Archive | agosto 2011

Navio Patrulha Macau (em 2010)

Vão perguntar com certeza, será que a Marinha da China apelidou um dos seus navios de combate de Macau? Ou será que é da Marinha de Portugal, mesmo depois de Macau deixar de ser portuguesa?

Ah … então ouviram o conhecido hino nacional, das corridas de Fórmula 1 nas vitórias de Senna ou de Massa, ou dos campeonatos de vólei em Macau.

É a Marinha do Brasil, com certeza!!! A Macau, não é a nossa Macau, antiga colónia portuguesa, mas a Macau do Estado do Rio Grande do Norte, Brasil, que foi fundada por um português após ter passado pela nossa terra.  Numa outra postagem falarei desta Macau, cidade irmã brasileira de mesmo nome, e também dos macaenses brasileiros, também não de pais da nossa comunidade, mas da cidade de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.  Afinal de contas, Macau e Macaense tem muito a ver com o Brasil. São “denominações irmãs” além da língua portuguesa.

Aproveitem para ver o canal do autor do vídeo e conheça um pouco dessa Macau do Brasil.

Rua Nova São Lázaro, Macau

Estas são as casas antigas, milagrosamente preservadas, da Rua Nova São Lázaro, em Macau, onde nasci e vivi até lá meus 8 anos de idade, em 1958.  Penso que, para quem não reside mais em Macau e que tem retornado nos Encontros ou a turismo, devem se lembar na sua visita à Igreja de São Lázaro, que a rua fica bem defronte a ela.

Abaixo estão 2 fotos que farão parte dos vídeos-foto clips que estou a montar – Memória Macaense, lembranças dos belos tempos – com dezenas de fotos dos nossos tempos antigos em Macau, tanto do meu arquivo pessoal, como daquelas enviadas pelos colaboradores do PMM ou coletadas de amigos da nossa comunidade.  Andei nesses dias a pescar essas fotos e já juntei umas 200.  Há muito mais, o que daria para montar vários vídeos que serviriam para registar as saudades da nossa gente no YouTube e em álbuns de fotos no FlickR (Yahoo), além de restaurar e renovar as páginas da nova versão do site PMM.  Agora, quem quiser contribuir com mais fotos antigas, agradeceria muito … Prometo que o 1º vídeo, já em montagem, trará uma música de entrada que vai dar muitaaaaa saudade, e algumas lágrimas …

Foto de 1950.  Eu, ainda bebê (bebé), com o meu irmão José à esquerda de quem vê a foto e o Álvaro à direita. Atrás, da esquerda, a Cíntia, Yolanda e Natércia. Estavamos na varanda da casa da Rua Nova São Lázaro, que fica na parte de trás.  Certamente quem morou nessas casas deve-se lembrar bem dessas varandas que enchem a gente de saudades. Gostaria de um dia poder entrar nessa casa e revê-la.  Seria muita emoção …

Eu, já mais crescidinho, no colo da minha tia Telma Luz, e o Álvaro está lá sentado no parapeito da varanda. Tempos difíceis nessa época para o meu pai sustentar-nos, mas mesmo assim, belos e memoráveis tempos em Macau.

Rigoberto Rosário (pai-92 anos), faleceu

Faleceu em São Paulo/Brasil, em 26/08/2011 com 92 anos de idade,  Rigoberto Rosário, pai do Rigoberto Rosário Jr. Api (autor da canção Macau).  A missa do 7º dia será no dia 31 Agosto  (4a. feira), na Paróquia do Divino Espírito Santo, à Rua Frei Caneca, 1047, às 17:30 hrs.

Sr. Beto, como o chamavamos, na sua juventude em Macau, sua terra natal onde estudou no Liceu, era um esportista. Fez parte da 1a. equipa de hóquei em Macau, na qual integravam, entre outros, Chaine Airosa e José dos Santos Ferreira “Adé“, o pai do patuá. Falante e saudosista, gostava de contar histórias dessa época.

Deixa saudades!!! Peço uma oração pela paz da sua alma.

Foto tirada no ano de 1940. Uma parte da Seleção de Hóquei de Macau. De pé: João Nolasco, Alexandre Airosa (Chaine) e José dos Santos Ferreira (Adé). De joelhos: Rigoberto do Rosário (Beto) e Laertes da Costa.

Liceu de Macau / Grupo da 3a. classe B.  Vencedor de 1936.  De pé, da esq.: Alexandre Airosa (juíz) / Alexandre Gonçalves / Américo Ângelo /`Pedro P.do Rosário / Arnaldo Mendes / José Santos Ferreira (Adé) / Rigoberto Rosário / João Nolasco da Silva

Agachados: Arnaldo da Silva / Raul da Rosa Duque / Fernando Moraes

Boletim – ENCONTRO do Padre Moreira

(clicar para aumentar)

Para quem era da Diáspora, como eu, o Boletim – Encontro – era uma ligação com Macau.  Recebiamos gratuitamente pelos Correios e viamos algumas notícias de nascimento, falecimento, casamento da gente da nossa terra, entre outras.  Em contrapartida, alguns enviavam as suas contribuições em dinheiro para ajudar o jornal a sobreviver.  Hoje já não há mais publicações que trazem essas informações.  O PMM procura contribuir com notas de falecimento, quando recebe tal comunicação da comunidade. Infelizmente, só tenho este boletim.  O único que sobreviveu.

Neste número de Abril de 1987, o Padre Manuel Moreira, que era o Director e Editor, anunciava a sua partida de Macau, como explicava no texto abaixo que foi publicado na 2ª. página:

ÚLTIMO ANIVERSÁRIO?

Como afirmei em 1986, tenciono este ano deixar esta terra e ir trabalhar o resto da vida na diocese que me viu nascer – Leiria. E quais as razões desta decisão? São muitas, mas a que mais pesou neste passo (e já lá vão mais de seis anos) foi ver uns com tanto e outros com tão pouco. Macau, económica e espiritualmente vive na abundância (eu diria mais: na superabundância), enquanto que noutras terras, mesmo em Portugal, há tantas freguesias sem um sacerdote, tanta gente a viver na maior pobreza espiritual!

Depois de 39 anos de permanência nesta cidade e de 36 de entrega ao serviço das almas, creio que já é tempo duma mudança que faz sem¬pre bem, física, espiritual e apostólicamente falando.

ENCONTRO, que nasceu em 1959 na paróquia de S. Lourenço para os paroquianos da mesma freguesia, em 1974 passou a ser a voz de todas as paróquias de Macau, perfazendo este ano 13 anos de vida como Boletim Interparoquial Mensal da Comunidade Portuguesa.

Ao dar entrada no 13°. da sua existência, não haverá alguém que lhe queira dar continuidade? Caso não apareça nenhuma alma caridosa, ENCONTRO terá só mais dois meses de vida; mas não posso conformar-me com tal pensamento, pois ninguém gosta de ver desaparecer uma obra que viu nascer e acompanhou ao longo de tantos anos. Dinheiro não lhe falta, como todos podem ver. Graças à generosidade dos seus leitores e amigos nunca precisou de pedir esmola a ninguém, e hoje apresenta-se com um saldo que ultrapassa as seis mil pataças.

Como a esperança é a última coisa que se perde, confiamos que haja algum samaritano disposto a carregá-lo, paciente e persistentemente, às costas, tudo fazendo por que a sua luz, que é a do Evangelho, que é a do mesmo Cristo e da sua Igreja, chegue a todos os lares onde se fala a língua portuguesa, gratuitamente como tem continuado até à data.

A maior alegria que posso ter neste aniversário é a esperança de saber que o ENCONTRO não morrerá mas que continuará vivo e até mesmo ressuscitado com uma vida nova. Com esta esperança quero agradecer a quantos, dum modo ou doutro, me têm ajudado nesta caminhada até ao dia de hoje, sendo de salientar a generosidade nunca desmentida de tantos “benfeitores” e o auxílio de tantos legionários que, mensalmente, perdem várias horas na dobragem e colagem de selos e endereços, e ainda na distribuição às várias igrejas e domicílios. A quantos me têm ajudado, sobretudo nestes 13 anos, o meu sincero e profundo muito obrigado. “

Pe. Moreira

Padre Moreira no Terço do Bairro

O boletim Encontro está publicado na íntegra, em 8 páginas,  no Projecto Memória Macaense – Ecos do Passado Bom para imprimir e guardar de lembrança. Uma homenagem ao Padre Moreira e seus colaboradores que direta ou indiretamente contribuiram para a sua existência e distribuição.

Macau, Garden City of the Orient (anos 60)

Quem viveu em Macau nos anos 60, certamente deve ter visto este folheto do Centro de Informação e Turismo – Palácio de Praia Grande, em inglês, que definia: “Macao: Oldest European Settlemente in the East” e a “Garden City of the Orient (Cidade Jardim do Oriente).

Sim, Macau ERA uma cidade jardim.  Hoje, talvez seja cidade cimento ou cidade dos casinos, ou para ser optimista, cidade do progresso!!!

O folheto trazia um mapa simples com destaque para os pontos turísticos, várias fotos, um histórico de Macau e seus atrativos, citando que a população somava 250 mil pessoas.  Sem hidrofoils, jetfoils ou turbo-jets, dizia que a cidade ficava a 15 minutos por via aérea de Hong Kong e 4 horas viajando por confortáveis ou ferry services (barcos).

Saudades !!!

O mapa está divulgado na íntegra no Projecto Memória Macaense – Ecos do Passado

Freguesia de São Lourenço e o seu perímetro

(clicar na imagem para aumentar)

O mapa no máximo deve ser de 1979, mas provavelmente uns anos antes da publicação do livro Toponimia de Macau de Padre Manuel Teixeira naquele ano, de onde foi copiado. Até uns tempos atrás fiquei a pensar qual o perímetro de cada Freguesia de Macau que são (ou eram?) 5?  Elas são: Freguesia de São Lourenço, Sé, São Lázaro, Santo António e Nossa Senhora de Fátima.

A de São Lourenço, assim vejo, é a mais popular, tanto que no Encontro Macau 2010, grupo de antigos e atuais moradores da Freguesia reuniram-se para uma foto de lembrança. Tanto que é a primeira que divulgo com o seu perimetro, que desconhecia até então.

Vejam que a Avenida de Almeida Ribeiro é a fronteira das Freguesias de São Lourenço com a Sé.  Até imagino que a linha que divide as 2 faixas de trânsito seja exatamente a fronteira. Assim quem está do lado do prédio do Leal Senado (ou o antigo Soi Cheong) é de São Lourenço, e quem está do lado do Alfaiate Félix ou Long Kei ou Hotel Central é da .  Interessante !!!

Notei neste mapa, que irei divulgando por partes, a menos popular e pouco conhecida, é a Freguesia de Nossa Senhora de Fátima que compreende a Areia Preta, Ilha Verde, Fai Chi Kei e o Reservatório.  Francamente, quando ainda residia em Macau até os 17 anos, simplemente a desconhecia, também, era meio criança, meio jovem, não ligava muito para essas coisas. Eu, que morava na Calçada de Tronco Velho nº 15, perto da fronteira, pertenço à São Lourenço.

Nota: De 1979 pra cá, 2011, Macau mudou muito e aumentou de tamanho.  Assim, não sei dizer como está hoje a situação das Freguesias.  Se escrevi algo que não corresponde à atualidade, então esta postagem tem validade até 1979, e me alertem se for o caso, agradecendo antecipadamente à boa alma que se prestar a fazer um comentário.

A Av. de Almeida Ribeiro.  Observe a linha branca que divide as  2 faixas de trânsito.  Seria a linha divisória das Freguesias de São Lourenço e da Sé?

Os antigos e atuais moradores da Freguesia de São Lourenço numa foto de lembraça tirada no Encontro Macau 2010

Vídeo de teatro de patuá – Futebol da 3ª Idade

A apresentação em patuá protagonizada por Mariazinha Conceição Carvalho e Armando Sales Ritchie (São Paulo)  simula que, no Encontro de 2013, haverá um torneiro de futebol para a Terceira Idade.  Todas as Casas e Associações formariam as suas equipas.  Assim, o Armando lê uma lista de “convocados” para a Seleção de São Paulo com os comentários da Mariazinha.  Os dois são mestres no patuá e atualmente são os mais atuantes na área.

O vídeo está publicado também no site Projecto Memória Macaense e foi por mim filmado com a minha discreta filmadora, só com luz ambiente.  Aliás a iluminação do Ginásio da Casa de Macau de São Paulo é precária para filmagens e fotos.  Se alguém patrocinasse a sua troca iria “quebrar um galhão“.   A apresentação ocorreu na festa de aniversário dos 22 anos da Casa em 30 de Julho de 2011.

Receita: Camalengada ou Doce Camalenga

Recente publicação do site Projecto Memória Macaense traz um texto da série Tacho do Diabo da Cecília Jorge, “a Doce Camalenga“, com 3 receitas e uma boa explicação sobre a camalenga, ou tung-kuá, em chinês, ou no Brasil, jerimu ou jirimu.  A Cecília é especialista no assunto, uma pena que esta série foi de curta duração.  Foi publicada na Revista Macau no ano de 1993 e 1994. Aliás a Cecília quando se mete a fazer uma coisa, faz muito bem!

Fica assim o convite para visitarem o PMM e constatar que o site tem 20 páginas publicadas sobre a Gastronomia Macaense, com diversas receitas da Celestina, Comunidade Macaense de S.Paulo e Rio, esta série da Cecília, etc. Ainda há muito para se publicar, assim que puder. Na página de entrada você verá o link para a Página Guia da Gastronomia, onde poderão ver o que o site tem a respeito.  Estes Guias, além do Mapa do Site,  que procurei criar no PMM, servem para orientar e auxiliar você na busca de assuntos que o site dispõe.  Estou a revisar todas as páginas, pois algumas  se desconfiguraram após a publicação, coisa que se espera que o provedor Tripod resolva.

Sobre o Doce Camalenga, a minha mãe Marcelina da Luz, o fazia muito bem.  Lembro-me dos tempos de infância em Macau que gostava passá-lo no pão (min páu), especialmente quando ainda estava meio quente, após o preparo.  Saudades da minha mãe que cozinhava muito bem, tanto comida como doces ou salgados.

CAMALENGADA

Abóbora camalenga (ralada) – 3 kgs

Açúcar em pedra – 1 kg

folhas de figueira – 6

Lava-se e descasca-se a abóbora, ralando-a em fios longos. Envolve-se a polpa ralada num pano limpo e espreme-se bem para retirar todo o líquido.

Branqueia-se a abóbora (i.e. escaldar rapidamente em água a ferver) e volta-se a espremer, guardando o líquido. Junta-se a esse líquido um litro de água e fervem-se as folhas de figueira (previamente lavadas, esfregadas com uma escovinha, limpas de nervuras e partidas em bocados), durante cerca de meia hora. Retiram-se as folhas de figueira e coloca-se o açúcar, que deve ficar em ponto de espadana. Junta-se então a abóbora ralada e coze-se, mexendo sempre, até o doce se soltar do fundo do tacho. Guarda-se de preferência em frascos fechados ou em potes de barro.

Portugal, tão lindo !!!

Recebi de um amigo nipo-brasileiro, ou, nissei, Sérgio Serikawa, um e-mail repassado tendo como anexo um pps com lindas fotos de Portugal. É mais um que publico neste blog.

Assisti-lo e ouvir a canção portuguesa, que desconheço o nome, bateu uma saudade enorme da nossa pátria distante, Portugal. Estive lá em 1996 e 2004.  Só! Foram curtas estadias.  Era para ter ido para uma viagem mais longa há 2 anos atrás, mas … ficou só na vontade.  Espero poder satisfazer essa vontade logo logo.

Se virem a postagem anterior, falei da origem chinesa de muitos macaenses, como eu. E nesta postagem falo da origem portuguesa de muitos macaenses, novamente, como eu.  Meu avô do lado da minha mãe era de Portugal.  Foi a Macau e casou-se com a minha avó chinesa. Do lado do meu pai, família tradicional macaense, certamente teve também essas origens, embora bem distantes, anteriores a 1900.

Tal como falei no site do PMM desde o seu lançamento, nós macaenses, temos a grande vantagem de sentir saudades de Portugal e da China, simultaneamente.  Quando vamos a um restaurante chinês, matamos as saudades.  Quando comemos um bacalhau e ouvimos um fado, morremos de saudades.  Mudamos automaticamente a forma de relacionar, quando falamos com um português e um chinês.  Isto somos nós, os macaenses!

Assim, se na postagem anterior, você ficou sabendo que o lado chinês de muitos macaenses mestiços pode ser ser da étnia Han, então, clique abaixo para visualizar o pps e ver como o nosso Portugal é lindo, muito lindo !!!

PORTUGAL

Delano Pereiro: Grupos Étnicos da China

Grupo Étnico Han

E-mail que me foi repassado por Delano Pereira (EUA) traz como anexo um interessante pps sobre os Grupos Étnicos da China. Talvez me perguntem porque publicar isso.  Pois é! Temos muito a ver com isso.  Muitos macaenses, como eu, temos sangue chinês.  Eu do lado da minha avó (do lado da mãe), a mais recente. Daí a pergunta, de qual grupo étnico chinês descendemos?

Resposta: provavelmente, o mais correto dizer do grupo étnico Han, que é a maioria da região de Macau e também da China, 96% da população. Conforme esclarece o e-mail, os Han controlam o Governo Central da RPC e é a maioria na diáspora chinesa.  Depois dos Han, seguem-se os Manchu, Mongol, Tibetano e outros 67 grupos minoritários.

O pps contou com a participação de 14 fotógrafos profissionais e um ano para concluir o trabalho após longas viagens pela imensidão da China.

Clicar no link abaixo para baixar o arquivo.  O slide dos Han é o último:

Grupos.Etnicos.da.China

António J.M.Nunes da Silva: Barcos Chineses

E-mail recebido de António José de Matos Nunes da Silva traz um interessante anexo com vários desenhos de Barcos Chineses tais como o acima, e descreve:

“Documento de interesse histórico da minha comissão em Macau, 1966-68

O Alm. Carmona foi 1º Comandante da Escola Naval em 1943, ano em que entrei para a Armada, sendo então Capitão-de-Mar-e-Guerra.” António J.M. Nunes da Silva / C/Alm Ref

Clicar no arquivo em pdf abaixo para ver:

barcos chineses CAlm Artur Carmona

Caso não o conheçam, a minha sugestão para visitarem o seu Canal no YouTube - http://www.youtube.com/user/ajonunesi – onde poderão visualizar vários vídeos que trazem importantes revelações sobre os episódios do “1, 2, 3″ de 1967,  e a sua comissão em Macau, como expõe:

“Em DVD especial tenciono expor com mais detalhes os acontecimentos de 1967/1968, que abalaram Macau.  Em cuja resolução tive participação activa como vogal do Conselho de Defesa (Macau). Único vogal que participou em todas as sessões ao longo dos 58 dias, e único sobrevivente. E com actuação que penso decisiva para RESOLUÇÃO DO PROBLEMA, como o atesta documentação que junto nesta introdução.”

António José de Matos Nunes da Silva

http://www.youtube.com/user/ajonunesi#p/a/f/2/b0d5taF43bY

J.S.Ferreira: “Macau era só nossa por empréstimo …”

Na tese de mestrado da Alexandra Rangel (veja a postagem anterior) vi o texto abaixo, que desconhecia, mas que ilustra bem a realidade macaense, que até provoca certo impacto para nós, macaenses:

“São eles os descendentes dos bons portugueses que aqui construíram o seu lar e honradamente criaram a sua prole; apenas não sabiam que Macau era só nossa por empréstimo e que um dia teríamos de a devolver, bonita e próspera.”
José dos Santos Ferreira, 1996.

Só mesmo ele, o Adé, macaense da gema, para escrever tal  texto que reflete a dura realidade macaense …

Tese de mestrado de Alexandra Rangel: Comunidade Macaense

“Esta dissertação de Mestrado é sobre os macaenses, os “filhos da terra”, descendentes de várias gerações de cruzamentos de portugueses com orientais, resultando desta miscigenação uma comunidade com características próprias. A culinária, o dialecto (patuá) e as festividades tradicionais demonstram a base cultural portuguesa e as influências recebidas dos países asiáticos vizinhos do território com mais de 400 anos de presença portuguesa, devolvido à China em Dezembro de 1999. Actualmente, Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, regida por uma Lei Básica, elaborada em conformidade com a Declaração Conjunta Luso-Chinesa, firmada em 1987. Esta Lei garante aos residentes do território, incluindo os de ascendência portuguesa, a manutenção da sua maneira de viver e os direitos que tinham anteriormente. É feito um enquadramento histórico, para que melhor se compreenda o nascimento e o percurso desta comunidade, e são identificados os desafios que se lhe colocam, hoje, bem como o seu singular legado cultural.
Abstract: This Master of Arts thesis is about the Macanese, the filhos da terra (the “sons of Macau”), who descend from several generations of intermarriages between the Portuguese and Asians. The miscegenation resulted in a community with specific cultural traits. The cuisine, the dialect and the traditional festivals show us the Portuguese cultural base mixed with influences received from the neighbouring Asian countries. Macau was handed back to China in December of 1999, ending more than 400 years of Portuguese presence. Macau is presently a Special Administrative Region of the People’s Republic of China and its Basic Law was written in conformity with the Sino-Portuguese Joint Declaration which was signed in 1987. The Basic Law guarantees the way of life and the rights the residents – including those of Portuguese descent – enjoyed before the handover. A historical background is provided for a better understanding of this community, from its beginning until today, and the new challenges it is facing, as well as its important cultural legacy, are identified.”

No link abaixo, clique na ligação constante do quadro “Ficheiros deste Registo” e vejo o belo trabalho da Alexandra Sofia de Senna Fernandes Hagedorn Rangel, filha de Jorge Rangel do IIM-Instituto Internacional de Macau:

http://repositorio.ul.pt/handle/10451/3906

ou veja no arquivo em pdf abaixo (11 Mb) – clicar para abrir:

Alexandra Rangel tese mestrado ulfl081900_tm (fonte: site da Universidade de Lisboa na ligação acima)

*Divulgação possível graças ao e-mail de Maria João Santos Ferreira, macaense e bibliotecária do Museu de Ciência de Lisboa, e autora de livro de receitas da gastronomia macaense. Obrigado!

Nano Branco & Yvonne Remedios cantam (video)

Os macaenses, Fernando “Nano” Branco (Macau) e Yvonne Remedios Airosa (Hong Kong), ambos residentes em São Paulo, Brasil, cantam a canção Dream na festa dos 22 anos da Casa de Macau de São Paulo em 30/Julho/2011.  O Nano no ano passado lançou seu CD pessoal (não comercial) por ocasião do Encontro Macau 2010 em São Paulo e andou distribuindo para os amigos em Macau, embora não tenha se apresentado no evento. A Yvonne é a sua companheira que também participou como 2a. voz em algumas canções do CD produzido pelo eficiente Vainer Dias Gomes, que foi maestro da coral da Casa de Macau de São Paulo (atual Vozes de Macau) no Encontro de 2007.

O Nano, que foi o cantor dos The Grey Coats,  tem a sua página pessoal no Projecto Memória Macaense (veja no Guia Musical) onde são divulgadas algumas canções do seu CD.  Vale a pena dar uma olhada e ouvi-las, bem como para conhecer a história dos Grey Coats, ganhador do Festival de Música nos anos 60 em Macau.

Mulheres Macaenses, quem são elas?

clicar na foto para ampliar (bom para imprimir)

Lá vai outro desafio para este blog, será que alguém vai Deixar um Comentário e dizer os nomes das mulheres (moças/raparigas/jovens) macaenses aí da foto ??? Julgo que a época da foto mais certo seria os anos 60, ou talvez, fim de 50?

Macau anos 60, aqui pouco mudou

Macau anos 60, na semana do Grande Prémio.  Na Praia Grande, ao lado da estátua de Jorge Álvares, que está no mesmo lugar para quem não saiba, os carros de corrida são inspecionados.  Neste trecho especificamente mostrada na foto, Macau pouco mudou, assim penso. Está certo que à volta estão prédios altos, mas digo que o lugar visível na foto é reconhecível, não está desfigurado pelo progresso. Eu costumava ir lá depois da escola para ver os carros e fotografá-los. Ah … saudades !!! Mas vendo bem, nos fundos do lado esquerdo mudou …

A propósito, não custa nada perguntar, alguém sabe dizer o nome do polícia de trânsito atrás do carro de corrida ???  Era conhecido,  mas não sei o nome …

O drama de quem é da diáspora, como eu, é que quando voltamos para visitar Macau, queremos ver aquela Macau dos nossos tempos, mas a gente procura … procura … procura aquela Macau do coração, e onde está ela … ???

Macau anos 60 – que lugares são esses ??? (pergunta 1)

clicar para aumentar

Este blog arrisca a perguntar, que lugares são esses?  As fotos foram tiradas em Macau, nos anos 60.  Arriscar porquê? É que normalmente nós macaenses (em me incluo) somos um tanto reservados para fazer comentários, portanto, pode até não ter nenhuma resposta, mas não custa nada arriscar, afinal blog é para essas coisas. Para responder, clique em Deixar um Comentário e escreva a sua resposta citando o nº da foto.

Para dizer a verdade, só sei dizer de 2 lugares, outros 2 são uma incógnita mesmo.  Fui eu que tirei as fotos, pois até representavam lugares que queria guardar de recordação, antes da minha imigração para o Brasil em 1967, mas de tanto querer recordar que acabei esquecendo. Volto para responder daqui a 2 semanas.

legenda: foto 2 – sou eu / foto 3 – da esq. Frederico Martins, Virgílio Mendonça e meu irmão Álvaro Luz / foto 4 – Álvaro Luz

Os lugares representam uma Macau, antiga, de pouco progresso, prédios altos eram uma raridade e até motivo de algum orgulho, provinciana, mas … humana !!!

Teatro macaense – 22 anos Casa de Macau de S.Paulo

Na festa de aniversário dos 22 anos da Casa de Macau de São Paulo, o seu ressuscitado Grupo Teatral apresentou-se com uma divertida “dança”  como uma “homenagem”  à Terceira Idade por “dançarinos” da Terceira Idade.  Idealizado por Mariazinha Conceição Carvalho e Armando Sales Ritchie, que atuaram, contou também com a participação especial da Telma Antunes Brito em visita a São Paulo, onde antes residia.  O público adorou o espetáculo e aplaudiu muito a apresentação.  Os três dançarinos estão de parabéns, porém lembrando que o Armando ainda chegou na Terceira Idade, faltam alguns anos.  Gostei muito!!! Confiram …