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Os tempos de Pen Pals e Fab Young, Macau e HK 1967

O Fabulous Young era uma publicação mensal de Hong Kong cujo tema era principalmente a música e um pouco da moda.  Falava dos grupos musicais de Hong Kong e internacionais, e às vezes dos músicos de Macau.  Nele procuravamos por Pen Pals (amigos por correspondência) cujo perfil era do nosso agrado, ou então por notícias e endereços de fãs clubes desse ou daquele conjunto musical, e tantas outras coisas relacionadas ao mundo musical e dos jovens.  O preço do exemplar era muito barato, mesmo na época.  Se convertido à cotação de hoje, de HK$ para US$, o preço seria de US$ 0,05, que mesmo se multiplicarmos por 10x por conta da inflação, ficaria em US$ 0,50, ou MO$ 4,00 ou R$ 0,90.

Este era o formulário para preencher os seus dados e preferências/passatempos (hobbies) para ter o seu anúncio publicado.

Os chineses gostavam de adotar nomes de artistas e músicos como Mc.Cartney, Lennon, Hanky Panky, Anka, etc. como aparece na imagem acima, ou abaixo,  Era moda e o é ainda, de um certo modo, os chineses adotarem nomes de “guerra” estrangeiros, como Alice, Thomas, Cynthia etc. Gostavam muito de se “ocidentalizar”.  Os chineses de Hong Kong eram sempre mais modernos que os de Macau, assim como as mulheres eram mais bonitas e elegantes:

Na última página aparecia a escolha do Pop Group (grupo de música Pop) do mês.  Nesta edição o escolhido foi o afamado grupo Lotus com o seu mais recente traje:

Enquanto isso, havia anúncios dos últimos lançamentos de discos em vinil disponíveis nas lojas:

Havia uma seção para notícias e os dados de Fan Clubs (fãs clubes) com os nomes dos seus membros.  Veja a filial de Macau do fã clube dos Thunderbirds:

Nesta edição, a falar sobre moda, traz as fotos dos filhos do magnata Stanley Ho, dono de vários casinos em Macau.  Conta o jornal que Robert e Jenny Ho estavam de passeio a Hong Kong, após terem se graduado em Millfield, uma das mais caras universidades na Inglaterra, em Sommerset.  Vestiam a última moda da Inglaterra e de Paris, onde Robert comprava suas roupas na Pierre Cardin:

Macaenses de Hong Kong Shanghai Bank – anos 60

CLICAR NA FOTO PARA AUMENTAR E DEPOIS MAIS UMA VEZ

A foto dispensa palavras.  É pura saudade.  Muitos conterrâneos conhecidos, diversos já faleceram.  Pena que o meu irmão José da Luz não esteja na foto, pois ele também lá trabalhou.  Talvez ele ainda não tivesse ido para Hong Kong.  Algumas pessoas não estão identificadas, assim, o espaço aqui está aberto para quem queira colaborar, ou até eventualmente retificar alguma identificação.

* Grato Mariazinha Lopes Carvalho (Antoninho Lopes no nº 40 é o irmão dela) e Luís Garcia pelos e-mails

* António Capitulé complementa: 63 –  Manuel Sequeira;  64 – Rui Aires da Silva;  66 – Francisco (minchi) Mendes;  69 – Johnny Fernandes

Hong Kong, vídeos da devolução para a China em 1997

Em 1º de Julho deste ano de 2012, vai fazer 15 anos que a Inglaterra devolveu Hong Kong para a China em 1997, após a sua ocupação em 1842 depois da Guerra do Ópio.  Na época, aqui de São Paulo, assisti toda a cerimônia por tv, o que causava já certa ansiedade pois Macau seria a próxima em 20 de Dezembro de 1999.  Assistir os vídeos sempre emociona, pois significou o fim de uma era vivida em Macau, antes da imigração.  Veja como foi e o jeito inglês de fazer uma cerimônia, com precisos desfiles militares.

Antes leia um breve histórico de Hong Kong, para quem o desconheça:

Após a Primeira Guerra do Ópio, a Ilha de Hong Kong tornou-se uma colônia do Império Britânico em 1842. A colônia foi ampliada nos termos da Convenção de Pequim (1860) e a Convenção para a Extensão do Território de Hong Kong (1898). Hong Kong foi reclassificado como um território britânico cargo em 1983, até a sua soberania ser transferida para a República Popular da China (RPC) em 1997

Em 1982, a China e o Reino Unido iniciaram conversações para a devolução da soberania sobre Hong-Kong à primeira. Um acordo assinado em 1984, em Pequim, determinou que a China tomaria conta do território a partir de 1 de Julho de 1997. Em conformidade, o regresso de Hong-Kong à soberania chinesa após 156 anos de administração colonial britânica deu-se às 24:00 daquele dia. (Wikipédia)

Este vídeo mostra o arriar da bandeira inglesa do Palácio do Governo, as cerimônias militares e a partida do Governador britânico Chris Patten por navio, com muita emoção:

O vídeo mostra a cerimônia oficial com os dirigentes chineses e ingleses em que, oficialmente, a Inglaterra devolve Hong Kong para a China:

* No último vídeo aparece o termo “retreat” que significa retirada ou recuo.  Penso que na verdade é uma devolução ou reunificação.  O termo foi escrito com certo nacionalismo ou até demonstrando um rancor desnecessário.

Obrigado pela lembrança, Roberto Gomes

Hong Kong Stanley Bay/Baía em 1973

Karsten Petersen (Dinamarca/Denmark) que morou em Hong Kong por 6 anos fotografou o Stanley Bay em 1973, que é classificada como town (vila, não seria cidade ao pé de letra), distante da cidade, no sudeste de Hong Kong.  Foi nessa região o último baluarte das tropas inglesas e canadenses/canadianas antes da rendição para as tropas japonesas na Batalha de Hong Kong, durante a 2ª Guerra Mundial.  É considerado um importante ponto turístico.  Particularmente, não o conheço.  Nunca estive lá!!! Vale para uma próxima visita detalhada de Hong Kong, o que demandaria 1 semana no mínimo. Penso que as fotos trarão saudades para os macaenses que residiram em Hong Kong nessa época:

Stanley Bay – Hong Kong 1973 – all photos by/fotos de Karsten Petersen

Hong Kong antigo – Ancient Hong Kong: 1830 > 1966

Recebi do Sonny (Humberto) Fernandes (obrigado) e-mail com este PPS com fotos e gravuras de Hong Kong/Kowloon antigo de 1830 a 1966.  Muito interessante!!! Deu para matar as saudades do porto de Hong Kong em que, nos tempos de criança e na juventude até os 17 anos, viajava para lá com os meus pais pelos ferry boats ou nos hidrofoils. Naqueles tempos, para mim, era uma grande novidade a viagem para Hong Kong. Adorava a cidade e quando criança, lembro que chegava a recusar voltar para Macau (até a man chan), de tão fascinado pela cidade grande e tantos lugares para passear, sem falar no comércio sempre fascinante e variado.

Hoje, ir para Hong Kong é como tomar um ônibus/autocarro para ir a um bairro (exemplo de São Paulo), pois a viagem demora só 45 minutos por mar.  Fácil!! A gente de Macau, vai e volta no mesmo dia sem problemas.  Caso algum residente da compacta Macau ou visitante, sentir a necessidade eventual de mais espaço, dá um pulo a HK que é uma metrópole com uma agitação incrível com gente que não acaba mais pelas suas ruas.

Clicar no link abaixo para ver o PPS com mais de 50 fotos e gravuras/click the link below to see ancient Hong Kong from 1830 to 1966:

ancient_HK

Hong Kong Hockey Association

O Zito Estorninho (Macau) distribuiu a foto antiga abaixo (anos 60?) via e-mail e publico.  Só posso identificar com segurança o hoquista da fila do meio, no centro, que é o meu cunhado João Bosco da Silva que participou das Olímpiadas na época com o team de HK.

Aliás o Zito teve um dos seus familiares (sobrinho?) envolvido num dos incidentes de acesso de raiva de um cidadão, que ainda tento entender o motivo da agressão por um motivo tão fútil. Alegou o cidadão que o toque de campainha (por engano) perturbou o sono dos seus filhos … ???!!! Seria um novo cidadão de um outro lugar que anda povoando a Macau de hoje, sem estar ambientado com a mistura de raças, uma certa intolerância cultural ou racial? Ou estou eu enganado? Mas ainda penso que é um caso isolado e ocasional.  No Brasil e em São Paulo, isto é corriqueiro mas para a pequena Macau é sempre novidade que espero nunca deixar de o ser, pois a tranquilidade da nossa terra vale ouro, apesar de alguns incidentes que vão aparecendo. Penso que ainda se pode passear à noite com toda a tranquilidade, desde que não seja lá pelo interior do Porto Interior ou algum outro lugar que não estou a citar ???!!!

Hong Kong anos 50 e 60 (powerpoint)

Revirando os meus arquivos, achei este pps (powerpoint) que circulou bem via e-mail e que penso muitos devem ter visto, mas não custa nada revê-lo ou apresentar para quem não o viu.

Mostra a Hong Kong dos anos 50 e 60.  Vivi a dos anos 60.  Adorava a cidade, quando viajava com meus pais para visitar as minhas irmãs Cíntia e Natércia e o meu irmão José.  Naqueles tempos a nossa Macau era uma cidade sem a modernidade de Hong Kong, como costumo dizer,  era provinciana (mas humana).  Assim ficava fascinado com a televisão (que não tinhamos), as inúmeras lojas, aquelas grandes tipo Department Stores, algumas ainda existem até hoje.  Gostava de visitar o Ocean Terminal que tinha a loja de instrumentos musicais – Tom Lee, onde a minha mãe comprou a minha 1a. guitarra elétrica (Thomas-japonesa) após eu ter concluído o 2º Ciclo (Secundário) no Seminário de São José com 16 anos de idade em 1966.  Ainda a tenho até hoje e está muito bem conservada. Imagine só, 45 anos !!! Uma relíquia.

Hoje Hong Kong ainda me fascina pela sua modernidade e o comércio.  Nunca deixo de visitar (e comprar) as lojas de equipamentos fotográficos. Duas vezes comprei numa loja de rua localizada na localidade da foto acima em Kowloon. Bom preço! Quase a metade de preço.

Sem querer ser mais cheong hei (bafo comprido/tagarela). Vamos ver o pps? Clique no link abaixo (5.37Mb):

HK50&60s(Music-,)

A nossa malta em Hong Kong

Antecipando uma futura divulgação, está aqui uma das 3 fotos antigas que o Daniel Ferreira me emprestou para fotografar. Ele me mostrou no nosso convívio na APOMAC e eu não hesitei, “me empresta aí para fotografar as fotos” uma forma prática de digitalizar (escanear).  Depois é só tratar no photoshop. Penso que a época era os anos 70 ou final de 60. Será?

Aí a nossa malta que morava e trabalhava em Hong Kong.  Identifique vocês mesmo quem são eles. Perceba o YMCA no anúncio ao fundo. Aliás quando estive lá em 2007, até fui me informar sobre o hotel deles, que segundo informações é bom inclusive no preço.  Dizem que tem que reservar com antecedência.  Alguns quartos têm vista para a baía de Hong Kong, aliás um dos lugares que adoro ficar contemplando naquele belvedere de Kowloon.  Em 2010, estive lá de novo, após ter comprado uma nova máquina fotográfica lá perto, uma Canon 60D. Bom preço, mais barato que em Macau.

A propósito, se a foto tivesse sido feita hoje, talvez estivessem de jeans e de ténis ou sapato-ténis.  Só que naquela época a gente era mais clássico.  Calça e sapato social.  Aliás, lembro que dificilmente eu comprava sapato pronto (hoje nem sempre do tamanho certo para o pé, que sofre com isso).  Sempre mandava fazer.  A loja do bom sapateiro chinês desenhava o contorno do pé para fazer a forma. A gente tinha “estilo”. E quem não se lembra que nos anos 60, a gente usava gravata no domingo para ir à missa?  Eu te conto a vergonha que passei no Rio de Janeiro quando este imigrante macaense chegava ao Brasil, num domingo, após 49 dias de viagem de barco oriundo de Hong Kong.

Hoquistas macaenses de HK e pessoal do HSBC

Recebi as 2 fotos abaixo através de um e-mail sem identificação, repassado por Rui Francisco, que dizia “hoquistas macaenses de Hong Kong e o pessoal do Shanghai Bank (HSBC) nos anos 50″. Numa das fotos constava Capi Foto, que julgo ser do Capitulé.  Percebo entre tantos outros, o meu irmão José da Luz, o meu primo Jorge Estorninho e tantos outros.  Se quiser colaborar pode comentar citando nomes da nossa malta.

Estas fotos são publicadas em 1a. mão aqui neste blog e depois em páginas específicas ao tema “Macaenses, nossas Memórias” ainda a ser criada no meu site Projecto Memória Macaense.  Imagino se houvessem mais e-mails assim, mais fotos poderiam ser compartilhadas com a nossa gente activando a nossa memória.

Clicar na foto para aumentar: