Arquivos

Charlie Santos na Música Popular Macaense

 CASA DE MACAU (versão 2010)

Charlie Sntos na Casa de Macau de São Paulo, Natal de 2011

Charlie Santos de nome artístico, também conhecido pelos amigos e familiares de Canicha, chama-se Carlos Alberto da Silva Santos e nasceu em Lisboa, mas macaense de formação.  Seu pai natural de Lisboa e sua mãe de Macau, nasceu em Portugal quando seus pais, oriundos de Macau, foram lá viver.  Em 1953, retornaram para Macau, onde Canicha viveu a sua juventude apreciando as músicas pop, inglesas e americanas, dos anos 50 e principalmente de 60 e já começava a tocar violão em 1963.  Pouco depois de aprender seus primeiros acordes, já com alguma prática, brincava de inventar suas próprias canções.

Em Dezembro de 1967, emigrou para o Brasil em companhia do autor deste blog, a bordo do navio holandês MV Tchitchalenka numa viagem de 48 dias, incluindo paradas em vários portos da Ásia, África e finalmente Santos, tendo antes parado no Rio de Janeiro.  Logo no ano seguinte, em 1968 já compunha a sua primeira canção em inglês “All I Wanna Do is Cry”.  Em 1992, conseguiu, com recursos próprios, gravar um CD com músicas de composições próprias, nelas incluindo a famosa canção no meio da Comunidade Macaense mundial - Casa de Macau – que teve várias versões, inclusive uma acústica e mais melodiosa.

Depois do primeiro CD, Canicha não parou mais de gravar discos, sempre com recursos próprios, uma sina de vários músicos macaenses por falta de apoio ou de quem se interessasse a oferecer apoio para a cultura expressa em música, preferencialmente direcionada para outras áreas.  Formado na geração dos anos 60, em que os macaenses preferiam a música inglesa e americana, assim denominada de Pop Music, quase a totalidade delas são no estilo e cantadas em inglês.  Porém três composições em português fizeram parte do seu repertório, duas delas aqui reproduzidas: Casa de Macau (versão de 2010) e Lembranças.

Charlie Santos que conta com um conjunto musical profissional, de alta nível, ensaia quase que semanalmente num estúdio, sempre visando a gravação de músicas Pop dos tempos da sua juventude.  E em Maio de 2012, já dizia ao autor deste blog que se preparava para lançar novo disco, dentre de inúmeros porém não comerciais.  Charlie faz o seu investimento na música meramente por gostar e sentir-se realizado, como se estivesse a procurar satisfazer esse seu hobbie insaciável.  Seria algo como muitos gostariam: poder fazer o que gosta.  E que bom que o Canicha, ou Charlie Santos, consegue ter essa satisfação, ainda fazendo bem o que gosta.

Charlie Santos e o seu conjunto na Casa de Macau de São Paulo – Natal 2011

Seu site

www.charliesantos.com.br

Ouçam abaixo a canção Lembranças, sua composição:

Charlie Santos fez sucesso no Encontro das Comunidades Macaenses 2010 em Macau

Dia das Mães na Casa de Macau de São Paulo

No domingo de 13 de Maio, Dia das Mães e de Nossa Senhora de Fátima, as datas foram comemoradas na Casa de Macau de São Paulo.  Lá pelas 11:00 horas foi celebrada uma missa no salão nobre da Sede, com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima, pelo Vigário da Igreja N. Sra. da Esperança, Padre Vicente Gilson dos Santos, contando com a participação de cerca de 40 pessoas entre associados e convidados.  Mesmo que as datas não coincidam, como aconteceu desta vez, já que o Dia das Mães é comemorada no 2º domingo de Maio, a Casa de Macau sempre festeja as duas datas em conjunto.

A benção com a imagem de Nossa Senhora de Fátima

Para o almoço especial, cerca de 80 associados e amigos puderam saborear o cardápio que contou com os seguintes pratos:

.        Caldo de Agrião

·        Ovos Milenares com Gengibre e Pepino Agridoce

·        Salada Verde com Tomate

·        Costelinha Chá Siu

·        Frango branco ao Molho de Gengibre

·        Porco Agridoce

·        Carne fatiada com Brócolis ao Molho de Ostra

·        Chau Min com Frutos do Mar

·        Sobremesa:  Bolo e Pudim

Antes das pessoas se servirem, Padre Gilson fez uma oração e abençoou

Depois do almoço, os jovens deram a sua mensagem de felicitações às mães e a todas as mulheres presentes.  Em seguida foram distribuídos brindes a todas as mulheres.

Monique Assis que participou do II Encontro de Jovens em Macau, leu a sua mensagem pelo tablet que teve a felicidade de comprar na  viagem.

Finalizada a festa, a Direção e seus colaboradores já falavam da programação para a festa do Dia de Macau em 24 de Junho, que ao contrário de outras ocasiões, e devido à data cair num domingo, não será mais comemorada em conjunto com o aniversário da Casa em 31 de Julho.

A Expo do Sagres no Macau Cultural Center (EUA/USA)

Dos Estados Unidos, através de Henrique Manhão, chega um relato em inglês com fotos sobre a exposição de fotos sobre a nau-escola Sagres realizada no Centro Cultural Macau (Macau Cultural Center), edifício-sede das três associações macaenses de Califórnia. A tradução foi feita pelo autor deste blog. Veja:

Mostra fotográfica da nau-escola portuguesa NRP Sagres

por Maria Fátima Gomes

O Instituto Internacional de Macau e o Centro Cultural Macau promoveram uma exposição de fotos da nau-escola NRP Sagres no domingo de 6 de Maio de 2012.  A mostra ocorreu na sede do Centro em Fremont, EUA.

As 50 fotos expostas foram feitas pelo português Joaquim Magalhães de Castro na sua viagem pela nau-escola de Goa, Índia, a Alexandria. Um vídeo mostrava a vida a bordo da tripulação de 146 homens. A exposição comemora os 50 anos do Sagres como nau-escola sob a bandeira portuguesa, e faz parte de uma ampla iniciativa que acontecerá ao longo do ano de 2012.

Visitaram a mostra os membros das três associações macaenses locais, quais sejam, a Casa de Macau dos EUA, Lusitano Club e a UMA União Macaense Americana, bem como contou com a presença da comunidade portuguesa de Califórnia e a comunidade em geral.

Os três presidentes das associações, Henrique Manhão, Maria Roliz e Maria Fátima Gomes e outros diretores do Centro Cultural, Nuno Prata Cruz, Albertino Rosa e Flávia Greubel recepcionaram os visitantes.  Estiveram também presentes, Lionel Goulart do Museu Histórico Português, Bernie Goulart da Sociedade do Patrimônio Português.  Uma das visitantes, Maria Benedita da Costa Ferreira Viegas e Celso Viegas da Union City estavam particularmente encantados com a mostra visto que seu pai, o oficial Eduardo Ferreira Cardoso, conhecido também por “Bailundo” que significa ”homem forte”, era o comandante do 1º e 2º Sagres em Portugal.

Maria Benedita, por seu lado, lembrava que esteve a bordo do Sagres acrescentando que o presidente de Portugal dizia que só viajaria no Sagres se o “Bailundo” estivesse no comando da embarcação.

As fotos foram feitas por Maria Roliz e Maria Fátima Gomes.

Centro Cultural Macau (Macau Cultural Center)

PHOTO EXHIBIT OF THE PORTUGUESE SCHOOL SHIP NRP SAGRES

By Maria Fatima Gomes

The International Institute of Macau and the Macau Cultural Center presented a Photo Exhibition of the Portuguese school ship NRP SAGRES at the MCC building in Fremont on Sunday, May 6th, 2012.  The exhibit had 50 photos done by Joaquim Magalhaes de Castro which focused on the 40 days he spent aboard the NRP SAGRES from Goa to Alexandria.  This Exhibit, accompanied by a video which was shown continuously, purports to be a trustworthy and emotive record of the intensive daily work performed by a fantastic crew of 146 men.  This Photo Exhibition was to commemorate the 50 years of the NRP Sagres as a school-ship under the Portuguese flag, and is part of a vast initiative that will take place during the year of 2012. 

The exhibit was enjoyed by members of the three Casas: Casa de Macau, Lusitano, and União Macaense Americana; members of the Portuguese Community in California; as well as the community at large.  The three Presidents of the Casas: Henrique Manhao, Maria Roliz, and Maria Fatima Gomes were there with the other directors of MCC: Antonio Capitule, Nuno da Cruz, Albertino da Rosa, and Flavia Greubel to welcome the guests.  Attending to enjoy the exhibit were Lionel Goulart of the Portuguese Historial Museum, Bernie Goulart of the Portuguese Heritage Society, and Arthur Britto of the Macau Arts Culture Heritage Institute.  Of the many attendees Maria Benedita da Costa Ferreira Viegas and Celso Viegas of Union City were particularly delighted with the exhibit because her father, Officer Eduardo Ferreira Cardoso aka “Bailundo” meaning Strong Man, was in charge of the 1st and 2nd SAGRES in Portugal.  Maria Benedita shared that she has many memories of being on the deck of the SAGRES; she also shared that the President of Portugal at that time would only sail out when Bailundo was commanding the vessel.

The photos of the exhibit were taken by Maria Roliz and Maria Fatima Gomes

Casa de Macau de Austrália, para seu conhecimento …

Ah, essa Austrália tão longínqua da sede deste blog no Brasil, distante 13.350 km de São Paulo no percurso aéreo, de 19 a 23 horas de voo.  E lá tem uma Casa de Macau de Austrália sediada na cidade mais populosa de Sydney com quase 800 sócios espalhados pela grande ilha e a outra ilha de Tasmânia.  A Casa também chamada de Casa Down Under possui uma sede própria que a chamam de Centro Cultural Macaense.  Chamam-na de “modesta” mas o que se deve prezar é que é – própria.  Tamanho não é documento, o que interesse é que no documento consta a Casa como sua única proprietária, algo que devem ter almejado há anos.  Pelo histórico do site, em 1999, antes (?) da transferência da soberania* os fundos foram providenciados pelo antigo Governo Português para esta destinação. E é lá que os meus primos das famílias Viana e Estorninho moram e são sócios.

Esta é a sua Sede que podem a achar singela, mas que certamente é motivo de orgulho da Comunidade Macaense de Austrália e tem o meu reconhecimento:

O site da Casa está neste endereço eletronico – www.casademacau.org.au – que merece uma visita para conhecerem as atividades da comunidade, que mesmo estando escrito apenas em língua inglesa, sempre se dá para ter uma idéia para aqueles que não a dominam.  A comunidade macaense da Austrália por ser formada de gente oriunda de Macau, e de Hong Kong e Shanghai, ambas em que praticamente falavam o inglês (exceto aqueles que nasceram em Macau e emigraram para as localidades à busca de emprego), e além dos natos no País de acolhimento dos seus pais e avós, e estando numa Nação de língua inglesa acabam adotando-a nas suas atividades em geral.  Assim também acontece nos Estados Unidos e no Canadá onde parte da comunidade somente domina a língua inglesa.

A sua Direção de 2012:

(da esquerda) Mary Basto Rigby, Brendan Basto, Josefa Coelho,
Leonor (Nina) Deacon, Marcus Gutierrez, Ed Rozario, Therese Alonco,
Lizette Viana Akouri e Judy Rocha

No site, estão dois textos que contam sobre a aquisição da Sede e a festa de inauguração.  Publico as versões em língua portuguesa, por mim traduzidas, e as originais em inglês:

A compra da Sede

Desde 24 de Maio de 2007, a Casa de Macau de Austrália tornou-se proprietária de modesta propriedade isolada em Sydenham, Sydnei.  Depois de passar sete anos à procura de um local apropriado, e depois de várias tentativas mal-sucedidas, nossa Casa agora possui uma propriedade que podemos chama-la de “a nossa”.

É um capítulo emocionante da história da nossa Casa, pois nos permite ter uma base na qual poderemos continuar a promover a nossa singular cultura e legado com nosso lema “Manter Viva a Comunidade Macaense”.

A Direção deseja agradecer os sócios que nunca perderam a esperança de um dia conseguirmos atingir o nosso principal objetivo – consciente da destinação estabelecida pelos patrocinadores dos generosos fundos provenientes de Macau em 1999, para o fim específico  de cumprimento do nosso compromisso e aspirações de tantos dentro da nossa Casa e à família a que fazemos parte.  Estamos agradecidos e sensibilizados por este apoio financeiro para o benefício da nossa comunidade.

In english – How they became the owner 

From the 24th May 2007 Casa de Macau Australia became the owner of a modest stand alone property at Sydenham, Sydney. After seven years of searching for an appropriate site, and several unsuccessful attempts, our Casa now has a place to call our own.

This is an exciting chapter of our Casa’s history as it will allow us to have a base from which we can continue to promote our unique culture and heritage with our motto: “Keeping the Macanese Community Alive”.

The Committee, wish to thank the members who never lost faith that we would one day achieve our main objective – cognisant of the mandate set by the providers of the generous funds from Macau in 1999 for this specific purpose in fulfilling our commitment and the aspirations of so many within our Casa and the global family that we belong to. We are grateful and appreciative of this financial support for the benefit of our community.

João Estorninho, à esquerda, é meu primo. Abraço João!

A festa de inauguração da nova Sede da Casa de Macau de Austrália

Em 16 de Maio de 2009, o Centro Cultural Macaense localizado em Sydenham, Sydney, Austrália foi oficialmente inaugurado com o descerramento da placa pelo presidente fundador Vasco Fernando Rodrigues.  A Sede foi abençoada por Fr John Pearce bem como a imagem de Nossa Senhora de Fátima em decorrência da celebração da data de 13 de Maio.

Participaram do evento, além de membros da Direção da Casa de Macau, quatro representantes estaduais de Queensland, Sul de Austrália, Victoria e Perth; o Cônsul Geral de Portugal em Sydney,  Simeão Pinto de Mesquita, membro do Parlamento (Deputado no Parlamento Português da Imigração pelo Círculo de Fora da Europa) de Portugal, Carlos Pascal Gonçalves;  Helen Wong, gerente geral da Macau Government Tourist Office em Sydney e Ben Zaubzer, gerente de marketing , e gerente de eventos, Nick Griffin; presidente of Sydney Portuguese Community Club,  Alberto Marques e o editor do jornal O Português na Austrália,  Tony Martins.

Desculparam-se pela ausência, José Manuel Rodrigues do Conselho das Comunidades Macaenses, cuja carta explicativa foi lida em português, patoá e em inglês por Rogério Fernandes, além de Carlos Monjardino da Fundação Oriente, Gabriela César, Jorge Rangel do Instituto Internacional de Macau , J.Antunes do Turismo de Macau e Morris Hana da OAM, Marrickville Council.

Convidados especiais e sócios desfrutaram do chá de tarde macaense e das festividades, com muita descontração, baile e exibição de Tai Chi, e outros apreciaram a coleção de livros e de história da biblioteca.

O Turismo de Macau ofereceu ao Centro uma coleção de 20 gravuras de Macau, que decoram as paredes das salas sociais, a biblioteca e área de convívio. Nossos agradecimentos a Helen Wong e a sua equipe da MGTO.  Um belo arranjo de flores foi oferecido por Francisco Manhão, presidente da APOMAC com os votos de sucesso.

Agradecimento especial ao presidente fundador Vasco Fernando Rodrigues e à sua esposa por terem-se deslocado da costa sul para Sydney a fim de comemorar conosco este significativo dia histórico da nossa Casa, e contribuir para o sucesso deste inesquecível evento.

Cabe agora aos membros utilizar a Sede e torna-la numa acolhedora e receptiva Casa.

in english

Macanese Cultural Centre Opens

    On Saturday 16th May 2009 the Macanese Cultural Centre, located in Sydenham, Sydney Australia, was officially opened with the plaque unveiled by the Founding President Vasco Fernando Rodrigues. The Blessing was conducted by Fr John Pearce, Parish Priest of St Bridgid at Marrickville including the Feast of Our Lady of Fatima celebrated on 13th May and blessing of Our Lady’s statue.

Joining in the celebration with the Casa Committee, four Interstate Representatives (from Queensland, South Australia, Victoria and Perth); and members on this auspicious occasion was the Consul General of Portugal in Sydney, Mr. Simeao Pinto de Mesquita, Member of Parliament (Deputado no Parliamento Portugues da Imigracao pelo Circulo de For a da Europa) from Portugal, Carlos Pascao Goncalves; Mrs. Helen Wong, General Manager of Macau Government Tourist Office in Sydney and Ben Zaubzer, Marketing Manager and Events Manager, Nick Griffin; President of Sydney Portuguese Community Club, Mr Alberto Marques and Editor from O Portugues na Australia, Mr Tony Martins..

Formal apologies were received from:

• Dr. Jose Manuel de Oliveira Rodrigues, President of the Standing Committee of the Macanese Communities Council and President of the Management Committee of APIM. Dr. Rodrigues requested that his letter be read. This was covered in Portuguese, Patua and English by Rogerio Fernandes.

• Dr. Carlos Monjardino, President, Board of Directors, Fundação Oriente, Portugal

• Gabriela Cesar

• Jorge Rangel, President of the International Institute of Macau

• Mr. J Antunes, Director, Macau Government Tourist Office, Macau

• Councillor Morris Hanna, OAM, Marrickville Council

Special guests and invited members enjoyed a Macanese style afternoon tea. Following the formal proceedings other members dropped in to share and partake in the celebration and festivities. Resulting in much chatter and laughter throughout the Centre, dancing and Tai Chi – including some quieter members keen to view the collection of books and history in the Library.

Macau Government Tourist Office in Sydney presented the MCC with a collection of 20 framed pictures of Macau. This generous donation adorns the walls of the main rooms, Library and family area. Our gratitude to Helen Wong and her team at MGTO. A beautiful floral arrangement was gratefully received from Francisco Manhao, President of the Associacao dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), with their warm wishes of success.

Special thanks to our Founding President, Vasco Fernando Rodrigues and Mrs Rodrigues for coming up to Sydney from the south coast to be with us to celebrate this significant day in the history of our Casa and to help make this a successful and unforgettable event.

It is now up to our members to utilise the ‘sede’ and help make it a warm and welcoming ‘Casa’.

Eis o Boletim (Newsletter) publicado em Janeiro 2012, que relata as atividades da Casa

Clicar no texto abaixo para ler:

Casa.de.Macau.Australia.boletim.Jan2012

Nota: *“Transferência de soberania”: para quem não saiba, Portugal devolveu Macau para a China após uma presença de cerca de 440 anos, que com isso, nasceu a comunidade macaense.

“Recordar é Viver” de Giga Robarts, foto de 1950

O macaense Jorge “Giga” Robarts tinha publicações no diário Jornal de Macau (devidamente corrigido pelo Giga), nos anos 80, com o tema “Recordar é Viver”, aliás uma frase muito popular até os dias de hoje.  Esta que publico abaixo é de 1987, provavelmente Julho, informação obtida no verso do recorte de jornal através de anúncio do Leal Senado.  A Mariazinha Lopes Carvalho gentilmente quis partilhar o recorte com a comunidade macaense e enviou-me para publicação.  Agradeço muito, pois as fotos antigas do meu arquivo são limitadas e sempre dependo de colaboração dos conterrâneos, escassa hoje em dia, mas entendo, os tempos mudaram desde que lancei o site Projecto Memória Macaense em 2003, uma vez que outros meios de comunicação tal como a rede social Facebook, hoje em dia, já tomam o lugar de um blog ou site criados para esta finalidade.  Só resta adaptar-se aos novos tempos até que estes recomendem a saída do ar, ou uma alteração de direcionamento do conteúdo.

Enquanto isso não acontecer, vejam o que o Giga escreveu e nomeou as pessoas na foto.  A Mariazinha, que recebeu este recorte da Olívia César, complementa com umas informações atualizadas  se alguém tiver algo a mais para acrescentar, seja bem-vindo através do seu comentário.  Aliás falando do Giga Robarts, penso que é daqueles macaenses que teriam capacidade para fazer algo mais, como publicar um livro de tanto que tem para contar, mas infelizmente, o macaense muitas vezes enfrenta certa resistência para ter um apoio, ou ser procurado para tal, pois de um modo o filho da terra é discreto “não gosta de pedir“, um tanto orgulhoso, ou não tem o devido reconhecimento.  Enquanto isso, outros que não têm a característica ganham o seu espaço … e o talento macaense acaba se desperdiçando ou esquecido … para sempre. Embora, convenhamos, vários tiveram também o seu espaço e várias obras foram publicadas, como Henrique de Senna Fernandes, Adé, Cíntia Serro e tantos outros.  No entanto, vale dizer que  Macau sã assi

clicar na imagem para aumentar, e depois mais uma vez com a lupa em +

a imagem tem resolução suficiente para impressão e ser guardada como recordação por quem interessar

- Mariazinha Lopes Carvalho complementa:

Sónia de Jesus (Macau), Norma Carvalho Sousa (Portugal), Margarida Nogueira (Portugal), Mercês Jorge (Brasil), Noémia Baptista (Macau ou Portugal?), Ermelinda Baptista (Macau ou Portugal), Olga Baptista (Macau), Fátima Badaraco (falecida), Elsa Osório (falecida), Geraldina Robarts (falecida).

- No entanto, Jorge “Giga” Robarts complementa no seu comentário que foi feito na postagem seguinte dos Jovens Macaenses:

Gostei do blog.(é assim que se chama?).A minha amiga Mariazinha enganou-se em algumas pessoas.  A Margarida Nogueira vive há + de um ano com seu marido Infante, em Brighton, Inglaterra. As irmãs Ermelinda, Olga e Noémia vivem todas em Macau, costumam vir de férias em Julho/Agosto.

Rita Xavier, macaense, conquista 2 títulos mundiais de Kung Fu

Rita Xavier em 1º lugar

Rita Xavier, natural de Macau e residente em Portugal, ganhou dois títulos Mundiais de Kung Fu, nas categorias Masters Punhos Soft e Armas Soft no World All Styles Championship 2012, uma das mais importantes competições internacionais da modalidade, organizada em Torres Novas, em Portugal, nos dias 23, 24 e 25 de Março.

Rita competiu pela Escola de Kung Fu NT (Porto), de Nuno Terróia, que disputou o campeonato com 21 atletas e obteve 13 títulos Mundiais, 10 vice-campeões e 5 terceiros lugares.  Os 13 títulos Mundiais conquistados pelos sete atletas portugueses foram: Joana Pinto (Punhos 6/7 Anos Open), Pedro Moniz (Punhos 8/9 nos Open), Laura Terróia (Armas 10/12 Anos Open-cast/negros), Mafalda Ramos (13/14 Anos Punhos Soft), Mariana Tavares (quatro títulos em 13/ 15 anos Punhos, Armas, Combate e Forma de Grupo), Maria Ramos (dois títulos em 17/18 Anos de Punhos Hard e Armas Hard) e Rita Xavier (em Seniores Femininos: dois títulos em Masters Punhos Soft e Armas Soft). Ao todo, a competição contou com 3.600 participantes, provenientes de quarenta e quatro países diferentes, incluindo o Brasil.

O mestre do Espaço de Kung Fu NT que tem a referência Força dos Sentidos, Nuno Terróia, feliz com os títulos conquistados pela sua escola declarou “esta vitória é um grande orgulho para nós e também para Portugal, sendo o resultado das muitas horas de trabalho, concentração e dedicação dos nossos atletas”.

Rita Xavier é médica em Portugal, nasceu em Macau e é filha do macaense (engº) José Lancelote Xavier e de Manuela Xavier (Algarve/Portugal).

Parabéns Rita, para nós macaenses é um grande orgulho que uma “filha da terra” tenha conquistado tão importantes títulos mundiais.

* grato Fernando ‘Nano’ Branco e André Branco pelas dicas e fotos

Jovens de S.Paulo a caminho do Encontro em Macau

Nunca viajaram para Macau, nem sequer sabem uma palavra do chinês cantonense ou mandarim, mas não tem importância, pois vão conhecer Macau. Participar do II Encontro dos Jovens Macaenses de 2012, tomar conhecimento das propostas que lhes serão apresentadas, além de conhecer essa Macau tão falada na associação que frequentam, são alguns dos objetivos dos jovens (da esquerda) Daniela McLean, Bruno António e Monique Assis.  Bruno, o mais velho, quase nos trinta anos, tem a grande missão de fazer companhia às jovens moças ou raparigas como se diz em português de Portugal.

Boa viagem jovens macaenses paulistas e que tudo dê certo neste longo caminho para a nossa terra Macau.  Que tomem consciência das propostas apresentadas, e que um dia possa ter proveito para a diáspora macaense paulista e a sua Casa de Macau.

O Encontro tem início no domingo de Páscoa, 8 de Abril.  Sucesso !!!

Festividades chinesas contadas em Portugal na Fundação Casa de Macau

(no título acima, lê-se FUNDAÇÃO, uma falha do provedor americano que não previu o Ç nesse espaço)

Só mesmo em Lisboa! Por isso que falo, Portugal é a origem da Macau que vemos hoje, e é bom ver iniciativas como esta da Fundação Casa de Macau, a falar das festividades chinesas da nossa terra significativas tanto para aqueles que lá residiram, nasceram ou que tenham interesse por conhecê-las.  Os portugueses lá estiveram, se misturaram com o povo chinês de uma forma ou outra, e lá se formou uma gente chamada Macaense, portanto, os costumes chineses também fazem parte da cultura de toda essa gente.

Veja o comunicado recebido por e-mail:

CICLO DE TERTÚLIAS – 2012

Macau e as festividades tradicionais, recordadas ao fim da tarde, ao sabor de um chá chinês.

Na primeira terça-feira de cada mês, evocamos uma festividade, revemos imagens antigas, relemos textos, partilhamos memórias.

Abril – «Ching Ming» (por recair na semana Santa, esta tertúlia realizar-se-á na segunda terça-feira, dia 10 de Abril)

Maio – «Tin Hau»

Junho – «Dragão embriagado»

Julho – «Barcos Dragão»

Setembro – «Espíritos Famintos»

Outubro – «Bolo Lunar»

Blog macaense: PCB Magazine, conheces?

Um blog com publicações trimestrais: Março/Junho/Setembro/Dezembro? É isso aí! Pelo que entendi, seria uma espécie de Boletim do PCB-Partido dos Comes e Bebes, cujo lema anunciado em patuá, é: Comê, Bebê, Dançâ, Papiâ, Cantâ.  A sua redação e colaboradores conta com uma extensa lista de 15 nomes, algo difícil mas possível no PCB, que, pelo visto, continua firme e forte a promover convívios, especialmente gastronómicos, desde Julho de 2007.  A sua sede é em Portugal e o endereço é o abaixo (apesar do com.br – o blog é de Portugal):

http://www.pcbmagazine.blogspot.com.br/

Senti-me em casa ao visitar o blog que já o conheço há algum tempo, pois é uma extensão do site Gente de Macau, assim como o Crónicas Macaenses é em relação ao site Projecto Memória Macaense. O site deles completa cinco anos em Julho.  Penso que será uma bela festa com “Comes e Bebes” e boa comida macaense não irá faltar.

No blog podemos ver excelentes textos em patuá de diversos autores, a destacar a competência do Filipe do Rosário.  Aliás o Filipe era meu vizinho em Macau na infância, embora não saiba dizer se tem mais ou menos a minha idade.  Ele morava na Rua São Miguel e eu na Rua Nova São Lázaro, ambas no bairro de São Lázaro. Além disso, podemos ler vivências em Macau, antigos costumes e tantas coisas que conseguem despertar saudades dos nossos belos tempos em Macau.

Belo trabalho gente de Macau.  Continuem assim por muitos anos, pois estamos aqui na Internet para falar de nós, da Macau que nos toca no coração, nos divertir, cada um com o seu jeito de publicar, mas com um objetivo saudável.

Eleições na Casa de Macau em Portugal

Conforme divulgado no Jornal Tribuna de Macau, edição desta data, foi eleita a lista/chapa única concorrente às eleições na Casa de Macau em Portugal que se realizaram no sábado passado dia 24.  Liderada por António Faria Fernandes, a Direção eleita vai continuar a administrar a associação por mais três anos.  Vítor Serra de Almeida e Rogério Duarte Leiria foram também confirmados como presidentes da Assembléia-Geral e do Conselho Fiscal.

Destaco a árdua tarefa do presidente reeleito em procurar atrair os naturais de Macau, e aqueles com fortes ligações à antiga possessão portuguesa, conforme disse ao jornal, além fazer os sócios sentirem mais a Casa como a sua ao incrementar as atividades, tais como o Chá Gordo ocorrido no dia das eleições.  O assunto dos jovens também foi levantado como um dos desafios, o que já é notório nas Casas de Macau do mundo, e a de Portugal pelo visto não é exceção, apesar de estar localizada no País da nacionalidade da maioria dos macaenses. 

O blog Crónicas Macaenses e o site Projecto Memória Macaense desejam aos novos Órgãos Sociais muitas felicidades, parabéns e sucesso nas suas iniciativas e no cumprimento das suas metas.

Veja abaixo o artigo publicado no JTM:

Jorge Rangel na RTP e o feriado de 1º de Dezembro

Foram diversos e-mails que recebi, juntando o link para o vídeo divulgado no You Tube com excerto do debate do programa da RTP “Prós e Contras” em 19/03/2012,  cujo tema foi – Adeus Feriados.

Nele se vê a bem aplaudida intervenção de Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, a respeito do feriado de 1º de Dezembro em Portugal, entre tantos que se pretende abolir. Achei interessante a presença macaense, como a apresentadora bem destaca, num assunto da vida em Portugal.  Jorge Rangel, no último governo português de Macau, antes da transição para a China em 20/12/1999, era Secretário Adjunto para a Administração, Educação e Juventude.

E, para quem não saiba, a Wikipedia assim fala do 1º de Dezembro:  “a Restauração da Independência é a designação dada à revolta dos portugueses, iniciada em 1 de Dezembro de 1640, chefiados por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o país, contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da Dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da 4.a Dinastia Portuguesa que parte da casa de Bragança“.

Eis o vídeo:

Pôr do sol na Casa de Macau de São Paulo

Esta é a parte de trás das instalações da Casa de Macau de São Paulo, vendo-se à direita o prédio sede, no centro o ginásio onde se realizam as festas e os almoços dominicais, e à esquerda a Represa de Guarapiranga que abastece parte da cidade de São Paulo.

A Casa de Macau já está há cerca de 23 anos instalada nesta propriedade da Fundação Oriente, que é ponto turístico para a comunidade macaense mundial que visita São Paulo. Não resta dúvida que é um privilégio ter uma represa nos fundos, com bela vista, podendo-se nos fins de semanas avistar variadas embarcações a navegar.  Mais ainda, quando sentado na varanda do ginásio, poder contemplar belos pôr de sol na represa, isto é, se for daqueles que ficam ‘jogando conversa fora‘ até tarde, ou se for um dos diretores, a trabalhar até o sol se pôr anunciando que é hora de ir para casa.  Fui um deles, e com isso pude tirar as mais variadas fotos do belo espetáculo proporcionado pela natureza!  Vejamos algumas fotos que selecionei:

“Um Pouco de História” de Macau, contada por Dona Alda

A macaense Alda Carvalho Ângelo, residente em São Paulo, no seu livro Fragmentos do Oriente publicado no Brasil em 1965, nos conta “Um Pouco de História” da Macau em meados dos anos 40 (por volta de 1946, pós II Guerra, quando deve ter emigrado) até 1950.  Para quem é da época, boas lembranças, e para quem não conhece a história de Macau, uma boa leitura e conheça a nossa terra. (Veja outras postagens sobre a Dona Alda e saiba que livro é esse e quem ela é).

Macau anos 60, Porto Interior e um dos barcos de carreira que fazia a linha Macau-Hong Kong

Farol da Guia

O Sui Tai, um dos barcos de mil e poucas toneladas de calado da British Steamship Company Ltd., que faz a carreira regular entre a colônia inglesa de Hong-Kong e a da portuguesa de Macau, diminuiu a marcha, como de costume, ao avistar os molhes do porto exterior que, de intervalos eram iluminados por uma faixa de luz emanada do mais antigo farol da China, o farol da Guia, o primeiro que iluminou as costas da China. Nessa noite, como no primeiro dia de sua aparição, em 1868, cumpria também sua missão de guia aos mareantes.

O barco singrava suavemente rio acima. Tudo era convidativo a uma meditação: a Lua, como para minorar a ausência do Sol, aparecera toda cheia e brilhante, banhando com sua luz argêntea a superfície do rio, transformando-a em um manto de prata; as Estrelas cintilantes, livres do atropelo das nuvens, tremulavam nesse magnífico firmamento tropical, como que executando suaves movimentos de uma valsa; e o Vento, como que compreendendo a beleza desse conjunto, tinha resolvido nessa noite, apresentar à Lua e às Estrelas sua encantadora filha, a Brisa.

Os passageiros, uns encostados à amurada, outros deitados em cadeiras de vime, no convés, admiravam encantados essa maravilhosa noite de verão. Ouviam-se de quando em vez, risadas alegres e despreocupadas de passageiros de ambos os sexos, de várias nacionalidades, que vinham passar o “week-end” na amena cidade portuguesa que uns chamam de “Monte Carlo do Oriente”; outros de “Antro de Perdição”; outros de “O Inferno do Jogo”, preferindo  contudo, os mais românticos denominá-la “A Pérola do Oriente”.

Outro barco de carreira dos anos 70. Foto de/photo by Karsten Petersen

Macau, quatro vezes centenária, teve início em 1553, quando alguns portugueses abordaram à praia de Amagau para a secagem das mercadorias molhadas por uma tempestade. Esses punhados de portugueses que faziam suas transações na Ilha de Lampacau, distante umas trinta milhas da Ilha de Sanchuan (hoje chamada de São João), eram os remanescentes de um grupo de cerca de quinhentos portugueses que se tinham escapado das perseguições e devastações, em 1545 em Liam-pó e, em 1549, em Chin-Cheu; e que, na fuga, tinham-se rumado para o sul e desembarcados uns em San-Chuan e outros, em Lampacau.

Macau, perspectiva em 1598

Tendo encontrado na praia de Amagau um bom abrigo para suas embarcações, os portugueses começaram, então, a construir cabanas nessa localidade e a comerciar com os nativos chineses de quem tiveram boa acolhida.

Naquela época, as costas sul da China eram frequentemente infestadas por piratas chineses que guerreavam e pilhavam as embarcações do Governo de Cantão, tornando, portanto, perigoso o tráfego naqueles mares. O governo de Cantão era impotente contra essas constantes pilhagens. Comandava os piratas o terrível corsário do delta do Rio Cantão, Chan-Si-Lau, que fazia o que mais bem entendia naquelas paragens, causando prejuízos consideráveis tanto aos mercadores chineses como aos portugueses.

Os comerciantes de Lampacau, vendo-se na necessidade de pôr cobro àquelas constantes pilhagens, entenderam-se com os mandarins de Hian-Chan por intermédio do comissário Leonel de Sousa, conseguindo autorização do Nianpó (inspetor das Costas) para que seus compatriotas se fixassem definitivamente em Amagau, dando em troca dessa autorização a garantia do auxílio dos portugueses na supressão dos piratas de Chan-Si-Lau,

Uma vez conseguida a autorização, começaram as caravelas portuguesas a dar caça aos piratas, o que se prolongou até 1556, com o extermínio dos mesmos.

Amagau, que, por deturpação da língua, passou a chamar-se Macau, era uma vila chinesa salpicada de choupanas construídas de bambus e palmeiras secas. Seu nome teria sido dado em honra da deusa A-má, cujo templo, ainda hoje existente, é a mais velha relíquia da colônia.

A população, naquela época, composta em sua maioria, de pescadores e mercadores, diferenciava-se dos portugueses tanto nos trajes como no porte. De estatura menor, trajavam cabaias; cobriam-lhe a cabeça um barrete por onde saía, na parte posterior da cabeça, uma trança de cabelos. O rosto, de uma compleição totalmente diferente da dos europeus, apresentava dois olhos estreitos e puxados para os lados; o nariz chato e largo, aparecendo entre as duas maçãs de rosto salientes. A cor da pele era amarela, dando-lhes uma aparência doentia. Os pés largos eram calçados em sandálias de cordas ou em sapatos de pano com solas de cordas, quando não descalços,

A doação de Macau aos portugueses foi feita verbalmente em 1557 pelo imperador Kiat-Sing do reinado dos Mings, tendo sua confirmação sido feita somente em 1887.

Ao abrigo, então de tempestades e de piratas, a colônia, que não passava de uma povoação, começava a progredir. Em 1557-1568 era composta de mais ou menos 700 portugueses, tendo por capitão de terra um rico comerciante de nome Diogo Pereira. O governo verdadeiramente dito era administrado sob a forma de um triúnviro. O capitão de terra era auxiliado em seu governo por dois dos mais notáveis e influentes cidadãos da colônia. A administração do Santo Sacramento era feita por um vigário. De intervalos mais ou menos longos, Macau recebia a visita de um capitão mor, que, anualmente, viajava para Japão. Era costume dos comerciantes portugueses se cercarem de missionários que ministravam a religião e, bastas vezes, acompanhavam os embaixadores portugueses a Cantão ou a Pequim.

Em 1594, sob os auspícios do Pe. Francisco Peres, fundou-se a primeira residência do culto católico a que mais tarde se transformou no primeiro e célebre Colégio de São Paulo, também conhecido por Colégio dos Jesuítas. Esse colégio, situado num promontório donde se divisa toda a povoação, fora edificado com a coadjuvação dos jesuítas Manuel Teixeira, Gil Góes e André Pinto. O colégio foi destruído em 1835 por um terrível incêndio, deixando de pé apenas a fachada.

Anos depois, desembarcava em Macau, Dom Melchior Carneiro como bispo para China e Japão. Em 1568 foi fundada a primeira casa de assistência social denominada Santa Casa de Misericórdia bem como dois hospitais: o de São Lázaro e o de São Rafael.

Vida a bordo de um dos barcos de carreira Macau-Hong Kong no início dos anos 60. Na foto, o autor do blog com a sua mãe Marcelina da Luz a caminho de Hong Kong. Observem na lateral direita as cadeiras de descanso de lona.

Vamos, então, dar um passeiozinho pelo convés? –  sugeri ao Leitor Amigo, meu companheiro de viagem, com quem eu palestrava desde a saída de Hong-Kong sobre a história de Macau. – Vamos! — me respondeu ele — Estou curioso por conhecer a terra, depois que teve a gentileza de me pôr a par de sua história.

O Sui Tai, como eu dizia, tinha diminuído a marcha, deixando entrever cada vez mais os contornos da cidade iluminada a luz elétrica, os globos elétricos projetando sua luz sobre as barracas de banho, denotando que os banhistas ficavam até bem tarde, a beira-mar, deleitando-se com a brisa marítima ou banhando-se na água,

- Venha ver a cidade. — convidei meu companheiro. –  Venha! Olhe ai!  Estamos passando pelo porto exterior.

- Como é linda a cidade assim de longe! —exclamou ele.

- Estamos, neste momento, na foz de dois rios. — expliquei.

- A cidade é, então, banhada por dois rios?

- Sim, ela está privilegiadamente situada no delta comum de dois rios: Chu-Kiang  (rio de leste, ou rio da Pérola) e Si-Kiang (rio de Oeste). O Chu-Kiang é também chamado de Rio de Cantão. Macau está a oitenta milhas da cidade e porto de Cantão, a capital do Sul, a capital da grande província de Kwang-Tung.

- Macau é uma ilha?

- Não, ela é uma península. E’  ligada  por um pequeno istmo — o istmo da Porta do Cerco — ao distrito de Heóng-Sán* (montanha aromática). E, como vê – apontei para as ilhas em volta — Macau é cercada de ilhas: a da Lapa, a da Taipa, a de Coloane e, mais ao sul, a de D. João e a  de Vong-Kâm…

- E qual a população?

— Em 1950, isto é, segundo o censo do ano de 1950, a população era de 187.772 habitantes, sendo a maioria chinesa.

Praia Grande - Porto Exterior / Ermida da Penha na lateral esquerda - Macau anos 60

Nesse instante, o barco seguia em linha reta, paralelo à baía da praia grande, em toda sua extensão, tomando a direção da Avenida República, preparando-se para contornar a “meia laranja”.

- Olhe aí a ermida da Penha! — chamei a atenção do meu companheiro. — A ermida da Penha está situada no cume da Colina da Barra. É  aí  que   se   encontra  a imagem de Nossa Senhora   da  Penha,  venerada  ainda hoje  como naqueles  tempos pelos nossos primeiros navegadores. No sopé dessa mesma colina está o Pagode da Barra, freqüentado principalmente pela gente do mar (pescadores chineses), onde se venera uma   das mais importantes  divindades  da China, a “Rainha do Céu”, a deusa A-Má, donde proveio o nome de Macau. — Leitor Amigo me escutava com interesse. — Não acha você, Leitor Amigo, curioso, como homens tão diferentes e de religiões tão opostas tenham escolhido o mesmo local para venerar cada qual seus santos preferidos?

- Curioso, sim.

-  Você tem que conhecer a gruta da Penha. Tem que subir até ao alto da colina e de lá desfrutar os mais belos panoramas.

- Devo ir na parte da manhã ou da tarde?

- Na parte da manhã, você verá o maravilhoso nascer do sol, verá dezenas e dezenas de

barcos de pesca deslizarem-se suavemente por sobre as ondas, as velas desfraldadas, afastando-se do porto…

- E na parte da tarde?

- Na parte da tarde, verá outro maravilhoso panorama.    O pôr do sol, o belíssimo pôr do sol macaense… os barcos de pesca, regressando para o porto, carregados de peixes de todos os tamanhos e feitios …

Porto Interior para onde regressam as embarcações de pesca - Macau em 1973 - foto de/photo by Karsten Petersen

- Tenho que subir até lá…

- Mas agora vamos descer — atalhei — Vamos descer e preparar-nos para o desembarque.  Já estamos chegando.

- Já?!

- Já!

De fato, o barco estava a poucos metros do cais, depois de passar pela Fortaleza da Barra, pela doca e rumado reto ao longo do Porto Interior. Dirigia-se lentamente para o ancoradouro.

Nesse instante, o relógio do salão batia dez horas. Meia hora depois, eu me despedia do Leitor Amigo.

- Magnífica viagem. — exclamou ele. — Inda nos encontraremos?

- Acho que sim. — respondi.

- Algo me diz que nossos caminhos não tardarão a se cruzar novamente…

- Faço votos.   Tenho ainda muito que contar. O Oriente é vastíssimo. A China é grande, enorme e… a cidade de Macau é pequeníssima de tamanho — não mais de dez quilômetros  quadrados de terra, mas…

- mas sua história…

- essa, não tem fim! — e acrescentei sorrindo. – Mas cuidado com o tufão! …

Juncos e sampans - embarcações de pesca chineses - Macau 1973 - foto de/photo by Karsten Petersen

* Heóng-Sán: Atualmente este distrito é chamado de Chông San, em homenagem ao felecido Dr. Sun Chong San, mais conhecido por Sun lat Sen, o fun­dador da República Chinesa.

Dia da Juventude Macaense na Califórnia (Youth Day)

Em 29/Jan publiquei a postagem (veja) alusiva ao convite para a festa da juventude macaense em Califórnia, e finalmente aconteceu no sábado passado, dia 10/Mar, conforme relata Henrique Manhão da Casa de Macau de EUA/USA.

No seu e-mail que juntou o link para o álbum de fotos do Robert Roliz, Henrique informa que 45 jovens atenderam ao convite para o evento, além de 8 membros da UMA-União Macaense Americana, Lusitano Club e  da Casa de Macau.  Conta ainda que se surpreendeu pelo grande interesse demonstrado por Macau, a cultura, tradições e gastronomia macaense. O Instituto Internacional de Macau colaborou com o fornecimento de dois vídeos sobre Macau, que foram exibidos aos jovens.

clicar nas fotos para aumentar/click for bigger size

fotografias de/photos by Robert Roliz

link para seu álbum/his album:

https://plus.go ogle.com/photos/1175 70533054722160880/al bums/571922137311760 3585?authkey=COS-xOu zqejxvAE

II Encontro dos Jovens – Macau 2012

A propósito do Encontro, já está próximo, de 8 a 15 de Abril em Macau.  Informações que circularam em Fevereiro passado, sujeitas à confirmação, dão conta que 3 jovens de cada associação macaense serão patrocinados pela Comissão Organizadora, ficando hospedados no Hotel Sintra, de excelente localização.

Entre as várias atividades em Macau e na China, estava previsto um concurso de fotografia, que foi substituído por exposição de fotos antigas dos pais ou avós em Macau e as últimas nos países de acolhimento, que deverão ser preparadas e trazidas pelos participantes. Atendia assim à sugestão do Instituto Internacional de Macau, que parece ser boa, pois estimularia os jovens a pesquisar e se interessarem pelo passado dos seus parentes.  No entanto, como dito, fica sujeito a confirmação no programa definitivo.

Encontro das Comunidades Macaenses Macau 1996, recordações (2)

Sessão solene de abertura do Encontro.  O painel das Ruínas de S.Paulo foi doado para a Casa de Macau de S.Paulo ainda no governo do Rocha Vieira.  Na verdade fui eu que o apanhei no Consulado de Portugal em S.Paulo, para onde Macau o enviou.  Costuma decorar o ginásio da Casa por ocasião das festas.

Alguns detalhes do Encontro:

fotografias de Cheong Io Tong da Revista Macau

- Esta edição contou com o dobro dos participantes em relação ao I Encontro.  Foram 1.200 pessoas de todos os continentes.  O sentimento de saudades da terra ainda era bem forte, pois muitos vieram pela 1ª vez;

- A procissão foi de N.S. do Rosário que não saia há 40 anos, desde os meados da década de 50, quando foi substituída pela de N.S. de Fátima.  O percurso foi das Ruínas de S.Paulo até a Sé Catedral. O bispo de Macau era Dom Domingos Lam.


- O Museu de Arte Sacra das Ruínas de São Paulo foi inaugurado por ocasião do Encontro.

- Nesta época a TAP voava de Portugal para Macau e eu fui um dos seus passageiros.

- Jorge Forjaz lançou o livro Famílias Macaenses em 3 volumes.  Através do seu trabalho, o meu primo que reside na Suiça e natural de Angola, Luís Gonzaga da Luz de Sousa, veio ao Encontro para encontrar seus familiares que desconhecia, e nos encontrou, eu e as minhas irmãs Cíntia e Yolanda.  Foi uma alegria só!

A Fundação Oriente ofereceu uma recepção na Casa Garden, ao lado do Jardim de Camões, onde está instalada até hoje.

O pessoal da Casa de Macau de São Paulo chamava atenção para a origem da sua associação com bandeirinhas do Brasil.

Foram realizadas competições de hockey e futebol entre equipas de Macau e os visitantes

Houve as habituais trocas de presentes e na época, Luís Sales Marques, à direita, era mais jovem

As Casas de Macau trouxeram as suas atrações musicais, e na foto acima, São Paulo apresentou o seu New York New York

.

São Paulo também apresentou uma peça teatral em patoá. Da esq. Neco Badaraco, Natércia Luís, Mariazinha Carvalho e o saudoso JC-José Cândido Remédios.  A bandeira do Leal Senado representava oficialmente a cidade de Macau.

Diversos conjuntos musicais de Macau e da Diáspora apresentaram-se no Encontro, tais como, The Rockers, Os Veteranos, The Young Generation, The Flipsiders, The Young Ones, etc.  Também participei de um grupo musical de S.Paulo, a tocar viola com o meu sobrinho Luis Ramos, a Stela Colaço e esposo Beto Mingroni nos vocais.

Parte dos membros da tuna acima são objeto de assunto de postagem – Carnaval em Macau, no Passado

Numa futura postagem vou publicar mais fotos, inclusive as que tirei.

Dia Internacional da Mulher

Para homenagear todas as mulheres no Dia Internacional da Mulher, o blog Crónicas Macaenses e o site Projecto Memória Macaense publica o cartaz que simboliza os Macaenses com a imagem de uma mulher macaense, e a poesia O Sorriso da Mãe. Toda mulher é mãe de uma forma ou outra.  Parabéns às mulheres pelo seu dia, qual seja a sua raça, cor, credo e naturalidade.

cartaz de Ung Vai Meng (clicar na imagem para tamanho maior)

Sorriso de Mãe

poesia de António J.E. Estácio

- O seu rosto, Mãe querida,

Por mil rugas talhado

Mostra a dureza da vida

Que tanto a tem marcado.

- Quando esboça um sorriso,

Nem calcula, pode crer,

Nesse momento preciso

Fá-la rejuvenescer.

- É que o seu rosto dorido

Se ilumina de repente

Ficando então possuído

De um brilho diferente.

- Esse brilho, Mãe querida,

Dá-me forças para vencer

As tristezas desta vida  

Que eu faço por esquecer.

- Por isso lhe peço tanto

Guarde o sorriso que tem

Que ao seu rosto dá encanto

E me faz feliz também.

*António Júlio Emerenciano Estácio, português, é natural de Bissau, atual República de Guiné-Bissau (ex-colônia portuguesa). Engenheiro técnico agrário, viveu em Macau por 26 anos de 1972 a 1998. Poesia do seu livro Na Roda de Amigos (1993)

Minchi: 4 receitas da Alda Carvalho Ângelo

Complementando a postagem anterior sobre o livro Fragmentos do Oriente da Alda de Carvalho Ângelo e duas receitas de Minchi (carne moída), publico outras quatro completando as seis divulgadas. Bom lembrar que a Dna. Alda escreveu as receitas no Brasil, portanto adaptadas para melhor compreensão dos brasileiros.

Ovos recheados com minche

Cozinhe uns ovos duros (a quantidade que quiser rechear). Depois de frio, corte ao meio, em sentido longitudinal. Tire as gemas com cui-dado. Esmague as gemas com o minche e encha as claras com esta mistura, deixando a superfície ligeiramente abaulada. Passe cada uma dessas metades em ovo batido e depois em farinha de rosca e frite em óleo quente. Enfeite com folhas de alface.

O Minchi ou Minche faz parte da Gastronomia Macaense, candidata a Patrimônio Cultural Intangível de Macau, Os pratos expostos na foto fazem parte da gastronomia e foram servidos numa festa na Casa de Macau de São Paulo de 2008. Compõem o que chamamos de Chá Gordo

Madeira fán (arroz frito com minche)

Receita para 6 pessoas

Prepare:

minche com 1/2 kg de carne moída e cebola

verde picadinha. 1/2 kg de arroz branco  (deixe esfriar).

Outros ingredientes:

3-4 ovos mexidos (frite em banha e quebre com o garfo em pedacinhos)

100 grs. de presunto picadinhos

3 galhinhos de cebola verde picadinha

Frite o arroz com a cebola verde. Junte metade da porção de minche, metade da porção de pedacinhos de ovos e metade da porção de presunto picadinho. Arrume o arroz frito numa travessa e, por cima, cubra com a outra metade do minche, ovos e presunto picadinho. Sirva com pickles.

foto do livro de culinária macaense de Cecilia Jorge

Espaguete e minche ao forno

Prepare minche com 1/2 kg   de carne moída e cebolinha.

Leve a cozinhar em água fervendo um pacote (aproximadamente 1/2 kg.) de espaguete bem fino (n.° 0). Escorra num passador, borrife água fria e deixe escorrer bem.

Outros ingredientes:

100 a 150 grs. de queijo parmesão ralado

10-12 azeitonas verdes  (cortadas fininhas)

1 folha de louro

1 cebola de tamanho médio

1/2 kg. de tomates maduros

2 colheres de sopa de massa de tomate.

Faca um bom refogado, junte o minche e as azeitonas. Cozinhe em fogo brando por uns cinco minutos. Despeje metade do refogado sobre o macarrão, junte umas colheres de queijo parmesão ralado e misture tudo muito bem.

Unte de manteiga uma forma que possa ir ao forno. Arrume nela 1/3 parte do minche refogado, polvilhe ligeiramente de queijo ralado, uma camada de espaguete, uma ligeira camada de minche, novamente queijo ralado, o restante de espaguete e, por cima. o minche. Polvilhe com parmesão ralado e, por cima de tudo, polvilhe com farinha de rosca. Vai ao forno quente por 1/2 hora, aproximadamente.

Nabo chau-chau porco

Corte em tiras fininhas um ou dois nabos. Faça um minche de porco com cebola verde, junte o nabo fininho e deixe cozinhar em fogo brando até amolecer o nabo. Precisando, pode-se acrescentar meia xícara (chávena) de água. Junte uma colher de sopa de molho de soja.

Pode-se fazer este chau-chau também com rabanas, repolho, ou vagens cortadas em tiras bem fininhas.

Com qualquer um desses pratos fica ótimo comer com o arroz branco; minche de carne com cebolinha e chouriço china cucús. O tipo que mais se aproxima ao chouriço china é a linguicinha sem pimenta bem curada.

Casa de Macau de São Paulo: novo site

A Casa de Macau de São Paulo divulga o seu novo site no endereço eletronico – www.casademacausaopaulo.com – só que desta vez, totalmente construído por um dos seus diretores. Contou com a colaboração de diversos associados que forneceram material de divulgação, entre eles o autor deste blog e do site Projecto Memória Macaense.

Esta é a terceira versão do site desde o ano de 2000,  As duas anteriores tiveram breve período de vida, e os webmasters (construtores e mantenedores do site) eram contratados mediante remuneração.

Considerando que foi a primeira experiência do diretor, o trabalho está ótimo.  Sei como isto foi trabalhoso e reconheço o seu esforço.  No final, valeu a pena e o site está lá bonito. Espero que desta vez tenha uma longa vida, pois toda Casa de Macau precisa ter um, no mínimo institucional como uma forma de apresentação para o mundo.  É o seu cartão de visitas.  E tenho que congratular a direção por ter pedido e aceito a colaboração dos associados, o que prontamente aceitei, disponibilizando o meu vasto acervo de fotos e material de divulgação das atividades da Casa.

Alda de Carvalho Ângelo, seu livro, seu minchi

a capa do livro com a reprodução em bico de pena do seu esposo Amílcar Ayala Orois Ângelo

Atualização 15/04/2012: Infelizmente, pelo comentário do seu filho Alberto  (vide abaixo clicando no Comentário) Alda Carvalho Ângelo faleceu em Fevereiro de 2010.  Peço uma oração pela paz da sua alma.  Descanse em paz Dona Alda!

ALDA MARTINS DE CARVALHO ÂNGELO, macaense, natural de Macau, reside em São Paulo segundo últimas informações, porém já faz um bom tempo que não temos notícias da nossa conterrânea.  Na última vez que esteve na Casa de Macau percebia-se que a Dna. Alda vivia as limitações que acometem muitas pessoas de idade.

Tenho boas lembranças da Dna. Alda que costumava frequentar a nossa casa.  Era amiga da minha mãe e sempre estava acompanhada do seu esposo, Amílcar Ângelo, de boa prosa e culto, contava que fotografou para a National Geography, até que partiu para o seu descanso eterno. Na época do Natal, era na sua casa, vizinha da nossa na região central, que a malta se reunia para um almoço.  Lembro-me do seu Diabo, que logo publicarei a receita.  Naquela época nos anos 70, era uma festa só e nos apertavamos no seu apartamento da Rua Abolição, insuficiente para comportar a todos, obrigando alguns a ficar no corredor.  Era um bom momento para matar as saudades de Macau, pois a maioria era recém imigrante.  Faço votos para que ela esteja bem, e ao publicar a sua obra, quero prestá-la uma singela homenagem.

A malta macanse nos anos 70 em reunião na casa de um conterrâneo em São Paulo, Brasil, por ocasião da visita do Padre Moreira.  Na 1a. fila, eu sou o 4º a contar da esquerda, após o Pe. Moreira.  A Dna. Alda, a 6ª da esquerda na fila do meio, ao lado da minha esposa, a 5ª.  Amílcar Ângelo é o 3º da última fila, da esquerda. Como não tenho o nome de todos, fico devendo a legenda completa para depois. Agora, se alguém puder prestar um bom serviço, favor informar no seu Comentário desta postagem.

‘O livro “Fragmentos do Oriente”

O livro, de sua autoria, foi publicado em São Paulo, Brasil, em 1965.  Dedicou-o à sua mãe Cândida Maria dos Remédios Carvalho, falecida em Macau em 14 de Janeiro de 1965.  A apresentação:

“Rápidos apanhados da vida cotidiana: de usos e costumes: aspectos folclóricos: bombardeamento de Hong-Kong durante a segunda guerra mundial; viagens; culinária chinesa e macaense; que, a traços largos através de contos e narrativas, são focalizados pela autora que é natural de Macau, colônia portuguesa ao sul da China, onde viveu durante trinta anos.”

ALDA MARTINS DE CARVALHO ÂNGELO. Escritora portuguesa, é autora do livro “Taquigrafia Portuguesa Pitman” editado pela Casa Pitman de Londres, Inglaterra; selecionou e tomou parte na tradução “Maravilhas do Conto Chinês” editado em São Paulo, Brasil; colaborou em revistas e jornais do Rio de Janeiro e São Paulo. É membro da União Brasileira de Escritores, da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo. Brasil.

Alda escreve sobre o Minche e dá várias receitas.  Duas estão publicadas aqui e outras quatro: ovos recheados com minche,madeira fán (arroz frito com minche), espaguete e minche ao forno e nabo chau-chau porco, numa futura postagem.

Minche (carne moída no Brasil)

O arroz e minche é para os macaenses o que o arroz e peixe salgado é para os chineses, o que o arroz e feijão é para os brasileiros. A palavra minche teria vindo do inglês “mince” (moer), ten­do sofrido transformações como “minci” ou “minchi” e finalmente para minche.

Este prato, de fácil preparo, de gosto deli­cado, exótico, urna combinação ocidental-oriental, digamos, de apresentação ocidental com as carac­terísticas orientais, é um prato de grande versatibilidade. Tudo se é possível fazer com o minche. Ele pode ser servido tanto na mesa do pobre como na do rico, simples ou enfeitado; pode ser servido com o pão ou com o arroz branco; pode ser como complemento de outros pratos; serve para acen­tuar o gosto de certas comidas; pode ser comido frio ou quente; pode ser guardado para o dia seguinte para fritar arroz, para fazer omeletes, rechear ovos, bolinhos de batatas; pode ser frito com legumes… as possibilidades do minche, do prato nacional macaense, são ilimitadas.

Não me é possível neste singelo trabalho trans­mitir aos leitores tudo sobre a cozinha macaense — isso encheria um livro de bom volume, que, se Deus quiser, será para a próxima vez. No mo­mento, escolhi um número de receitas de pratos mais representativos da mesa macaense. Isto, sim, está dentro do propósito do presente trabalho: um pouquinho de tudo trazer para cá. Isto explicado, vamos ao minche. que os leitores, certamente, de­vem estar curiosos por conhecê-lo:

Minche sutate (minha receita, adaptada para o meio)

Receita para 4-6 pessoas.

1/2 kg. de carne moída (eu prefiro eu mesma moer a carne.,  sem  as pelancas)

1 cebola de tamanho médio cortada em rodelas fininhas

2 colheres de sopa de molho de soja (shoy-ú / sutate)

1 colher de chá de açúcar

l pitadinha de pimenta  em pó  (pimenta do reino)

l dente de alho batidinho Não precisa de sal.

Frite as rodelas de cebola em separado até começarem a alourar. Tire para um prato. Ponha novamente banha na frigideira (mais ou menos uma colher de sopa) e, quando ela estiver quente, frite o alho até dourado; junte a carne e com um garfo — em Macau com, uma chareta, colher em forma de concha feita com casca de coco — quebre bem a carne. Frite até secar toda a água. Junte então, a cebola frita, açúcar, pimenta do reino e shoy-u. Continue fritando até o líquido ficar bem reduzido, mexendo de quando em quando com o garfo. Sirva com arroz branco.

A diferença entre minha receita e a de Macau é a seguinte: Lá usa-se dois tipos de molho de soja. O branco — Pák-si-iau — e o preto — Têc~ iau —, este último só umas gotinhas, dispensan­do-se o açúcar, uma vez que o “têc-iau” já é doce. Lá se usa, também, juntamente com a cebola, a cebola seca que não tenho encontrado aqui. Al­gumas famílias preferem temperar a carne pre­viamente com os ingredientes e depois fritar.

Minche de carne de porco

serve 6

1/2 kg. de carne de porco moída

3-4 galinhos de cebola verde picadinhos

l colher de sopa de molho de soja (si iau / sutate)

Numa frigideira, frite a cebola verde em banha quente, junte a carne de porco moída e, com um garfo, quebre bem a carne, deixando-a bem solta e seca. Tempere com uma pitadinha de sal e pimenta do reino. Regue com o molho de soja.

Variações

Pode-se fazer o minche com metade, ou uma parte, de carne de porco e outra, de carne de vaca.

Pode-se juntar ao minche uma batata frita, em dadinhos bem pequeninos. Os dadinhos podem ser arrumados em volta do minche ou misturados com a carne.

Pode-se juntar ervilhas cozidas, em redor, ou misturadas.

Nota do Editor: A receita foi escrita em 1965, época em que os produtos chineses importados eram bem limitados em São Paulo, ao contrário da atualidade quando aqui há praticamente de tudo no bairro da Liberdade e região da 25 de Março. Importante citar que as receitas visavam o público brasileiro.

UMA promove Rock ‘n Roll dinner dance (jantar dançante)

A UMA que é União Macaense Americana, uma tradicional e antiga agremiação macaense dos Estados Unidos, a primeira a ser fundada, promoveu um jantar dançante para os seus associados e amigos.  O Henrique Manhão que lá esteve na animada festa, enviou-me um link do álbum com 120 fotos publicado pelo fotógrafo Robert Roliz, que é irmão da Maria Roliz, presidente da Macau Cultural Center-MCA em Califórnia da qual a UMA faz parte e divide as instalações com outros 2 clubes macaenses, a Casa de Macau dos EUA e Lusitano Club.

Conheci o Robert Roliz (dos EUA) no Encontro das Comunidades Macaenses Macau 2010.  Dividi com ele os espaços para registrar todos os eventos, mas confesso que ele tirou muito mais fotos que eu, além de filmar também, como o fiz. Às vezes eu ficava na frente dele e vice-versa, mas foi divertido. É um rapaz incansável.  Admirei o esforço dele. “Hi Robert, how are you?” !!!

Clique no link abaixo e veja o álbum com as fotos do Robert Roliz:

UMA Rock ‘n Roll Dinner Dance 2012

Vídeos do show musical de Charlie Santos Group

Charlie Santos, ou melhor, Canicha, ou melhor, Carlos Alberto da Silva Santos, já é um habitué das minhas postagens, e mais uma vez está aqui.  Na festa de Natal 2011 da Casa de Macau de São Paulo, o Charlie apresentou-se lá com a sua banda, e, não bastasse isso, contratou profissionais de vídeo para gravar o show, na qualidade vista em vídeos-clips na tv.  Essa dedicação dele é sempre de se admirar, ainda mais pela sua persistência, pois há anos vive pela música com bom investimento, simplesmente porque gosta e nada de ganhar dinheiro com isso, aliás gasta bem para esse seu hobbie.

Veja abaixo o resultado do excelente trabalho e a banda brasileira profissional que o Charlie tanto quis levar para Macau nos Encontros, mas, o custo que teria que arcar sózinho até agora inviabilizou o projeto:

Charlie Santos Group canta Eleanor Rigby (dos Beatles):

e, esta interpretação do Singin’ the Blues:

*Atualização em 22/02/2012: Veja o que o JTM falou a respeito

Bolero de Ravel no filme de Claude Lelouch, lindo!!!

Sou um eterno fã (fan) dos filmes de Claude Lelouch, diretor francês dos marcantes Um Homem e Uma Mulher e Viver por Viver, sem falar no Retratos da Vida (Les Uns et Les Autres), motivo desta postagem.  Achei o DVD na Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) que vendia um kit com outro video do Viver por Viver.  A sensibilidade do diretor é incrível nas imagens e a fotografia.  Não se preocupa muito com diálogos, as imagens, cenas e gestos dizem tudo.  Até nos leva a um mundo imaginário.  A música da orquestra de Francis Lai e de Michel Legrand neste e noutros filmes é fantástica, simplemente emocionante. Os meus vídeos sob a sigla do Projecto Memória Macaense se inspiram no Claude Lelouch.

O vídeo que publico abaixo, é da última parte do filme com Jorge Donn numa coreogafia incrível a dançar ao som do Bolero de Ravel.  Não precisa dizer que a música é líndissima e emociona sempre.  Evolui lentamente para nos dar tempo para refletir sobre a vida.

O filme conta a saga de 4 famílias durante e após a 2ª Guerra Mundial, e que se cruzam em circunstâncias históricas e se unem através da música e do drama.  Intermediando as cenas da dança, Claude Lelouch sensibiliza ao mostrar os personagens do drama no conforto dos seus lares ou na platéia, a trocar olhares como se estivessem a rever as suas vidas até aquele estágio.

Assisti esta parte umas 4 vezes e pús-me também a refletir sobre a saga da Diáspora Macaense.  Ao som do Bolero de Ravel e a dança de Jorge Donn, fiquei a pensar na nossa saga, ao deixar a amada terra e nos meter num mundo desconhecido e enfrentar dificuldades desconhecidas.  Naquele tempo, as nossas viagens se limitavam a Hong Kong, Taipa e Coloane.  Não era que nem hoje, que pegar o avião e visitar outros países é coisa simples.  Eu e como muitos conterrâneos enfrentamos dficuldades na adaptação aos países de acolhimento.  Foi uma dura trajetória até chegarmos aos dias de hoje. Assim, aos Macaenses da Diáspora, se me permitem, queria dedicar este vídeo para nós.  Assistam e relembrem a trilha da sua vida fora da terra de origem:

Macau Cultural Center (USA/EUA) invites/convida the youth/os jovens …

E-mail recebido do Henrique Manhão (macaense nos EUA e da Casa de Macau)) junta convite para a festa dos jovens macaenses/americanos que ele diz: “estamos tentando despertar o interesse da geração mais nova para a causa macaense“, e complementa que o futuro dirá se valeu o esforço.  É isso Henrique, tentar é preciso, se não der certo, pelo menos tentou, mas se der certo, colherá os frutos. Uma saudável iniciatica da MCC, e espero que dê certo e consiga juntar bastante jovens.  Que eles tomem consciência da importância de preservação da identidade macaense, sem esquecer que a língua portuguesa faz parte dela, mesmo que não a conheçam, muito compreensível pois residem num País de língua inglesa, mas umas palavrinhas em português não custa nada ao bolso, não é?

Para quem não saiba, Macau Cultural Center (Centro Cultural de Macau) reúne num único prédio três associações macaenses dos Estados Unidos (em Califórnia), em ordem alfabética: Casa de Macau dos EUA, Clube Lusitano e UMA-União Macaense da América.  E estas formaram a entidade citada, sem no entanto abrir mão das suas associações que continuam autónomas.  De um modo, há um raciocínio em Macau e em Portugal que, cada localidade ou cidade, deveria ter apenas uma associação macaense, ou que se houvessem várias, poderiam se juntar numa só. Difícil, muito difícil … No entanto, para o Brasil, nunca houve esse raciocínio para as Casas de Macau de São Paulo e do Rio de Janeiro, já que as 2 cidades distam 500 km uma de outra.  Eu, particularmente, não concordaria com a junção das 2 Casas numa só.  A do Rio certamente acabaria numa “colónia” de São Paulo, o que não é nada saudável e agradável para os conterrâneos cariocas.

Vejam o convite e em seguida, para quem não conhece o inglês, a minha precária tradução:

Tradução:

Um convte aos jovens macaenses portugueses para juntarem-se a nós para celebrar a nossa herança cultural macaense no sábado, 10/03/2012 das 15:30 às 20:00 horas

Dia da Juventude Macaense (local …)

Evento organizado pelo Centro Cultural de Macau dos EUA / Patrocinado pelo Conselho das Comunidades Macaenses

Compareça e conheça outros jovens “filhos de macaenses – filhomacs” da nova geração (idade entre 18 a 40 anos) iguais a vocês para uma tarde divertida e jantar com comida caseira macaense e para aprender e compartilhar histórias da nossa exclusiva herança cultural, como descendente macaense português de Macau.

15:30 hrs: Compartilhe experiências com os participantes do Encontro de Jovens 2012 em Macau e conheça melhor Macau

16:00 hrs.: Música e apresentação de dança jovem com os arranjos da Elsa Denton

18:00 hrs: Jantar com minchi (carne moída à moda Macau), carril de frango e sobremesas macaenses

Custo: Grátis para os jovens macaenses entre 18 a 40 anos (se a reserva for feita antecipadamente até 1º de Março), e US$ 8,00 (cerca de R$ 15,00) para o público em geral

Macaenses do Rio de Janeiro, isto foi há 10 anos atrás

Em Agosto de 2002 foi lançado o livro – Macau Somos Nós – editado pelo Instituto Internacional de Macau em Novembo de 2001, que conta a história dos membros da comunidade macaense do Rio de Janeiro.  Relatam, com as suas próprias palavras, a vida em Macau ou de outras localidades de origem, a imigração e como vivem no Brasil.  Um bom trabalho, uma bela lembrança para as próximas gerações.

A cerimonia no Rio de Janeiro contou com a presença do então Primeiro-Ministro português Durão Barroso, hoje presidente da Comissão Européia. Num discurso improvisado, disse que “a língua portuguesa está cada vez mais capaz de se firmar no mundo globalizado“.  A respeito da adesão do Timor-Leste à Comunidade dos Países de Língua Portugues (CPLP), disse que isso demonstra a força da língua portuguesa na Ásia.  Quanto aos projetos no Brasil, com a criação do já existente Museu da Língua Portuguesa em São Paulo e a difusão do idioma pelas telenovelas, afirmou “com esses projetos, vamos manter viva a nossa língua e a nossa cultura“.  Palavras essas do Durão remetem-me à postagem anterior que fiz a respeito da nossa língua. Servem também para lembrar que Portugal e o Brasil falam a mesma língua. Pode ser um pouco diferente em vários aspectos, mas no fundo é a língua portuguesa. O Brasil não falaria uma língua diferente, exemplo, o húngaro!!!

Veja o artigo do JTM abaixo, de 5/8/2002 (clicar para aumentar):

Ano Novo Chinês na Casa de Macau de S.Paulo

A Casa de Macau de São Paulo voltou a comemorar o Ano Novo Chinês no domingo do dia 23.  Às 14 horas exatamente, Yolanda Luz Ramos anunciava pelo microfone que na China, com 10 horas adiantadas em relação a São Paulo, iniciava o Ano do Dragão.  Logo em seguida ouviam-se o estouro de rojões e os tambores chineses a rufar para o leão chinês dançar, saudando o novo ano que chegava.  Assim, cerca de 150 pessoas assistiam o espetáculo e degustavam o “chái (comida de bonzo)” entre tantos outras comidas e quitutes chineses. Um clima que despertava o lado oriental dos macaenses residentes na cidade de São Paulo, prestes a completar 458 anos no dia 25.  Uma idade bastante parecida à chegada dos portugueses àquela península na costa da China, depois batizada de Macau.

Vejam pelas fotos como foi a festa (clicar nelas para aumentar de tamanho):

a

a Casa de Macau enfeitou-se para a festa

o chái (comida de Bonzo), uma iguaria chinesa sempre bem-vinda

coisas chinesas sempre despertam atenção de amigos brasileiros

a dança de leão para saudar o Ano do Dragão

a turma da dança do leão, do tambor e do chán-chan-chan (pratos chineses)

a tradicional cerimonia de chá e o lai si com a participação de belas jovens, netas do macaense Assis Fong

o público de cerca de 150 associados, macaenses e amigos brasileiros e chineses

o presidente Gilberto Silva e esposa Henriqueta posam para foto em móveis chineses

a sobremesa com frutas e quitutes chineses

Neta do macaense Geraldo (Jerry) Gomes , ela foi a sortuda do dia, ao levar o premio maior do bingo

*Mais fotos: veja o álbum publicado por Frederico António, autor das fotos e diretor financeiro da Casa no link abaixo:

https://plus.google.com/photos/113133077102095018120/albums/5701840971044956417?authkey=CMbxjvzglaXFQg&banner=pwa&gpsrc=pwrd1#photos/113133077102095018120/albums/5701840971044956417

Encontro dos Jovens de 2012

Li no Jornal Tribuna Macau que finalmente o Encontro dos Jovens 2012 já tem data marcada para ocorrer entre 8 a 14 de Abril.  Também vi com interesse que a comissão organizadora será formada por jovens, e os “jovens veteranos” (boa essa qualificação) acompanharão os trabalhos.

Penso que os “jovens veteranos” são aqueles que deixaram recentemente de ser jovens, e não os sessentões como a gente, eu por exemplo.  Na nossa diminuta comunidade macaense, o “jovem” acaba tendo a sua “vida útil” estendida.  Vai pouco além dos 40.  Caso contrário seriam “poucos” para o propósito do Encontro.  Vale o esforço e a criatividade! Quanto à comissão organizadora ser formada por jovens, julgo nada mais justo. E Macau, diga-se de passagem, tem muitos jovens bem qualificados, como tive oportunidade de conhecer. Afinal quando um de mais idade tenta interferir com os jovens, acaba dando um de “paizão” ou é qualificado de pai ou avô, e não consegue falar a mesma linguagem, por mais que se esforce.  Não adianta usar apetrechos de jovens, como correntes, pulseiras, e dar um de “malandro” e se achar ainda da “jovem guarda”.

Com relação aos preparativos da Casa de Macau de São Paulo para esse Encontro, tive a informação que até agora, têm a confirmação de 12 candidatos inscritos para as 3 magras vagas que viajam subsidiadas por Macau.  O presidente Gilberto Silva diz que cada candidato passará por uma avaliação por pontuação conforme sua qualificação, viajando aqueles que obtiverem maior número de pontos.  Aqueles que não viajaram para Macau acabam levando certa vantagem na pontuação.  Espera com isso, que novos descendentes de macaenses possam ter a oportunidade de conhecer a terra dos seus pais ou avós, e dessa forma, poderem ser bons candidados à missão de continuidade das Casas e a preservação da identidade macaense.  Nessa expectativa de conclusão dos trabalhos de seleção de candidados, a Casa de São Paulo espera lançar em breve o seu novo site só que desta vez construído por um de seus diretores, o que é de louvar, e estou satisfeito, a pedido, poder oferecer o meu contributo com material didático e fotográfico. No momento oportuno lhes informarei o endereço eletronico.

Veja a reportagem que saiu na edição do JTM do dia 20 (clicar na imagem para ampliar):

Notícias da Comunidade Macaense (18/01/2012)

1) Nota de falecimento: Triste notícia recebida pelo e-mail do Luís Garcia nesta data, informa que faleceu o Dr. Delfino Ribeiro, conhecido advogado macaense.  Peço uma oração pela paz da sua alma. O Jornal Tribuna de Macau também noticiou, conforme abaixo:

2) Macaense representa Hong Kong no Brasil: Marina Barros comunica que foi nomeada pela Invest Hong Kong como – Consultor Executivo para o Brasil.  Veja o comunicado no arquivo em pdf abaixo:

Press_release_portugues_Marina_Barros

3) Vídeo dos 15 anos da ADM – Associação dos Macaenses: No site da ADM foi divulgado o vídeo abaixo com o seguinte texto, conforme recomendado no e-mail do Rogério Monteiro:

ADM – 15 anos de existência e as perspectivas para o Futuro

A ADM nasceu em 1996, pelas mãos de Luiz Pedruco, José Monteiro Júnior e Mário Évora. Palavras discursadas durante o jantar do 15º. Aniversário da ADM, Miguel de Senna Fernandes assegurou que “o universo de sócios tem-se diversificado”, com muitos “profissionais de várias quadrantes” o que deixa os responsáveis da associação “satisfeitos e confiantes no futuro”. Com orgulho no passado, o presidente lembrou, contudo, que a ADM é “humilde” e que sabe muito bem “de onde veio e para onde irá”. As perspectivas para o futuro tende-se para a “necessidade de rejuvenescimento” e que a “aposta na geração mais nova deve ser sempre uma prioridade”.

O vídeo recorda as memórias do passado e destaca as perspectivas de mudança no futuro, com uma cara mais nova da Associação.

Créditos finais na realização do vídeo:

Edição: Elisabela Larrea
Design Gráfico: Derek da Rocha Hoo e António Monteiro
Voz de Narração: Miguel de Senna Fernandes
Agradecimentos especiais: Adriano Cardoso

4) Casa de Macau de São Paulo comemora o Ano Novo Chinês: e-mail recebido traz o seguinte comunicado:

KUNG HEI FAT CHOI – 22 de Janeiro de 2012

Convidamos a todos os associados para participarem da nossa próxima festa comemorativa do “Ano Novo Chinês – Dragão” no domingo dia 22.01.2012 as 12:30, mediante a seguinte programação:

1)    Almoço com o seguinte cardápio desta época festiva:

- Leitão assado à moda chinesa.

- Legumes de Bonzo (lo hon chai).

- Porco Agridoce.

- Verduras Refogadas (chau choi).

2)  Chá da tarde com as seguintes delícias festivas:

- Macarrão à moda chinesa (Lou min) e outros quitutes.

3)  Aperitivos chineses kwá chi   (sementes vermelhas ou pretas)

- Doces chineses tong kó, (frutas ou legumes cristalizadas).

4)  Além da “culinária chinesa” mencionada, há ainda a programação para diversão          nesse dia festiva, a saber:

- Mah Jong (jogo chinês de “quatro direções”);

- Poker;

- Bingo

- Dado farinha (jogo típico macaense).

PREÇO POR PESSOA: R$10,00 (dez reais) para associados em dia com as suas mensalidades, e R$30,00 (trinta reais) para não associados, convidados e outros.

TRAJE: Preferencialmente traje chinês.

Natal na Casa de Macau de S.Paulo, segundo Charlie Santos

Veja no link abaixo, o que o Charlie Santos (Carlos Alberto da Silva Santos – Canicha) publicou no seu blog a respeito da festa de Natal da Casa de Macau de São Paulo, ocorrido em 11/Dez/2011, com várias fotos.  Posteriormente este blog também publicará fotos com histórico do convívio natalino da comunidade macaense local:

http://charliesantosblog.blogspot.com/2012/01/festa-de-natal-2011-na-casa-de-macau.html

Lusitano Winter Bulletin / Boletim “de Inverno” do Club Lusitano (USA/EUA) 2011

Recebi através do Nuno Prata Cruz (EUA) o boletim do Club Lusitano dos EUA/USA, em inglês, classificado como “de Inverno”, que publico para sua leitura e saber o que se passa nesta comunidade macaense:

Clicar no título abaixo / click to see the 2011 Lusitano Winter Bulletin (a macanese club in USA):

2011 Lusitano Winter Bulletin

Faleceu Eduardo Sales de Oliveira

Eduardo Sales de Oliveira (foto de 2009)

Triste notícia neste final de ano … faleceu hoje Eduardo Augusto Sales de Oliveira, nosso conterrâneo e amigo residente em São Paulo. O enterro ocorrerá às 09:00 horas do dia 16/12 no Cemitério da Paz, à Rua Dr. Luiz Migliano, 644, Jardim Morumbi, em São Paulo.

À esposa sra. Alaíde e aos familiares, os nossos pêsames e oremos pela paz da sua alma.  Descanse em paz tio Dú, vamos sentir muitas saudades … Lembro que o Eduardo queria muito voltar a ver Macau, mas infelizmente partiu, e espero que possa ver a sua terra espiritualmente.