A crónica de Jorge Rangel no JTM, “Falar de Nós”, que sempre vale uma boa leitura, nos conta:
- A Fundação Casa de Macau adquiriu a sede da Casa de Macau em Portugal, que era alugada, isso realmente eu não sabia. Assim, os imóveis das 2 Casas de lingua portuguesa, incluindo a de São Paulo agora pertencem a 2 Fundações portuguesas. O daqui é propriedade da Fundação Oriente. A do Rio de Janeiro é sede própria. Felizardos!
- Rangel comenta sobre a semana promocional de Macau ocorrida no Restaurante Serra da Estrela, com pratos da culinária macaense confeccionados por Graça Pacheco Jorge, com direito a palestra sobre “O Chá da China”. Isso já é habitual em Portugal. Sinto que em Portugal a comunidade macaense consegue sentir-se mais próximo de Macau, visto que ocorrem várias atividades com enfoque sobre a terra, tanto da atualidade como daquela Macau antiga do nosso coração. Além do que a comunidade com maior ligação e vivência em Macau está por lá. Felizardos os que moram em Portugal. Talvez se eu morasse por lá, poderia encontrar melhores condições para desenvolver o trabalho do PMM e deste blog, embora não reclame do Brasil que gosto muito daqui mas encontro dificuldades para o meu trabalho pois a nossa comunidade é pequena e dispersa. Neste parágrafo, o Rangel lembra dos almoços na Casa de Macau em Portugal, que os chama de “aprecidados” e que eram preparados por Fernando Conceição “Nando” e António Silva “Avô”, e torce para que voltem a acontecer. Façamos votos para isso pois, se tomar por base a Casa de São Paulo, esses almoços habituais servem para reunir a comunidade para troca de idéias e matar as saudades da terra.
- Outra boa notícia gastronómica, diga-se macaense, é o futuro lançamento do livro da Cíntia Conceição do Serro “com as receitas da sua tia Albertina” nonagenária ainda a residir em Portugal, que felicidade, longa vida! A Cíntia fez a sua palestra no Encontro Macau 2010.
- Agora, o Luís Machado, presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, está de parabéns! Vai ser o vice-presidente da CEUCO, confraria européia de prestígio, que esteve a participar também do Encontro Macau 2010. É isso aí, Luís!
Falando do 1º de Outubro, dia da RPC, minhas congratulações, e vi nos jornais de Macau, vários anúncios pagos de instituições macaenses com mensagens alusivas à data. São os novos tempos que já vão completar 12 anos em Dezembro. Diga-se de passagem, políticamente correto! Afinal de contas, Macau, hoje, é China, e nada mais certo que vestir a camisa. Ser macaense é saber viver conforme o tempo e o lugar. Só nos resta esta alternativa pois o destino não nos contemplou com a possibilidade logística de alcançar a independência. Agora se fosse uma ilha no Pacífico, longe de qualquer continente, aí poderia ser outra história.
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