Archive | setembro 2011

Canicha, o Charlie, este gajo gosta de música !!!

Charlie no Encontro das Comunidades Macaenses – Macau 2010

Gajo, em Portugal, ou, Cara, no Brasil, tanto faz, mas, este cara/gajo gosta de música mesmo!  É o Carlos Alberto dos Santos, ou Canicha, ou nome artístico, Charlie Santos.  Ensaia adoidado com o seu conjunto brasileiro de qualidade, profissionais de melhor nivel.  Grava discos e já lançou cds de montão. Nem tenho conta de quantos foram. Felizmente, tem recursos suficientes para bancar este seu hobbie a nível amador.  Não atua profissionalmente, pois afinal de contas tem um belo emprego. Música sempre foi o motivo da vida dele, desde jovem até hoje, já sessentão e pouco.  Não precisou de revival, pois nunca abandonou a música. Tem um ouvido afinado e por isso é muito exigente, de dar dó. Sabe de tudo da história dos músicos e das músicas, até me corrigiu quando publiquei um vídeo com o nome incompleto da música com um pequeno histórico.  Não é mole!!!

Tem uma série de vídeos divulgados no YouTube com músicas dos anos 60, principalmente, isto é, do meu tempo, época de ouro da nossa juventude. Presta tributo aos seus ídolos e cantores preferidos, só que com músicas cantadas por ele.  A toda hora recebo convites para assitir a um seu novo vídeo.

Publico este abaixo pois presta tributo a uma das duplas mais populares dos anos 60 – Peter & Gordon – com a música que adoro – A World Whitout Love – que me lembra muito da Rádio Vila Verde.  Ainda tenho esta música gravada do programa Request, acreditem de um gravador de rolo, só que a fita ainda a tenho, mas o gravador Panasonic que trouxe de Macau estragou-se, uma pena! Um dia ainda vou descobrir quem o conserte, pois tenho gravações históricas das rádios de Macau e de Hong Kong que gostaria.  Não dá para reproduzir noutros gravadores de rolo, pois usava uma velocidade baixa específica que esse tinha.  Procurava economizar pois não tinha muito dinheiro para ficar comprando fitas de rolo. Deixando essa conversa de lado, vamos assistir o vídeo:

Curiosidades do 1º Grande Prémio de Macau – 1954

A pouco menos de 2 meses da edição de 2011 do Grande Prémio de Macau, que um dia ainda irei realizar o meu sonho de fazer uma cobertura fotográfica, que deverá dar alguns milhares de registros, publico uma curiosidade da 1a. edição em 1954:

O glorioso Fernando de Macedo Pinto, um dos 3 idealizadores do Grande Prémio de Macau e o único piloto local da 1a. edição, acreditem, na emoção em participar da corrida pela 1a. vez e ver o sonho realizado, na largada, após correr para o seu MG Special no velho estilo Le Mans, 6º no grid/grelha, sentiu que seu carro estava com problemas ao ver todos os pilotos o ultrapassarem, ai ai ai … o carro não consegue desenvolver uma velocidade ideal

O que será? Qual o problema mecânico? E … ooopsah danado, esqueceu de destravar o freio/travão de mão, a emoção era demais, também, era a sua 1a. corrida.  Até que o carro conseguiu se arrastar com este acionado. Somente restou ao grande piloto de Macau fazer uma corrida de recuperação, e fez bonito: terminou em 4º após largar em 6º, apesar de ter tomado 3 voltas do 1º e 2º colocados, e duas do 3º E.Rocha.  A corrida foi de longa duração, durou 4 horas 3 min 19.10s.

Fernando de Macedo Pinto no seu MG Special nº 11 acelera na sua corrida de recuperação e termina em 4º. A torcida gritava “vamos lá Macedo, acelera Macedo“, e ele …vruuuummmm

Macau do passado em panorama

Copiei a foto ( que photoshopei precariamente, sou um curioso apenas) de um livro que diz ser a Macau do início dos anos 50.  Tenho dúvidas e até gostaria de saber quando foi construído o prédio Dona Leonor (é o nome?) ao lado do Teatro NamVan, pois aparece na foto já concluído. Seja ou não, eis uma imagem da Macau do nosso coração, para matar as saudades de quem viveu estes belos tempos, ou para quem não a conheceu e ficar imaginando porque temos tantas saudades desta cidade antiga sem os imponentes casinos à Las Vegas, ou dos prédios altos que tentam imitar Hong Kong ou New York, ou até mesmo São Paulo. É gente, nem sempre a modernidade consegue ofuscar os sentimentos. (clicar para aumentar)

PS-mais tarde: Não é mesmo do início dos anos 50, mas sim do fim ou início dos 60.Vide logo nova postagem.

Photoshopei? essa é boa Rogério, um anglicanismo meio esquisito (de photoshop)!!!

Faleceu Mário Carreiro (Ngáp Kéoc)

Faleceu Mário Francisco Carreiro, também conhecido por Ngáp Kéoc, em São Paulo, Brasil, nesta data:  28/Setembro/2011, após longo período hospitalizado.

O enterro ocorrerá amanhã, dia 29, às 13 horas, no Cemitério Vale dos Reis, Rodovia Régis Bittencourt km 275 nº 5901, bairro Jardim de Oliveiras, em Taboão da Serra-SP (tel. 41383334).

Vamos fazer uma oração pela paz da sua alma. Descanse em paz Ngap Keoc!

* Infelizmente mais um conterrâneo nosso que se vai, apesar do Mário já ter certa idade, mas sempre dá aquela sensação que aos poucos “vamos acabando”Um momento para reflexão, que devemos aproveitar o máximo que pudermos nesta vida, e para quê as nossas eternas divergências se não as levamos para a sepultura?

(foto do ano 2000)

Atividades do IIM em 3 continentes e o Prémio Identidade

E, novamente, outra notícia do Jornal Tribuna de Macau de hoje, fala das atividades do IIM Instituto Internacional de Macau em Macau, Lisboa e o Brasil.  Apenas para destacar que em Outubro, em São Paulo, com a presença de Jorge Rangel e Lobo do Amaral, vai me ser entregue o diploma do Prémio Identidade pelo trabalho do site Projecto Memória Macaense. Poderá vir acontecer na Casa de Macau de São Paulo, ou com a participação dos corpos sociais da associação noutro local a definir.  O presidente, Gilberto Silva, já manifestou entusiasticamente o seu apoio, pelo que agradeço publicamente.

*clicar para aumentar

Casa do Brasil em Macau divulga filmes brasileiros

Para os leitores brasileiros deste blog, outra notícia que saiu no Jornal Tribuna de Macau, fala das atividades do Casa do Brasil em Macau quanto a exibição de filmes do Brasil, aliás muitos de boa qualidade, uma recomendação para não deixarem de assistir.  Um detalhe da notícia: os filmes são adquiridos pelos seus associados – não há apoio do Brasil, apenas de Macau – aliás, nada novo, nenhuma novidade, a turma tem que se virar para divulgar o País.

Falando de filme brasileiro, outro dia assisti A Tropa de Elite 2, vocês de Macau e do estrangeiro já assistiram? Tanto o 1º como este são muito bons. Vão gostar, recomendo, embora também vão ficar chocados com a dura realidade brasileira, do Rio de Janeiro especificamente (a Globo me desculpe pois falo da cidade da sua matriz) e a vida nas favelas. Se passar em Macau, não percam de jeito nenhum, ou comprem o DVD.

Ana Maria Amaro, com admiração e respeito

Abaixo, noticia que saiu no JTM de hoje, dia 27, sobre um livro da Ana Maria Amaro, mais um de tantos sobre Macau e costumes, para ficar aqui registado o meu respeito e admiração pelo seu trabalho. Aliás, permita-me comentar que as iniciais da Ana Maria Amaro (se me permite, dispenso a Sra.) são AMA, de amar.

*clicar para aumentar

Jornal Tribuna de Macau está no www.jtm.com.mo

Macau e seus divertidos cartazes

Recebi do Luís Garcia (Macau), e-mail com as fotos abaixo de divertidos cartazes e propagandas em Macau com erros de português ou interessantes inscrições de provocar risos. Para quem não conhece, há obrigatoriedade de se escrever em português o que está escrito em chinês.  Mesmo após a transição de Macau para a China em 1999, tal obrigatoriedade foi mantida pois o português passou a ser a 2ª língua oficial. Então, divirtam-se e vejam as fotos em slideshow automático, ou passe o mouse (rato) sobre a foto para avançar ou pausar:

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Api na festa do PCB-Portugal

O Api – Rigoberto Rosário Jr., autor da canção Macau, estava lá na festa do PCB (Partido Comes-Bebes) do animado grupo de macaenses de Portugal. Era a festa do bolo bate-pau realizada em 17/09/2011.  Ele, em viagem a Portugal e alguns países da Europa, já tinha me avisado que iria cantar acompanhado pelo teclado do meu amigo de juventude e de escola em Macau, António Canhota.  Aliás o Canhota tocava no nosso grupo musical de escola, mas só tocavamos de brincadeira, uma coisa de reunião de amigos de escola. Ele agora está meio carequinha, mas no problem, coisas de idade … hehehe … abraços amigo Canhota.  Feliz de te ver ainda ativo com a música, agora tocando muito bem o teclado.  Aliás, ele já tocava este instrumento musical quando fazia parte da Tuna Macaense dos anos 70. Lembra? aquele da fita cassete. O pioneiro!  Está divulgado no Projecto Memória Macaense.

Aliás o PCB é diveras um grupo muito animado dos macaenses de Portugal, que comemorou, com bolo e tudo, 4 anos de aniversário do site deles – Gente de Macau – no www.gentedemacau.com em 07/07/2011.  Meus parabéns!!! Quem sabe, um dia a gente macaense daqui de São Paulo, numa eventual visita a Portugal para um encontro luso-brasileiro-macaense, possa se reunir com vocês para saborearmos este tal de “comes-bebes”, que pelas fotos, dá mesmo água-na-boca.  Se acontecer, queria estar lá para fazermos um trabalho em conjunto dos 2 sites macaenses!!! Saudações macaenses!!!

Api, boa viagem e bom passeio.  Na sua volta, vamos conversar muito e ver as suas fotos e vídeos.  Bela viagem de turismo que está a fazer, que bom!!!

No site da Gente de Macau, clique em Álbum do PCB e veja mais imagens desta animada festa macaense. Tem muita gente conhecida. As 2 fotos são do site, pedindo licença.

Macaenses no Clube Macau 1960

Festa dos estudantes das escolas portuguesas de Macau, no salão do Clube de Macau no Verão de 1960

Quem é Quem nesta foto? O meu convite para conferirem no site

Projecto Memória Macaense

Há muitas pessoas identificadas !!! Foto copiada do excelente livro Meio Século em Macau de

J.J.Monteiro e IIM-Instituto Internacional de Macau (lançamento no Encontro de 2010)

O Livro de Visitas do antigo site Macau-Imagens e Detalhes

Algum tempo depois de inaugurar o meu site Projecto Memória Macaense-PMM, construí experimentalmente e a título de curiosidade pelas ferramentas disponíveis, um outro site denominado – Macau, Imagens e Detalhes – que estava hospedado no extinto provedor Geocities, que com ele morreu junto. Isso dá uma idéia de como é frágil o trabalho publicado na Internet.  Se o provedor fecha as portas, perde-se todo o trabalho construído ao longo de anos.

O site era interessante, até que com um bom visual e algumas ferramentas diferentes.  Gostava dele mas pouco o desenvolvi pois dei preferência ao PMM.  Porém ele foi descoberto por algumas pessoas, tanto pelo link no PMM como pelo sistema de Busca.  E para que não caiam no esquecimento as gentis assinaturas deixadas no Livro de Visitas, publico-as aqui e logo depois no PMM, apreveitando para agradecer aos visitantes pelas mensagens deixadas no extinto site.

nota: os endereços de e-mails foram excluídos por uma questão de “segurança”.  Se quiser o contato com um dos signatários, favor me escrever.

Nome/Name :   Luis Maher
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Union City,California,U.S.A..
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Xangai-China
Seu/your e.mail :  consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Muito obrigado pelas memórias,as saudades e maneira de contactar com amigos e conhecidos espalhados por todos os cantos do Mundo. Excelente obra.Parabéns.
Nome/Name :   lilita
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Cascais portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Tábua
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Venho aqui matar saudades ,conheço Macau, tenho lá meus filhos reconheço nas fotos o que já vi muito obrigado.Tambem tenho um irmão no Brasil com a sua família, mas com muita pena nunca lá fui. Vou continuar matando as saudades por aqui.
Nome/Name :   Teresa Martins
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Lisboa/Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   03-07-1959
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Gostei muito de ver o vosso site porque sempre me interessei por Macau derivado a ter lá muita família,pois sou sobrinha de Ernesto Gomes Martins,e por consequência prima prima de António Ernesto Silveiro Gomes Martins e Lidia Silveiro Gomes Martins …
Nome/Name :   Rebeca Alves
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Almada Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Mto obrigada pelo site que criou com fotos da nossa terra. Reecordar é viver e sempre que venho aos seus sites é sempre reviver Parabéns e bem haja
Nome/Name :   Rui Chrystêllo
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Cacém – Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Angola
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   o site esta estupendo, como ex-residente de Macau, adorei. Terra como nenhuma. essa terra para mim nao devia ter ex-libris, para mim ela é um ex-libris. Lindo. Parabéns.
Nome/Name :   José Maria
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Lisboa, Macau
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Lisboa
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :   http://mysterivz.tripod.com
Sua mensagem/your message :   Gostei muito de ver este site. Continuem o bom trabalho!!!
Nome/Name :   RUI FRANCISCO
Sua Cidade e País/Your City and Country :   MACAU
Seu local de nascimento/Your place of birth :   MACAU
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   OS MEUS PARABÉNS PELO SUCESSO DESTE NOVO SITE PESSOAL E DA SUA BOA APRESENTAÇÃO. E QUE TAMBÉM OS VISITANTES E NAVEGADORES(DA NET) NÃO DEIXEM DE VISITAR ESSE NOVO SITE PESSOAL DUM ILUSTRE MACAENSE QUE EM TERRAS DE ALÉM MAR TEM HONRADO E DIGNIFICADO MACAU
Nome/Name :   Regina Almeida
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Chaves Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Não conhecia este site Obrigada por me permitir comtemplar a minha terra como a deixei há quase 40 anos e revive-la como ela actualmente é bem Haja
Nome/Name :   Ângela Serra
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Leiria
Seu local de nascimento/Your place of birth :   França
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Fiz amigos em Macau durante 1999 a 2004, perdi o contacto de muitos, entre eles um grande amigo Sr. José Novo Francisco, gostaria de o reencontrar! Macau deixou-me muitas saudades Deus queira que a vida me dê a possibilidade de um dia regressar!!
Nome/Name :   Lidia Pedruco Martins
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Brasilia / Brasil
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Meus parabéns pelo trabalho. Macau será eternamente a pérola do oriente, cada vez mais preciosa. Será um imenso prazer divulgar este site.
Nome/Name :   Rita d’Andrade Borges
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Porto
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Gostei muito do site. Vivi em Macau alguns anos, a minha avó era macaense (Alice Andrade, assim como a minha mãe(Gaby Andrade Borges), que voltou a viver em Macau desde 1986. Tenho pena de só ter visto 1 foto da minha tia bebé (foto do hokey patins.
Nome/Name :   Ester
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Lisboa
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Lisboa
Seu/your e.mail :   consultar
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Sua mensagem/your message :   É sempre bom matar saudades de uma terra que me entrou no coração durante os anos em que lá vivi. Obrigada por manter esta página. Cumprimentos
Nome/Name :   Idalina Gomes Catarino
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Tapada das Merçes, Sintra, Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   não há palavras, apenas a saudade e lágrimas, quando vi as fotos da nossa querida terra MACAU obrigada e bem-haja
Nome/Name :   Celso
Sua Cidade e País/Your City and Country :   São Paulo – Brazil
Seu local de nascimento/Your place of birth :   São Paulo – Brazil
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Parabéns pelo exímio trabalho de divulgação da cultura. Não deixem essa força diminuir.
Nome/Name :   Vicente Perpetuo
Sua Cidade e País/Your City and Country :   San Ramon CA USA
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Xangai, China
Seu/your e.mail :   consultar
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Sua mensagem/your message :
Nome/Name :   Eric Viana
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Sydney, Australia
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Rogério, Your website is excellent.
Nome/Name :   Sa Silva
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Saskatoon, Canada
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
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Sua mensagem/your message :   A última vez que toquei meus pés em Macau foi em 1984, 9 anos após a minha residência em Canadá. Depois de ter visitado este seu nove site, agora sinto-me com grande vontade de voltar mais uma vez, de visita, a Macau. Muito obrigado pelo seu site …
Nome/Name :   Rita Airosa Magalhães
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Paço DArcos/Portugal
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Obrigado pelo bom serviço que está a prestar à diáspora macaense pelos cinco cantos do Mundo, não vejo outra forma melhor que esta de comunicar e informar, navengando neste belo site.
Nome/Name :   Jorge da Luz Estorninho
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Hobart, Australia
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Magnifico. Parabens pelo excelente site. Quando completo será tao bom como o seu outro site Projeto Memoria Macaense. Ambos são bons para matar saudades. Jorge
Nome/Name :   Olivia Ferreira Martins
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Lisboa
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   As saudades são sempre muito grandes e nem que seja por foto rever a minha terra é sempre super agradável e faz relembrar aquela linda cidade do Santo Nome de Deus com lágrimas nos olhos.
Nome/Name :   Ana María Martínez
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Madrid, Espanha
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Espanha
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Eu sou espanhola e para mim Macau era um lugar longínquo e desconhecido, mas graças a este site tive a oportunidade de o conhecer. O meu agradecimento pelo seu esforço, o qual me permitiu descobrir Macau. Parabéns pelo excelente trabalho.
Nome/Name :   Domingos Lynn da Rosa Duque (Lelé)
Sua Cidade e País/Your City and Country :   Macau
Seu local de nascimento/Your place of birth :   Macau
Seu/your e.mail :  consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Não deixe morrer este belo trabalho para que a comunidade macaense espalhada por esse mundo fora possa usufruir mais conhecimentos sobre Macau.
Nome/Name :   Rui Luz Francisco
Sua Cidade e País/Your City and Country :   MACAU
Seu local de nascimento/Your place of birth :   MACAU
Seu/your e.mail :   consultar
Seu/your website, se possuir/if you have one :
Sua mensagem/your message :   Muitos parabéns por este novo site que é mágnifico e muito obrigado.

A guerra colonial de Portugal

O Rui Francisco (Macau) enviou-me um e-mail com o link para o vídeo abaixo sobre a guerra colonial de Portugal.  Mostra imagens do embarque de tropas no início da guerra em 1961.

O canal de sousamister que exibe o vídeo revela que ele é Joaquim Coelho, de Penafiel, Portugal, autor do livro – O Despertar dos Combatentes – divulgado no site Vivências na Guerra Colonial no http://webkreate.com/espacoeter e está com um preço promocional de 10 Euros.  O Joaquim tem também um blog com conteúdo sobre essas vivências neste endereço - http://micaias.blogs.sapo.pt/ . No seu canal do YouTube há outros vídeos sobre as memórias da guerra com rico material.  Para vê-los basta clicar no – 130 ou em Tudo – e já traz a lista completa. Um belo trabalho do Joaquim.

Achei isto tudo muito interessante, pois ao contrário da guerra do Vietnam americano, este Vietnam português tem pouquissima divulgação. Vê-se o mínimo de fotos, vídeos e nenhum filme (que seja do meu conhecimento).  Quanto ao mérito da guerra, isso já é um outro assunto que oportunamente pode ser conversado.  Apenas que o importante na vida, é o respeito a autodeterminação dos povos, e como sempre digo, se seria inaceitável que no Algarve tivesse uma península colonizada por chineses, também não caberia na China ter uma península colonizada por portugueses.  Só que no meio dessa história toda, criou-se um povo – macaense – fruto dessa colonização, e desde criança criamos ou nos foi criado um sentimento português, enraizado ao longo do tempo, que nos faz sentir a transição e o fim do império português nessas bandas que perdurou cerca de 440 anos.  Nada fácil !!! Belas lembranças e muitas saudades … e justamente tinha que acontecer na nossa geração, a fazer-nos presenciar tudo isso … !!! Vale por poder presenciar o acontecimento histórico e fazer parte dela que as futuras gerações irão contar, mas sentimentalmente, nada recomendável.

O Rui, que serviu o Exército Português, em Portugal, lembra no e-mail: “foi assim que eu também deixei Portugal, a caminho de Macau, depois de ter-me alistado como voluntário, em Julho de 1961, onde jurei bandeira em entroncamento“.

Rua Afonso Albuquerque, Macau, ontem e 2003

Revirando os meus arquivos no computador, achei estas 2 fotos enviadas por um colaborador que, se me perdõe, não recordo quem era, mas foi em 2003.  Na época era o lançamento do site Projecto Memória Macaense, uma grande novidade até noticiada na imprensa de Macau.  Bons e saudosos tempos !!! Uma coisa que fiz no início era o comparativo de “ontem e hoje” de certos lugares em Macau.

Comparando as fotos tiradas no exato ângulo da Rua Afonso Albuquerque, na região de Tap Seac (São Lázaro?), de duas épocas bem diferentes, a atual em 2003 e a outra de data desconhecida, uma coisa me chamou atenção.  Vejam o carro do lado direito das fotos, não se parecem? Estão no mesmo lugar, que coincidência!!! Poderia até perguntar, será que ficou lá estacionado durante todos essses anos? hehehe …

Essas coincidências só acontecem 1 vez na vida, ou será que alguém em Macau se habilitaria a tirar uma nova foto do local e ter a sorte de ter outro carro similar no mesmo lugar !!!???

clicar para aumentar

Memória de Macau “à venda”

Para quem não leu no Jornal Tribuna de Macau edição do dia 19 (hoje no Brasil e ontem em Macau), divulgo a reportagem abaixo na qual 2 pedras, uma com a inscrição de brasão português, e outra que consta “Anno 1912″, ou 99 anos de idade, estão à venda por uma bagatela de 300 mil HK$, ou cerca de US$ 40mil.  Quer comprar? Ah… se fosse rico, compraria sim. Não se brinca assim com a nossa memória!!! Até, de repente, passou um filme na minha cabeça … aquela da estátua Ferreira Amaral … coitadinha … abandonada num terreno baldio (ou será que já a transferiram para um lugar apropriado à sua grandeza? Os amigos de Portugal é que saberão dizer, ou numa viagem minha pra lá, vou constatar e fotografar)

Clicar na foto abaixo para ampliar e ler melhor:

Vamos sobrevoar o planeta Terra à noite?

600 fotografias tiradas pela pela Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) ajudaram a compor o vídeo abaixo, para nos dar uma idéia de como seria sobrevoar o nosso planeta à noite.  O ponto de partida é no Oceano Pacífico, percorre as Américas e chega à Antártida ao amanhecer, quando se encerra o passeio.

Lembra muito das minhas viagens para Macau, quando a aeronave sobrevoa à noite as cidades e vilarejos iluminados. Não sei porque, mas dá uma saudade de casa quando você lá dentro da cabine, imagina que lá embaixo as pessoas estão aconchegadas nas suas residências. E, imaginem só: nessa velocidade a viagem de São Paulo a Macau demoraria minutos.  Seria como dizer “bom, vou jantar hoje no Fat Siu Lau em Macau, comer aquele Pái Kuat Fán gostoso e em seguida ceiar com um Van Tan Min. Já com a barriga cheia, volto para São Paulo dormir e acordar logo cedo para ir trabalhar“. Ah … sonhar faz bem para a saúde.  Cria esperanças e fantasias que fazem bem para a mente!!!

* Despertou-me curiosidade e até pontos de interrogação quando as estatíticas do Provedor do blog, davam conta que só a postagem sobre as candidatas a Miss Universo 2011 alcançou um índice de mais de 150 visitas (hits) na semana passada.  Para um blog cujo principal objetivo é falar de Macau e dos Macaenses, uma postagem diferente superou esses temas. Às vezes fico a imaginar qual o mix de visitantes do blog? O que mais desperta interesse? Penso que falar de nós e da nossa terra é primordial, mas não ficar tão somente concentrado nisso.

Rigo Rosário Jr. lembra os Pequenos Cantores

Você se lembra dos Pequenos Cantores do Colegio Dom Bosco? Saudades, ? Quando em Macau, gostava de assistir às suas apresentações. Eram perfeitos e cantavam muito bem.

Pois é, o Api no seu artigo de Memórias de Um Músico Macaense (Revista Macau Junho 1998), publicado na íntegra no Projecto Memória Macaense, neste link, lembra dos Pequenos Cantores no texto abaixo:

Padres, bandas e cantores

Nessa época, já não existia a Banda da Câmara Municipal regida pelo Constâncio da Silva e posteriormente pelo Placé. Em seu lugar havia a Banda da Polícia de Segurança Pública, que era formada por elementos daquela corporação, na maioria antigos alunos do Colégio Dom Bosco.

Esse colégio, por sua vez, teve a sua própria banda, onde muitos futuros músicos aprenderam o primeiro solfejo. No início, o padre Albino (o decorador do salão de festas do Clube de Macau, antes da sua ordenação) dava aulas de música e regia a banda até ser substituído pelo padre italiano César Brianza.  O padre Brianza, sobejamente conhecido, além de reger a banda do colégio, passou a dirigir também a Banda da Polícia e fundou o coral dos “Pequenos Cantores”, que chegou a dar concertos na Europa e em vários países do Extremo Oriente. O coral durou apenas enquanto o Padre Brianza o regeu e teve um final melancólico nos anos 70. A sua última apresentação foi no Cemitério de S. Miguel Arcanjo, durante o cortejo fúnebre do sacerdote-músico, acompanhado por numerosos amigos e admiradores.

Também o Colégio e Instituto Salesiano possuía a sua banda de instrumentos de sopro, que acompanhava procissões religiosas e fazia apresentações noutros colégios. Mas era a Banda do Colégio D.Bosco que participava em paradas da Mocidade Portuguesa e nas efemérides comemorativas.  Uma única tuna carnavalesca sobrevivera nos anos 50-60: a do “Negro-Rubro”, conhecido agrupamento oficial do Corpo de Bombeiros. A sua formação era quase exclusiva de elementos daquela corporação e as suas apresentações já não decorriam nos locais tradicionais das décadas de 30 e 40.  Muitos dos seus músicos participavam também da orquestra do dr. Pedro José Lobo.

Rigo Rosário Jr. “Api” e as Memórias de Um Músico Macaense

“Colourful Diamonds” em 1961: José e António Marinho, Rigoberto do Rosário, Vasco Santos e Ricardo Rosário

O Projecto Memória Macaense acaba de divulgar uma página completa do extenso artigo do Rigoberto Rosário Jr. “Api”, compositor da canção Macau – Memórias de Um Músico Macaense, que foi publicado na Revista Macau edição de Junho de 1998, com a apresentação e apoio da Cecília Jorge. Leia neste link – http://rpdluz.tripod.com/projectomemoriamacaense/historias.memoriasmusico.html

Neste artigo o Api lembra de diversas passagens dos músicos e bandas, principalmente, dos anos 60 e 70.  Vale para matar as saudades destes anos dourados de Macau, e saber de alguns detalhes que talvez você não soubesse. Vejamos:

… O primeiro convite que recebemos foi do Eduardo Jacinto, que presidia ao clube “Macaense” (antigo Clube Melco) situado no bairro da Areia Preta. Foi noite de estreia para o nosso trio e um êxito de bilheteira. Apresentaram-se também nessa noite de sábado, os “Irmãos Espírito Santo”, animando ainda mais o baile …”

… Nessa época, os “Four Aces” actuavam no restaurante da Pousada de Macau, que se situava na Rua da Praia Grande, mesmo ao lado do Palácio do Governo. Esse restaurante devia muito a fama à sua “Galinha Africana” — uma criação do chef Américo Ângelo (com curso feito na Europa) — e à sua hospitalidade …”

“Os “Heartbeats”: António Lagariça, Roberto Badaraco, Vítor Marques, Badaraco, Alberto Amante

Restaurante Carlos e a Gastronomia Macaense

Saiu no Jornal Tribuna de Macau, edição de 15/09/2011. O restaurante Carlos junta-se ao Long Kei, Fat Siu Lau e Solmar ao obter o título de confrade extraordinário da Confraria de Gastronomia Macaense. Parabéns !!!

Toda notícia da Gastronomia Macaense é sempre bem-vinda. Faz bem para preservação do que há de mais precioso da nossa cultura, além do que “abre o apetite”.  Felizes dos macaenses residentes em Macau, pois se deu vontade de comer um prato macaenses, é só dirigir-se a um dos inúmeros restaurantes, neste caso, o Carlos, e mata a vontade.  Para nós, macaenses da diáspora, já fica muito mais difícil … uide difícil … nunca sám igual Macau … paciência !!! Ah … isto sem falar numa comida china autêntica … é só eles irem lá na esquina … qualquer esquina … e lá está um estabelecimento de fitas e pedir um bom van tan min !!!

clicar na imagem para aumentar e ler melhor a notícia … (foto: da esquerda – Luís Machado-presidente da Confraria, Sebastião Rosa, Henrique Castilho e José Manuel Rodrigues)

11 de Setembro – Imagens dispensam palavras (pps)

A Arlete Ferreira Chan (macaense do Brasil) repassou-me um e-mail com fotos referentes ao 11 de Setembro.  Já vi várias a respeito, mas uma coletânea como tal, reunidas num pps, nunca vi igual.  São imagens fortes com belíssima fotografia sem autores definidos.  Um vídeo não conseguiria trazer tal dramaticidade em tão curto tempo.  Salve a fotografia.  Tenha sempre uma máquina fotográfica na mão para registrar o que passar na sua frente.

Clique no texto abaixo para ver (6.49Mb):

11.Setembro.fotos.dispensam.palavras

Uma Macau moderna, antiga e humana, conheces?

“Estive em Macau várias vezes, após a minha imigração para o Brasil, nasci lá, mas a Macau deste vídeo, interessante, não a conheço.  Tento acreditar que é ela mesmo, me belisco, iou chubi iou, mas ainda tenho dúvidas que essa é a Macau, minha terra natal” …

Falando sério agora, mas que belo e incrível vídeo … líndissimo e muito bem produzido.  Uma criatividade incomparável, está de parabéns o Turismo de Macau.  Vou ter o máximo prazer de repassar para os meus contatos brasileiros, para que conheçam esta Macau que bem mostraram a sua diversidade cultural.  Isto sim, é a forma correta de conduzir a Macau hoje chinesa, que o povo chinês saiba que a nossa terra é diferente de outras cidades da China, até de Hong Kong, e assim deve ser preservada.  Bom para o turismo, bom para os negócios e bom para mostrar ao mundo a boa vontade de uma transição pacífica. Imaginem que até a moça chinesa é católica.  Estava a rezar na Igreja de São Domingos …  Queria realmente um dia poder ver o grupo folclórico português a dançar nas ruas, tal como no vídeo, emboras nas minhas curtas visitas nunca o vi, fora dos palcos do Encontro.

Assim, vamos assistir o vídeo, embora muita gente já o tenha visto, tal a quantidade de e-mails repassados.  Mesmo um tanto ficção, mas viver o sonho desta Macau:

Touching Moments – Experience Macau / Momentos Memoráveis – Sentir Macau

Miss Universo 2011, e a vencedora é …

Ia escrever em inglês “and the winner is …”, mas … a vencedora tem nome português, fala português, é de um País Lusófono, assim, anuncio em português, a vencedora é … a belíssima MISS ANGOLA, Leila Lopes.  E, uma negra ganhou o concurso de beleza, e merecidamente!!! Acreditava que ela tinha grandes chances de ganhar, quando foi anunciada como uma das 16 finalistas.

Vocês devem ter visto a minha postagem anterior quando falei das 3 candidatas, Portugal, Brasil e China. Achava-as belas porém não acreditava que poderiam chegar ao título máximo. Mas quando as 3 foram anunciadas como as 16 semifinalistas, engoli seco e pensei “será que vou ter que engolir o que escrevi?” E depois entre as 10 finalistas … lá estavam elas de novo classificadas.  Bom, aí já começei a pensar “é melhor preparar uma desculpa por minha falha na previsão“.  E depois a Miss Brasil ficou entre as 3 finalistas “ai ai ai, será que ela vai ganhar?” Mas ela acabou mesmo com a ótima 3ª colocação.  Daí, fiquei um pouco aliviado “não falhei” mas fiquei satisfeitíssimo que as 3 candidatas chegaram longe, especialmente a MissPortugal, Laura Gonçalves.  Que bom que ela ficou entre as 10 melhores, pois gosto da sua beleza.

Percebi na Miss China, a mais alta de todas e desfila com uma classe e tanto, que quando a anunciaram como a 5ª.colocada, estava bastante evidente a sua expressão de decepção. Quanto a Miss Brasil, também muito bela, ela ficou satisfeitíssima com 3º lugar e a toda hora segurava a mão da sua colega de quarto de hotel, a angolana Leila.  Afinal as 2 falam a mesma língua. E penso, pela 1a. vez, 3 candidatas falantes da nossa língua portuguesa estavam entre as 10 melhores, ainda mais quando São Paulo, Brasil, sediava o evento de 2011.

Acima, Miss Ucrânia, Olesia Stefanko, tem um olhar meigo e uma beleza estonteante.  Foi a 2ª. classificada

A brasileira Priscila Machado foi a 3ª classificada

Hong Kong Hockey Association

O Zito Estorninho (Macau) distribuiu a foto antiga abaixo (anos 60?) via e-mail e publico.  Só posso identificar com segurança o hoquista da fila do meio, no centro, que é o meu cunhado João Bosco da Silva que participou das Olímpiadas na época com o team de HK.

Aliás o Zito teve um dos seus familiares (sobrinho?) envolvido num dos incidentes de acesso de raiva de um cidadão, que ainda tento entender o motivo da agressão por um motivo tão fútil. Alegou o cidadão que o toque de campainha (por engano) perturbou o sono dos seus filhos … ???!!! Seria um novo cidadão de um outro lugar que anda povoando a Macau de hoje, sem estar ambientado com a mistura de raças, uma certa intolerância cultural ou racial? Ou estou eu enganado? Mas ainda penso que é um caso isolado e ocasional.  No Brasil e em São Paulo, isto é corriqueiro mas para a pequena Macau é sempre novidade que espero nunca deixar de o ser, pois a tranquilidade da nossa terra vale ouro, apesar de alguns incidentes que vão aparecendo. Penso que ainda se pode passear à noite com toda a tranquilidade, desde que não seja lá pelo interior do Porto Interior ou algum outro lugar que não estou a citar ???!!!

Santuário de Fátima on line e em directo (ao vivo)

Através do e-mail retransmitido por Luís Machado (Macau), tomei conhecimento desta “linha direta” com o Santuário de Fátima.  Achei importante publicar para que os católicos e devotos de N.S. de Fátima possam sentir mais a sua presença, bem como assistir a missas e até ouvir o que se passa no Santuário, como orações, cânticos etc.

o site: http://faroldeluz.wordpress.com/2009/06/26/santuario-de-fatima-online-e-em-directo/

ou

clicar na imagem abaixo para acessar a tela, ou, neste link: http://www.santuario-fatima.pt/capelinha.html

Fatima TV

3 candidatas a Miss Universo 2011

São 89 candidatas que disputam o título de Miss Universo 2011.  Neste ano o concurso será realizado em São Paulo, Brasil, em 12/Setembro/2011, 2a. feira.  É um recorde desde 2006 quando teve 86 candidatas.

Neste domingo vi na tv brasileira (Bandeirantes) um programa de pré-seleção ou eliminatórias, com as candidatas a desfilar em traje de gala e de biquini no qual pode-se ver que predominou a magreza, tal como as modelos de desfiles de moda.

Entre as surpresas, vi a Miss Vietnam ausente nos concursos anteriores, e acreditem (para quem não sabe) lá estava a Miss Portugal, ausente desde 2002, que segundo o Wikipédia, “por razões desconhecidas”. Por outro lado, se antigamente estavamos acostumados a ver a Miss Hong Kong, agora com a transição, somente a Miss China é a representante do País.

Gostei da Miss Portugal, Laura Gonçalves, 22 anos, 1,75m de altura (um tanto insuficiente), natural de Lisboa.  Não me parece com chances, nem a Miss Brasil, Priscila Machado, 25 anos, 1,80m, de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul.  Ela andou a desabafar no seu Twitter as vaias que recebeu nessa apresentação.  Penso que são aqueles que não concordaram com a sua escolha em detrimento da Miss Bahia que ficou em 2º lugar. Esta última realmente representava talvez o tipo de beleza tipicamente brasileira, enquanto a Priscila tem uma beleza clássica de um Estado de forte imigração européia.  Quanto à chinesa Luo Zilin, 24 anos, 1.82m, de Shanghai, também bela mas penso sem maiores chances.

Como as 3 candidatas têm a ver com o perfil deste blog, publico as fotos delas:

Miss Portugal

Miss Brasil

Miss China

Hong Kong anos 50 e 60 (powerpoint)

Revirando os meus arquivos, achei este pps (powerpoint) que circulou bem via e-mail e que penso muitos devem ter visto, mas não custa nada revê-lo ou apresentar para quem não o viu.

Mostra a Hong Kong dos anos 50 e 60.  Vivi a dos anos 60.  Adorava a cidade, quando viajava com meus pais para visitar as minhas irmãs Cíntia e Natércia e o meu irmão José.  Naqueles tempos a nossa Macau era uma cidade sem a modernidade de Hong Kong, como costumo dizer,  era provinciana (mas humana).  Assim ficava fascinado com a televisão (que não tinhamos), as inúmeras lojas, aquelas grandes tipo Department Stores, algumas ainda existem até hoje.  Gostava de visitar o Ocean Terminal que tinha a loja de instrumentos musicais – Tom Lee, onde a minha mãe comprou a minha 1a. guitarra elétrica (Thomas-japonesa) após eu ter concluído o 2º Ciclo (Secundário) no Seminário de São José com 16 anos de idade em 1966.  Ainda a tenho até hoje e está muito bem conservada. Imagine só, 45 anos !!! Uma relíquia.

Hoje Hong Kong ainda me fascina pela sua modernidade e o comércio.  Nunca deixo de visitar (e comprar) as lojas de equipamentos fotográficos. Duas vezes comprei numa loja de rua localizada na localidade da foto acima em Kowloon. Bom preço! Quase a metade de preço.

Sem querer ser mais cheong hei (bafo comprido/tagarela). Vamos ver o pps? Clique no link abaixo (5.37Mb):

HK50&60s(Music-,)

Boletim/Bulletin de/from Lusitano Club – EUA/USA

Recebi através do Nuno Prata Cruz (EUA) o boletim da associação macaense dos EUA – Lusitano Club of California, muito bem elaborado e com 28 páginas, algo inédito e nada fácil em se tratando de informativo do género.  Bom trabalho, folks! Clicar abaixo para ver (6.39Mb) o arquivo em pdf:

Received by e-mail the 2011 Lusitano Fall Bulletin sent by Nuno Prata Cruz (Ca) with 28 pages. Well done! Click the link to read (6.36Mb):

2011 Lusitano Fall Bulletin.vol21.issue3

Macaenses dos EUA e o 11 de Setembro

Saiu no Jornal Tribuna de Macau, edição de 09/09/2011, a visão de 2 macaenses residentes o Estado da Califórnia sobre o 11 de Setembro que completa 10 anos no domingo:

“Os americanos tornaram-se mais xenófobos”

Delano Pereira

conta como foi acordar na manhã de 11 de Setembro de 2001. Da aflição inicial ao receio de outros ataques, seguiram-se meses incómodos. O arquitecto, nos Estados Unidos desde 1967, viveu de perto o clima de suspeita.

“Estava ainda a barbear-me na minha casa em Cerritos, Los Angeles, quando a minha mulher deu um grito, dizendo que um avião tinha embatido contra uma das Torres Gémeas. Pensámos que seria um avião em rota perdida, um terrível acidente causado por um piloto desnorteado. A caminho do carro, ouço um novo grito, era um segundo avião a chocar contra a outra torre. Poderá ser? Novamente? A minha primeira preocupação foi a de tentar saber do irmão do meu cunhado que trabalhava numa das torres. Ele já tinha saído com ferimentos ligeiros, há alguns anos, quando um camião explodiu no parque de estacionamento subterrâneo das torres. Felizmente, o escritório dele tinha mudado de local. Que alívio! Nunca me passou pela cabeça que fosse um atentado terrorista. Foram horas extremamente confusas. Nos dias seguintes viviam-se momentos de tensão e receio que outros atentados acontecessem. Na própria manhã do atentado, o nosso ateliê pensou em interromper o trabalho. Existiam boatos de que vários aeroportos na imensidão de Los Angeles seriam futuros alvos. O custo dispendioso das guerras no Médio Oriente, a preocupação excessiva do governo em controlar possíveis células da Al-Qaeda, imaginárias ou verdadeiras, o desconforto no aeroporto, com o público a ser sujeito a uma inspecção algo intrusiva foram algumas das consequências que senti na minha vida. A polícia andava demasiado preocupada em questionar as pessoas que fugiam ao estereótipo americano ‘louro e de olhos azuis’. Os americanos em geral também mudaram. Tornaram-se mais xenófobos e menos tolerantes face à religião muçulmana. Estavam indignados pelo facto de os Estados Unidos terem sido atingidos, mas ainda mais por ter sido ‘tão fácil’. Continuo a sentir-me seguro, apesar da agitação económica, do crescimento da dívida pública e das manobras políticas dos dois partidos rivais”.

“Não sinto que a minha vida tenha ficado abalada”

Henrique Manhão

residente em Concord, Califórnia, possui uma perspectiva diferente sobre os atentados de 11 de Setembro. Descreve instantes de perplexidade, que porém não alteraram a sua vida quotidiana. Hoje diz continuar a sentir-se confortável no país que o acolheu há 31 anos.

“Quando os atentados aconteceram estava em casa. Tinha acabado de acordar. Os telefonemas, vindos de Macau, Portugal e França não paravam. O meu irmão Francisco, que vive em Macau, telefonou-me a dizer que a cidade de New York estava a ser bombardeada por aviões e foi aí que liguei a televisão. Fiquei perplexo. O meu primeiro pensamento foi que os Estados Unidos estariam a ser atacados por uma potência estrangeira. Nos dias seguintes, aparentemente, parecia estar tudo calmo. Fui para o trabalho como de costume. Ouviam-se poucos comentários sobre o acontecimento. Não conheço pessoas que tenham abandonado os EUA devido ao atentado, nem vi notícias sobre isso. Os americanos encaram as calamidades nacionais com calma, solidariedade e grande amor à pátria. Muitos jovens ofereceram-se imediatamente para o serviço militar. Eu não pensei em regressar. A confusão era grande, mas não caótica. Não sinto que a minha vida tenha ficado abalada. E hoje posso dizer que continuo a sentir-me muito seguro a viver nos Estados Unidos”.

Bandas de Macau anos 60 e 70

Os “Flipsiders” em 1963/64: Domingos Duque, Mario Pistacchini, Pinto Marques e Frederico Ritchie

FALAR DE BANDAS

Cecília Jorge – Revista Macau Agosto 1998

Foram muitas as “bandas” que entretiveram os jovens “musicais” dos anos 60 e 70, mais precisamente entre 1963 e 1970. E grande é a dor de cabeça de quem tenta traçar-lhes os contornos, as glórias, ou o rumo.  Grupos houve que “não tiveram tempo ou hipóteses de se afirmarem, sequer de se tornarem conhecidos, por causa das desavenças internas” — refere um dos integrantes, que até hoje prefere não ser citado para “não se meter em alhadas”. Pequenos conflitos que despertavam zangas entre adolescentes, sobretudo quando estavam em causa predilecções e níveis de popularidade, eram razão bastante para, literalmente, “desbandar” o grupo. Susceptibilidades aparentemente feridas, estando tudo a postos para a actuação, eram motivo suficiente para se desligarem amplificadores e tudo largar, mormente um espectáculo.

Mas para todos é hoje divertido recordar tempos em que rivalidades, a alimentar “guerrinhas”, levavam à montagem de redes baseadas em ligações de parentesco e em vésperas de concursos e festivais, se piratarem letras e arranjos musicais. Grupos havia que nos ensaios se fechavam a sete chaves em garagens ou se isolavam nos terraços para impedir tal “espionagem musical”.

Num plano de amadorismo generalizado, conjuntos que tivessem maior capacidade financeira e condescendência paterna, tinham melhor acesso à variedade, à qualidade e actualização, em discos e revistas da especialidade, e portanto ao ensaio das canções mais em voga.

De alguns não se falou, ou pouco se escreveu, precisamente porque, como Rigoberto do Rosário Jr. refere, é tarefa árdua e vã arrumá—los.  Cronologia dos factos e exactidão nos nomes apresentam-se pouco fidedignos, quando se trata de agrupamentos em Macau. E a opinião é consensual, tanto quanto confirmámos.

Mas recordemos os “Telecasters ”, que entre 1963-67 incluiram Fausto Carlos como baterista, Sonny Borges (viola-baixo), Armando Lopes (viola-ritmo, ou acompanhamento), Alberto Amante e, mais tarde, Luís Garcia.

Os “Young Ones” integraram Mário Pistacchini Jr., António Marinho além de Sonny Borges e Luís Garcia.  Os “Heartbeats”: António Lagariça, Alberto Amante, Alfredo Badaraco, Fausto Carlos e Carlos Pereira. Qualquer um deles terá participado noutros agrupamentos.  “Flipsiders” e “New Flipsiders”, sucederam-se em sete anos até alguns dos elementos mais marcantes rumarem a Portugal e ao Brasil.

Délio Silva, num improviso com Herculano Airosa e Domingos Duque

Frederico Ritchie (Pau Pau) um dos fundadores dos “Flipsiders” em 1964 (com Pistacchini, Domingos Rosa Duque e Carlbert Pinto Marques) defende como melhor formação a terceira, mais ou menos de 1967 a 1969, quando deviam a fama ao estilo vanguardista e desinibido da banda que integrava José Manuel Rodrigues como vocalista, Pau pau (contrabaixo), João (Jingo) Barros (viola-ritmo), Victor Marques (baterista), e um guitarrista-solo indonésio, o A-Chông.  Estrearam-se em 1967 em Hong Kong no “Top of The Pops Show”. Daniel Ferreira integrou a segunda formação que, além de Frederico e seu irmão Alberto Ritchie (Manga), contava Joe Lewis.

Pelo “New Flipsiders” passaram ainda Francisco Borralho, José Badaraco, Jorge Botelho e Johnny Fung.  José Manuel Rodrigues (“Joe” para as fãs de Hong Kong) partiu em 1971 para Lisboa, rumo à Faculdade de Direito, de onde regressou como advogado. Fred Ritchie, emigrado nesse ano para o Brasil ainda tocou com brasileiros e macaenses residentes no Rio de Janeiro, e é hoje empresário.

Dos “Myths” diz-se que nasceu em 1965-66, e que originalmente além de Nino Magalhães, incluia Luís Garcia como (viola-solo), Mário Pistacchini (viola-baixo) e Victor Marques (este último e Nino mais tarde substituídos por Eurico Teles e por Alberto Manuel Silva). Tendo como elemento mais estável Pistacchini, o grupo chegou a integrar numa festa liceal, para além de Sonny e Luís, o Humberto Évora (hoje médico em Macau),Veloso e Walter Reis Jr. (que se manteve activo na rádio).

Quartel dos Bombeiros, os Midnight Riders

Os Gatos Negros na Escola Comercial

Atualidades, Macau Setembro 2011

Macau, 7 de Setembro de 2011.  Simplesmente, muiiiitaaaa gente.  Haja espaço para andar, um tal de empurra-empurra. Este é o cenário da Macau-China.  Uma enchente de gente especialmente proveniente do Continente.  Penso que muitos querem conhecer esta cidade outrora portuguesa, ou de casinos.  O lugar? O ponto mais visitado: a ladeira de acesso às Ruínas de São Paulo.  Praticamente é impossível tirar uma boa foto do principal ponto turístico de Macau, tal como se podia fazer antigamente.  Uma vez consegui a proeza de no horário de almoço, fazer um ensaio fotográfico das Ruínas com pouca gente, mas isto ocorreu há alguns anos atrás em 2006.  As fotos podem ser vistas no PMM-Fotos de Macau e em vídeo no YouTube

Macau pronta para a Festa Lunar (Pát Iit Sáp Uhm – será que acertei com o meu pobre chinês?), ou seja, 15º dia do 8ª lua (do calendário chinês).  A decoração, para quem não conhece Macau, está localizado em pleno centro da cidade, no Largo do Senado, um espaço ainda preservado.

Vejamos o que o site do Governo da RAEM diz a respeito desta festa: “A festa é dedicada à Lua pois realiza-se no décimo quinto dia da oitava lua do calendário lunar. Confeccionam-se bolos lunares, que são oferecidos a familiares e amigos. Dado que a sua preparação requer que os ingredientes sejam batidos e misturados. Ao cair da noite muitas pessoas se juntam a observar a lua e para tal transportam lanternas das mais variadas formas e cores (é por isso também chamado a festa das lanternas). Em Macau as pessoas juntam-se tradicionalmente junto aos lagos Nam Van, nos jardins da cidade e nas praias em Coloane, onde por vezes as pessoas deixam as suas lanternas flutuar.”

Eu, particularmente, não gosto do bolo lunar.  O recheio não me agrada.  Em São Paulo, no bairro oriental da Liberdade, podemos comprá-lo, além de outros doces/salgados alusivos à data.  Muitos vêm embalados em belas latas decorativas.  Algumas trazem “Made in Macau”. Dá para matar as saudades da nossa terra!

Feliz festa do bolo lunar!!!

* Fotos e informações de Rui Francisco (Macau)

O inconfundível Johnny Reis

*um texto de Cecília Jorge – Revista Macau Junho 1998

João Sameiro Afonso ReisJohnny Reis, para a comunidade macaense que o “adoptou” — prepara-se para a reforma ao sol do Algarve, a ocupar-se da neta predilecta.  Ao fim de trinta anos, completados em 1996 como “músico” semi-profissional, além da Função Pública, vai sobejar-lhe tempo para descansar e recordar peripécias na cena do “show-bizz” local, algumas já referidas no artigo de Rigoberto do Rosário que a Revista MacaU publica.  Natural de Braga, veio para Macau em 1939 numa comissão de serviço do pai que acabou por se prolongar por causa do deflagrar da II Grande Guerra e posterior entrada do pai para o Corpo da PSP. Foi adiando o gozo da licença a Portugal e o seu primeiro regresso à terra natal, de onde saíu ainda criança, deu-se só em 1993. Considera-se “macaense”.  “A música ajuda as pessoas a viver a vida”, refere ao explicar a estreita ligação (sua e dos seus “conterrâneos”) a esta forma de passar o tempo.

Com a mesma voz de timbre quente, com que encantou quem o ouviu cantar durante tantos anos em nights-clubs, festas e festivais, e foi apresentando programas radiofónicos e noticiários, diz-nos que a memória o trai quando quer referir datas e alguns nomes. Mas se o diálogo se proporcionar, as cenas avivam-se e a “voz” também, com a fluência das palavras que nunca se deixaram contaminar pela pronúncia típica de Macau.

No início da aventura musical — mais ou menos em 1966, ainda a Rádio Vila Verde se situava na esquina da Francisco Xavier Pereira —, Johnny, Nuno e Alberto Senna Fernandes, Tony Hyndman, Sonny Gomes e Kenny Barnes entretinham-se a “fazer música”. Nessa altura, os dois últimos, mais profissionais, marcavam o ritmo “batendo as palmas”… Os agrupamentos mais certinhos vieram depois, como os uniformes: com camisas axadrezadas com faixas “à toureiro”, a princípio, depois blazers, cinzentos, e mais tarde vermelhos. (Os “Rockers”, assinalados com o monograma R, e os “Four Aces” com quatro ases, de naipe diferente para cada componente).

Tocaram em todos os locais onde era possível tocar — recorda hoje Johnny Reis. Tocavam igualmente todos os instrumentos em que pusessem as mãos, apreendendo todos “de ouvido” e uns com os outros…

A carestia de vida e do equipamento levou inclusivamente a que, uma vez, a avalizar um empréstimo pedido a Guilherme Silva, gerente da Pousada de Macau, para compra dum xilofone, providenciassem música de dança no seu restaurante durante uns tempos.

Mas, se foram muitas as actuações do grupo, que mudou mais de nome do que de componentes — tocando no Hotel Riviera, no Bela Vista, no Estoril, na Pousada de Macau, no “Helena” que ficava na Ponte-Cais nº 16, em todos os Clubes e Associações, no Clube Recreio e até no Indian Club de Hong Kong, mais foram as oportunidades perdidas.  Tratando-se de funcionários públicos que se agrupavam pelo gosto da música, pelo prazer de entreter amigos e um público animado, e para complementar o salário, as limitações da pesada burocracia dos anos 60 e 70 impediram-nos de “voar mais alto”.

Johnny ainda hoje lamenta não terem podido aceitar um convite do “Paramount” de Hong Kong para substituirem “Giancarlo and his Combo” naquela boite de luxo ou mesmo noutras actuações em Hong Kong. E Mário Sequeira lembra-se dos problemas , depois da transferência para “a outra banda” (Ilha da Taipa), com autorizações para ir a Macau actuar em festas, ou por exemplo no Macau Palace. Transportes, só em tancares ou barcos condicionados à maré. Mas vezes houve também que a timidez e relutância dos camaradas do grupo os impediu de actuar em programas de grande audiência da Televisão de Hong Kong.  Estreou-se na emissora VilaVerde, que começou a funcionar em 1948 com Johnny Alvares como engenheiro de som e seu irmão Walter Reis, locutor.  Acabara de sair da tropa. E apresentou programas como os “Hit Parade”, “Yours for the Asking” (em inglês) e os “Request”, de grande audiência, porque dias havia em que o carteiro despejava na emissora quilos de cartas com pedidos de discos e se preenchiam 5 folhas A4 com dedicatórias de cada canção. Eram tantas e tão fiéis as radiouvintes que chegou a ser necessário apaziguar pais que julgaram atentatório do bom nome das filhas a frequência alarmante de dedicatórias públicas dos (múltiplos) enamorados. Alegavam forte “distracção em horas de estudo”. E o meio-termo foi a proibição de inclusão de apelidos.  A voz de Johnny era inconfundível. E contudo, quando uma vez, em desespero de causa, quis evitar o pior no seu programa “Disco-Mistério” (oferta de discos de 45 rotações a quem identificasse o vocalista), e cantou com música de fundo, não houve um único ouvinte que o reconhecesse. É claro que disseram ser batota… mas o certo é que já pesava estar a custear ele próprio os prémios, quando lhe faltou o financiamento prometido. Graça teve também aquela vez quando, habituado a improvisar, e depois de anunciar o início da transmissão do “Terço do Bairro”, teve que fazer as vezes do sacerdote que faltou.

Era indiscutivelmente um bom profissional da rádio, pela experiência, pela dicção, pela voz, pela presença, e simpatia contagiante. Lembra-se das últimas locuções na Vila Verde, quando durante os incidentes de 1966 teve que ler comunicados oficiais à população na qual se minimizava a situação, ao mesmo tempo que, pela janela aberta do estúdio se ouviam disparos e o tiroteio na cidade. O canal em língua portuguesa encerrou pouco depois.  E Johnny passou a funcionar na ERM, localizada na torre do edifício dos CTT.

Ruby de Senna Fernandes, uma das poucas intérpretes locais do fado e música ligeira na década de 60, acompanhada pelos “Rockers”