Archive | maio 2011

Professores do Seminário S.José, 1963

(clicar na foto para aumentar)

A foto faz parte do livreto que o Seminário publicou com resumo do ano lectivo 1962-1963 – 1963-1964.  Graças a Deus que naqueles tempos já era meio saudosita e trouxe na minha bagagem de imigrante.  Ainda tenho de 1961 e de 1965-1966 – 1966-1967.  Nesta última época, o Seminário São José só tinha 2 classes. Já há tempos que deixou de ter o curso primário, e o secundário ia ano a ano elimando as classes.  Era o fim do Seminário para alunos externos.  Uma pena!!! Quando aluno já sentia o fim se aproximando e ficava triste de um modo. A cada ano era menos gente.  Não sei o porque do motivo!

Com relação aos professores que vêm na foto, só saudades e lembranças, boas e ruins, mas no final, tudo valeu para o nosso bom aprendizado. Uma lembrança marca bem, a do professor de Inglês – Eliseu Décio Botelho.  Ele está logo atrás do Bispo D.Paulo J.Tavares.  Num dia comum de aula, quando eu ainda no Curso Primário, um aluno escrevia no quadro negro.  O prof. Botelho sentado na mesa diante dos alunos, num momento, apoiou a cabeça sobre os seus braços como se estivesse tirando um cochilo.  Estranhámos! E à medida que o tempo passava, ele não levantava para continuar a aula.  O chamámos e nenhuma reação! Fomos correndo para avisar o Prefeito na secretaria, não me recordando se já era o Padre Marta. E veio a constatação típica do falecimento de uma pessoa.  O prof. Botelho tinha falecido na nossa frente, porém passou desta para o melhor de forma muito suave.  Teve uma boa morte, tranquila! Penso que seria o desejo de muita gente, já que é inevitável que isso acontecerá a todos nós. Que ele já esteja descansando em paz desde a época. Era uma pessoa tranquila, não nos dava raspas (broncas) e muito menos carregava uma rota consigo para as devidas palmatórias.

Comentar de todos os professores tanto dos alunos externos como internos (seminaristas) iria prolongar demais esta postagem.  Se vocês tivessem o costume de comentar, poderiam enriquecer esta postagem, mas entendo que o jeito de ser do macaense é de uma certa reserva.  Não somos assim de falar abertamente.  Somos de facto mais reservados e discretos. Também sou assim, só por acaso tenho sites e blog onde sou um pouco mais expansivo.

Mas é interessante ver e lembrar o Alberto Remédios, professor de dactilografia.  Eram aquelas máquinas de teclas redondas e de cor preta, sempre com algum defeito.  Fico a imaginar se hoje existem aulas de “teclar”.  Sem aulas, o jovem é mais jovem que a gente antigamente, que até competiamos para ver quem era mais rápido.  Lembram daquele exercício de “a s d f g” que era o começo do aprendizado? Cada dedo numa tecla. Nada de usar o dedinho indicador para todas as teclas. Além dele, Padre Marta que hoje reside no litoral de São Paulo, parece que aposentou-se. Há tempos que não temos notícias dele. Padre Nunes característico pela sua barba e óculos escuros e o Padre Vaz que gostava de temperos e comida picante. E do prof. Sapage? Muito rigoroso que não perdoava umas boas palmatórias com a rota. “Ui …”. Ah, o Padre Mendes que se emocionava nos seus sermões nas missas “obrigatórias” para os alunos, algumas de 3 horas.  Também dava um puxão ou melhor torcida das orelhas quando erravamos.  Observando bem, falta o Padre e Maestro Áureo.  Pena que não aproveitei bem as aulas dele para aprender solfejo.  Achava e ainda acho muito difícil.  Assim, toco viola/violão de ouvido.

Não deixem de ver no Projecto Memória Macaense o último Encontro dos antigos alunos do Seminário de São José, neste ano em Macau.  Oriente-se pela Página-Guia de Memória Macaense.  Os livretos acima irão me ajudar a montar uma publicação mais completa sobre a minha escola, o Seminário, mas no site que cumpre a sua missão de Memória Macaense.

Moisés Bernardo e Bijú, conheces?

Dois antigos amigos macaenses que trabalhavam em Hong Kong se reúnem para tocar bandolim acompanhado de viola/violão.  Nada mais natural? Acho que não! Cada dia mais raro e difícil de se ver. Mas este convívio acabou virando um pequeno vídeo caseiro e eu o recebi via e-mail enviado por Delano Pereira. Muito obrigado!

Lá estava o Bijú, John dos Santos Hetherland (Canadá), a tocar viola na foto, que já conheço e tem uma página divulgada no Projecto Memória Macaense (veja o link no Mundo Musical PMM) com 6 músicas, mais o Moisés Bernardo, no bandolim, que com muito prazer fiquei a conhecer um pouco dele. Na imagem capturada do vídeo, os músicos macaenses tocavam “Aqui Bôbo”.

A informação veio do Bijú, que conta – “… o maestro de bandolim é também um rapaz de Macau, e tocávamos com as tunas em Macau. Ele chama-se Moisés Bernardo e é primo do falecido (no Brasil) Kai Kai, Felisberto Bañares.”  Eles, como muitos macaenses, emigraram para Hong Kong para achar trabalho, o Moisés antes dele.  Havia um convívio frequente entre os dois na colónia britânica.

Bijú recorda com certo orgulho, que em 1957 os 2 amigos participaram de um concurso em Hong Kong chamado Television Talent Time (concurso de talentos de televisão), promovido pela Rediffusion/Television Hongkong. O concurso era composto de 5 fases, cada uma com 6 competidores.  Foram vencedores da 1a. fase com o Moisés no bandolim e ele na viola acústica.  Tocaram Roman Guitar.

No final, acabaram se classificando em 5º lugar.  O vencedor foi o Colin Short a cantar “You don’t know me”.  Ah … essa canção tem história na Rádio Vila Verde (Macau), no programa Request (a pedido).  Era homem ou mulher dedicando-a para outra, mas anónimamente, afinal a canção diz – you don’t know me “você não me conhece”.  Mesquita que o diga !!! E você, caro amigo contrerrâneo, se estiver lendo, sabe bem que estou a referir-me a si … hehehe !!!

Acrescenta o Bijú que em 1964, no Teatro Cheng Peng, ele, Moisés e Fernando Souza, apresentaram-se num festival de música além dos Irmãos Oliveira (veja a postagem deles) e um conjunto de jazz de Hong Kong.

Pelo vídeo percebi que o Moisés é mesmo muito bom no bandolim.  O seu jeito de tocar o instrumento musical é do mesmo estilo que do Adalberto Remédios, outro mestre residente no Brasil que me explicava uma vez que pouca gente hoje toca assim.  São repetidos toques nas cordas e não um único toque para um tom.  Não sei se consegui explicar direito.  Pena que não dá para reproduzir música e vídeo aqui, por enquanto.

Quanto a este jeito de tocar, lembro que no Encontro de 2004, ocasião em que o Trio Macaense, do qual o Bijú e o Adalberto faziam parte, fizeram algumas apresentações, membros da Tuna Macaense foram saudá-los como bons pupilos ao ver o jeito dos dois a tocar os bandolins, ainda mais em 1a. e 2a. voz, coisa cada vez mais rara!

Como lembrava com saudade o Delano Pereira no e-mail,  “bons e velhos tempos da Tunas que já não voltam mais e nem se vê mais por aí”, apenas alguns remanescentes como o Moisés, o Adalberto e outros perdidos por aí, grandes anónimos.O Trio Macaense também está presente nas páginas musicais do PMM com músicas dos tempos das tunas.  Veja na Página-Guia de Música para se orientar quanto à sua localização.

Bom fim de semana !!! Volto na próxima …

Igreja de S.Lourenço, 1956

Primeira Comunhão na Igreja de São Lourenço, Macau, 12 de Agosto de 1956.  Você está aí? O meu irmão Álvaro da Luz está indicado por uma seta.  Ao seu lado esquerdo (vista da foto) está o meu primo João Estorninho (Austrália).

Como o meu primo era de Mong Há, pensei comigo, não precisava que fosse da Freguesia para poder fazer a 1a. comunhão por lá.  Na época eu tinha acabado de fazer 6 anos.  O meu irmão tinha 7 anos e meio.

Abaixo a foto memorável do pessoal que é e era da Freguesia de São Lourenço, tirada por ocasião do Encontro Macau 2010, na festa da Gastronomia.  Não sei dizer se alguém da foto acima está na de abaixo.  Passaram-se 54 anos !!! Muito tempo !!! Saudades !!! (clicar nas fotos para aumentar)

Outras 2 fotos da 1a. Comunhão do meu irmão:

Novo vídeo “Macau, Memórias do Passado”

Conforme prometido, o PMM Vídeo, do site Projecto Memória Macaense acaba de publicar novo vídeo produzido a partir das filmagens/edição do Hércules António.

As filmagens foram feitas quando o Hércules deixava Macau rumo a Hong Kong de barco (Tái Lói, Fát San, Tak Seng?), talvez em 1960 ou próximo.  Um vídeo curto de 4 minutos mas extenso de saudades.  Aquela Macau “tranquila e bonita, símbolo da paz e da beleza” do Porto Interior dos juncos “tan ká”, da Barra e Praia Grande, da Penha, Monte, Hospital São Januário, com vista “limpa”, sem nada para atrapalhar a sua beleza.  Ah … qui saiám, que saudades !!! Devido a curta duração das filmagens, foram acrescidas fotos antigas de Macau que recebi através de um e-mail repassado.  Como toda foto antiga de Macau, não se sabe quem são os autores.

Assim, meu convite para assistir o vídeo “Macau, Memórias do Passado” no site Projecto Memória Macaense .  Lá tem o link para o vídeo no YouTube, onde pode fazer comentários, se quiser.  Aproveite para dar uma olhada em 2 novas fotos na página principal do nosso teatro de patuá dos anos 60.  É para dar risada “dos” madames macaenses !!!

Abaixo fotos da Penha, quando ainda a vista era “limpa e bela”:

Salve o glorioso “O Tenebroso”

Equipa do “Tenebroso”, já equipada a rigor e com taças, em 1935-36

Quando ainda jovem, ouvia a minha mãe Maria Marcelina Dias da Luz falar do “Tenebroso” do qual era torcedora.  Na época da existência do grupo desportivo, a minha mãe vivia a sua juventude de 17 a 20 e tal anos.  Pensava sempre comigo que precisava achar algo a respeito do grupo, e foi na Revista Macau de Novembro de 1994 (II Série nº 31) que achei um artigo da Cecília Jorge, a quem os macaenses muito devem pelo belo trabalho, em conjunto com Rogério Beltrão Coelho, em prol da memória macaense.  O encarte “Estórias do Tenebroso” faz parte do artigo sobre o macaense Luís Gonzaga Collaço, que modestamente questionava a entrevista -  “Sou pobre. Não sou ninguém. Ninguém me conhece”.  Mas depois de ler o artigo, pode-se dizer que a riqueza material pouco interessa, mas a sua memória de “elefante” a lembrar coisas de Macau tem um imenso valor.  Se ninguém o conhecia, depois do artigo publicado, muitos passaram a conhecê-lo e ainda, depois da publicação no site Projecto Memória Macaense, em breve, sua memória será eternizada.

E, assim a Cecília Jorge escreveu:

(crónica copiada diretamente da Revista Macau, a quem agradecemos pela suposta autorização, extensivo à autora)

Estórias do “Tenebroso”

“O Tenebroso” era formado por jovens simpáticos, uma mão-cheia de atletas que deixaram boas recordações aos que ainda se lembram dos seus brilharetes desportivos durante quase uma década.

Falar nas memórias do Piolho (Luís Gonzaga Collaço) e não referir “o Tenebroso” seria imperdoável. Nele alinharam o Collaço e mais dois irmãos, Joaquim e António, este último considerado um dos mais completos atletas do seu tempo: quer no atletismo, quer no futebol.

O Grupo Desportivo O Tenebroso foi fundado em princípios dos anos 30, por Manuel de Jesus (o Manecas), na altura subchefe da PSP. Os rapazes treinavam-se na zona da “avenida” (Vasco da Gama), passando posteriormente para o chamado “bairro da Cadeia”.

Muitos deles (como o famoso Cheiney Airosa) eram ex-membros do Sporting Clube de Macau, e havia também grande rivalidade entre estes e a Associação Desportiva Macaense (ADM), dirigida pelo Vaz, então dono da Leitaria Macaense. Aliás, o próprio fundador do “Tenebroso” a dada altura largou o grupo – abandonando a camisola dos “T” – e foi a correr fundar outro não menos conhecido: o “Argonauta”, cuja sede se manteve até há poucos anos na rua do Campo.

Portanto, grupos desportivos havia uns quantos, numa alegre desorganização, e com falta de tudo, horários, disponibilidade, equipamento. Longe estavam ainda os tempos das associações de estrutura rígida, com regulamentos, calendários, subsídios oficiais e campeonatos. Para além do “T”, Luís Collaço lembra-se que havia na altura, o grupo desportivo da Polícia (a reunir portugueses e chineses), o da Artilharia de Campanha e o da Infantaria, no quartel de São Francisco. Dos chineses, os mais conhecidos eram os de Kong Caio do bairro de São Lázaro) e o de San Kiu, do bairro do mesmo nome.

Jogava-se muito, e jogava-se bem e com gosto, recorda, insistindo no civismo que marcou sempre os desafios de futebol e a grande mágoa que lhe causa agora contrastar essa época com a actualidade – sobretudo porque nunca deixou de ler os jornais, ver televisão e ouvir rádio – e verifica que, além de se engalfinharem, os jogadores se voltam contra o árbitro, chegando a vias de facto.

Sem taças ou medalhas, na altura jogava-se futebol apenas por amor à camisola e pelo gosto de triunfar. Equipamento e bolas também não havia, e muitas vezes foi sina do “Tenebroso” jogar com um simples calção branco e a camisola de alças, depois já ornamentada com o “T” da praxe, quando começaram a ter nome… Até que um dia, alguém de posição e posses, pela grande simpatia que lhe despertava aquele grupo de bons atletas “rafeiros”, se lembrou de lhes custear um equipamento completo: calção, camisola, peúgas e, melhor que tudo, sapatilhas e bolas de futebol. Vestiu e calçou quer a primeira, quer a segunda divisão do “Tenebroso”. Adolfo Jorge, o advogado, fê-lo por interposta pessoa, mas fê-lo pela representatividade de Macau, porque oito ou nove dos jovens do grupo Já integravam a selecção nos jogos com Hong Kong.

“Combinavam-se” jogos e os campeonatos anuais, não só de futebol, mas também de atletismo, e o “Tenebroso” foi vitorioso praticamente anos a fio, tendo perdido apenas duas ou três vezes o título de campeão até se desmembrar, depois da Guerra, com a saída de vários jogadores. Os árbitros eram convidados na véspera do encontro ou escolhidos na altura, e fosse qual fosse a arbitragem, os jogadores respeitavam-na. Mas havia dois mais respeitados: o Chico Constando e um tal cabo Santos, do quartel da Infantaria.

Os encontros dos macaenses com a tropa eram renhidos e bem disputados no recinto, mas independentemente do resultado, a rapaziada acabava com palmadas nas costas e numa valente jantarada na messe, sendo convidados para comer o “rancho” com os militares.

Em atletismo, o “Tenebroso” marcou também pontos nas provas disputadas tradicionalmente na Páscoa. Das medalhas é que ficaram por vezes apenas recordações, tal como em 1935: tendo ganho as estafetas nos 800, 400, 200 e 100 metros, Fernando Morais, Vítor Souza, Manuel Rego e Luís Collaço ainda hoje estão por saber o que foi feito das medalhas respectivas…

Com o desmantelamento do “Tenebroso” depois da Guerra, Collaço ainda participou num grupo desportivo nos seus tempos de funcionário das Obras Públicas. Sabendo-se que são necessárias duas equipas para disputar um jogo de futebol, e tendo formado, no caso, duas equipas igualmente representativas daquela repartição do Estado, avançou-se com uma solução brilhante: uma era a equipadas “Obras Públicas” e outra, a das “Públicas Obras”.

Mas das especificidades do desporto de então, “falam” hoje melhor as fotos…

Vencedores das estafetas de 1935 (da esquerda) Luís Collaço, Manuel Rego, Vitor Souza e Fernando Morais

Provas de corrida, 1935 (da esquerda, fila de trás) Frederico Pedruco, Joaquim Collaço, Alberto Cortiço, João Coelho, Delfim Carvalho (King Kong), António Collaço; (filas da frente) Paulo Rocha, Nino Santos, César Amarante, Luís Collaço, Fernando Morais, José Cortiço, Manuel Rego e Vítor Souza.

* publicação desta postagem dedicada à memória da minha mãe

Projecto Memória Macaense e Crónicas Macaenses

Alguns talvez perguntem se talvez estarei “a abandonar” o site Projecto Memória Macaense (PMM)? Nada disso, como podem perceber ao visitar as 2 publicações, são linguagens diferentes de abordagem de assuntos.  Antes, quando tão somente os assuntos enfocados aqui no blog, eram publicados no site do PMM, não me sentia tão à vontade na redação.  O site é mais formal e não um tipo de diário e “conversa de amigos” como o blog.

Aliás, o blog não comportaria assuntos completos como a cobertura do Encontro Macau 2010, as páginas musicais, o patuá, a gastronomia macaense, e especialmente as páginas dedicadas aos Macaenses e a Macau.  O caso é que construir uma página no site é mais trabalhoso que no blog, por isso, para não ficar ausente da net, entendi que publicações rápidas poderiam ser feitas aqui, motivo de estar mais dinâmico.

Para o Projecto Memória Macaense estou a pensar em criar páginas específicas envolvendo fotos atuais e antigas, tal como fiz no Largo do Lilau, com histórico e informações diversas, coisas que só mesmo no site. O blog não seria apropriado para tal trabalho.  Vejamos, o Largo do Senado.  Já perceberam que têm por aí inúmeras fotos de várias épocas? Acho que é o lugar de Macau que mais sofreu alterações, especificamente no espaço onde se encontrava a estátua do Coronel Mesquita. É um trabalho de pesquisas das publicações e arquivos, e à medida, digitalizar as imagens e textos  e colecioná-los numa pasta, para então depois criar a página.  Um trabalhão agradável, só resta compatilhar o tempo com outras minhas atividades pessoais e profissionais, mas dá uma satisfação enorme.

O site continua e continuará firme. É a mãe ou o pai das minhas publicações na Internet, pois sem o PMM, outras minhas publicações, inclusive esta, sucumbirão, passando para a memória macaense. Completará 8 anos em 05 de Junho, um domingo, e seguirá caminho para o aniversário de 2012. Como não tenho muita massa e o site sobrevive somente com os meus recursos sem patrocinadores, mecenas ou similares (embora não deixo de lembrar que quando precisei de apoio para as viagens específicas a Macau, como o Encontro de 2010, eu o consegui e agradeço a Comissão Organizadora.  O trabalho resultante do apoio está patente no site), queiram desculpar por não convidá-los para um jantar, rsrs … abraços e bom fim de semana!!!

(o logo acima foi confeccionado pelo amigo Rigoberto “Api” Rosário Jr, a quem sempre agradeço, e não o esqueçam; foi ele que compôs a canção-tema dos macaenses, nosso hino – Macau, que foi originalmente gravado pelos Thunders, conjunto em que participava como guitarra solo, cantor e compositor)

Ermida de N.S. da Penha

Quando visitei a Ermida de N.S. da Penha em Dezembro de 2010, por ocasião do Encontro, pairou na minha cabeça, quando fotografava Macau ao lado da imagem de Nossa Senhora do Bom Parto (não é a N.S. da Penha), a pergunta: “afinal de contas, quando ergueram a imagem de Nossa Senhora, tinham a intenção de fazê-La contemplar algum lugar específico de Macau?”

Daí fiz as fotos aqui expostas e acham que deu para constatar algo? Nada !!! Hoje, Nossa Senhora contempla um monte de prédios que cobrem a visão de algum lugar específico, para o qual talvez os construtores da época pensavam direccionar. Mas, pesquisando a Wikipédia, consta que: “No adro da capela foi erguida uma estátua da Nossa Senhora do Bom Parto, feito em mármore, de mãos fechadas, de face serena e olhando para o mar, como se ela estivesse a oferecer protecção aos marinheiros e pescadores, sendo essa a razão por que lhe foi dada o nome de “Bom Parto“. Isto complementa a informação: “Em 1935, o Bispo Cardeal D. José da Costa Nunes completou a amplificação e reedificação da capela e inaugurou a magnífica torre sineira.”

Isso explica que naquela época o mar avançava até onde a vista da imagem contemplava? Depois tudo aquilo foi aterrado? (em tempo-10 horas depois: não vou deletar esta pergunta, mas não é nada disso, foi força de expressão. Noutra postagem vou publicar uma foto panorâmica de 1875 e outra de 1960). Bom, pelas fotos dos anos 60, parecia que contemplava a região do Centro, talvez o Monte ou Ruínas de São Paulo, ou o Largo do Senado? Até parece bobagem levantar esta questão, mas está colocada nesta postagem com fotos.

Complementando, como já é normal em Macau, embora nem sempre, havia uma névoa (poluição?) que prejudicava uma boa foto.  Para quem não mais mora em Macau, como eu, é uma grande decepção quando se quer levar umas belas fotos tiradas da Penha.  Das 3 vezes que subi lá nas minhas viagens, em 2 havia névoa, e ainda bem que numa estava totalmente limpo. E para terminar, interessante ver que a Penha tornou-se um lugar muito requisitado pelos noivos para fotos.  Enquanto lá permaneci, era uma fila aguardando a sua vez. Todos chineses, que nem sei se são católicos, mas eles não ligam, digamos é uma questão de miscigenação de culturas.  Aliás, os chineses ainda se casam vestindo trajes típicos, aqueles bem vermelhos? Acho que hoje são poucos, talvez aquelas famílias super tradicionais. Reparem que vestem o branco, que para a cultura chinesa é cor de luto.  Mas essa é a nova China, “modernada” !!!

Nossa Senhora contempla Macau (e fachadas de prédios nos dias de hoje), mas qual a vista que Ela tem? Veja a foto seguinte:

Esta é a vista que Nossa Senhora tem: prédios e mais prédios, e a árvore que cresceu ao longo dos anos !!! E qual era a visão que Ela tinha nos anos 60? veja as fotos seguintes:

Ah … uma visão mais limpa, por não dizer, mais linda !!! Até Nossa Senhora deve ter saudades desses anos dourados !!!

Esta era a Macau dos anos 60, em que a gente ansiava o progresso e a modernidade, mas, convenhamos, não precisava exagerar tanto, não é ???!!!

Observe, a colina da Penha que fica no lado superior esquerdo e acompanhe a trajetória da vista de Nossa Senhora.  Não contemplaria o Monte ou região? Mas algum local específico? Antigamente era mar até aí? Ou mudaram a direção da estátua de Nossa Senhora algum tempo depois de instalada para contemplar o Centro da cidade? Eis a questão, eis o “mistério” !!! (a última foto é de Harry Redl do livro “Macao” de 1963)

Vídeo de Parada Militar anos 60

Como tinha antecipado na postagem “Acervo de Hércules António“, o Projecto Memória Macaense lançou no YouTube o 1º vídeo produzido a partir do DVD que traz diversas filmagens do início dos anos 60 e fim de 50, assim presumo, corrijam-me se for o caso.

Sob o título “Macau Memórias do Passado – Parada Militar”, o vídeo de pouco mais de 4 minutos mostra imagens da parada que deve ter ocorrido em 10 de Outubro – Dia de Portugal. Desconheço quem seria o Governador: Jaime Silvério ou Lopes dos Santos, ou??? Se alguém puder informar, agradeceria.

Assim, convido os amigos para acessarem o site do PMM – clicar aqui onde poderão assistir o vídeo, ou então, se quiserem comentar algo, clique no link do YouTube, aonde poderão fazê-lo. Na semana que vem lanço o 2º vídeo dos 6 já editados.

Só posso agradecer o filho, que desconheço o nome, do Hércules António, que ao distribuir o DVD das filmagens do pai, contribuiu para perpetuar a sua memória.  Ficaria grato se houver outros vídeos alusivos a Macau mandarem-nos para mim, que prontifico a editá-los por assunto e publicar na YouTube.  O Projecto Memória Macaense procura diversificar o seu conteúdo, pois por não ser um jornal ou uma revista, tem que “quebrar a cabeça” para a criatividade e o esforço para publicar o trabalho de jornalistas e articulistas de revistas, livros, jornais e outras publicações, mas sempre com a máxima preocupação de procurar atribuir e destacar a autoria e a fonte.  Às vezes pode falhar, mas já de antemão, minhas desculpas e me alertem a respeito.

A 1ª imagem mais acima extraída do vídeo mostra uma formação em V da Polícia Militar (Polícia do Exército), que causava sensação na parada. Para quem não se lembra, a PM ou PE fazia guarda do Palácio do Governo, com um soldado portando uma metralhadora logo antes da escadaria.

Abaixo uma imagem da nossa gloriosa Mocidade Portuguesa que desfilou em 2 formações, uma banda musical conforme pode ver.  Na verdade a Mocidade, longe de ser um eventual sonho de juventude nazista, em Macau se assimilava mais a uma espécie de escoteiros, embora manipulassem aquelas pesadas espingardas que davam um coice de quebrar o ombro quando se dava um tiro. Pouco posso falar a respeito, pois acabei não ingressando nele, quase, mas não sei por qual motivo acabei não entrando.  Até parece que tinha sido confeccionado o uniforme.

E, aproveitando o assunto de Exército português, abaixo uma foto das Tropas Expedicionárias em 1959, no quartel de São Francisco, vendo-se ao seu lado esquerdo, o Jardim de São Francisco.  Conforme o belo livro “400 Anos de Organização e Uniformes Militares  em Macau” de Manuel A.Ribeiro Rodrigues, edição de Instituto Cultural de Macau, de onde foram copiadas as 2 últimas fotos desta postagem, sob o título “Tropas Expedicionárias a Macau – 1900 a 1961″ consta que “Macau, além das tropas européias e locais, recebia destacamentos originários da Índia, principalmente de Goa e de África.  Anteriormente ao fim do século passado, esses reforços eram pouco significativos devido ao pouco número de homens destacados.  Contudo, a partir de 1900 começaram a surgir tropas indígenas em maior número, a nível de pelotões e até companhias.  Vinham principalmnente de Moçambique ou de Goa.” A seguir dá uma descrição do uniforme das praças indígenas vindas de África  e da Índia, em separado, com ilustrações.

Abaixo, um soldado indígena “mó ló chá” de sentinela na quartel da Flora:

A respeito dos soldados indígenas poderão ler a respeito no site Projecto Memória Macaense. Veja na página-guia de Macau o link para as histórias. E, salve a memória do glorioso Exército Português de Macau nos saudosos tempos em que tremulavam no Monte as bandeiras de Portugal e do Leal Senado !!!

A nova versão do Projecto Memória Macaense está no – www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense

Inaugurado mais um monumental Casino

Acho que todos os internautas que acessam este blog, devem estar “carecas” de tanto ler e ver as fotos deste monumental casino Galaxy.  Até me enviaram vários links de vídeos no YouTube. Só posso dizer “simplesmente espectacular”.  Vou contar os dias até uma nova viagem a Macau e visitar este novo “monstro”.

Para quem viveu aquela Macau dos anos 60 em que o orgulho era o prédio de apartamentos, n atualidade perdido ao lado do Hotel Sintra, hoje vê estes autênticos complexos monumentais da era do jogo, simplesmente não consegue acreditar como isso, nos dias de hoje, diria, são “coisas de Macau”.

E, para variar, publico o texto do site da TV e Jornal “O Globo”, aquela das novelas brasileiras que também noticiou o facto (a gente macaense do Brasil sempre fica contente quando Macau vira noticiário na imprensa brasileira, hoje mais frequentemente):

Cassino bilionário é inaugurado em Macau, na China

Cassino faz parte do complexo com três hotéis e piscina de onda artificial.

Há 450 mesas de jogo e 1.500 máquinas de caça-níquel.

O Galaxy Macau, um resort e cassino bilionário, foi inaugurado neste domingo (15) em Macau, na China, com 450 mesas de jogo e 1.500 máquinas de caça-níquel. O empreendimento empresa Galaxy Entertainment Group custou quase 2 bilhões de dólares e pretende atrair uma maior variedade de visitantes do que outros do mesmo ramo no país.

No complexo, há três hotéis, incluindo um da cadeia de Cingapura Banyan Tree e outra cadeia Okura, no Japão, com 2.200 quartos.

Uma das maiores atrações do resort é uma piscina de ondas artificiais de 4 mil metros quadrados, que gera ondas de até 1,5 metro de altura em uma praia artificial criada com 350 toneladas de areia branca.

Há ainda jardins tropicais e japoneses, um pavilhão japonês, um bar especializado em uísque escocês, 50 restaurantes, um clube privado e uma rua de compras. Até o fim deste ano será inaugurado um cinema para filmes em três dimensões.

A nossa malta em Hong Kong

Antecipando uma futura divulgação, está aqui uma das 3 fotos antigas que o Daniel Ferreira me emprestou para fotografar. Ele me mostrou no nosso convívio na APOMAC e eu não hesitei, “me empresta aí para fotografar as fotos” uma forma prática de digitalizar (escanear).  Depois é só tratar no photoshop. Penso que a época era os anos 70 ou final de 60. Será?

Aí a nossa malta que morava e trabalhava em Hong Kong.  Identifique vocês mesmo quem são eles. Perceba o YMCA no anúncio ao fundo. Aliás quando estive lá em 2007, até fui me informar sobre o hotel deles, que segundo informações é bom inclusive no preço.  Dizem que tem que reservar com antecedência.  Alguns quartos têm vista para a baía de Hong Kong, aliás um dos lugares que adoro ficar contemplando naquele belvedere de Kowloon.  Em 2010, estive lá de novo, após ter comprado uma nova máquina fotográfica lá perto, uma Canon 60D. Bom preço, mais barato que em Macau.

A propósito, se a foto tivesse sido feita hoje, talvez estivessem de jeans e de ténis ou sapato-ténis.  Só que naquela época a gente era mais clássico.  Calça e sapato social.  Aliás, lembro que dificilmente eu comprava sapato pronto (hoje nem sempre do tamanho certo para o pé, que sofre com isso).  Sempre mandava fazer.  A loja do bom sapateiro chinês desenhava o contorno do pé para fazer a forma. A gente tinha “estilo”. E quem não se lembra que nos anos 60, a gente usava gravata no domingo para ir à missa?  Eu te conto a vergonha que passei no Rio de Janeiro quando este imigrante macaense chegava ao Brasil, num domingo, após 49 dias de viagem de barco oriundo de Hong Kong.

A “coitada” difícil Quinquilharia

Não é novidade ver em Macau nomes de lojas escritas com erros de português.  Até há um livro a respeito com fotos. Mas vale o esforço dos chineses para cumprir o ainda exigido, mesmo após a transição. Os nomes estabelecimentos têm que ter a tradução para o português, se bem que nem todos cumprem o dever.

Aí acontecem os erros como estas 2 captadas por acaso  na minha viagem para o Encontro Macau 2010.  A vítima foi a a difícil palavra  – quinquilharia.  Nisso até concordo com os “letreiros”.  Quinquilharia, pelo dicionário (Porto Editôra) significa “pequenos objectos de pouco valor, para enfeites e brinquedos para crianças”.  No brasileiro não é muito diferente.  Se tivesse tempo disponível nas minhas corridas estadias em Macau, até também faria uma bela coleção de fotos de erros de português nos anúncios.

13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima

Hoje, sexta-feira, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima. Um dia para uma prece e lembrar as nossas tradições religiosas. O Brasil, tal como Portugal e o mundo, também celebra intensamente a data.

Graças a Deus que em Macau ainda é mantida a procissão que sai da Igreja de São Domingos até a Ermida da Penha. Está viva na minha memória esta procissão de longo percurso que quando alcançava a Penha, já escurecia o dia. Uma procissão que a minha família fazia junto, a minha mãe de véu.

Esta sexta-feita, dia 13 de Maio de 2011, também está marcada por uma lembrança que o site Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses, e eu pessoalmente, sempre guardará com muito orgulho e carinho. Obrigado Nossa Senhora de Fátima !!!

Gazeta Macaense, fim da censura

Na postagem “Os ex-Governadores Garcia Leandro e Melancia”, brincando, dizia que o Leonel Boralho devia ser condecorado com um título póstumo de Confrade pela Confraria de Gastronomia Macaense, muito bem administrada por Luís Machado. Isso devido às inúmeras receitas que publicava na Gazeta Macaense, nos espaços dos artigos vetados pela malfadada Censura que existia naqueles tempos em Portugal e suas colónias.

No ensejo do passado dia 25 de Abril, aniversário da Revolução dos Cravos, e o lançamento do livro do ex-Governador Garcia Leandro, estava eu a pesquisar a Revista Macau e na edição de Abril de 1994, II Série nº 24, num artigo de José Guedes, ilustre jornalista e investigador que escreve regularmente suas crónicas no Jornal Tribuna de Macau (secção Opinião), vi a publicação de 2 edições da Gazeta Macaense.  Chamou-me a atenção de um detalhe do cabeçalho do jornal: o fim da censura da Gazeta Macaense.  Vejamos as imagens (clicar para aumentar) a seguir:

Observe na imagem recortada a seguir que logo abaixo de Macaense, constava ainda (Visado pela Censura). Edição de 27 de Abril de 1974

Já nesta edição de 9 de Maio de 1974, não mais constava o (Visado pela Censura).  O jornal já respirava a liberdade, a democracia.  Isto foi há 37 anos

A respeito, João Guedes escreveu o texto abaixo, inserido num quadro à parte no extenso artigo “A Oriente da Revolução”:

Um Jornalista de Macau na Cova da Moura

Leonel Borralho, director de A Gazeta Macaense, um dos jornais que mais criticavam a governação de Nobre de Carvalho, encontrava-se na Europa quando eclodiu a Revolução dos Cravos. Acompanhava os feitos da selecção nacional de hóquei em campo (que incluía diversos nomes de Macau na sua linha principal) no campeonato do mundo, que, nesse ano, se deputava na Alemanha Ocidental. Esta última digressão de Leonel Borralho, que já antes estivera na Guiné, viajando pelas “bolanhas” com o capitão Otelo Saraiva de Carvalho, valeu-lhe perder os acontecimentos do 25 de Abril no território, mas fez com que tivesse sido o primeiro jornalista macaense a falar sobre Macau com o general do monóculo, na Cova da Moura, poucos dias depois da revolução.

Do teor e resultados dessa conversa, pouco se ficou a saber, para além do que eventualmente se poderia deduzir da biografia impressa no jornal, mostrando Borralho e Spínola. Este, na atitude interrogativa de um general em plena batalha,que tem pouco tempo para conversas. Aquele, na de quem tenta explicar qualquer coisa.

No entanto, a verdade é que, fosse qual fosse o teor e a duração do encontro com o general, o certo é que, regressado a Macau, Borralho vinha convertido às virtudes da democracia, classificando em primeira página a formação do COM local como uma patriótica manifestação de Lealdade para com a Junta de Salvação Nacional, e sublinhando que a liberdade de pensamento era um legado a nós concedido Spínola e todos aqueles que fazem parte da Junta de Salvação Nacional.

No seu primeiro artigo desde que regressara, Leonel Borralho concluía cumprimentando patriotamente os democratas do CDM. Aproveitava porém para se distanciar de todos, avisando que não tencionava filiar-se em qualquer grupo.  No entanto, para que tal atitude não levantasse e suspeitas de simpatias reaccionárias, avisava desde logo que tal não queria dizer que não fosse por Spínola (que sublinhava conhecer pessoalmente), ainda que, por causa deste, tivesse passado alguns dissabores que afirmava serem do conhecimento geral. Mas Borralho não guardava ressentimentos e reiterava a sua lealdade à Junta de Salvação Nacional, a qual inclui um homem que dizia poder considerar seu amigo pessoal: o general Jaime Silvério Marques.

Assim encerrava Leonel Borralho o artigo, esquecendo-se apenas de referir que, por causa de Silvério Marques, tinha sido preso e deportado para a Taipa, nos tempos em que ainda não havia ponte e a Taipa se podia considerar como um lugar de desterro, somente porque tinha enviado para a agência UPI a notícia da explosão de uma bomba no Porto Interior accionada pela mão negra das seitas, que, na altura, segundo a filosofia oficial, não existiam em Macau…”

Acervo de Hércules António

Conhecem-no? Era conhecido como o “gajo” que sempre andava com uma filmadora (provavelmente uma 8mm de dar corda).  Filmava tudo. Dizem que era um fanático por isso, mas amador.

Uns anos atrás o filho do Hércules, cujo nome desconheço e tento apurar, andou a distribuir na APOMAC uns DVDs com as filmagens feitas nos anos 60 pelo pai.  Dizia ele que o pai tem (ou tinha?) um acervo enorme de filmagens.  Penso comigo, o que está feito dele? Foi doado para alguma instituição? Guardado em gaveta ou armário? Perderam-se? Foi publicado, onde?

O conterrâneo que recebeu uma cópia emprestou-me para também copiar.  O resultado, agora que estou nessa onda de vídeos e do PMM Vídeo, decidi editá-lo, separando por temas, que são: a) 2 GPs de Macau, uma, daquela em que a ponte caiu, outra da vitória do Arsénio Laurel com um Fórmula Júnior branco; b) a chegada de avião em Macau do novo Governador (ainda vou descobrir o nome); c) uma parada militar defronte ao Palácio do Governo; d) comemoração do Dia de Macau (acho eu) na Gruta de Camões, e,  e) dança do dragão pelas ruas de Macau.  Feito o trabalho vou aos poucos publicar no YouTube sob a sigla Projecto Memória Macaense, mas destacando principalmente o seu autor – Hércules António – para que este grande macaense, que sabia ou não sabia estar a fazer um importante trabalho pela nossa memória, não seja esquecido e  reconhecido anos depois.

Porém quase nada sei a seu respeito, pois poderia abrir uma página no site PMM em sua memória, embora mesmo assim vou fazê-lo, mas se eventualmente alguém pudesse contribuir com alguma informação, foto do Hércules, ou até me possibilitar o contacto com o seu filho, muito agradeceria.

(foto do meu acervo de uma Ferrari no X GP de Macau dos anos 60, na subida da Guia)

Novos cds em Macau???

Acabo de publicar no site Projecto Memória Macaense no Mundo Musical PMM, o cd acima do cantor italiano Fabrizio Croce que residiu uns tempos em Macau.  O disco foi produzido no ano de despedida da administração portuguesa, em 1999.  No site você ouve a canção Macau, letra em italiano e música do cantor.  Bom não confundir com o nosso “hino” Macau (terra minha), uma composição do Rigoberto “Api” Rosário Jr. e gravado originalmente pelos The Thunders. Meu convite para dar um pulo lá e visitar a página.  O link está na coluna lateral do site, aliás sua visita ao site deste blog é sempre bem-vinda.

Sobre o título desta postagem, é para contar que na minha viagem ao Encontro 2010, fui lá, como de hábito, para a Livraria Portuguesa ver as novidades editoriais, e principalmente para ver se havia algum novo CD de Macau.  Subi lá as escadas para o andar superior, naquelas prateleiras de discos, sem qualquer vigilância, ou seja, no piso não há ninguém, acreditando na boa fé e honestidade dos seus frequentadores (coisas de Macau, não vistas no Brasil), e fiquei a procurar por novos cds.  Não precisa dizer que foi aquela decepção! Não se produzem mais cds de conjuntos ou cantores de Macau, digamos, de língua portuguesa ???!!!

Tudo o que encontrei foi este cd, que eu não tinha, talvez lá tivesse umas 3 unidades.  Peguei o que tinha melhor aparência, pois estavam sem o plástico que lacram os cds, mas, acabei esquecendo de conferir se havia disco lá dentro!!! E chegando ao hotel Sintra, percebi que nada havia.  Alguém que abusou da confiança da Livraria deve ter escondido no bolso, deixando só a capa.  Fui lá reclamar para a acessível gerente da livraria e ela, sem argumentar, acreditou na minha palavra e fez a troca.

É uma tristeza que passou aquela época de boas produções musicais em Macau, muitos com o selo da Tradisom. Vejamos, a Tuna Macaense, A Outra Banda, A Trança Feiticeira (Veiga Jardim), Miro, Elsa Denton, António Prazeres, Adé, Thunders, João Gomes, Rão Kyao, Coral Dinamene, Isabel Teixeira Melo, etc. Hoje somente podemos nos contentar com as produções pessoais, sem fins comerciais, ou seja, não se vende mas distribuído limitadamente e de forma gratuita. Os exemplos, Charlie Santos (Carlos Alberto Santos-Canicha), Armando Santos, Coral da Casa de Macau de São Paulo (hoje Vozes de Macau), Trio Macaense, estes os mais distribuídos em época oportuna.  Outro, mais limitada por curto orçamento, do Nano Branco, Carlos “Naio” Lemos … me desculpem se esqueci de alguém. Quase todos, pelo menos, têm uma música divulgada no Projecto Memória Macaense.

No entanto, não descarto a hipótese de eu estar errado com a informação e meramente não estarem disponíveis para venda na Livraria Portuguesa mas noutras lojas de discos, uma coisa cada dia mais difícil de achar em Macau, pelo menos nas minhas andanças pela cidade, como um não residente.

Ouvi falar de um possível novo cd da Tuna, que deve ser comercial, e a Elsa Denton poderia estar a produzir o seu particularmente.  Vamos a ver!!!

O PMM está aberto para divulgar a música de músicos macaenses ou daqueles relacionados a Macau, o que tem recebido certas referências que é um prestígio ter uma página musical no site.  Prestígio é meu, amigos conterrâneos ou não, por poder contar com  a vossa presença no site.

Aproveito para avisar que logo logo, após um remanejamento de 2 páginas musicais do PMM, irei publicar 2 músicas (Desafinado e Verde Vinho) do macaense John dos Santos Heterland, o Bijú, residente em Toronto, Canadá, que lá está presente com uma versão instrumental de boss guitar de Macau.  Bijú fez parte do Trio Macaense (à distância, ele no Canadá e outros no Brasil) na gravação do seu bom CD de músicas das antigas tunas de Macau.  O PMM fica satisfeito por poder contribuir com a divulgação do nosso limitado mundo musical macaense.

Centro Cultural de Macau, EUA

Com o símbolo da bandeira do Leal Senado na fachada do prédio, foi inaugurado no sábado, 07/05/2011, o Centro Cultural de Macau em Fremont, São Francisco, EUA.  No local estarão reunidas 3 associações da Califórnia, (o.a.) Casa de Macau nos EUA, Lusitano Club de Califórnia e União Macaense Americana-UMA. O blog Crónicas Macaenses e o site Projecto Memória Macaense (lá veja o artigo do Jornal Tribuna de Macau com mais fotos) deseja ao C.C.M. e às associações, sucesso nesta nova empreitada e que façam bom uso do Centro em plena união, harmonia e consenso.

É algo interessante num mesmo local,  reunir 3 associações macaenses instaladas na mesma região, cada uma criada conforme os princípios e objetivos dos seus fundadores.  Muitos perguntarão o porque de não unificar as 3 numa única associação, aliás um assunto nos bastidores. Pela minhas outroras vivências no meio, julgo que não é nada fácil e nem pretendo entrar no mérito da questão. Penso que o tempo dirá, após a euforia da inauguração passar para a vivência do dia-a-dia.  Os meus votos para que sempre haja harmonia e uma boa convivência, embora possa haver “divergências eventuais” como foi destacado no artigo do jornal, mas no fim acaba num bom entendimento.

Para entender o motivo de diversas associações numa região, a rigor com a mesma finalidade principal e outras secundárias, é preciso entender a questão cultural, a formação do povo que passou das fronteiras de Macau. Ou seja, é preciso ser Macaense para entender o que chamamos hoje, a Comunidade Macaense, que engloba não só os nascidos em Macau, mas de diversas origens e nacionalidades. Um assunto que não será expandido neste blog e nem em possíveis comentários (sujeitos a aprovação) nada construtivos.  Só não podia deixar de citar “levemente” o assunto e penso que é o limite.

Encerrando a postagem, os parabéns por ostentar na fachada do prédio o símbolo, que posso dizer, autenticamente macaense, pois sempre lembrará a nossa saudosa e histórica bandeira de Leal Senado. Saúdo também a compreensão havida, já que conforme o texto da reportagem, um dos apoios veio da Macau pós-transição.  É uma questão de saber respeitar os origens de um povo que foi formado nos tempos da administração portuguesa.

Av. Almeida Ribeiro vista do alto

Na revista da edição 15 Anos do Instituto Cultural de Macau (1982 – 1997) “Na Afirmação de Uma Identidade”, como uma prestação de contas do que foi feito em Macau, foi publicada esta interessante foto (provavelmente 1993 ou 1997), que particularmente não tinha visto, tirada do alto (topo) da Av. Almeida Ribeiro.  Na época, de 1989 a 1993, vários prédios passaram por um processo de restauração que custou MOP 3.744.720,00 com o apoio da Fundação Oriente:

Penso que a avenida em si pouca coisa mudou. Foi preservada, por enquanto.  Quanto à paisagem do fundo, então … Até precisaria tirar uma foto 2011 para se ter uma idéia da quantidade de prédios que se acrescentou no fundo, o Porto Exterior.  Já li no Jornal Tribuna de Macau há tempos atrás, sobre planos para até demolir os velhos prédios centenários, a pretexto de melhor fluxo de trânsito, coisa assim!!!

Toda vez que vou a Macau, vejo, entristecido, a decadência da nossa velha avenida, de muitas lembranças.  O ideal seria que fosse restaurada, mantendo os atuais prédios, tal como vemos na Europa ou outros paises.  Por outro lado, ouço falar que há um certo desinteresse pela sua ocupação, que parece, muitos andares superiores andarem vazios.  Vocês de Macau é que saberão dizer! Não saberia dizer se fossem bem restauradas, poderiam tornar-se residenciais ou até comerciais por um preço razoável tanto de venda ou de aluguel/aluguer.  Pelo menos em São Paulo, isso ocorre com muitos prédios antigos, embora Macau é Macau.

Na revista, junto com estas e várias fotos dos prédios da avenida, há o histórico abaixo:

A abertura desta avenida nos princípios do séc. XX (1910 – 1930), sobre um bairro chinês, foi de extrema importância para o desenvolvimento de Macau ligando o Porto Interior ao Porto Exterior. Tornou-se, em conjunto com as suas transversais, na artéria comercial mais importante da cidade durante mais de 50 anos. com um comércio variado que se reflectia e reflecte, na variedade e colorido dos anúncios publicitários onde tudo havia o que era necessário à cidade. A sua abertura deu origem à construção de um conjunto de edifícios com areada sobre o passeio, construídos entre os anos 10 e 30, cujo estilo da fachada varia entre o revivalista neoclássico e o modernista com elementos decorativos “art deco”. existindo ainda um dos poucos exemplares de arte nova em Macau.

Do conjunto de edifícios restaurados , num total de 73, poder-se-ão distinguir para alem dos nos.407 e 411, em arte nova. os nos.48 a 80. cuja fachada é mareada pela multiplicidade de varandas e os nos.386 a 396. edifício claramente “art déco”. O restauro exterior dos edifícios desta avenida incluiu a reparação de fissuras, fendas e rebocos, limpezas, execução de novas caixilharias seguindo os modelos originais, pinturas e reparações das coberturas sempre que necessário.”

As fotos são do Arquivo do Departamento do Património do ICM, que penso deve ter um riquíssimo acervo.

APOMAC 10 anos

Está de parabéns a APOMAC pela celebração dos 10 anos da sua fundação. Um excelente trabalho que espero tenha continuidade e continue recheado de sucesso.  Pelas reportagens no Jornal Tribuna de Macau, parece que está no bom caminho de conseguir apoio do Governo para ampliação das suas instalações.  Na minha visita no Encontro 2010, que foi matéria da minha primeira postagem a respeito (veja no link ao lado de Encontro 2010), o antigo colega do Seminário, Francisco Manhão bem explicou do trabalho da APOMAC e a necessidade de ter mais espaço.

Toda a vez que vou a Macau, como já dissera naquela postagem, tenho que, pelo menos, ir uma vez à APOMAC para uma refeição.  Lá me sinto em casa e encontro sempre gente conhecida.  A malta lá se encontra e a comida é muito boa, para não dizer, também de preço acessível.  Realmente estão de parabéns o Francisco Manhão, Jorge Fão, os irmãos Henrique e Victória Baptista, o Francisco Assis e tantos outros colaboradores que me desculpo por não citar os nomes.

Ainda estou pendente de publicar uma matéria a respeito e as conversas que tive com os Baptistas e o “galã” macaense, Daniel Ferreira, que, brincando, falava para a minha esposa que ele, nos tempos de escola (Seminário) sempre aparecia para resolver uma situação favorável a nós, tanto no braço como pela boca.  Daniel, também brincando dizia ser o “defensor” de quem necessitava de ajuda, e ainda deixou-me copiar uma série de fotos antigas que trazia consigo.  Vou publicá-las oportunamente.

Abaixo, outras fotos que tirei do ambiente da APOMAC.  Veja mais fotos na postagem “Macau à vista” do Encontro 2010.

Sempre tem gente conhecida

Victória Baptista e o pessoal da cozinha

Beldades Macaenses II

Complementando a  minha postagem anterior de Miss Macau 1993, que foi a bela Isabela Pedruco, localizei na revista RC Review of  Culture do Instituto Cultural de Macau, edição de 1994 em inglês apenas, uma pena, 2 fotos das irmãs Pedruco que foram misses em Macau.

O belo trabalho foi do fotógrafo Eduardo Tang Meng Wai em Outubro de 1994 em Macau.  Foram publicadas diversas fotos de macaenses na RC com o título Album – Macanese People 1994.  Fotos de estúdio com excelente iluminação, além dos fotografados terem se saído muito bem.

Isabela Madeira da Silva Pedruco, 22 anos (em 1994), secretária executiva, nascida em Macau, pais macaenses (legenda na revista)

Guilhermina Madeira da Silva Pedruco (Mina), 24 anos (1994), secretária executiva, nascida em Macau, pais macaenses

Vídeo de Macau

Acabo de publicar na YouTube novo vídeo – Macau, andando por aí.  Foi filmado por ocasião do Encontro das Comunidades Macaenses Macau 2010.  Nas minhas andanças pelas ruas de Macau, à noite ou dia, fui filmando, repartindo o tempo com a máquina fotográfica e fazendo companhia à minha esposa nas compras.  Fotografar e filmar ao mesmo tempo não é fácil.

A trilha musical é do cd de “A Outra Banda”, um dos que mais gosto, pois os músicos portugueses conseguiram cantar os costumes chineses em sons mistos ocidentais e orientais, com a ajuda da orquestra chinesa Cheong Hong.  A produção do cd é da Tradisom – www.tradisom.com do José Moças, a quem sempre agradeço pela autorização para reprodução das músicas do seu selo. Visite o site e vai ver belos cds que pode adquirir.

Um dia ainda volto para Macau, com uma filmadora pelo menos semi-profissional, se for possível comprar, pois a minha handycam pouco milagre consegue fazer.  Aí vou fazer uns vídeos que tanto idealizo.

Aproveito para convidá-los para assistir outros vídeos que andei produzindo no Encontro 2010, sobre as apresentações dos músicos nos eventos.  Já estão publicados vídeos dos shows do Luís Garcia, Elvis de Macau, Elsa Denton, Tuna Macaense, Ramana Vieira, Isa Manhão e os Irmãos Oliveira.  Ainda está para ser divulgado vários outros, como do Charlie Santos, Flipsiders, Mystics, Badaraco, os Carion, Armando Santos, coral Vozes de Macau, Ysabele Capitulé e José Achiam.

Além destes, também já ando publicando vídeos ou video-foto clips sobre Macau há tempos.  Assim, fica o convite para você ver os vídeos nos links abaixo, ou então no site Projecto Memória Macaense – www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense – oriente-se no Guia de Vídeos com link na coluna direita:

Macau, andando por aí - http://www.youtube.com/watch?v=AHykYtCeu9g

O meu canal na YouTube, onde você ver a lista dos meus vídeos é – http://www.youtube.com/user/rpdluz

Beldade macaense de 1993

Diveras bonita. Muito bonita. A Isabela Madeira Pedruco mereceu o título de Miss Macau.  Apesar do concurso ter sido em 1993, pelas fotos parece os dias de hoje.  Parece que as Pedruco levaram os títulos de direito.  Não sei se depois delas alguma macaense ganhou o concurso de Miss.  Veja abaixo o que foi publicado na Revista Macau, ano II, série nº 17,  Setembro 1993. Não há autoria atribuída para as fotos mas consta da revista que o responsável pela Fotografia era Cheong Io Tong:

Miss Macau 93

“Isabela Madeira Pedruco foi eleita Miss Macau, no concurso organizado anualmente pelos serviços de Turismo do Território.
Portuguesa, 20 anos, natural de Macau — e com uns olhos de espantar — Isabela cativou, desde o início do espectáculo, o numeroso público que, no último sábado de Agosto, acorreu ao recinto do Fórum. Isabela Pedruco, irmã de uma antiga Miss Macau (Guilhermina Pedruco), conquistou também o título de Miss Fotogenia, atribuído pelos jornalistas.
A noite foi ainda de glória para outra macaense: Lisa dos Santos Lewis (20 anos) eleita 1a Dama de Honor e, por conseguinte, a segunda representante do Território em termos de beleza. O título de 2a Dama de Honor foi para a escultural Chan King Mut, chinesa, de 20 anos.
Finalmente, Gabriela Lopes da Silva, natural de Macau, foi eleita Miss Simpatia, pelos seus pares…
A vencedora do concurso, transmitido em directo pelo canal cantonense da TDM, receberá prêmios da ordem do milhão de patacas (cerca de 20 mil contos), incluindo um automóvel e um apartamento.”

Gabriela Lopes da Silva, Lisa dos Santos Lewis, Isabela Pedruco (Miss Macau 1993) e Chang King Mut

Seminário 1953, republicada

Muitos devem estar até “carecas” de tanto ver esta foto.  Já está publicada na versão antiga do site Projecto Memória Macaense, mas a vantagem de um blog é que uma publicação “solta”.  É como se fosse um diário, um caderno.  Publica como quiser, enquanto que um site já é mais formal, atenta aos detalhes e mais completa.  Assim, como recebi a foto do Francisco “Chico” Inácio (São Paulo) que eu brinco chamando-o de Chico Rebuçado, pois ele sempre tem um rebuçado/bala(Brasil) no bolso para te oferecer, e como achei que estava nítida, grande e com uma descrição bem detalhada, então decidi republicar aqui.  Não custa nada e vale para aqueles que nunca viram a foto, pois tem muita gente conhecida, embora ainda criancinhas/putinhos(Portugal).

(clicar na foto para aumentar)

A propósito, andei olhando as revistas Macau do ano 1994 e vi matérias sobre o teatro de patuá e mais uma vez pairou na minha cabeça a pergunta “afinal de contas, que raios que a nossa malta tanto gosta de vestir-se de mulher em peças de teatro?” Muitos como a gente os conhece, não são nhonhas até gabirús(mulheres) e tanto e nem têm tendências homosexuais (nada contra e nem ridiculizar), mas muitos não hesitam em aceitar um convite para uma peça teatral e lá estão travestidos de senhoras, garotinhas, idosas etc.  Aqui em São Paulo, temos 3 exemplos, até um vídeo de The Chopstick Sisters divulgado no Projecto Memória Macaense (dêm uma olhada no Guia de Vídeos). Aproveite e vejam também a peça teatral em patuá “O Passaporte”.  Se tiver paciência, são 4 capítulos com 40 minutos de duração no total mas vale para umas boas risadas.

Aliás, tem uma matéria do Paulo Coutinho sobre o Dóci Papiaçám que fala que “reactivaram as récitas de patuá que não se viam em Macau desde 1977″, que irei publicar no Projecto Memória Macaense, com muitas fotos e numa delas, lá estava o grande amigo Luís Machado vestido de garota aeróbica no estilo de Phisical, com umbigo para fora.  A peça era Liçám de aerobics.  Morri de rir! Logo irei publicar após tentar juntar uma série de fotos relacionadas ao tema.

Os Irmãos Oliveira, ontem e hoje

Isto é que é estilo, pá!!! Assim, ajoelhado, meio deitado, de acordo com o estilo dos anos 50 e 60, muito bom, legal!!!

Conforme o post anterior, esta também é uma das fotos que tirei dos painéis da APIM. Ontem, quando as editava, vi esta dos Irmãos Oliveira, que hoje residem no Canadá. Logo procurei aquelas 2 que acho umas das melhores que tirei do Encontro 2010, e aqui lhes mostro. Já em 2010, agora mais “comportados”, os “Lám Chai” ,como os referia o Pedro Almeida (Rio de Janeiro/Brasil), que aliás estava também muito estiloso com a sua camisa vermelha (veja foto cumprimentando os Lám Chai), tocavam canções que todo mundo conhecia e cantava junto. Boa receita para um show! Veja o vídeo no Projecto Memória Macaense e aproveite para observar detalhes quando tocavam Pretty Woman.  Aliás, esta música quando é tocada em Macau parece que desperta uma certa magia.  Por 2 ocasiões observei que uma senhora, bonita “léang mui”, logo sai correndo para dançar, a rebolar no ritmo certo.  E eu, na minha função de fotógrafo, mas não paparazzi, direciono a máquina tanto de fotografar ou de filmar e faço os meus devidos registos como manda o figurino.

Vendo a última foto, de facto os Oliveira não lá cantaram muito sossegados na Recepção de Boas Vindas, mas acredito que foi o espírito festivo da 1a. festa do Encontro 2010.  Tudo valeu para uma diversão geral.

Atualização 26/02/2012: Vídeo da apresentação em Macau

Para os saudosistas da Escola Comercial

As fotos já devem ter sido vistas por muita gente, mas por outros não.  Talvez até as tenha na versão antiga do site Projecto Memória Macaense, que aliás preciso juntá-las no novo PMM e agrupá-las direito.  Estas e tantas outras fotos que vou publicar num álbum específico no FlickR com link no PMM, foram tiradas dos painéis existentes no andar administrativo da APIM em Macau.  Não pude usar flash para não ficar aquele clarão, então foi na raça, mãos firmes e click.  Mas nada fácil já que a iluminação era fraca e aquelas mãos firmes de jovem já não as tenho com os meus 60 anos. No entanto, valeu a intenção e com a devida licença da APIM vão algumas publicadas aqui e depois todas no PMM.

Clicar nas fotos para aumentar e ler as legendas. Boa viagem ao passado !!!