Archive | outubro 2011

Receita de Tchin Tôi (fritos de sésamo e feijão), e Tai Long Kou

A Cecília Jorge na sua série do Tacho do Diabo publicada na Revista Macau anos 1993 e 1994, explica que o Tchin Tôi é um doce tradicional que faz parte da quadra festiva do Ano Novo Lunar, incluindo o Tai Long Kou (pudim de Ano Novo) que é tão importante e indispensável para os chineses, quanto o bolo-rei para os portugueses em período natalício.

Trago aqui a receita do Tchin Tôi, que está republicada com a do Tai Long Kou na seção de Gastronomia Macaense do site  Projecto Memória Macaense (o link/ligação está na página de entrada).  Aqui em São Paulo, este doce pode ser encontrado nas lojas chinesas de produtos alimentícios, tanto na Liberdade como na 25 de Março, importante reduto chinês de comércio, onde você cruza com chineses em qualquer calçada, tanto a falar o mandarim como o cantonense. Até dá saudades de Macau, mas também as mata. Como no mundo inteiro, dominam o comércio e vendem de tudo, tanto que não compensa mais trazer coisas de Macau ou da China nas nossas viagens, como enfeites e quinquilharias, pois tem quase tudo aqui.

Há 3 semanas atrás compramos uma bandeja com 6 unidades na Rua Florêncio Abreu, no trecho entre a Av. Senador Queiroz e a Rua Paula Souza. A minha esposa brasileira Mia adora o tchin tôi, mas eu não o aprecio, sem que com isso eu deixe de divulgar a receita que espero seja útil a alguém. Alias descobri essa loja por acaso.  É grande com boa variedade de produtos, alguns não encontrados na Liberdade.  Numa prateleira tinha 5 sacos plásticos de Iâu Tchau Kuâi.  Pegamos 4 e fomos gentis em deixar um.  Cada saco tinha 3 unidades e custa R$ 5,00 ou cerca de US$ 3 a 3,50.  Diz o chinês que o produto chega diariamente na parte da tarde.  Ele até se surpreendeu com o grande volume de produtos que compramos, ainda mais por uma brasileira que conhecia seus nomes em cantonense.  Foi aquela expressão “aiááá … vocês gostam tanto de coisas chinesas”.  Eu logo expliquei “sou de Macau” e ele “ahhhhh …”.

TCHIN-TÔI (FRITOS DE SÉSAMO E FEIJÃO)

farinha de arroz glutinoso – 600 gramas

farinha de trigo – 175 gramas

batata doce (descascada) – 250 gramas

feijão encarnado (em purê) – 350 gramas

açúcar – 3 colheres de sopa

sementes de sésamo (demolhadas e escorridas) – 125 gramas

água – 1,5 dl

Para fazer a massa, cortar as batatas doces em quartos e cozê-las em vapor, esmagando–as depois em purê, de preferência manualmente, com um garfo.

Juntar o purê de batata ao açúcar e às duas qualidades de farinha (que se peneiram juntas), adicionando aos poucos a água para ligar, sovando bem a massa, formar pequenas bolas de aproximadamente 5 cm de diâmetro, nas quais se carrega com um dedo para fazer um buraco que se enche com uma colherinha de purê de feijão, voltando a fechar.

Rolar as bolas nas sementes de sésamo carregando-as bem para fazer agarrar bem as sementes à massa e obter uma cobertura completa.

Fritar as bolas em óleo bem quente, até insuflarem e tomarem uma cor doirada. Convém colocar bastante óleo na frigideira para poder empurrar as bolas para o fundo, e fritá-las por igual.

Encontro de “Jovens” ou da Nova Geração? Divagações

Se virem a postagem anterior, saberão que a 2a. edição do Encontro de Jovens acontecerá em 2012, em data ainda a ser definida.

Indagada sobre o critério de qualificação do jovem pelas Casas, a Comissão Organizadora estabeleceu que o “jovem” (o entre aspas é da própria Comissão) seria aquele entre 18 a 40 anos, o que esclarece os aspas.  Penso que talvez o termo “jovem” acaba ficando pouco apropriado ao evento, embora nessas alturas, já na 2a. edição talvez achassem que não seria conveniente mudar a denominação do Encontro.  Acho que talvez “Nova Geração” ou coisa parecida, seria uma boa dica.

Julguei a ampliação da idade até os 40 anos bastante boa, embora, na minha opinião talvez pudesse esticar até os 45 anos.  Explico, o propósito do Encontro, pelo que acompanhei do início das intenções para a sua promoção, seria, entre elas, a conscientização do  jovem para aderir à causa pela preservação da cultura e costumes macaenses, além de dar continuidade às Casas de Macau (e associações assemelhadas) que têm o papel, assim se julga, de divulgar Macau nos seus Países de acolhimento.  Seria como, muito bonito dizer, “embaixadores” da Macau ou  RAEM.  Daí e por isso que vem a grana/massa do Governo.  E aí pergunto, após a Geração atual que administra as Casas, penso que hoje estão na maioria nos seus 60 anos para cima, se não disser, nos 70, qual a próxima Geração que assumirá a administração das Casas?

Ousaria dizer, essa gente de seus 40 a 45 ou pouco mais.  Talvez, daqui a uns 5 a 10 anos, eles, já passando do auge da sua vida profissional, com a cabeça preocupada com o futuro dos seus empregos, a aposentadoria, possam voltar o seu pensamento para o futuro da Casa.  O problema é que, ao que parece, em geral estão afastados das Casas, tomando como exemplo São Paulo. Têm lá seus motivos, bem razoáveis, pelo que se ouve em conversas particulares, e isso é um assunto que poderia ser falado à parte.  Quem sabe, um dia vou coletar alguns depoimentos dessa gente, que penso, não devem ser muito diferentes nos 4 Continentes.  O problema é que às vezes, nós, de mais idade, ficamos um tanto enraízados e não conseguimos dar ouvidos e entender aqueles que se formaram nos Países de acolhimento, e que já têm outra visão dos rumos das Casas ou dos vícios que acabamos criando.  Penso que se poderia sentar e ter um diálogo, mas com o coração e a mente aberta.

Lembro que ao comentar isso com um outro conterrâneo, ele opinou que a gente dessa faixa de idade (até seus 45 ou 50) tem ou teve oportunidade de ir aos Encontros das Comunidades Macaense, e nem por isso surtiu o efeito desses ex-jovens participarem das atividades das Casas, mas, me diga, quantos vão?  Embora, por outro lado, também perguntarão, indo 3 deles para esse Encontro de “Jovens” ajudaria alguma coisa para mudar o que escrevi? Bom, isso é uma boa pergunta …

Para dizer a verdade, melhor qualificar o que escrevi como divagações, não há conclusões, só especulação, pois penso que quanto à continuidade das Casas, somente o futuro o dirá.  Uma coisa é certa, com ou sem Encontros de Jovens, que podem ajudar de um modo para a conscientização do problema, e pelo menos é um grande esforço, na hora H, se um dia uma Casa estiver em vias de extinção, deve aparecer algum “herói macaense, nascido ou não em Macau” que se “sacrificará para salvar a Pátria“.  Disso, ainda veremos por um bom par de anos, pois tem aqueles dos seus “tenros” 50 ou 60 anos e tal que podem proporcionar um fôlego, uma sobrevida, de uns 15 anos, mais ou menos.  Isso, importante dizer, se os recursos que as Casas têm “sobreviverem” até lá.  Para seu conhecimento, desde o fim da Administração portuguesa em 1999, em que o Governo soltou uma bolada para as Casas e Associações macaenses, e salvo ignorância minha, as Casas e associações da Diáspora, bom citar, inscritas no Conselho das Comunidades Macaense, não recebem formalmente subsídio oficial de Macau para subsistência, ou seja, para pagar as contas de manutenção.  Posso citar  São Paulo (lembrando que hoje não faço parte da Direção), sem no entanto poder falar por outras Casas ou Associações da Diáspora por desconhecimento (vocês me contam), que tem uma enorme despesa mensal pela estrutura da Casa, qualificada de modelo, e que graças a Deus ainda conta com alguma ajuda da Fundação Oriente, a proprietária do imóvel.  Mas não é nada fácil!!! Embora, pela leitura de notícias, tem ocorrido ajudas pontuais.  Desmintam-me se for o caso …

Não me julguem mal, e nem me achem crítico deste ou aquele.  Não estou aqui para isso.  Não quero polémicas para o meu lado.  Apenas sou da Diáspora, ainda acredito numa Casa de Macau, e não gostaria de viver a situação de “o último a sair que apague as luzes da Casa de Macau“.  Julgo que se vier a acontecer, certamente surgirá um grupo ou individualidades que se prontificarão para pelo menos salvar o nome da Casa, mesmo sem dinheiro, e como? e de que jeito? Lá sei, aí são outros 500. Mas se estiver vivo, juntarei ao grupo!!!

II Encontro de Jovens Macau 2012 – CM S.Paulo abre inscrições

ACM.Inscrição II Encontro dos Joves Macaenses

No arquivo pdf acima, ao clicá-lo, vocês poderão ver que a Casa de Macau de São Paulo abre as inscrições para os “jovens” (entre 18 a 40 anos) da comunidade local se candidatarem às 3 vagas, e os selecionados viajarão subsidiados para o Encontro dos Jovens, a se realizar em Macau no ano 2012 em data ainda a se definir.  O subsídio provém da Comissão Organizadora de Macau.  Os critérios para a difícil seleção serão estabelecidos pela Direção em comunicado à parte, conforme explica.  Cada Casa ou associação macaense da Diáspora, que faze parte do Conselho das Comunidades Macenses, tem seu próprio critério.

Projecto Memória Macaense recebe o Prémio Identidade 2011

Eu, Rogério P.D. Luz, recebi em meu nome e do Projecto Memória Macaense das mãos do Dr. Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, o Prémio Identidade 2011, representado por uma estatueta e um diploma

Rogério, com muita coragem … penso que é a palavra correta … quis desenvolver um projecto … um projecto que tem a ver com a memória, não há futuro sem memória … não há futuro construído sem o peso de uma experiência construída ao longo de muitos anos … Rogério ao ver isso, quis com a sua habilidade própria, a sua dedicação e o tempo que dispunha, lançar um projecto, o Projecto Memória Macaense …”, com essas palavras, Dr. Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau (IIM), iniciou o cerimonial, que fez a entrega do Prémio Identidade 2011 ao website Projecto Memória Macaense e ao seu autor Rogério dos Passos Dias da Luz.

Com a assistência de José Lobo do Amaral, da representação do IIM em Portugal, Dr. Jorge Rangel fez a entrega da estatueta e o presidente da Casa de Macau de São Paulo, Gilberto Silva, foi convidado para entregar o diploma.

Eu, Rogério, após receber o Prémio, dirigi-me à platéia agradecendo o IIM, o Dr. Jorge Rangel e José Amaral e ao Gilberto Silva, e dediquei o Prémio aos presentes e à Comunidade Macaense mundial, pois “sem vocês o site não teria existido“.

da esq. Jorge Rangel, Rogério, José Amaral e Gilberto Silva

MUITO OBRIGADO: Aproveito também para agradecer os amigos e associados, em cerca de 70 pessoas, por terem comparecido ao almoço, muitos a dizer que vieram especialmente para me prestigiar.  Gostaria de citar os nomes, mas posso pecar por omitir um ou outro, assim, peço perdão mas de coração sabe que te agradeço por ter ido.  Um que nem almoçou pois estava atrasado para o jogo do São Paulo, outro que veio mais tarde, arranjou um jeito, mas tinha que vir para me cumprimentar.  Amigos desde os tempos do início da nossa imigração para o Brasil.  Até de fora de São Paulo, de Indaiatuba a 100 km, dele posso dizer o nome pois é caso excepcional, o Alberto Morais veio com membros da família, pois “não podia deixar de prestigiar-me pois considera família pelos fortes laços com os meus falecidos pais“.  Alguns que não puderam vir, telefonaram para cumprimentar e outros mandaram email para justificar a ausência e dar as felicitações.

Amigos e conterrâneos, como diz o cantor Roberto Carlos, são muitas emoções, o que justificou ter tido dificuldades para fazer o discurso de agradecimento.  Teria dito mais coisas, mas a emoção não me permitiu ir além! Foram 8 anos diante do computador, desde 2003, aprendendo a fazer site no início, o que para mim era uma grande incógnita pois era novo na informática e um curioso apenas.  Mas algo tinha que ser feito, pois precisava falar da nossa memória, a Memória Macaense.  Precisava falar de Nós, Macaenses, nascidos ou não em Macau.  Precisava manter viva e estar fiel à nossa bandeira que tinha sido recentemente arriada, a Bandeira do Leal Senado.  com tudo isso e algo mais, fui levando o site, a fazer o que podia e com a ajuda de muita gente, e de repente o Projecto Memória Macaense estava a completar os seus 8 anos e ganhou de presente o Prémio Identidade 2011.

O Dr. Jorge Rangel, desde o início do PMM, já vinha tecendo elogios ao meu trabalho, quando em 2009, durante a Expo de 10 Anos da RAEM em São Paulo, disse que o site não estava sendo devidamente reconhecido.  E esse reconhecimento veio com o Prémio Identidade 2011, colocando o PMM e a minha pessoa juntamente com pessoas e entidades de grande valor e de reconhecido trabalho por Macau e a sua gente.  Senti-me pequeno ao lado deles, mas a pensar que como compartilhava o Prémio com todos os Macaenses (nascidos ou não em Macau), senti-me mais fortalecido pois ao meu lado estavam vocês, Nós! Pois como disse, “sem Nós, sem Vocês, o Projecto Memória Macaense não teria existido e por consequência não teria recebido o Prémio Identidade“.  O mérito não é só meu, é de Todos Nós, Macaenses, nascidos ou não em Macau (e insisto nessa colocação).  O Instituto Internacional de Macau ao homenagear o Projecto Memória Macaense e o seu autor, indiretamente, homenageou a todos Nós!!!

Não podia também deixar de agradecer a Casa de Macau de São Paulo, à sua Direção e em especial ao seu presidente, Gilberto Silva, que sugeriu ao Dr. Rangel e o Amaral que a entrega do Prémio fosse realizada na Associação, ao invés de num almoço reservado diante do volume dos seus compromissos em são Paulo, o que foi acatado para se realizar no domingo.  Assim, o evento pode contar com a participação dos associados e amigos.

Muitissimo obrigado a todos !!! Agradeço a minha esposa brasileira Mia por ter sempre entendido o tempo que desperdiçei diante do computador e a me apoiar, e obrigado Api pelas fotos, material diverso e os símbolos do PMM, Crónicas Macaenses e outro a divulgar, a Homenagem ao Macaense Anónimo! (Você, Macaense, incógnito em Macau ou na Diáspora, não se fala de si, nem sabem quem és ou onde estás, mesmo que o PMM e o CM  se propõem a isso. Não se sinta um Anónimo, pois a gravura foi feita para te homenagear.  Ao vê-la, poderá, pelo menos, sentir que alguém lembra de si, mesmo sem te conhecer).

Rogério e Mia agachados com (parte) dos associados e amigos da Casa de Macau de São Paulo, e Jorge Rangel com José Amaral

Casa de Macau de São Paulo recebe Jorge Rangel do IIM

(revisão de texto: 14hrs)

Jorge Rangel do Instituto Internacional de Macau (IIM), acompanhado de José Lobo do Amaral, aproveitando a viagem para várias conferências e eventos em São Paulo e no Brasil, deslocou-se para a Casa de Macau de São Paulo no domingo passado, dia 23, atendendo à sugestão do presidente Gilberto Silva, para que a entrega do Prémio Identidade 2011  fosse realizada ali e consequentemente a Associação voltaria a recebê-lo, desta vez em carácter oficial.  O Prémio Identidade 2011 foi atribuído, por igual mérito, ao site Projecto Memória Macaense na pessoa do seu autor Rogério P.D. Luz, também autor deste blog, e ao site Famílias Macaenses. (veja outra postagem).

Ao chegar nas dependências da Casa, Jorge Rangel preocupou-se em ir mesa a mesa para cumprimentar os associados e a bater um papo descontraído com a malta.  Depois do almoço no qual foi servido uma suculenta feijoada brasileira, acompanhada de uma boa e esclarecedora conversa sobre os problemas económicos mundias, em especial de Portugal, e da questão de subsídios às Casas de Macau pelo Governo da RAEM, Jorge Rangel foi convidado para iniciar o cerimonial.

Em seu discurso e de forma clara e objetiva, Rangel discorreu sobre o assunto tratado na mesa de almoço com os dirigentes da Casa, e que os acompanhava este autor. Manifestou a preocupação que a crise venha atingir Macau, a dizer também que o Governo da RAEM tem cumprido a contento as promessas feitas na transição.  Explicou que as associações e entidades macaenses sediadas em Macau, tais como a Associação dos Macaenses, a APIM, Santa Casa etc., tem recebido apoio da Fundação Macau, porém quanto ao subsídio às Casas, a questão teria que ser intermediada por uma entidade que as representasse, uma condição da Fundação. Disse que para este papel foi criado o Conselho das Comunidades Macaenses, que entre as suas  finalidades, seria a de promover os Encontros e a representar os interesses das Casas de Macau junto ao Governo da RAEM.  Disse que quanto ao primeiro objetivo tem sido alcançado de forma bastante satisfatória, porém quanto ao segundo, ainda está na expectativa de corresponder aos anseios das Casas de Macau, destacando que para esta questão é preciso dar uma atenção especial. Trechos do seu discurso serão publicados numa outra postagem.

Seguiu-se à entrega de uma gravura de Victor Marreiros com temas brasileiros e um poema em patuá dedicado ao Brasil, de autoria do Adé, José dos Santos Ferreira, ao presidente da Casa de Macau de São Paulo, Gilberto Silva, que foi definido como um homem experiente no discurso.  Depois fez a entrega do Prémio Identidade 2011, que será o tema de outra postagem.

Antes de deixar a Casa rumo ao aeroporto para outras atividades do IIM no Brasil, o que já está a se tornar uma rotina, tanto para divulgar Macau como para eventos culturais a respeito, ainda dispensou a sua pressa para tirar uma foto com os associados que no dia somavam cerca de 70 pessoas.  Saiu satisfeito com a receptividade que teve e o convívio com a nossa malta, o que certamente não será a última visita depois de uma relativa ausência da Casa de Macau.

da esquerda: Jorge Rangel, Gilberto Gilva e José Amaral

Amália Rodrigues, 284 canções para seu deleite

E-mail repassado por João Pedro de Senna Fernandes Canavarro Nolasco da Silva (ufa !!! nome bonito e compridoooo), o amigo do Rio de Janeiro que sempre tem uma boa coletânea de e-mails para repassar, traz o link/ligação para um site brasileiro com cerca de 284 músicas (algumas com links quebrados) da Amália Rodrigues.  Reúne os vídeos publicados no YouTube da nossa Amália.  Ao clicar a 1a. música, a sequência se dá automaticamente e as suas letras ao lado, também mudam juntamente.  Aos amantes do fado é uma boa pedida.  Tem a bela Canção do Mar e a triste Lágrima, que adoro, e ainda vou fazer um video-clip com imagens coerentes com o sentimento triste desta última canção.

http://letras.terra.com.br/amalia-rodrigues/#mais-acessadas/227526

Igreja de Santo António (Macau) 1874 e 2007

Vejam a Igreja de Santo António em 2 fotos separadas por 133 anos.  A de 1874, retrata a Igreja parcialmente destruída por um incêndio ocasionado por um violento tufão.  Ainda na foto, do lado esquerdo, pode-se ver um edifício onde se localiza hoje a entrada para o Jardim Camões, e ao lado, a Casa Garden onde está instalada a representação da Fundação Oriente em Macau.  Costuma-se chamar a Igreja em chinês de Fa Vong Tong (Templo do Rei das Flores), já que habitualmente é ou era decorada com flores etc., uma vez que Santo António é um santo casamenteiro.  Quer casar? Peça para Santo António !!!

Outra foto foi tirada por mim por ocasião da viagem para o Encontro das Comunidades Macaenses -  Macau 2007.  Faz parte do meu ensaio fotográfico da Igreja e que está publicada num álbum com 26 fotos no FlickR da Yahoo neste link – http://www.flickr.com/photos/87555912@N00/sets/72157606705861222/ .  O meu convite  para uma visita, e aproveite para ler a história da Igreja.

Receitas de culinária macaense de Shanghai 1934

Estava num domingo normal na Casa de Macau de São Paulo para convívio e almoço, quando vi a Manuela Canavarro Agoston com um livro um tanto velho.  Curioso, fui lá ver o que era.  Qual a minha surpresa, um livro encadernado de receitas de 1934 compostas por folhas datilogradas.  Uma raridade, até uma peça de museu.

Constava a autora, que poderia ser das receitas ou da colecionadora e datilógrafa, como Guilly Canavarro Remedios.  Uma assinatura dizia que a proprietária, ou a última dela, ser a Augusta de Figueiredo e Canavarro que datava com a assinatura,  Shanghai 30/5/1939 à moda portuguesa (bem que poderia datar à inglesa 5/30/39.  Aliás os apelidos/sobrenomes apontam para as famílias macaenses e portuguesas de Shanghai, nos tempos anteriores à revolução na China que as obrigaram a abandonar a cidade, muitos só com a roupa do corpo.  Eram os Canavarros, Remedios (sem acento), Figueiredo, Collaço, Barradas e tantos outros, que hoje estão espalhados pelo mundo. Perderam tudo! Hong Kong e Macau foram os principais destinos. Quem estudava na Escola Comercial nos velhos tempos, deve-se lembrar do centro de refugiados na mesma rua.  Aliás quem não se lembra dos (lamentáveis e infelizes) conflitos entre a malta macaense e os “shanghainistas (como se dizia antigamente e até hoje).  Era triste, não precisava ser assim, embora essa rivalidade era uma autêntica rivalidade da época, que infelizmente, ainda ligeiramente (politicamente correto pra dizer) transportada para os dias de hoje.  Aliás essas rixas regionais não são privilégio dos macaenses, no Brasil também as vemos entre o Sul e o Nordeste, especialmente, e você me diz se também não nos seus países de acolhimento, se és da diáspora.

Deixando esta triste conversa de lado, quando vi o livro, logo pedi para fotografar umas páginas pois digitalizá-las, com certeza iria estragá-lo ao fazer a dobra, mas lá estava eu com uma simples câmera naquele dia e o resultado não tanto agradou-me.  No entanto, penso que vai dar para ler as receitas em inglês.  Não as traduzi para não correr o risco de cometer erros, e de repente ao invés de fazer uma capela vais fazer um minchi si iau, hehehe!!!

Publico aqui uma só, do Peixe Esmargal, e o resto das receitas (arroz gordo, bolo menino, capela, cheese toast, chilicote de rabono, cria cria, isca, rolette, além de uma tabela de conversão tael=onça/oz) estão publicadas no site Projecto Memória Macaense que já possui 23 páginas dedicadas à Gastronomia Macaense com inúmeras receitas.  O link/ligação está na página principal. Vão dizer que já têm algumas dessas receitas, mas perceba que elas são de 1934.  Pode ter algo diferente, um diferencial para aquele sabor melhor.  Vale tentar, se conseguir entender o inglês lá escrito e as medidas, um tanto complicadas.

Agora, porque o Peixe Esmargal aqui?  É que o meu cunhado, Alex Sales (Califórnia/EUA) era especialista nisso.  Acho que ainda o é!!! Então vejamos (clicar na imagem para aumentar):

Entrega do Prémio Identidade no domingo/23

Neste domingo dia 23/Outubro, na Casa de Macau de São Paulo, Jorge Rangel acompanhado de José Lobo do Amaral, do Instituto Internacional de Macau, fará a entrega do diploma do Prémio Identidade 2011 a minha pessoa, Rogério P.D. Luz, pelo trabalho desenvolvido no site do Projecto Memória Macaense, que completou 8 anos em Junho deste ano.

Tenho que agradecer a Casa de Macau de São Paulo, especialmente à pessoa do seu presidente, Gilberto Silva, pela iniciativa de promover a entrega do diploma na Associação na presença de associados e amigos.

No arquivo abaixo está o convite enviado pela Casa.

CMSP.Convite entrega do Prêmio Identidade

Livro “A Comunidade Macaense em Portugal” à venda

Recebi um e-mail do Telmo (Macau) com a comunicação abaixo:

Encontra-se à venda nas Livrarias ALMEDINA, o livro

” A COMUNIDADE MACAENSE EM PORTUGAL, Alguns aspectos do seu comportamento”

De Isabel Pinto.

A tese de doutoramento que deu origem a esta obra foi galadoarda pela Academia de Ciências de Lisboa com o prémio Agostinho da Silva no ano lectivo 2008/2009

Penso que deve ser interessante, pois fala de uma comunidade que, a rigor, é a que tem uma ligação profunda com Macau, por ter o maior número de integrantes com maior vivência em Macau, seja pela naturalidade ou pelo trabalho ou residência.  Fico imaginando se a maior imigração diretamente de Macau, não tenha tido Portugal como o principal destino.

Não conheço o conteúdo do livro mas na minha próxima viagem a Portugal, e espero que seja no próximo ano, irei comprá-lo.

Grande Prémio de Macau de 1967, a ameaça vermelha

Os chineses são supersticiosos quanto ao nº 4 (sêi, que também significa morrer) e as composições com ele, especialmente o 14 (sâp sêi), que também significa “morrer com certeza” ou coisa assim (perdoem o meu chinês, que é ruim), numa entonação diferente.  E o GP de 1967 era o 14º desde 1954, o seu início.

Estava praticamente ameaçado por uma mensagem do “The Red-May Rebelious Combat Squad-Macao” (Esquadrão de Combate da Rebelião Maio-Vermelho-Macau”, que se auto qualificava de um grupo maoísta.  Na verdade poderia ser uma brincadeira de mau gosto de um moleque/putinho. Esta mensagem aqui publicada foi escrita em inglês, penso que boa parte dos leitores têm conhecimentos da língua para entender, e ameaçava os pilotos chineses se viessem a participar do GP, citando alguns nominalmente, utilizando-se de slogans anti-imperialistas.

O problema é que a época era pós “1, 2, 3″, daquela dos violentos protestos de guardas-vermelhos em Macau, e também de bombas caseiras que eram espalhadas pela cidade de Hong Kong.  Eram os tempos da Revolução Cultural com esses guardas a cometer atrocidades na China.  Assim, os pilotos chineses levaram o negócio a sério e o Albert Poon, um destes afamado e competente, tomou a iniciativa para avaliar a situação e a pedir garantias e segurança.  Na verdade, até chegaram a aventar a não participação como pareceu no 1º embarque dos carros de competição para Macau. Poucos embarcaram. Porém a Comissão Organizadora, representada por Dr. Henrique de Senna Fernandes, afirmava que iriam realizar o GP “de qualquer jeito” sem se importar com o nº de carros na grelha/grid.

O Governo português dizia ter 500 soldados e 400 policiais prontos para oferecer toda a segurança, até assumiu o papel de Seguradora, já que nenhuma aceitou correr o risco, para garantir o seguro de vida dos participantes mediante o pagamento do prémio/custo do seguro.  Até foi benevolente a garantir que se o segurado não sofresse sinistro ou reclamasse algo com relação ao seguro, devolveriam a quantia paga.  O Teddy Yip, de Macau, até ofereceu aos participantes a quantia de $100,00 (cem Hong Hong dollars?) em fichas para gastarem no seu casino.

Após negociações, reuniões, garantias recebidas de 13 dirigentes comunistas de Macau que qualificaram a carta de ação de “gente má”, todos acabaram na última hora a embarcar os carros para Macau.  O Albert Poon, ex-policial de HK, foi autorizado por essa condição a andar armado em Macau.  Disse ele que enquanto pilotava seu Brabham, carregava um revólver Brownin de 14 disparos num coldre.  Estiloso dizia “levo comigo 14 destes meliantes antes que acabem comigo“. E no final, não aconteceu nada e o GP foi um sucesso de público, com cerca de 20 mil visitantes de HK.  A prova foi vencida por Tony Maw com um (fórmula) Lotus 20 e teve 16 carros no grid de largada.

Mas o 14 “sâp sei”, se acreditarem na superstição chinesa, não se resumiu a isso.  No decorrer da corrida da categoria principal do GPM, o famoso piloto filipino Arsénio “Dodgie” Laurel foi colidir contra o muro do retão da Praia Grande em alta velocidade, falecendo quase que instantâneamente com o carro em chamas.  O seu carro era um fórmula Lotus 41 (e o 4 nessa história de novo).

Sobre o GP e a morte do piloto, será falado aqui ou no site Projecto Memória Macaense, que abriu um espaço para falar das Memórias dos Grande Prémio de Macau.  Pretende ter um bocado de conteúdo com bastante fotos.  Antes de deixar Macau em Dezembro de 1967, colecionei recortes de jornais dos 13º e 14º GPs de Macau.  Trouxe comigo na bagagem e estão há 45 anos guardados num álbum, tal como era.  Tenho também uma coletânea de fotos tiradas por meu amigo Natalino Couto Wong (em Portugal), de 2 GPs dos anos 70 e mas enviou na época.  Particularmente prefiro entender que a questão da superstição do nº 4 é ou foi mera coincidência, mas respeito as coisas chinesas e nem ouso contestá-las.

(clicar nas imagens para aumentar)

a bendita carta-ameaça com anotação do Albert Poon a marcar uma reunião com Walter Sulke, pedindo não avisar a imprensa

Albert Poon empurra o seu Brabham com motor Alfa Romeo, após abandonar por problemas mecânicos.  Para protegê-lo, empurrou o carro da Curva do Reservatório até os pits, uma viagem e tanto, coisas de corrida de antigamente, pois hoje nem se permite isso. Fez a melhor volta com 2m 56.4s, novo recorde da pista.  Para lembrar, no GP anterior, Mauro Bianchi com um Renault Alpine quebrou a barreira de 3minutos por volta.

* dados colhidos do livro “Colour and Noise” de Philip Newsome e jornais da época

Casa de Macau de São Paulo, novo e-mail e a Direção 2011-2014

A Casa de Macau de São Paulo enviou comunicado avisando do seu novo e-mail, e aproveita para lembrar a composição da nova Diretoria para o triénio Abril 2011 a 31/Março 2014.  Eis o texto do email recebido:

Prezados Associados,

Ref.: Retransmissão dos nomes dos integrantes da Nova Diretoria para o triênio 2011-2014 e Mudança de Email

Prezados Senhores,

Os integrantes da atual Diretoria tomaram conhecimento de que muitos associados e outras entidades desconhecem a composição da nova gestão da Associação da Casa de Macau, São Paulo “ACM”, desde a data em que os atuais diretores tomaram posse da nova Diretoria e passaram a gerenciar a Associação da Casa de Macau, e também foram informados de que tais associados e entidades têm dificuldades no acesso ao email da ACM.

Assim, vem esta nova Diretoria COMUNICAR a todos – associados, entidades e público – que a partir desta data, 02 de outubro de 2011, a Associação da Casa de Macau passa a usar o seguinte email:

casademacausaopaulo@bol.com.br.

No período de transição, o email anterior de “casademacau@terra.com.br” será mantida até 31/10/2011 quando será desativado.

E para que não passe despercebido a ninguém, comunica-se de novo que os integrantes abaixo nomeados assumiram a Direção da Associação da Casa de Macau, desde o dia 01.04.2011, aos quais, pede-se com estima, se devam dirigir todos que vierem a tratar de quaisquer assuntos ligados à Casa de Macau.

Diretor-Presidente: Gilberto Quevedo da Silva

Diretor-Vice-Presidente. Roque Rui da Rosa Branco

Diretor Financeiro: Frederico António

Diretor Social: Francisco António Inácio.

Diretor Secretário: Rolando Maria da Luz.

Atenciosamente,

São Paulo, 02 de outubro de 2011

Associação da Casa de Macau, São Paulo, Brasil

Endereço e Telefones: Rua Mário Martins de Almeida, 210/234-São Paulo/SP Brasil CEP 04772-135 (fica numa travessa da antiga Av.Robert Kennedy – Represa de Guarapiranga – no sentido bairro, 1ª rua à direita após passar pelo Corpo de Bombeirosreferência: posto de gasolina da Carrefour ou floricultura Florlis) – tel/fax 55 11 56668143 / 55 11 56665276

O autor deste blog aproveita assim para esclarecer que não faz parte da Direção, e qualquer notícia sobre a Casa de Macau de São Paulo é feita na forma de  prestação de serviço e colaboração na qualidade de associado, além de fatos que são notícias.

Aproveita ainda para informar que o site oficial da Casa de Macau de São Paulo do endereço – www.casademacausp.com.br – que ainda está divulgado em links de outros sites, não está mais ativo, por problemas operacionais com o seu provedor.  Qualquer nova notícia a respeito será oportunamente divulgada pela Direção.

Patuá em 1 Minuto – vídeo imperdível do “Dale”

Tomei conhecimento desta série de vídeos numa conferência no Encontro 2010 proferida por Miguel de Senna Fernandes, até filmei-os todos para guardar de recordação.  Agora vejo que o canal de VIMEO do Miguel tem um desses vídeos, que dá aula de 1 minuto sobre a palavra em patuá “Dale“.  Pena que, pelo visto, não houve continuidade e tão poucos foram produzidos.  São muito engraçados e com a excelente atuação dos seus atores macaenses.

O Álbum da Malta em vídeo promocional

O Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses (Macau), divulga este vídeo promocional no seu canal no VIMEO (similar ao YouTube), que traz uma prévia das fotos que vão compor o Álbum da Malta, aliás com muitas fotos inéditas e de boa qualidade.  Faz um apelo no final - precisamos das vossas fotos.  Você já contribuiu?

Aproveite para visitar o canal com alguns bons vídeos tipicamente macaenses neste link http://www.vimeo.com/user5507117/videos

Ainda sobre os 15 Anos da Associação dos Macaenses

Longe vão os receios iniciais que levaram à formação da Associação dos Macaenses, em 1996. Com a transição do território de Administração Portuguesa para a China, programada para dali a três anos, crescia no horizonte uma dúvida sobre como tudo seria após essa data.
Para muitos macaenses começou a ser uma evidência que algo teria que ser feito para acautelar o futuro da comunidade. E foi assim que nasceu a Associação dos Macaenses, que 15 anos após a criação, quer continuar com a vitalidade necessária para ser um elemento importante e interveniente na vida de Macau.

Assim iniciava a reportagem do Jornal Tribuna de Macau de hoje a respeito da festa de aniversário dos 15 anos da ADM.  Até tinha rascunhado um texto a declarar o desconhecimento do motivo para fundação da associação.  Agora vejo que foi mesmo por uma nobre causa, o que explica a sua importância, que torna-se evidente  e de conhecimento público com as notícias dessa comemoração.  Sinceramente, penso que antes, sem a publicidade das reportagens, conheciamos a Associação dos Macaenses, mas não aprofundavamos no conhecimento das suas funções e importância.

Até ouso a avançar que a ADM poderia se equiparar a uma espécie de “Casa de Macau“, pois pergunto se criou-se a Casa de Portugal, porque não? Uma Casa de Macau tem como um dos seus principais propósitos, a preservação dos costumes e tradições macaenses, e hoje, Macau é China, obviamente impõe-se os costumes chineses e se os nossos são permitidos e preservados, é porque há um consenso que é bom para Macau, há boa vontade dos seus governantes e do Governo Central por motivos variados.  Mas, convenhamos nada disso poderia ter acontecido e a comunidade macaense poderia estar a viver o que se temia antes da transição, o que felizmente não se concretizou, mas levou a uma imigração maciça, colocando-me como exemplo. Poderia estar ainda a residir em Macau, mas imigrei para o Brasil.

Penso que a comunidade macaense, e nisso se insere como descreve Sérgio Perez noutra reportagem do JTM “macaense deveria englobar todos aqueles que consideram que esta é a sua casa e que é aqui que querem estar, é aqui que se sentem bem e que se identificam culturalmente“, poderia contribuir no seu fortalecimento com a adesão à ADM, para torná-la numa associação forte e representativa dos nossos interesses em Macau.  Quanto à isso, ao que me parece, não é vedada a participação da comunidade da Diáspora, porém no Boletim de Inscrição, que estabelece uma quota anual de MOP$ 240,00 (cerca de US$ 30,00 ou mais ou menos R$ 55,00, barato!), há um item que diz “nos primeiros 6 meses após a aprovação da inscrição, será aferido o grau do novo sócio nas actividades da Associação.  Se se constatar que o mesmo não participou em nenhuma das actividades organizadas, a Associação poderá determinar a perda do seu estatuto de sócio“. Isso, penso, se for levado a sério …

Veja as fotos publicadas no Jornal Tribuna de Macau que mostram a festa de comemoração dos 15 anos da ADM:

O presidente Miguel de Senna Fernandes, os fundadoress e o Secretário para Assuntos Sociais e Cívicos da RAEM, Cheong U

Aida de Jesus na entrevista ao JTM dizia: “juntei-me (à ADM) porque sou macaense“.  Lembro-me com saudades os tempos de criança em Macau, quando acompanhava a minha irmã Yolanda nas visitas do dia do Natal à casa da Aida, sua madrinha, no Tap Seac.

e, olha o amigo Rui Francisco, grande colaborador do PMM, na companhia do Albino Almeida que aos 79 anos é sócio da ADM há um. O Albino ainda disse “as divisões iniciais não foram positivas. Inicialmente, ter havido várias associações dividiu muito a sociedade macaense. Somos tão poucos. Devia ter havido uma só. Fragmentou-se a sociedade e houve uma luta sem quartel que dividiu a malta e eu afastei-me disso. Agora entrei, nunca é tarde”, justifica, lembrando que também quer “dar um contributo”. Tem toda a razão Albino, a afirmação, infelizmente, não traz nenhuma informação nova … realmente somos tão poucos e lá nos dividimos mais do que povos que são muitos … já era chegada a hora de pararmos para refletir a nosso respeito, pois “aos poucos vamos acabando …”

Clique abaixo para ler em arquivo pdf as 2 reportagens do JTM:

Jornal Tribuna de Macau.Out2011.ADM.15Anos.1

Jornal Tribuna de Macau.out2011.ADM.15.anos.2

Grande Prémio de Macau – Curva da Melco

Um dos trechos mais famosos do Cicuito da Guia é sem dúvida a Curva da Melco de 180º, que é praticamente igual à Curva Loews do Circuito de Mónaco, que faz parte do calendário da Fórmula 1, inclusive por ser uma descida o que força uma freada mais brusca para contorná-la.  Para os fotógrafos é um bom ponto para fazer os seus registros. Seria um dos pontos onde eu me situaria como amante de fotografia do esporte a motor, embora o Circuito de Macau tem naturalmente uma grande dificuldade para o fotógrafo se deslocar, a distância. Bem diferente dos autódromos, como de Interlagos, onde a pé se alcança quase todos os pontos para fotografia, mas a de Macau você pode se situar mais próximo da pista.

O traçado mantém a sua originalidade, mas o entorno mudou muito.  Se de lá tinha uma vista panorâmica do Porto Exterior de Macau, hoje é prejudicada por inúmeras construções, mas mantém o seu charme.  E está certo falar Curva da Melco, e não “do“, como por instinto escrevi inicialmente.

(clicar para aumentar)

O mapa do Circuito é do livreto do XIII GPM de 1966.  A Curva da Melco se situa no canto superior da sua direita

A Curva no 1º GPM em 1954.  Veja como tinha vista panorâmica do Porto Exterior.  O carro 9 é de Roger Pennels, um Austin Healey 100, que largou na pole position, porém na 12ª volta colidiu contra um poste de iluminação e abandonou a prova.

Outra vista da Curva da Melco, desta vez no 5º GPM em 1958 que teve o percurso da prova reduzido de 77 voltas para 60, em vista da reclamação de pilotos que no final da competição o sol já se punha em certos trechos à frente dos carros, pondo em risco a dirigibilidade.  Na foto, o carro na frente de nº 30 é o Triumph TR2 de Scott Leavitt’s que tinha na sua cola o nº 7 de Ron Hardwick’s com um AC Ace, 2º na classificação.  Segue-se o 30 de Chan Lye Choon que no seu Aston Martin acabou vencendo a prova em 3h 40m 59s, e ainda fez a melhor volta em 3m 31.5s.  Chan foi o 1º chinês a vencer os GPs de Macau, tendo largado nesta em 5º. Perceba que os militares portugueses assumiam o papel de bandeirinhas nos tempos antigos.

Esta foto foi publicada no Jornal Tribuna de Macau nesta semana.  Penso que deve ser do GPM de 2010.  Até que fizeram uma área de escape interna antes da curva, que deve ter melhor orientado os pilotos a fim de evitar aquele acúmulo de carros e a causar acidentes.  Mas … cadê o Porto Exterior, o Rio da Pérolas ???!!!  Ah, tempos modernos e as construções já obstruiram a vista.

A propósito, sobre o GPM de 2011, vi na lista dos inscritos para a prova principal de Fórmula 3 o nome do brasileiro Felipe Nasr, campeão inglês da categoria por antecipação.  É um grande nome e um dos favoritos, uma esperança brasileira no futuro para a Fórmula 1.  Este gajo/cara é bom, vamos ver se vai dar alegria para o Brasil em futuras vitórias na F1 já que o Felipe Massa, depois do parafuso do Rubinho ter atingido a sua cabeça, perdeu rendimento e competividade.  Acabaram-se as suas vitórias e o pior, sem pódio ainda neste ano.   Quanto ao Rubens Barrichelo, é um batalhador, um cara que gosta de pilotar, bom acertador de carro embora impossível nessas fracassadas Williams, mas corre o risco de não conseguir um lugar na F1 de 2012.  Dizem que ele não é daqueles que gostam de sair à cata de patrocínio, um item importante para convencer as equipes/equipas a contratá-lo.

Associação dos Macaenses, 15 anos

A Associação dos Macaenses, em Macau (ADM), comemorou os seus 15 anos em grande estilo no dia 7.  A festa que reuniu mais 300 pessoas aconteceu no ballroom do MGM e foi prestigiado pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cívicos da RAEM. Cheong U.  O site Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses congratulam a ADM pelo aniversário, e reconhecem a sua importância como uma autêntica representatividade dos macaenses nesta Macau pós transição.

O seu presidente, Miguel de Senna Fernandes, manifestou preocupação quanto ao rejuvenescimento da associação e vê o investimento na nova geração como uma prioridade. Ainda declarou, conforme publicado no Jornal Impresso “a associação (que conta com cerca de 1.000 associados) não pode estar conotada com nenhuma força sócio-política, tem a potencialidade de abarcar um universo bastante variado de gente e, por isso, todas as condições para ser uma associação de referência”.

Uma leitura nos seus Estatutos, no artigo terceiro, vemos “A Associação é uma instituição sem fins lucrativos que se propõe estabelecer e promover a solidariedade entre os macaenses, defender a identidade cultural e dignificar a presença da comunidade macaense, no Território e fora dele, bem como a realização de acções de beneficência.”  Ainda no artigo quinto, “Podem inscrever-se como sócios efectivos todos os que se identifiquem com os princípios e os ideais que a Associação se propõe realizar e que sejam amigos da cultura, tradições e costumes macaenses” , havendo necessidade de ser apresentado por 2 sócios e ter a aprovação da Direcção.

Veja abaixo a notícia publicada no JTM (clicar para aumentar)

Casa de Macau de São Paulo, isto foi há 19 anos

Novamente revirando os meus arquivos e bugigangas, achei este boletim histórico, que foi o 1º editado pela Casa de Macau de São Paulo há pouco mais de 19 anos quando estava em vias de inaugurar a sua Sede.  A Casa foi fundada há 22 anos e alguns meses e o Boletim nº 1 – Janeiro de 1992, quanto tempo … eramos mais jovens e muita gente ainda estava viva. Saudades! Veja abaixo a capa e a página 3 com a mensagem do seu 1º presidente, Gilberto Silva, além da composição dos corpos sociais dessa gestão. O Boletim completo, editado por Eduardo Alberto Chau Ribeiro “Palito”,  será publicado no site Projecto Memória Macaense, seção de Comunidades Macaenses. (clicar nas imagens para aumentar e ler os textos):

Frutas que se comem em Macau

O texto da página 6 do 1º Boletim editado em 1992 pela Casa de Macau de São Paulo (veja a postagem anterior) é do Eduardo Alberto Chau Ribeiro,  jornalista macaense no Brasil, também conhecido por “Palito”  que foi o seu editor.  Apreciem! (clicar na imagem para aumentar e conseguir ler o que foi escrito)

Crónicas macaenses, breves

A crónica de Jorge Rangel no JTM, “Falar de Nós”, que sempre vale uma boa leitura, nos conta:

- A Fundação Casa de Macau adquiriu a sede da Casa de Macau em Portugal, que era alugada, isso realmente eu não sabia.  Assim, os imóveis das 2 Casas de lingua portuguesa, incluindo a de São Paulo agora pertencem a 2 Fundações portuguesas. O daqui é propriedade da  Fundação Oriente.  A do Rio de Janeiro é sede própria. Felizardos!

- Rangel comenta sobre a semana promocional de Macau ocorrida no Restaurante Serra da Estrela, com pratos da culinária macaense confeccionados por Graça Pacheco Jorge, com direito a palestra sobre “O Chá da China”. Isso já é habitual em Portugal.  Sinto que em Portugal a comunidade macaense consegue sentir-se mais próximo de Macau, visto que ocorrem várias atividades com enfoque sobre a terra, tanto da atualidade como daquela Macau antiga do nosso coração. Além do que a comunidade com maior ligação e vivência em Macau está por lá. Felizardos os que moram em Portugal.  Talvez se eu morasse por lá, poderia encontrar melhores condições para desenvolver o trabalho do PMM e deste blog, embora não reclame do Brasil que gosto muito daqui mas encontro dificuldades para o meu trabalho pois a nossa comunidade é pequena e dispersa.  Neste parágrafo, o Rangel lembra dos almoços na Casa de Macau em Portugal, que os chama de “aprecidados” e que eram preparados por Fernando Conceição “Nando” e António Silva “Avô”, e torce para que voltem a acontecer.  Façamos votos para isso pois, se tomar por base a Casa de São Paulo, esses almoços habituais servem para reunir a comunidade para troca de idéias e matar as saudades da terra.

- Outra boa notícia gastronómica, diga-se macaense, é o futuro lançamento do livro da Cíntia Conceição do Serro “com as receitas da sua tia Albertina” nonagenária ainda a residir em Portugal, que felicidade, longa vida! A Cíntia fez a sua palestra no Encontro Macau 2010.

- Agora, o Luís Machado, presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, está de parabéns! Vai ser o vice-presidente da CEUCO, confraria européia de prestígio, que esteve a participar também do Encontro Macau 2010.  É isso aí, Luís!

Falando do 1º de Outubro, dia da RPC, minhas congratulações, e vi nos jornais de Macau, vários anúncios pagos de instituições macaenses com mensagens alusivas à data. São os novos tempos que já vão completar 12 anos em Dezembro.  Diga-se de passagem, políticamente correto! Afinal de contas, Macau, hoje, é China, e nada mais certo que vestir a camisa.  Ser macaense é saber viver conforme o tempo e o lugar. Só nos resta esta alternativa pois o destino não nos contemplou com a possibilidade logística de alcançar a independência.  Agora se fosse uma ilha no Pacífico, longe de qualquer continente, aí poderia ser outra história.

Clique abaixo para ler  a crónica completa:

JTM.Jorge Rangel 4.10.2011

Pausa para o Salão de Automóvel e de mulher bonita

Você leu coisas e curiosidades de Macau e da nossa comunidade macaense, e está na hora para uma pausa e diversificarmos um pouco.  Assim, publico algumas fotos que tirei do Salão de Automóveis realizado em São Paulo, em Novembro de 2010, que sempre dá gosto de ir lá fotografar, não só pelos carros mas também pelas belas mulheres brasileiras.  Sorte que aconteceu uma semana antes da minha viagem para o Encontro Macau 2010.

O que se percebeu foi uma invasão de carros importados, beneficiados pela valorização da moeda brasileira em prejuízo da indústria nacional, o que forçou o Governo, recentemente, a aumentar o imposto de importação em cerca de 28%.  Os chineses foram um dos maiores prejudicados, pois já começavam a invadir o Brasil com preços baixos, porém com qualidade discutível.  Aliás os carros chineses fazem mais sucesso no exterior que em Macau, não?

O Salão de Automóvel é bienal e não perco nenhum.  É tão grande que passo lá mais de 6 horas a andar, ver os carros e tirar umas centenas de fotos.  Ainda que no final, tenho que apressar o passo antes do encerramento às 20 horas.  Nesta semana, acontece o Salão de 2 Rodas, de motos ou motas.  Neste, além de shows, motocicletas e similares, também há um desfile de belas mulheres, porém pelas características do veículo, se exibem mais sensualmente, o que faz a alegria dos olhos e das máquinas fotográficas de seus milhares de visitantes.  Espero trazer para vocês algumas imagens para se certificarem a respeito, e saber o que acontece por aqui em São Paulo.

*clicar nas fotos para aumentar

A Lotus Fórmula 1 do Ayrton Senna no stand da Fundação da sua irmã Viviane

O super esportivo brasileiro

um puro sangue Ferrari

Novo vídeo PMM – Portugal, Lisboa e Óbidos

Dia 5 de Outubro, comemora-se o Dia de Implantação da República Portuguesa e, em consequência, nasceu a atual Bandeira de Portugal, ou, Bandeira da República Portuguesa. O Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses dedicam este vídeo-foto-clip a este dia, e afirmar a nacionalidade destas publicações na Internet. A produção, fotografia e arte digital é do seu autor Rogério P.D. Luz, com música, Fado Português (José Régio/Alain Oulman), cantada por Dulce Pontes do cd Caminhos (Alpha Music/Movieplay).

O vídeo foi produzido com fotos tiradas em Setembro de 2004, apenas em 2 dias possíveis e livres da rápida viagem feita a Lisboa para uma reunião de trabalho de Casas de Macau, convocada para discutir a fundação do Conselho das Comunidades Macaenses.  Isto para explicar os poucos lugares fotografados.

Carros dos GPs de Macau – Ferrari 500 Mondial 1955

Grid/grelha de largada do GP de Macau de 1955, com a Ferrari 500 Mondial largando na 3ª posição, ao lado em 2º a Mercedes Benz 190SL de Doug Steane e na pole position,  Robert Ritchie com a sua Austin Healey 100.  Na 2ª fila, em 4º  Neville Fullford no Triumph TR2 e 5º Ron Hardwick no Triumph TR2.  Já no 2º GP foi abolida a largada do estilo Le Mans na qual os pilotos enfileirados correm para os seus carros, o que apresentava risco de acidentes.

A Ferrari 500 Mondial Scaglietti Spyder fez a sua estréia nos GPs de Macau (GPM) em 1955.  Mário Lopes da Costa, genro do então Governador de Macau, Joaquim Marques Esparteiro, que não conseguiu participar do 1º GPM devido a um acidente nos treinos, em sociedade com Fernando de Macedo Pinto, de Macau, rumaram para Itália para comprar o carro.  Esta Ferrari já tinha conquistado a sua 1a. vitória nas 12 Horas de Casablanca de 1953, nas mãos do famoso Alberto Ascari e de Luigi Villoresi.

Para alegria da torcida de Macau, o piloto local Lopes da Costa conseguiu o feito de obter a 3ª posição nos treinos.  Estava combinado com o Macedo Pinto que ele seria o 2º piloto na longa corrida prevista em 4 horas.  Dada a largada, Costa pulou na frente e por 6 voltas liderou a corrida, com a gente de Macau a festejar a cada passagem, até que na 7ª acabou colidindo contra os antigos “guard-rails” que eram sacos de areia.  O resultado disso é que danificou o radiador, tendo que abandonar a competição.  Coitado do Macedo Pinto, que estava morrendo de vontade de assumir a pilotagem do carro no revezamento de pilotos, ficou a “ver navios“.  Paciência, só que não ia ficar para a próxima, pois no 3º GPM, só o Costa pilotou o carro e o Macedo competiu com a sua MGA, terminando em 3º atrás da Ferrari.

*Veja outras imagens da UltimateCarPage desta bela Ferrari de 2 litros (2.0) e 4 cilindros (não é o carro do Costa)

GP de Macau de 1956 – Abaixo o texto de Manuel Taboada do blog Ferrari em Portugal, sobre a performance da Ferrari no GP seguinte na pilotagem do português Mário Lopes da Costa:

Já na largada do 3º GPM, Lopes da Costa assumia a liderança

Participaram neste III Grande Prémio de Macau, 18 automóveis, e para além de Mário Lopes da Costa no Ferrari 500 Mondial #0528MD de cor vermelha, de salientar a presença de Douglas Steane num Mercedes 190 SL, Robert Ritchie num Austin Healey M, G. Baker com um Triumph TR2, N. Fullford com um Warrior-Bristol, Fernando Macedo Pinto com um MG A, Teddy Yip com um Jaguar XK 120 e Eduardo Noronha com um Fencar Special, entre outros.A corrida consistiu em 77 voltas ao Circuito da Guia num total de 483,175Km, presenciada por cerca de cinquenta mil pessoas.Na partida, Lopes da Costa passou rapidamente para a frente (foto), logo seguido pelo Mercedes de Steane, tendo o piloto do Ferrari mantido o comando da prova durante 16 voltas, altura em que, quer Lopes da Costa quer Steane tiveram que efectuar paragens nas boxes para efectuarem algumas reparações nos seus automóveis depois de alguns ligeiros toques, devido ao estado extremamente escorregadio da pista em virtude da chuva que caiu insistentemente a partir de determinada altura. No final, Steane triunfou, completando as 77 voltas no tempo de 5 horas, 24′, 18,8” a uma média de 90 Km/h, Lopes da Costa foi segundo a duas voltas do piloto do Mercedes. No 3º lugar terminou o MG A de Fernando Macedo Pinto.

Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada