Com o símbolo da bandeira do Leal Senado na fachada do prédio, foi inaugurado no sábado, 07/05/2011, o Centro Cultural de Macau em Fremont, São Francisco, EUA. No local estarão reunidas 3 associações da Califórnia, (o.a.) Casa de Macau nos EUA, Lusitano Club de Califórnia e União Macaense Americana-UMA. O blog Crónicas Macaenses e o site Projecto Memória Macaense (lá veja o artigo do Jornal Tribuna de Macau com mais fotos) deseja ao C.C.M. e às associações, sucesso nesta nova empreitada e que façam bom uso do Centro em plena união, harmonia e consenso.
É algo interessante num mesmo local, reunir 3 associações macaenses instaladas na mesma região, cada uma criada conforme os princípios e objetivos dos seus fundadores. Muitos perguntarão o porque de não unificar as 3 numa única associação, aliás um assunto nos bastidores. Pela minhas outroras vivências no meio, julgo que não é nada fácil e nem pretendo entrar no mérito da questão. Penso que o tempo dirá, após a euforia da inauguração passar para a vivência do dia-a-dia. Os meus votos para que sempre haja harmonia e uma boa convivência, embora possa haver “divergências eventuais” como foi destacado no artigo do jornal, mas no fim acaba num bom entendimento.
Para entender o motivo de diversas associações numa região, a rigor com a mesma finalidade principal e outras secundárias, é preciso entender a questão cultural, a formação do povo que passou das fronteiras de Macau. Ou seja, é preciso ser Macaense para entender o que chamamos hoje, a Comunidade Macaense, que engloba não só os nascidos em Macau, mas de diversas origens e nacionalidades. Um assunto que não será expandido neste blog e nem em possíveis comentários (sujeitos a aprovação) nada construtivos. Só não podia deixar de citar “levemente” o assunto e penso que é o limite.
Encerrando a postagem, os parabéns por ostentar na fachada do prédio o símbolo, que posso dizer, autenticamente macaense, pois sempre lembrará a nossa saudosa e histórica bandeira de Leal Senado. Saúdo também a compreensão havida, já que conforme o texto da reportagem, um dos apoios veio da Macau pós-transição. É uma questão de saber respeitar os origens de um povo que foi formado nos tempos da administração portuguesa.
