situação confortável, não? É, já estava com saudades, já que comparecerei imparcial, sem nenhuma ligação ou adesão.  Somente dentro das minhas próprias convicções.  O que for bom para a Casa e a Comunidade, aprovarei, seja quem for o autor da idéia!  Ansioso e curioso, além de repórter de blog e site, espero o domingo chegar.

Os votos que no fim de tudo, a Casa e a Comunidade como um todo saia beneficiada.  É o que todos desejam! Afinal, numa análise superficial, há soluções e candidaturas possíveis.  Na verdade, não é tão dramático assim.  Vamos lá! Sobreviveremos e por muito tempo. Creiam!

Persiste o impasse na CMSP

Até cheguei meio tarde na Casa de Macau de São Paulo, lá pelas 15:30 hrs.  Vi a rua quase vazia, poucos carros!!! O Régis (funcionário que fica de guarda do lado externo) logo me disse que a maioria já tinha ido embora e não sabia nada sobre candidaturas para as eleições.  Imaginei, será que alguém se candidatou e todos sairam felizes, ou, novamente nenhuma candidatura?  Apressei o passo e fui logo perguntando a um grupo de associados  (que deixo de dar nomes) que se sentava numa mesa redonda.  “Algum candidato”? Pelo que me responderam, “nada, nenhum candidato”.  Nem para os Conselhos? “Nada”.

Tive que novamente constatar, não adiantava mais estender o prazo estendido, que não aparecerá nenhuma candidatura “nem à força”.  Aí me disseram que, possivelmente o caso será levado para a Assembléia já convocada para 27/Fevereiro, mas com a finalidade de votação dos candidatos inscritos.  Informações extra-oficiais e não confirmadas.  Cautela, temos que esperar por um comunicado oficial da Casa! Não especule e nem imagine coisas adversas! Cautela e prudência.  A situação, a rigor, é delicada.  Exige-se bom senso!

Realmente é uma situação inédita na CMSP, e se calhar, até em todas as Casas.  Não sei de notícias que falem de tal situação.  Vi também que as candidaturas a Conselhos estão sempre atreladas a candidatura para a Presidência e Diretoria Executiva.  Não adianta a qualquer um candidatar-se a Conselheiro Consultivo, exemplificando, se não houver a candidatura para o cargo principal.

Churrasco para reviver as raízes lusitanas – Enquanto a CMSP vive tal delicada situação, que alguém me comentou por e-mail lamentando a “falta de interesse pela continuidade”, e que infelizmente não posso deixar de comentar, pois é a função de um meio de comunicação, a comunidade macaense paulista se prepara para promover um convívio lusitano.

Na 3a. feira, dia 15, Mário Brandão, da direção da Fundação Oriente, em viagem de férias pelo Brasil,a convite particular do associado Gilberto Silva, aceitou participar de um churrasco que, segundo o promotor do convívio, reunirá pouco mais de 50 pessoas.  Isso acontecerá na Casa de Macau de São Paulo, mas importante ressaltar que não é uma iniciativa da associação, e nem Mário Brandão fará a visita “oficialmente.  O momento será bom para uma troca generalizada de idéias da atual situação da Casa e vou lá ver se tem algo interessante para anotar.

O convívio com o “dono da Casa”, mesmo que seja visita extra-oficial, meramente particular, é interessante depois de longa ausência da comunidade no convívio com o seu lado português.  Para quem não sabe, a Fundação Oriente é proprietária do imóvel onde está instalada a Casa de Macau de São Paulo.  Tecnicamente há um contrato de locação entre as partes, porém sem nenhum custo para a associação macaense, ou seja, na prática, não se paga nenhum aluguel/aluguer.

Volto para trazer umas imagens e o que se ouviu de todas as partes.

O ideal. Uma sede menor, mas … própria!

Ganha corpo um pensamento que já várias vezes divulguei publicamente, quer na internet, artigo de jornal, ou boca-a-boca.  A Casa de São Paulo tinha que ter uma sede menor, mas própria e mais fácil para administrar.

Ela é um cartão portal !!!  Um roteiro turístico de gente ligada a Macau e a comunidade.  Um espetáculo!  A “menina dos olhos de …”, etc. etc. Os associados se orgulham das suas instalações, mas … a usufruem? Lá se foram os tempos em que haviam festas de encher os seus amplos espaços.  Hoje, seus 20 a 30 frequentadores, somente aos domingos, uma média que pode ser até inferior e algumas poucas vezes, um tanto superior, se limitam a uma permanência para almoço e alguma conversa, de pouco mais de 3 horas e lá vão embora.  Uma constatação que envelhecemos e não temos aquele vigor de antigamente. Porém, podemos estar mais velhos, mas não morremos!  Ainda podemos ter algum fôlego para promover um pouco mais atividades ou festas para alegrar a todos.  E observa-se que é o pensamento de muitos. Basta conversar e perguntar!

Para tudo isso, uma estupenda estrutura de 5 mil m2, 4 prédios (ginásio, sede social, escritório e residência) além de uma piscina e amplo jardim.  Ah, tem mais uma churrasqueira aberta.  Para cuidar disso tudo, 4 empregados fixos e outros 2 eventuais nos domingos, além de um escritório com funcionamento diário com até 2 pessoas para cuidá-lo.

O que era bom antes, hoje se revela altamente custoso e até motivo para não haver candidatos a presidência nas eleições.  A complexidade da sua estrutura e funcionamento assusta.  É preciso tempo e disposição para enfrentar tudo isso.  Muitos dizem, é coisa para quem se aposentou e tem mais tempo.  Mas, nem isso.  Eu, particularmente, a residir 30 quilómetros da Casa, nem imagino sacrificar a minha vida pessoal e meus afazeres, tanto profissionais como de serviços (voluntários e sem remuneração) a Macau e a comunidade via Internet, para sentar atrás de uma mesa e enfrentar o trabalhoso dia-a-dia da Casa.

Agora se fosse uma sede menor, do tamanho que corresponda à de associados afiliados, de pouco mais de 200, e também dos seus habituais frequentadores, de uma média de 30, talvez pudesse oferecer mais um contributo por um período curto, dentro da teoria de revezamento de “poder”.  Além de poder orgulhosamente dizer, a sede é própria!

Obviamente tudo isso exige, uma difícil e longa negociação  com quem de direito.  Resta ver quem se habilita a tomar a frente e enfrentar a situação, além de ver qual a reação dos associados, embora isso numa Assembléia seria bem elucidado.

Já devem ter lido outras postagens minhas a respeito.  Até sou repetitivo, mas, nunca é demais tornar público o que penso a respeito para compartilhar.

Eleições na CM São Paulo – nenhum candidato

6 de Fevereiro de 2011, domingo, data de encerramento das inscrições para Presidência e Diretoria Executiva (5 nomes), e para os Conselhos Consultivos e Fiscais, 3 vagas cada uma.  E lá fui eu, curioso, para ver o que aconteceria, quem seriam os candidatos. Estava despido de qualquer pretensão a cargo eletivo.  Cumpria a minha função de blogueiro e autor do PMM de informar, além de associado.  Pensava, já dei o meu contributo com 6 anos em directorias da Casa e chega!  Melhor dedicar o tempo aos meus sites e blogs, e à fotografia, minha paixão.

Enquanto fazia hora a mostrar a alguns associados os videos e fotos que fiz do Encontro 2010, ficava na expectativa e a ver a movimentação de poucos que compareceram à Casa.  Percebi várias ausências que eram habituais.  No entanto, para minha surpresa, estava tudo extremamente calmo. Ninguém ligava para nada. Perguntei a várias pessoas se sabiam de alguma candidatura, e nada.  Ninguém sabia de nada em concreto, salvo esta ou aquela natural especulação.  Já começava a sentir que não haveria nenhuma candidatura, algo que intimamente e previamente já achava que iria acontecer.  E não é que acertei ???!!!

Ninguém, mas ninguém, apresentou candidatura para nada, nadinha!!!  A Alice até virou a urna ao contrário, e nem farelo de papel caiu dele.  Completamente vazia !!! Nenhum candidato a Presidente, nenhum candidato aos Conselhos. Respirei fundo, e pensei! Rogério, você está vivendo mais um momento histórico da sua Casa de Macau.  Pela primeira vez em toda a sua história, a Casa de Macau não tinha nenhum candidato a nada, nadinha!!!

Mas, credo, o que está acontecendo com a nossa associação?  É a decadência, é o fim??? Associado a isso, via o desinteresse dos associados comparecendo em número reduzido, talvez uns 30 ou menos.  Normalmente é uma data que atrai curiosos, que chegam a somar até 70 ou 80 presenças.  Era uma festa outrora!  Pensei comigo vários motivos e factores que influenciaram a insignificante presença, e pus-me a refletir sobre como a eventual falta de atividades da Casa possa ter afastado os associados.

No fundo, fiquei triste, além de ainda estupefato com tal situação.  Conformei-me, e fez-me a refletir quando, ao indagar um associado brasileiro, esposo de uma macaense, assim na brincadeira, “porque não se candidata?” Ele, para minha surpresa, disse sinceramente, “até me ofereceria para ajudar a administrar a Casa, mas não posso.  Não tenho origem macaense”.  Explico: os estatutos apenas permitem a candidatura a presidente àquele que tem origens de nascidos em Macau.  Noutras ocasiões, em conversas informais, até pude ver a disposição de outros na situação daquele senhor brasileiro.  É um caso para refletir, pois os associados que cumprem as formalidades dos Estatutos nada se interessam em cumprir tão difícil missão de 3 (longos) anos de mandato, salvo um ou outro a quem até pode ser que interessa, mas tem que avaliar o terreno antes de se aventurar a tal tarefa.

Restou então ao vice-presidente anunciar que, diante de tal situação, as inscrições ficam prorrogadas para o próximo domingo, dia 13 de Fevereiro.  Pensei logo comigo, quem sabe, um ou outro, depois que viu que ninguém apresentou a sua chapa/lista, talvez sinta mais segurança para se inscrever.  Pode até ser uma jogada de algum possível candidato?  Mas creio que quem for se candidatar, até pode ser rotulado de “salvador da pátria”.  Mas agora, nenhuma candidatura a conselheiro é que é difícil de entender.

No dia, por acaso, estava de passagem com a sua esposa, o meu sobrinho de 42 anos.  Veio apenas para  passar o dia com os pais, alheio a movimentação de candidaturas.  Olhando para ele, pús-me a pensar.  Gente dessa idade de seus 40, pouco mais ou menos, está ausente da vida da Casa e ninguém pensa em investir neles.  Na pura realidade, quem representa o futuro imediato da Casa de Macau?  Digamos para os próximos 10 anos, período crucial para a sobrevivência da associação?  Seria o jovem de 20 e poucos anos, ou os “ex-jovens amadurecidos”, poderia-se talvez dizer, a Geração Imediata ou a Próxima Geração, ou …, na faixa de idade de 40?  Quem estaria mais preparado para administrar a Casa? Ficam as perguntas! Pús-me a perguntar, o que se investiu nesses ex-jovens para prepará-los e conscientizá-los do importante papel deles para o futuro imediato da Casa e dos próximos 15 ou 20 anos?  O que posso constatar, é a total ausência desses ex-jovens na vida da Casa, que são vários, pois eles estão excluídos dos encontros de jovens, e nem participariam por não se enquadrarem como tal.  E com isso, vão acontecendo coisas como a ausência total de candidaturas, o que põe em risco, de imediato, o futuro da Casa de Macau. Um caso para refletir e avaliar as prioridades, imediatas !!!

Acredito que a Nova Geração, para a qual deve continuar o investimento, deve ser preparada para substuituir esses ex-jovens e não nós, de seus 60 para cima. Um jovem de 20 e poucos anos, no auge da sua carreira profissional e formação escolar, não deve ser sacrificado, de imediato, a dispender o seu tempo a administrar a Casa de Macau, mas sim cuidar do seu emprego, da sua faculdade, dos seus estudos, da formação da sua vida pessoal.

Façam as contas vocês para ver quantos ex-jovens temos, e qual o motivo de não frequentarem a Casa?  Será que as nossas “diferenças eventuais” serviram de exemplo para o seu afastamento? Procuramos um diálogo franco e aberto com eles?

Passado este “trauma do dia 6 de Fevereiro”, vamos ver se surgem candidaturas no próximo domingo, quer aquelas espontâneas, ou aquela no “estrito dever” de salvar a Casa, ou mesmo aquela escondida debaixo da manga e que não foi o momento de apresentar.  Qual seja ela, que apareça!  Depois vamos pensar se devemos reduzir o longo mandato de 3 anos, quem sabe para eventualmente poder estimular novos candidatos noutras eleições.  Li com interesse o artigo do jornal sobre o Lusitano Club (Califórnia) que tem mandato de 1 ano, e numa eleição candidataram-se 5 associados.