Acabo de publicar no site Projecto Memória Macaense no Mundo Musical PMM, o cd acima do cantor italiano Fabrizio Croce que residiu uns tempos em Macau. O disco foi produzido no ano de despedida da administração portuguesa, em 1999. No site você ouve a canção Macau, letra em italiano e música do cantor. Bom não confundir com o nosso “hino” Macau (terra minha), uma composição do Rigoberto “Api” Rosário Jr. e gravado originalmente pelos The Thunders. Meu convite para dar um pulo lá e visitar a página. O link está na coluna lateral do site, aliás sua visita ao site deste blog é sempre bem-vinda.
Sobre o título desta postagem, é para contar que na minha viagem ao Encontro 2010, fui lá, como de hábito, para a Livraria Portuguesa ver as novidades editoriais, e principalmente para ver se havia algum novo CD de Macau. Subi lá as escadas para o andar superior, naquelas prateleiras de discos, sem qualquer vigilância, ou seja, no piso não há ninguém, acreditando na boa fé e honestidade dos seus frequentadores (coisas de Macau, não vistas no Brasil), e fiquei a procurar por novos cds. Não precisa dizer que foi aquela decepção! Não se produzem mais cds de conjuntos ou cantores de Macau, digamos, de língua portuguesa ???!!!
Tudo o que encontrei foi este cd, que eu não tinha, talvez lá tivesse umas 3 unidades. Peguei o que tinha melhor aparência, pois estavam sem o plástico que lacram os cds, mas, acabei esquecendo de conferir se havia disco lá dentro!!! E chegando ao hotel Sintra, percebi que nada havia. Alguém que abusou da confiança da Livraria deve ter escondido no bolso, deixando só a capa. Fui lá reclamar para a acessível gerente da livraria e ela, sem argumentar, acreditou na minha palavra e fez a troca.
É uma tristeza que passou aquela época de boas produções musicais em Macau, muitos com o selo da Tradisom. Vejamos, a Tuna Macaense, A Outra Banda, A Trança Feiticeira (Veiga Jardim), Miro, Elsa Denton, António Prazeres, Adé, Thunders, João Gomes, Rão Kyao, Coral Dinamene, Isabel Teixeira Melo, etc. Hoje somente podemos nos contentar com as produções pessoais, sem fins comerciais, ou seja, não se vende mas distribuído limitadamente e de forma gratuita. Os exemplos, Charlie Santos (Carlos Alberto Santos-Canicha), Armando Santos, Coral da Casa de Macau de São Paulo (hoje Vozes de Macau), Trio Macaense, estes os mais distribuídos em época oportuna. Outro, mais limitada por curto orçamento, do Nano Branco, Carlos “Naio” Lemos … me desculpem se esqueci de alguém. Quase todos, pelo menos, têm uma música divulgada no Projecto Memória Macaense.
No entanto, não descarto a hipótese de eu estar errado com a informação e meramente não estarem disponíveis para venda na Livraria Portuguesa mas noutras lojas de discos, uma coisa cada dia mais difícil de achar em Macau, pelo menos nas minhas andanças pela cidade, como um não residente.
Ouvi falar de um possível novo cd da Tuna, que deve ser comercial, e a Elsa Denton poderia estar a produzir o seu particularmente. Vamos a ver!!!
O PMM está aberto para divulgar a música de músicos macaenses ou daqueles relacionados a Macau, o que tem recebido certas referências que é um prestígio ter uma página musical no site. Prestígio é meu, amigos conterrâneos ou não, por poder contar com a vossa presença no site.
Aproveito para avisar que logo logo, após um remanejamento de 2 páginas musicais do PMM, irei publicar 2 músicas (Desafinado e Verde Vinho) do macaense John dos Santos Heterland, o Bijú, residente em Toronto, Canadá, que lá está presente com uma versão instrumental de boss guitar de Macau. Bijú fez parte do Trio Macaense (à distância, ele no Canadá e outros no Brasil) na gravação do seu bom CD de músicas das antigas tunas de Macau. O PMM fica satisfeito por poder contribuir com a divulgação do nosso limitado mundo musical macaense.
Rogério,
Aproveitando a tua matéria sobre CDs de Macaenses, vai aqui uma sugestão à APIM
- “Produzir um CD com faixas musicais gravadas por Macaenses que se apresentaram em Macau no último Encontro. Cada músico encaminharia até três faixas musicais mixadas a serem selecionadas e masterizadas por um produtor contratado pela APIM em Macau. Depois era só fazer uma bela “capa” com alguns detalhes da parte musical do último Encontro”-
Seria um belo CD a ser comercializado para fins beneficientes.
Abçs
Canicha
A idéia e ótima, Canicha. Seria uma forma agradável para lembrar este bem sucedido Encontro de 2010. Fica aqui registrada a sugestão e torço para que se consiga achar um jeito para viabilizar o CD, assim se supera a falta de cds musicais macaense com lançamento em Macau.