Archive | junho 2011

Um Vídeo típicamente Macaense

Simplesmente, fantástico, fabuloso !!! Até que enfim um vídeo-clip que tanto representa a nós, macaenses.  O Dóci Papiaçám e figurantes estão de parabéns.  Miguel S.Fernandes, parabéns! Como sempre, são fabulosos.  Adorei o vídeo, e chega de conversa … veja o vídeo e certifique você pessoalmente:

Seminário de São José, meus tempos de escola

3º. ANO

24. António Augusto Nogueira da Canhota

25. António Bruno Machado de Mendonça

26. António Chek do Rosário

27. António Manuel dos Santos Sapage

28. António Sousa

29. César Ferreira Placé

30. Daniel Henrique Dias

31. Délio Herculano Montalvão Gomes Eusébio Pereira da Silva

32. Dionísio Delmonte Dias

33. Eduardo Ambrósio

34. Eduardo Jacinto Jr.

35. Francisco José Manhão

36. Francisco Xavier Rodrigues César

37. Geraldo Gabriel Gomes

38. João Américo Rodrigues

39. João Manuel Ambrósio

40. João dos Santos Capitulé

41. José Rosário Manhão

42. Júlio Noronha de Assunção

43. Luís do Rosário

44. Natalino Conceição Couto Wong

45. Paulo Ung Baptista

46. Rogério dos Passos Dias da Luz

A qualidade da imagem é péssima, foi copiada de um livro sobre as atividades escolares do Seminário de 1964-1968, que por si só, a foto já estava pouco nítida. No entanto vale para lembrar esses belos e saudosos tempos de 1964 quando estudava no Seminário.  O autor do blog é o nº 46 acima e está na 2a. fila, o 2º da esquerda.  Dêm uma olhada se conhecem alguém da lista e vejam o nome muito comprido do Délio.

Esta foto irá fazer parte da nova publicação do Projecto Memória Macaense sobre o Seminário, integrando as páginas já publicadas sobre os Encontros dos Antigos Alunos em 2011 e 2010.

A Casa de Macau em Portugal

A pesquisar as edições da Revista Macau de 1994, encontrei esta inserção (série II de 24/04/1994) no artigo de Carlos Pinto Santos “Os Livros da Profissão e a Ética Democrática” que fala do trabalho de Carlos Estorninho, e julguei útil a publicação para que conheçam um pouco a história da Casa de Macau em Portugal:

A Casa de Macau (em Portugal)

Quando da aprovação dos estatutos, em 11 de Junho de 1966, a Casa de Macau era um projecto com mais de vinte anos de gestação a que se tinham dedicado muitos macaenses radicados em Portugal. Mas a vontade de dispor de um lugar de convívio foi durante muito tempo contrariada por um Governo que teve sempre como regra desconfiar de todas as formas de associativismo estranhas à sua própria iniciativa.

A ideia de um espaço para proporcionar solidariedade, exibir peculiaridades culturais, debater registos históricos, relembrar vivências, divulgar realidades de Macau e de outras comunidades de origem portuguesa no Extremo Oriente, talvez tenha surgido, pela primeira vez, no decurso da homenagem que, em 1942, foi prestada, na Pastelaria Império, em Lisboa, por cerca de trinta macaenses ao tenente Filipe Ó Costa, o introdutor do hóquei em campo no território e antigo professor de alemão no Liceu de Tap Seac.

Carlos Estorninho e outros participantes no almoço da Império efectuaram diversas reuniões para delinear o projecto mas as tentativas saíram goradas por intransigência do regime. Por ocasião do centenário de Macau, em 1955, procuram concretizá-lo através da Sociedade de Geografia, chegando a elaborar um programa de comemorações e a cunhar uma medalha da efeméride. Foram compelidos a suspender a iniciativa, julgada inoportuna pelas autoridades.

A persistência dos macaenses e de muitos outros ligados afectivamente a Macau, apoiada pela influência que alguns dispunham nos gabinetes ministeriais, resultou, finalmente, na permissão concedida em 1966.

Face à proibição do Governo de os estudantes se inscreverem como “sócios ordinários” — todos os estudantes oriundos do ultramar só podiam ser membros de plenos direitos na Casa dos Estudantes do Império —, os estatutos criam a categoria de “sócios especiais” onde se incluem também as mulheres e os menores de 21 anos.

Para os corpos gerentes do primeiro triénio são escolhidos o general Flávio dos Santos, presidente da Assembleia Geral, Armando Hagatong, presidente da Direcção, e António Maria da Silva, antigo deputado por Macau, presidente do Conselho Fiscal. Carlos Estorninho, Augusto Nolasco, Henrique Serpa Pimentel, Rangel de Almeida, integram, entre outros, a direcção. Alugadas as instalações do Príncipe Real, as obras são custeadas com campanhas de angariação de fundos, cotização de sócios e contribuições de alguns beneméritos: Leal Senado, Banco Nacional Ultramarino, Stanley Ho, etc. Pouco depois da inauguração das instalações, 24 de Junho de 1969, são já 500 os sócios da Casa de Macau.

A actividade cultural desenrola-se a bom ritmo, sucedendo-se palestras, exposições, quinzenas temáticas, sessões de filmes sobre a terra longínqua. Às quartas-feiras a sala de refeições enche-se de gente gulosa de cozinha típica macaense. Organizam-se romagens a Macau a preços muito acessíveis.

Em Junho de 1974, a pacata actividade da Casa de Macau é interrompida com a ocupação das instalações. Durante quase cinco anos as instalações ficam seladas pelas autoridades

Reabre, em Fevereiro de 1979, restaurada e com estatutos revistos e simplificados. Carlos Estorninho é presidente da direcção no triénio 1979-1981.

Carlos Estorninho com amigos, à porta do Clube Desportivo “Os Argonautas” (1932)

Alunos e professores do velho Liceu de Macau, no ano lectivo 1924-25, distinguindo-se Camilo Pessanha (2a. fila, o 1º da esquerda – de chapéu).  Carlos Estorninho é a 4a. criança (da esquerda para a direita) sentada

Carlos Estorninho, estudante, em Coimbra, com membros da família Senna Fernandes

Casa de Macau do Rio de Janeiro, 20 anos

Hoje, dia 26, a Casa de Macau do Rio de Janeiro completa 20 anos.  Parabéns à Direcção, parabéns aos fundadores e aos associados. Abraços aos amigos e conterrâneos ! Longa vida !

No começo foi difícil, reconheço, mas conseguiram ao fim de uma árdua luta … a sede própria !!! Agradeço ao Acaio, António Carlos D’Assumpção que convidou-me para participar da festa, durante a qual iria citar o Prémio Identidade 2011 atribuído ao PMM.  Infelizmente não vou conseguir ir mas haverá outra ocasião, pois gostaria de conhecer as instalações reformadas que hoje bem abriga os associados com um maior espaço, e fazer umas fotos.

Visitem o site da CMRJ – www.casademacaurj.com

Pe. Dr. Arquimínio Rodrigues da Costa

Nasceu o Revdo. Pe. Dr. Arquiminio Rodrigues da Costa em São Mateus da Ilha do Pico, Açores, em 8 de Julho de 1924.

Para quem estudou no Seminário de São José, em especial, aqui  a biografia do Pe. Arquimínio publicado no livro da escola de resumo das atividades até 1964.  Eu o conhecia como uma pessoa discreta:

“Veio para Macau em 1938, na companhia de Mons. José Machado Lourenço, dando entrada no Seminário Diocesano de São José de Macau no dia 8 de Dezembro do mesmo ano. Aqui fez, com distinção, todos os seus estudos eclesiásticos.

Completado o Curso Teológico, em Junho de 1949, foi logo nomeado professor do Seminário Diocesano.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 6 de Outubro de 1949, dizendo a sua Missa Nova no dia 9 do mesmo mês e ano.

Foi Prefeito de Disciplina do Seminário, desde 1949 até 1953.

De Fevereiro de 1955 a Maio de 1956, ficou Reitor interino do Seminário, em virtude de se ter ausentado, em gozo de licença graciosa, o Reitor, Revdo. Cón. Juvenal A. Garcia.

Em 25 de Julho de 1956, deixou Macau, seguindo de licença graciosa para a sua terra natal.

Secundando os desejos do sr. D. Policarpo da Costa Vaz, então Bispo de Macau, seguiu depois, em 1957, para Roma, onde frequentou, com distinção, a Pontifícia Universidade Gregoriana, licenciando-se em Direito Canónico, em 1959.

Chegou, novamente, a Macau no dia 15 de Outubro, sendo logo nomeado Prefeito de Disciplina e professor do Seminário.

Em 1 de Agosto de 1961 foi nomeado Reitor interino, na substituição do Reitor, Revdo. Cón. Juvenal A. Garcia, que pedira a sua exoneração; passou para Reitor efectivo em 30 de Novembro do mesmo ano.

A 29 de Agosto de 1963, foi nomeado Governador do Bispado de Macau, na ausência do sr. Bispo, em Roma, exercendo o dito cargo até meados de Dezembro.”

24 de Junho, Dia de Macau (em memória)

Hoje dia 24, é e era o Dia de Macau na cidade. Dia do Padroeiro de Macau, São João Baptista. Nunca esqueçam desta data.  Visitem o site do Projecto Memória Macaense e clique em Datas Históricas.  Leia ou releia o motivo da data !!!

Estátua Ferreira do Amaral, outrora majestosa

A complementar a postagem sobre a “(Coitada) Estátua Ferreira do Amaral”, que teve um bocado de audiência, publico a foto acima, propaganda do antigo Governo português de Macau, em que aparece, toda majestosa, contrapondo com o Hotel Casino Lisboa.  É … a pensar onde ela está hoje !!! Abandonada … salvo se alguém tiver uma boa notícia dela atualizada !!!??? A publicação foi numa revista de 1994.

Prémio Identidade 2011, agradecimentos

Após a divulgação do Prémio Identidade 2011 atribuído ao Pojecto Memória Macaense, conforme referido na postagem anterior, recebi vários e-mails de congratulações aos quais agradeço de coração.  Muitíssimo obrigado pelas mensagens!!! Elas estão publicadas no site e o Crónicas Macaenses também faz o mesmo:

Apesar de te ter cumprimentado pessoalmente pela atribuição do Premio Identidade 2011, quero deixar registrado que essa atribuição foi bem merecida e justa. Mais uma vez os meus parabéns!

Telma Antunes Brito

quero manifestar o meu rigozijo pelo Prémio Identidade que recentemente o Projecto (e tu naturalmente) mereceu do Instituto Internacional de Macau. O site é uma verdadeira referência para quem queira guiar-se na procura do que seja a identidade macaense. Os meus parabéns!

Miguel de Senna Fernandes

- Muito parabéns pelo Prémio Identidade 2011. Bem merecido. Something to be proud of’.

Carlos “Naio” Lemos (Toronto/Canadá)

- Estimo-o bem e felicito-o pela atribuição do justo prémio que lhe foi atribuído. Muitas vezes as coisas simples acabam por se afirmar constituindo exemplo e incentivo para terceiros. Estou certo que melhor que ninguém saberá manter e consolidar todo o crédito alcançado e no que eu for útil o meu amigo disponha.

António J.Estácio (Portugal)

- Muitos parabéns pelo Prémio, merecidissimo no que ao Projecto diz respeito

José Rocha Dinis (Jornal Tribuna de Macau)

- parabéns meu bom amigo. Continue com o seu maravilhoso trabalho. Estamos todos contentes consigo.

Cheers da Filomena, Manuel, Noella, Luke, Noel, Tania and Henrique

- Parabéns Rogério

Áurea Meyer

- O “Projecto Memória Macaense” criado por si, em 2003, e mantido desde então, merece o prémio ora atribuído pelo Instituto Internacional de Macau, o qual, serve de instrumento para manter ligados os Macaenses espalhados pelos quatro cantos do Mundo.

A Casa de Macau em Portugal deseja para si votos de muitas felicidades e continuação do bom trabalhado que tem sido desenvolvido em prol de Macau e das suas gentes.

A Direcção da Casa de Macau em Portugal

- É sempre gratificante quando um trabalho é publicamente reconhecido e galardoado.Uma vez mais, parabéns pela sua dedicação à causa do PPM.

M.V.Basilio (Macau)

- É com imenso prazer que te parabenizo pelo Prémio merecido pelo Projeto Memória Macaense. É bom ver o trabalho reconhecido pelo IIM. Divulgarei pessoalmente durante nossa Festa de comemoração dos 20 anos da CMRJ no próximo dia 26/06/2011.

Acaio (António Carlos D”Assumpção)

Presidente da Casa de Macau do Rio de Janeiro (Brasil)

- Cheguei ontem a noite de Lisboa e acabo de tomar conhecimento que o IIM atribuiu ao PMM, de sua autoria, o Premio Identidade 2011! Os meus sinceros PARABENS!!

Rogério Monteiro

- Parabéns pelo Prémio Identidade 2011.  Sabemos com quê carinho você dedica ao seu site – prémio muito merecido!  Parabéns !

Rosa Cruz (São Paulo/Brasil)

- …  A atribuição do prémio foi inteiramente merecida e a decisão do júri foi muito bem recebida nos círculos macaenses a que estamos ligados. Chegaram-nos mensagens de apoio de personalidades e instituições, de várias partes do mundo, cujas opiniões muito respeitamos.

Jorge Rangel

- Muitos parabéns.

Henrique Manhão (EUA)

- Muitissimos parabens.

Nuno Prata Cruz (EUA)

- … Bom saber que você segue ativo e agora premiado

Prof. Gilberto Massiero (Universidade de São Paulo/Brasil)

- Fez-se justiça ao trabalho desenvolvido nestes anos todos e um estímulo para que continues com o site, enquanto não lhe faltarem forças e apoio da comunidade macaense.

Jorge Coimbra (Portugal)

- … Fico muito feliz, te desejo meus parabéns, a você e à sua esposa … você é “o cara” de Macau …

Frederico e Angelina Martins (S.Paulo/Brasil)

- … Parabéns caro amigo, posso publicar em nosso jornal Portugal em Foco?

Armando Torrão (Paulo/Brasil)

- …. Como Macaense sinto-me também muito orgulho pela esta atribuição. Keep up the wonderful work

Humberto “Sonny” Fernandes & Família (S.Paulo/Brasil)

- … Um grande abraço e saudações macaenses orgulhosa de sua terra natal.

Olívia Martins (Portugal)

- Epa! Parabéns! Isso mesmo! As coisas demoram para serem reconhecidas, mas vale a pena lutar pela finalidade.

Rigoberto “Api” Rosário Jr (S.Paulo/Brasil)

- … Prémio justo e merecido.

Rui Francisco (Macau)

- Parabéns pelo Prémio recebido. Tenho certeza que é unânime por parte de todos os usuários do seu site.

Nanette Vaz Placé César (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns! Já merecias este prémio há muito tempo.

José Cordeiro (Amigu di Macau – Canadá)

- Os meus sinceros parabéns. Prémio mais do que merecido.

Canicha (Charlie Santos – S.Paulo/Brasil)

- Congratulations, Rogério.  Recognition well deserved.

Horácio Ozório (EUA)

- Os meus sinceros parabéns! A tua dedicação, originalidade assim como incansáveis esforços para manter o PMM, merece mesmo sem dúvida alguma de ser reconhecido e premiado com o Prémio Identidade de 2011.

Bijú – John dos Santos Hetherland (Canadá)

- Ao tomar conhecimento do justíssimo prémio com que foi distinguido o popular Portal Macaense “Projecto Memória Macaense”, gostaria de me juntar a muitos milhares de amigos e admiradores para te manifestar a minha grande satisfação, enviar as minhas sinceras felicitações e votos de maiores sucessos no futuro.

Fausto Manhão (Macau)

- Fortissimos parabéns e calorosos abracos do

Delano Pereira (EUA)

- Nano and I would like to send our sincere congratulations to you, for this well-deserved nomination. You really deserve it, my friend. It is a wonderful, informative and interesting site and so full of lovely photos and pictures and up-to-date information, curiosities and music …

… You have worked hard and dedicated yourself so much to informing and sharing with us all, you really should be proud of yourself, as we all are of you!

Yvonne Remedios Airosa (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns e votos de contínuo sucesso.

Gilberto Quevedo da Silva (S.Paulo/Brasil)

- … leio com muita emoção, a notícia da premiação. Parabéns do fundo do coração. Ainda bem que temos os Órgãos que pensam em todas essas coisas e reconhecem um trabalho que é feito de corpo e alma essencialmente macaense. Muito bem merecido.

Argentina, António e Rodrigo Mendonça (Rio de Janeiro/Brasil)

- Meus parabéns pelo prémio merecido. Continue o bom trabalho.

José de Almeida (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns caro Rogério. Tua perseverança e espírito idealista pelas causas macaenses consolidadas em teu site, já faz por merecer este reconhecimento desde os primórdios de sua existência.

José Pina (Rio de Janeiro/Brasil)

- … que  bom ver o ser trabalho reconhecido. Eu penso  que isto ainda te dá mais estímulo nesta empreitada.

Francisco “Xico” Rodrigues (Rio de Janeiro/Brasil)

- Meus parabéns !

Armando Ritchie (S.Paulo/Brasil)

- Já era tempo para que alguma entidade oficial  externasse o merecido RECONHECIMENTO a que faz juz o seu SITE !!! Sempre aprecei o seu trabalho incessante na busca de notícias para manter viva a chama da Memoria Macaense !!! DEVERAS ……os meus PARABENS !!!

Pedro Almeida (Rio de Janeiro/Brasil)

- Agradeço o presidente da Casa de Macau de São Paulo, Gilberto Quevedo Silva, por ter lido a comunicação do Prémio diante de mais de 50 associados, no convívio ocorrido em 16/06/2011, e também aos presentes pelos cumprimentos recebidos

- Ao blog Macau Antigo, os agradecimentos pela divulgação da notícia

 

Telma Antunes Brito, ela gosta do que faz

A Telma (no centro da foto), minha prima por adoção, pois foi casada com o meu falecido primo Américo Brito, atualmente mora no Canadá e está em visita a São Paulo, Brasil, de onde emigrara para lá há alguns anos.  Como não poderia deixar de fazer, participou do convívio da Terceira Idade (e associados em geral) na Casa de Macau de São Paulo no dia 15 passado, uma 4a. feira.

Como ainda não cheguei na Terceira Idade … quase quase, quero chegar lá … enquadrei-me nos “associados em geral” e fui lá conviver com os associados da Casa, e ao mesmo tempo fazer uma cobertura para o Projecto Memória Macaense.  Está já lá publicada com várias fotos e um texto mais completo.

Após o almoço, a Mariazinha (1ª da esquerda da foto), a dama do patuá de S.Paulo, me segura no braço e avisa “não saia da sala que vai ter uma surpresa”. E lá apareceram as 3 acima, todas vestidas de havaianas.  Procuravam lembrar uma antiga festa da CMSP nos anos 90 chamada Noite de Hawai em que houve até um concurso de Miss Hawai.  Naqueles tempos, todos eramos mais jovens e com mais disposição, nada mais óbvio !!! É engraçado fazer esta singela observação, mas é objeto de conversas quando se fica a imaginar o que fazer nas festas.  Outrora, nos anos 80 e 90, era fácil, tinha muito mais gente e mais jovens uns 20 anos, havia disposição para qualquer coisa.  Hoje, já menos gente e envelhecidos, nossas atividades são mais limitadas. Uma constatação e um espelho do que é a comunidade macaense nos dias de hoje.

A Telma, mesmo já fora das atividades da Casa por morar no Canadá, não hesitou em participar deste show improvisado.  Disseram que só ensaiaram 2 dias.  Afinal de contas, era só para divertir a gente idosa. Eu observava a expressão dela enquanto dançava.  Demonstrava um empenho grande interno e a alegria de estar lá entretendo as pessoas da Terceira Idade.  Penso que ela relembrava aqueles velhos tempos enquanto residente em São Paulo, em que se dedicava de corpo e alma às atividades desta brava gente.  Vivi esses tempos, inclusive ela foi vice-presidente duma gestão em que participei com diretor cultural. Uma constatação que não poderia deixar de fazer uma referência neste blog.  A Telma, de facto, gosta do que faz e do que fazia enquanto em São Paulo.

Além dessa atividade, a Telma sempre foi uma companheira da Mariazinha Conceição Carvalho, esposa do Chicói (Francisco Madeira de Carvalho), quando se tratava de teatro ou apresentações de patuá.  Participou de várias peças teatrais que nos fizeram muito rir.  Ainda mais com uma mestre como a Mariazinha, uma expert no patuá, que ainda falta ser devidamente reconhecida e o piortem várias peças e textos guardados na gaveta.  Várias vezes pedi para ela colocar no papel para não perder este valioso trabalho, ou seja, num livro. Mas ainda falo da Mariazinha numa futura postagem.

Quanto a Nanette Placé, a primeira à direita da foto, foi nomeada Diretora Cultural da atual gestão da Casa de Macau de São Paulo.  Ela é uma mulher entusiasmada pelo seu trabalho, transbordando de alegria. Conheço-a bem nisso. Espero que ela tenha ótimos resultados no seu cargo que assume após longa ausência do Brasil, retornando de Londres. Sucesso Nanette!!!

Pensamento: Não podemos julgar um povo …

Diante de inúmeros e-mails repassados sobre um artigo publicado num jornal de Macau, este blog não poderia deixar de tecer um comentário, sem porém citar nomes ou referências. Até gostaria de nem comentar o assunto, mas talvez muitos estranhassem o silêncio.

O autor pensa que:

- devemos prestar a nossa solidariedade à vítima diante de tal covarde e absurda agressão de um só indivíduo

- a atitude covarde de um só indivíduo ou talvez de alguns indivíduos como se fala por aí, não pode e nunca deve condenar um povo que nós e os nossos antepassados conviveram há cerca de 440 anos.  Um povo que merece o nosso respeito, pois muitos macaenses carregam esse sangue nas suas veias

- e, se ao invés de avaliarmos a atitude covarde de um só indivíduo, fossemos avaliar uma atitude positiva de um outro indivíduo da mesma raça, saberiamos valorizar o povo ao invés de condená-lo?

O blog não pretende entrar mais no mérito da questão e nem quer servir de abrigo para todo o tipo de comentário, um direito que o assiste.  O jornal por si abre espaço para seus comentários. Que os façam por lá.

Assim, nenhum comentário sobre o assunto será publicado.

Macau, registos fotográficos comentados

O Rui decidiu dar uma folga ao editor deste blog nesta semana. e aqui vai mais uma contribuição em fotos, comentadas.  Muito oportuno Rui, pois contrastando a alegria do Prémio Identidade 2011 concedido ao meu site PMM, passo por alguns contratempos que poderiam prejudicar as publicações neste blog.

A época da foto das Ruínas de São Paulo, Macau, é o Ano Novo Chinês de 2011, conforme o Rui.  Bom … ficou um bocado colorido, enfeites alegres e chamativos de gosto bem oriental, o que faz parte da cultura à qual estamos habituados e até faz parte da nossa vida, mas não resta dúvida, alegra bem os olhos !!! Até diria que a decoração natalina talvez tenha se inspirado na oriental, será?

São casas antigas da Rua Belchior Carneiro, atrás das Ruínas de São Paulo, Macau.  Foram demolidas há cerca de um ano, mas as obras foram interrompidas. No lugar da memória destruída, surgiu outra memória e que deu lugar a novas escavações.  Foram achados rastos e vestígios de porcelana e artigos de cerâmica antiga. Seria a resposta da memória que se vinga das iniciativas que a destroem? É … ainda vão achar muita coisa antiga na região, se escavarem ainda mais.

A propósito, sabia que quando as Ruínas de São Paulo, viraram ruínas de facto, houve iniciativa para reconstruir a Igreja? Mas não deu certo! Um dia lhes conto do que li na Toponimia de Macau do Padre Teixeira.

Faça como o Rui, contribua para uma postagem sua neste blog. O espaço é aberto para uma crónica sua, foto, texto, patuá etc.

Colégio D.Bosco 1971, equipa de futebol de 7

Equipa de futebol de 7 (bolinha) no campo do Colégio Dom Bosco (Macau) em 1971

da esquerda, de pé: Manuel Vieira (falecido), Victor Santos (Portugal), Zeferino Sousa (Macau), Alfredo Badaraco (Canadá), Angelo Rodrigues (Alá) treinador (falecido) e Ivo Marques (Macau). Agachados, da esquerda: Joaosinho Noronha (Macau), José Silva (Macau), Humberto Conceição (falecido) e Rui Francisco (Macau)

Novamente, a foto com legendas é outro contributo do Rui Francisco. Eternos agradecimentos, Rui !!! A malta também deve estar agradecido. Fotos inéditas, pelo menos para mim! Passa a compor o acervo do espaço Memória Macaense do site do PMM.

Futebol de 7 no Dom Bosco, anos 70/80

Macaenses no futebol de 7 (sete) no campo do Colégio Dom Bosco nos anos 70 ou 80

em pé, da esquerda: Daniel Ferreira, Inácio, Manuel Costa, Amadeu Cordeiro, Victor Santos, Ivo Marques, Rui Francisco, Eduardo Jesus Jr., António Zeferino Sousa, Colaço. Agachados, da esquerda: Francisco Manhão (Alemão), Manuel Vieira, Telmo Martins, Joãosinho Noronha, Jorge Silva, José Avelino Silva e Chico Ribeiro.

A foto com legendas é mais um contributo do Rui Francisco, um dos grandes colaboradores que o PMM e este blog agradece sempre a boa vontade.  Seja como o Rui, se puder enviar sua foto com ou sem legendas, faça este grande favor para o bem da causa macaense.  O espaço deste blog e do site PMM também é seu.  Juntos, construimos e preservamos a nossa memória para alegria de todos nós.  A foto também integra o espaço Memória Macaense do site do PMM.

PMM ganha Prémio Identidade 2011

PROJECTO MEMÓRIA MACAENSE ganha o PRÉMIO IDENTIDADE 2011

O Prémio foi atribuído pelo IIM INSTITUTO INTERNACIONAL DE MACAU, ex aequo (de igual mérito), para este site e o site MACANESE FAMILIES

O PMM agradece o IIM Instituto Internacional de Macau, o Dr. Jorge Rangel, os seus Corpos Sociais e o Rufino Ramos.  Congratula o site MACANESE FAMILIES na pessoa do seu autor Prof. Henrique António D’Assumpção, que pelo seu trabalho, mereceu a atribuição, ex aequo, do mesmo Prémio.

O Projecto Memória Macaense quer compartilhar o Prémio Identidade 2011 com todos os Macaenses, à Comunidade em geral, pois “sem vocês este site não teria existido e/ou não haveria assunto para merecer tal importante Prémio”.

O Prémio Identidade 2011 é de todos NÓS.  É seu, é meu, é de toda a COMUNIDADE MACAENSE !!!

Muito obrigado a todos que têm prestigiado o PMM com material, apoio de todas as formas e a sua visita

Rogério P.D. Luz

Veja a divulgação no site do IIM, em português (clicar no texto para ver o arquivo em pdf):

Premio.Identidade.IIM.2011

em inglês:

Premio.Identidade.IIM.2011.english

a notícia no jornal HojeMacau:

Premio.Identidade.2011.HojeMacau

Macau, Repartição da Fazenda anos 70

Foto recebida do Rui Francisco é do pessoal que trabalhava na Repartição da Fazenda em Macau, nos anos 70.  O Rui dá os nomes das pessoas:

JOSÉ CONCEIÇÃO(FALECIDO), HUMBERTO CONCEIÇÃO(FALECIDO), BERNARDO JORGE, JOSÉ AVELINO SILVA, CARLOS MANHÃO, ROBERTO SILVA, IVO MARQUES, ALBERTO ROSA NUNES, OLÍMPIO SILVA(FALECIDO), SALES QUADROS (FALECIDO), ÁLVARO SILVA (FALECIDO), ALBERTO ROSÁRIO(CHIVIT)(FALECIDO), MANUEL VIEIRA(FALECIDO), ZECA TAVARES(FALECIDO) ARTUR AMARAL(FALECIDO),EULÁLIA MARQUES, IVO MARQUES, MÁRIO LEMOS, RUFINO RAMOS, ANTÓNIO AUGUSTO CARION, MEINARDO PEDRUCO(FALECIDO), FRANCISCO GARCIA(FALECIDO) ARNALDO SANCHES OZÓRIO(FALECIDO), MARIA DO AMARAL(FALECIDO), HENRIQUE PEDRUCO, ÁLVARO AMORIM(FALECIDO), CLEMENTE JESUS,PEDRO COLOANE,JOÃOZINHO NORONHA,AMANTE(DICA)LEONARDO AMARANTE,LUÍS LEI, FRANCISCO HÓ,CAMPOS PEREIRA, ALBINO SANTOS,RUI FRANCISCO,PEDRO SOUSA,ANTÓNIO GUERREIRO, ANTÓNIO LOPES SILVA,ACÁCIO XAVIER(FALECIDO),JOAQUIM MONTEIRO, BERNARDO JORGE, FRANCISCO ROSÁRIO,VASCO ALMEIDA, ADELINO DA SILVA, MANUEL GOMES,JOAQUIM FERREIRA MARTINS(FALECIDO), FERREIRA DUARTE (FALECIDO) TERESA CHÓI, ROSA IEONG.

Uma constatação – vários já estão falecidos – uma realidade macaense.  “Aos poucos vamos acabando” é uma frase que se vê nos e-mails tristes de falecimento de conterrâneos. É isso, a geração antiga dos tempos da administração portuguesa de Macau aos poucos “partem para o melhor“.  A autêntica cultura macaense  morre aos poucos, embora há movimentos para a sua preservação, mas já moldada nos tempos modernos e na diáspora, adaptada aos costumes dos países de acolhimento.  Assim, vamos aproveitando o máximo enquanto respiramos.  Eu, com o site PMM e este blog, vou fazendo o que posso, dando o meu singelo contributo …

Outra constatação que faço.  Andava a observar as fotos antigas da nossa gente,  e constatei que a maioria é de … homens !!! Ou seja, do sexo masculino.  Às vezes numa página ou outra do PMM tinha que manipular para não ser tão … masculino.  Até tem fotos de “homens travestidos de mulher” !!! E de mulher travestido de homem ??? Não existe, não faz parte do teatro tradicional de patuá, salvo uma excepção ou outra que não tenho registo.

Vivemos o momento histórico da transição em 1999, e porque não dizer que também vivemos os tempos em que o Macaense vê a “partida” dos seus conterrâneos e a sua raça aos poucos vai mudando de configuração


o Home Page (site) da Bel Sousa

Na 2a. feira passada, fui revirar a caixa que guardava os antigos e saudosos disquetes nos quais tanta coisa salvei.  Encontrei arquivos tais como as 2 postagens anteriores, das bandeiras e da geografia e população de Macau em 1999, bem como das próximas que irei publicar neste blog e no site do Projecto Memória Macaense.  Dentre os achados estava o link para o site que conto a seguir.

Quando eu começei a me familiarizar com a informática e a internet lá no fim da década de 90, já lá estava o home page (site) da Isabel Sousa que assim se chamava “Bel Home Page” ou “My Macau Page”. Estava hospedado no provedor Fortune City.

Era um site com aquele toque feminino na aparência, tal como era a sua autora. Misturava o inglês (preferencialmente) e o português, com um bocado de frases em patuá e constava que fora criado em 1998.  Na época, parecia que era uma das poucas macaenses na internet a falar da sua gente e de Macau.  Até penso, que pode ter sido uma das fontes de inspiração para criação do Projecto Memória Macaense em 2003.

Nos seus links, acredito, em 2004, já constava o PMM, ano em que pode ter sido o encerramento definitivo do site, embora ainda possa ser visto na CTM para o qual (provedor) foi transferido.  Também no antigo, Fortune City ainda há algo que pode ser visto.  Ninguém melhor que a Isabel “Bel” pode dizer, salvo erro meu, até, de repente, ela tenha um site substituto noutro endereço eletrónico e sob outra denominação. Se for, queira me desculpar e alguém me avise.

No entanto, para homenagear a memória deste antigo site, que, como disse, pode ter me inspirado para estar aqui na internet até hoje. vou transcrever alguns links válidos e o último endereço na CTM, além de textos de saudação:

A Saudação em português da Bel (também em inglês):

“Gratos pela vossa escolha na visita a esta página de Macau! Chamo-me Isabel mas podem tratar-me por Bel. É nesta página onde se encontra a beleza da nossa terra – Macau, apresentada com fotografias e músicas que demonstra os vários aspectos desta pequena península no Delta do Rio das Pérolas. Espero que os meus visitantes gostem dela navegando com toda vontade. Dada a elevada resolução das fotografias nela contidas, a entrada e abertura da página vão precisar mais uns minutos, mas creio que certamente vão gostar no final da visita. É o meu desejo e sonho de ter a minha própria página sobre Macau. É meu tesouro. Por ainda dizer que é um tesouro dos filhos de Macau. Gostaria de mostrar aos visitantes o passado e o presente de Macau, procurando fazer o melhor possível no sentido de mostrar esta linda terra única do mundo a todos os visitantes. Não só aos filhos de Macau, esta página é concebida também àqueles que gostariam de saber algo sobre Macau. Sejam benvindos a todos. Apreciem por favor e escutem as músicas que contêm em cada página.”

O último endereço do site na CTM é -  http://home.macau.ctm.net/~isasousa/   – atenção para o link “view my guestbook”. Penso que um site malicioso aproveitou-se e orientou o link para outro endereço impróprio.

A Bel fez vários registos fotográficos que valem muito bem para a nossa memória desde 1998, antes da transição. Vejam:

Praça da Alegria (Largo do Senado) 10.12.1998

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/palegria.htm

Macau Álbum

http://home.macau.ctm.net/~isasousa/html/malbum.htm

Macau Álbum 2

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/malbum2.htm

Os Macaenses em Vancouver

http://members.fortunecity.com/newpolar/html/vancmacaenses.htm

Expo 98 (Portugal)

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/expo98.htm

Exposição de orquídeas no Jardim Lou Lim Leoc em 1999

http://members.fortunecity.com/newpolar/html/loulinpage.htm

Visita do Presidente Jorge Sampaio em Março de 1999

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/sampaio_vis.htm

3º Encontro das Comunidades Macaenses em Março de 1999

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/nostalgia.htm

Procissão das Ruínas de S. Paulo até à Sé Catedral, com a participação da Banda da PS

Em 25/03/99 – Quinta Feira às 09H30

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/procissao.htm

O último dia 10 de Junho sob a Administração Portuguesa,

Com a tradicional romagem ao Jardim de Camões.

Ainda do programa do 10 de Junho, o Palácio da Praia Grande foi aberto ao público entre as 14:00 as 17:00 horas,

Condecorações nas últimas comemorações oficiais 10 de Junho em Macau

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/luso.html

Foi um bom trabalho, Isabel “Bel” Sousa, parabéns! Mereces ser lembrada nesta postagem. Abraços!

Macau, bandeiras históricas

A continuar a celebrar a memória lusitana de Macau, no mês de Junho, abaixo estão 3 bandeiras históricas de Macau que tiveram pouco uso naqueles tempos:

Bandeira proposta em 1967.  É uma bandeira portuguesa com o escudo de Macau.  No centro inferior estão as ondas verdes, simbolizando o mar de Portugal, e na parte superior direita, o dragão dourado com o escudo azul.

Uma variante da bandeira do Leal Senado com fundo branco.  Foi pouco utilizada como dito.

Uma das bandeiras que serviu também para representar Macau, utilizada em alguns eventos esportivos

Macau, Geografia e População em 1999

Em Junho, para celebrar em conjunto com o PMM, a memória da bandeira do Leal Senado (vista ao lado) e o Dia de Macau, o Crónicas Macaenses publica o que constava do site oficial do antigo Governo português de Macau, actualizada em Julho de 1999.  Mate as saudades e veja como era Macau antes da transição.  A imagem acima era divulgada no site. Observe o destaque dado ao Farol da Guia, que hoje briga com os prédios para não ter a visão tampada quando visualizado do Rio das Pérolas:

GEOGRAFIA E POPULAÇÃO

O Território de Macau está localizado na orla meridional da China, na margem Oeste do delta formado pelo Rio das Pérolas (Zhu Jiang) e pelo Rio do Oeste (Xi Jiang), junto à província chinesa de Guangdong. Encontra-se à distância de 60 quilômetros de Hong Kong e de 145 quilômetros de Cantão. A hora local regista um avanço de oito horas em relação ao meridiano de Greenwich e 12 horas do Brasil.

Área: O Território tem uma área total de 23,6 quilômetros quadrados, distribuídos pela península de Macau e pelas ilhas da Taipa e de Coloane. Macau está ligado ao continente chinês por uma fronteira terrestre. Duas pontes, uma inaugurada em 1974 e a outra em 1994, ligam a península à ilha da Taipa: a Ponte Nobre de Carvalho (2 600 metros) e a Ponte da Amizade (4 380 metros). A ligação entre a Taipa e a ilha de Coloane faz-se através de um istmo de dois quilômetros, cuja margem direita é hoje um extenso aterro em fase de consolidação .

A área global do Território tem sido progressivamente alargada por aterros na orla marítima adjacente. A península de Macau, por exemplo, tinha em 1840 apenas 2,78 quilômetros quadrados, ou seja, 2,8 vezes menos do que hoje. Em espaço físico, a título de comparação, Macau é cerca de 63 vezes menor que Hong Kong, 37 vezes menor que Singapura e 5.111 vezes menor que Portugal.

Clima: O clima de Macau é quente e úmido, chegando as temperaturas a ultrapassar os 30 graus centígrados nos meses de Junho a Setembro. As temperaturas mais baixas raramente descem dos 14 graus, que é a média registrada nos meses de Janeiro e Fevereiro. Macau vive, durante o Verão, exposta às tempestades tropicais, com origem no Pacífico Sul.

População: A população estimada para Macau, no final de 1998 era de 430.500, verificando-se um acréscimo de 1,5% em relação ao período homólogo do ano de 1997. O acréscimo da população no final do ano de 1997, face a 1996, foi de 1,5%.

A densidade populacional de Macau é superior a 18 mil habitantes por quilômetro quadrado e a zona norte da península concentra a que é considerada a mais elevada densidade populacional no mundo.

O sexo feminino continua predominante na repartição por sexos, sendo 52,5% do total. Quanto à estrutura etária, verifica-se que 24,0% são jovens (0-14 anos), 68,4% adultos (15-64 anos) e 7,6% idosos (65 anos e mais).

A população de Macau tem vindo a registar nos últimos 20 anos um forte crescimento, próximo dos quatro por cento, e revela uma enorme mobilidade: Mais de 20 mil pessoas desembarcam todos os dias no Porto Exterior, provenientes de Hong Kong, e quase 50 mil cruzam diariamente as Portas do Cerco para trabalhar no Território.

Macau é um território aberto. Salvo casos muito especiais, associados a questões de segurança, as portas são franqueadas a todos os cidadãos do mundo. Assim mesmo, a população residente é altamente variável. O sentido errático do seu crescimento está normalmente associado a contingências externas, em especial na República Popular da China ou em Hong Kong.

No final do primeiro trimestre de 1998, estavam registrados em Macau 23.621 estrangeiros autorizados a residir e 29.159 trabalhadores não residentes.

Em resultado da pressão dos vários fenômenos migratórios e das transformações positivas que têm vindo a ocorrer nas estruturas da mortalidade (a diminuir) e da natalidade (a aumentar), a base da pirâmide etária no Território é marcada pelo rejuvenescimento: cerca de 70 mil nascimentos contra 15 mil óbitos, na última década, enquanto se registrou a diminuição da taxa de mortalidade infantil, para menos de 7,5 por mil, um dos níveis mais baixos em toda a Ásia, revelando os progressos de Macau nos planos social, da saúde e da assistência. Daí, naturalmente, o aumento da esperança de vida para cima dos 70 anos, em ambos os sexos, uma das maiores da Ásia, a seguir à registrada no Japão.

Macau tem, pois, uma população marcadamente jovem, com cerca de 60 por cento dos habitantes entre os 15 e os 50 anos de idade.

Em relação à língua, 96,1 por cento da população utiliza a língua chinesa e apenas 1,8 por cento declara fazer uso da língua portuguesa. Admite-se, no entanto, que uma maior percentagem saiba português mas não o utilize.

Principais indicadores demográficos

1996

1997

1998

População em 31 de Dezembro

milhares

415,9

422,0

430,5

Taxa de crescimento efetivo

%

+0,2

+1,5

+2,0

Homens

milhares

200,2

202,7

204,7

Mulheres

215,6

219,4

225,8

Com menos de 15 anos

25,3

24,8

24,0

De 15 a 64 anos

67,3

67,6

68,4

Com 65 e mais anos

7,4

7,5

7,6

Estatísticas Vitais
Natos-vivos

unidades

5468

5031

4434

Óbitos

1413

1293

1356

Casamentos

2106

1678

1451

Divórcios

320

304

260

Indicadores Demográficos
Taxa de Crescimento Natural

%

1,0

0,9

0,7

Nascimentos por 1 000 habitantes

unidades

13,2

12,0

10,4

Óbitos por 1 000 habitantes

3,4

3,1

3,2

Casamentos por 1 000 habitantes

5,1

4,0

3,4

Divórcios por 1 000 habitantes

0,8

0,7

0,6

H + M

H

M

Esperança de vida à nascença (1993-1996)

anos

76,57

75,11

79,98

*Publicado pelo ex-Governo Português de Macau (última atualização em 30.07.99)

Vídeo do 6º Grande Prémio de Macau, 1959

O vídeo já está no YouTube. Veja no link abaixo. Foi aquele em que caiu a ponte de travessia dos espectadores, forçando a interrupção da corrida.

As filmagens e edição são do saudoso Hércules António (agradecimentos à sua família) e o vídeo tem duração de 20 minutos.  Mostra a chegada do público que naqueles tempos muitos iam assistir a corrida – de gravata.  Nas cenas iniciais perceba 2 pessoas a andar (com parada de imagem) e uma delas o Nano Branco afirma ser ele. Depois o Hérrcules detalhou os trabalhos de remoção da ponte com os tanques do Exército.

O resultado da corrida foi:

1 – Ron Hardwick ( HKG )Jaguar XK SS (um dos mais belos carros de corrida que apareceram em Macau)

2 – W.R.A.Wyllie ( GBR ) DKW 1000 RS  (quem assistiu, deve se lembrar deste pequeno carro que fazia um som estridente)

3 – Chan Lye-Choon ( SIN )Aston Martin DB 35

A música das tunas macaenses tocadas pelo Trio Macaense (Adalberto Remédios, Clemente Badaraco e John “Bijú” dos Santos Hetherland) ajudam a enriquecer o vídeo. Obrigado Trio Macaense!

Veja no YouTube ou no Projecto Memória Macaense. Se puder ajudar a divulgar, agradeceria muito!

YouTube = http://www.youtube.com/watch?v=mG0Cuj6KEPE 

Natal em Macau, de Ana Maria Amaro

Se me permite, Ana Maria Amaro, estou a publicar uma “aguarela” do seu livro, uma edição CTMCDP-Fundação Macau publicada em Macau no ano de 1998. Muito agradecido:

Natal em Macau

A noite desceu, manto violáceo manchado de nuvens a semi-ocultar uma lua baça quase em plenilúneo. Uma aragem mais fria do que tépida levanta golas e desperta abafos dos seus recantos rescendentes a cânfora.

As eufórbias vermelhas, de grandes brácteas como penas de asas de fenix em vôo, oscilam numa cadência que a brisa embala. Pelo ar os acordes monótonos de instrumentos de corda e a voz lânguida duma cantatriz chinesa dobram a voz do vento em sons talvez só compreensíveis pelos Gênios.

Um vendilhão rasgou o lilás da fluorescência dos candeeiros que semeiam círculos pela rua enegrecida, apregoando jornais: - iat-pou! Um grupo barulhento, onde duas ou três raparigas de calças afusadas e reluzentes min-hap se confundem com outros tantos casacos ocidentais axadrezados, seguindo alguns homens de fatos de bom corte, passaram sobraçando malas sacos e embrulhos. Recém-chegados de Hong Kong, por certo chineses cristãos, vinham passar a consoada com a família de Macau. Três pivetes pintalgam de rubro cendrado a borda dum passeio. Vindo de longe adivinha-se o movimento da cidade afadigada nas últimas compras.

Lojas engalanadas e policrómicas nos seus vistosos ademanes de papel pejados de flores, de muitas flores artificiais de todos os tons, aliados à púrpura e aos estanhados a reflectir mil luzes.

De quando em quando sobe no ar o som alegre do estralejar de panchões. Das casas européias alcançam a rua cheiros adocicados a frituras, a açúcar queimado e a azeite a ferver.

Nas casas macaenses estão já prontos fartes coscorões e aluá, o famoso colchão do Menino Jesus com a sua mantazinha e a almofada.

No forno cozem as empadas de garoupa desfiada, assadas nos pires, recheadas de ovo cozido, açafrão e pinhões de azeitonas chinesas.

Sobre os velhos armários alinham-se laranjas de casca fina como pepitas de ouro a atrair felicidade e abastança.

Tudo a postos para a consoada depois da Missa do Galo.

E eis que no meio daquela atmosfera de festa, atmosfera difusa que mais se sente em cada coração saudoso de uma infância passada em Portugal do que no ambiente que nos envolve, surge um velho alquebrado, comendo enquanto avança míseros restos de comida recém-lançada na sua tigela estalada e envelhecida de tantas vezes ser estendida à caridade de quem passa.

É um pobre. Esfrangalharam-se as vestes sem cor mas têm mil cores os farrapos que traz atados aqui e além. Dobrado sobre o peito avança vergado pela fome e pela miséria impiedosa. É já velho e doente para guiar triciclo ou trabalhar nas hortas. Fugiu da China há muito tempo. Recorda a sua Pátria com saudades e com terror. Onde estará a sua família? Dispersaram-se todos na altura da fuga. Foi o medo que os dispersou. Ele, o mais velho, o avô, conseguiu, um dia, chegar a Macau. O homem, como uma sombra avança pelo passeio. Pára aqui e espreita a greta de luz escoada duma porta. Ultrapassa os pivetes que ardem rua além e espera, ao frio, que outra porta se abra e mais alguns bagos de arroz caiam na sua tigela.

Estralejam mais panchões na noite sem luz.

Ouve-se um riso distante. Num riquexó, empunhando grandes balões de cor e alguns brinquedos coloridos, passa uma criança sentada ao lado da mãe.

Além, numa janela, vêem-se acender e apagar ritmicamente as luzes coloridas duma árvore de Natal em plástico, onde as pratas fazem brilhar neve nos flocos de algodão que nos recordam quadros da infância passada.

Em breve os sinos virão repicar chamando os fiéis para a Missa do Galo, onde irão beijar mais ou menos devotamente a imagem em marfim do Deus-Menino.

Nasceu Jesus, Hossana!

Véus pretos, trajos escuros, alguns casacos de peles vestidos pelas mulheres do Ocidente; min-hap de seda usados por algumas portuguesas de Macau, Igrejas plenas de luz, missais abertos, círios tremulantes.

Nasceu Jesus! Natal Bendito! Festeja-se o Rei dos Reis. O Pai dos humildes, o redentor da Humanidade.

Caem algumas gotas duma chuva miudinha e fria e ouve-se o tilintar de alguns avôs em pobres tigelas que nos degraus das igrejas se estendem.

Alua – Doce característico do Natal macaense feito com jagra, amêndoas, coco, pinhão chinês, farinha e manteiga. Poucas são já as doceiras locais que o sabem preparar

Min-hap – Casacos chineses em seda, acolchoados

Pinhões chineses -Amêndoas das sementes de azeitona chinesa (Canarium álbum Raeusch).

foto do doutoramento – Revista Macau Março 1994

António Robarts

Em vista do respeitável comentário assinado por António Robarts na postagem “A (coitada) estátua do Gov. Ferreira do Amaral”,  lembrei-me ter visto o nome em alguma revista.

E, foi na mesma revista das irmãs Pedruco, também aqui divulgadas.  António dos Santos Robarts também foi fotografado pelas lentes do eficiente fotógrafo Eduardo Tang Meng Wai.  A sua foto constou da R C Review of Culture do Instituto Cultural de Macau – Album Macanese People 1994.  Como sou também aficionado em fotografia, admiro muito foto de estúdio, embora eu não tenha nenhuma experiência neste tipo de trabalho.  Mais uma vez, a iluminação está perfeita!

Consta da revista que em 1994, tinha 40 anos, professor de educação física e bailarino, sendo nascido em Macau de pais macaenses. Agradecido Robarts pela sua saudável participação neste blog.