Ganha corpo um pensamento que já várias vezes divulguei publicamente, quer na internet, artigo de jornal, ou boca-a-boca. A Casa de São Paulo tinha que ter uma sede menor, mas própria e mais fácil para administrar.
Ela é um cartão portal !!! Um roteiro turístico de gente ligada a Macau e a comunidade. Um espetáculo! A “menina dos olhos de …”, etc. etc. Os associados se orgulham das suas instalações, mas … a usufruem? Lá se foram os tempos em que haviam festas de encher os seus amplos espaços. Hoje, seus 20 a 30 frequentadores, somente aos domingos, uma média que pode ser até inferior e algumas poucas vezes, um tanto superior, se limitam a uma permanência para almoço e alguma conversa, de pouco mais de 3 horas e lá vão embora. Uma constatação que envelhecemos e não temos aquele vigor de antigamente. Porém, podemos estar mais velhos, mas não morremos! Ainda podemos ter algum fôlego para promover um pouco mais atividades ou festas para alegrar a todos. E observa-se que é o pensamento de muitos. Basta conversar e perguntar!
Para tudo isso, uma estupenda estrutura de 5 mil m2, 4 prédios (ginásio, sede social, escritório e residência) além de uma piscina e amplo jardim. Ah, tem mais uma churrasqueira aberta. Para cuidar disso tudo, 4 empregados fixos e outros 2 eventuais nos domingos, além de um escritório com funcionamento diário com até 2 pessoas para cuidá-lo.
O que era bom antes, hoje se revela altamente custoso e até motivo para não haver candidatos a presidência nas eleições. A complexidade da sua estrutura e funcionamento assusta. É preciso tempo e disposição para enfrentar tudo isso. Muitos dizem, é coisa para quem se aposentou e tem mais tempo. Mas, nem isso. Eu, particularmente, a residir 30 quilómetros da Casa, nem imagino sacrificar a minha vida pessoal e meus afazeres, tanto profissionais como de serviços (voluntários e sem remuneração) a Macau e a comunidade via Internet, para sentar atrás de uma mesa e enfrentar o trabalhoso dia-a-dia da Casa.
Agora se fosse uma sede menor, do tamanho que corresponda à de associados afiliados, de pouco mais de 200, e também dos seus habituais frequentadores, de uma média de 30, talvez pudesse oferecer mais um contributo por um período curto, dentro da teoria de revezamento de “poder”. Além de poder orgulhosamente dizer, a sede é própria!
Obviamente tudo isso exige, uma difícil e longa negociação com quem de direito. Resta ver quem se habilita a tomar a frente e enfrentar a situação, além de ver qual a reação dos associados, embora isso numa Assembléia seria bem elucidado.
Já devem ter lido outras postagens minhas a respeito. Até sou repetitivo, mas, nunca é demais tornar público o que penso a respeito para compartilhar.
Rogerio,
Sede própria? Com que dinheiro ?
Carlos
É Canicha, como disse, “o ideal”. Num plano imaginário, sem entrar nos detalhes tanto técnicos, viabilidade, oposição, dos a favor, possibilidades, sonhos, custo financeiro etc etc, o que se pode imaginar seria somente com o dinheiro da FO, se, mas tão somente, se houvesse uma possibilidade de venda da atual sede e parte do dinheiro resultante seria direcionado para aquisição de uma sede em nome da CMSP. Ufa … complicado não? Nada, complicadíssimo!!! Portanto, fico apenas no plano da “imaginação” com o termo o “ideal seria … “. Já andei trocando umas idéias, o que dá para imaginar o quanto seria difícil. Resta ver quem um dia acreditar na idéia e comprar a “briga”, enfrentando um mundo de idéias contrárias. Enquanto isso continuamos na sede que é um cartão postal.