Arquivos

Canicha, o Charlie, este gajo gosta de música !!!

Charlie no Encontro das Comunidades Macaenses – Macau 2010

Gajo, em Portugal, ou, Cara, no Brasil, tanto faz, mas, este cara/gajo gosta de música mesmo!  É o Carlos Alberto dos Santos, ou Canicha, ou nome artístico, Charlie Santos.  Ensaia adoidado com o seu conjunto brasileiro de qualidade, profissionais de melhor nivel.  Grava discos e já lançou cds de montão. Nem tenho conta de quantos foram. Felizmente, tem recursos suficientes para bancar este seu hobbie a nível amador.  Não atua profissionalmente, pois afinal de contas tem um belo emprego. Música sempre foi o motivo da vida dele, desde jovem até hoje, já sessentão e pouco.  Não precisou de revival, pois nunca abandonou a música. Tem um ouvido afinado e por isso é muito exigente, de dar dó. Sabe de tudo da história dos músicos e das músicas, até me corrigiu quando publiquei um vídeo com o nome incompleto da música com um pequeno histórico.  Não é mole!!!

Tem uma série de vídeos divulgados no YouTube com músicas dos anos 60, principalmente, isto é, do meu tempo, época de ouro da nossa juventude. Presta tributo aos seus ídolos e cantores preferidos, só que com músicas cantadas por ele.  A toda hora recebo convites para assitir a um seu novo vídeo.

Publico este abaixo pois presta tributo a uma das duplas mais populares dos anos 60 – Peter & Gordon – com a música que adoro – A World Whitout Love – que me lembra muito da Rádio Vila Verde.  Ainda tenho esta música gravada do programa Request, acreditem de um gravador de rolo, só que a fita ainda a tenho, mas o gravador Panasonic que trouxe de Macau estragou-se, uma pena! Um dia ainda vou descobrir quem o conserte, pois tenho gravações históricas das rádios de Macau e de Hong Kong que gostaria.  Não dá para reproduzir noutros gravadores de rolo, pois usava uma velocidade baixa específica que esse tinha.  Procurava economizar pois não tinha muito dinheiro para ficar comprando fitas de rolo. Deixando essa conversa de lado, vamos assistir o vídeo:

José Luís Pedruco Achiam … ele tem estilo !!!

Tinha 12 anos em 1994 e posa com a mãe (veja abaixo)

16 anos depois, no Encontro de 2010, faz seu show cantando Sabroso Nunca, em patuá

Acho que devem ter visto o vídeo-clip do (ou da) Dóci Papiaçám di Macau – Macau Sã Assi – algumas postagens atrás, no qual o cantor, o astro, é o José Luís Pedruco Achiam.

Para mim, um macaense da diáspora,  ele era um grande desconhecido, até que o Rigoberto “Api” Rosário Jr. avisou-me que ele era o cantor da canção-tema de sua composição (com adaptação de Miguel Senna Fernandes) da peça teatral “Sabroso Nunca”, que “por pouco” iamos assistir no Encontro 2010, mas que infelizmente não deu certo.

Ouvi a canção (vocês podem ouvir no Projecto Memória Macau – procurem pelo Guia Musical) e logo pensei “eis um novo astro e cantor macaense”.  Na festa da Gastronomia Macaense, ele foi o primeiro a se apresentar conforme a 2ª  foto acima, e percebi que “esse gajo tem estilo”, tem talento.  É mais um macaense da nova geração que desponta dentro do nosso limitado mundo artístico.  Segue a linha do outro talentoso macaense Germano Bibi Guilherme.

Penso que o José Achiam é um residente de Macau (?). Se assim for, ou não for, mas tem a divulgação em Macau, ele e tantos outros jovens macaenses residentes nos obrigam a refletir e a perceber que a maior esperança de continuidade e preservação da nossa cultura, está mais precisamente – em Macau.  Por conta de alguns contatos com esta gente jovem residente de várias áreas nos Encontros, e também a julgar simplesmente pelos videos do Dóci Papiaçám e do Miguel Senna Fernandes, vê-se que em Macau há uma boa participação dos jovens em várias atividades.  O potencial do futuro macaense mora em Macau.  A nova geração da diáspora, cumpre o seu importante papel de divulgar Macau e a cultura macaense nos países de acolhimento dos seus pais. Não podemos desprezar a sua importância e para tanto são bem-vindos os Encontros dos Jovens em Macau, bem como, não podemos deixar de dar o valor ao jovem macaense residente que tem boa participação em atividades de várias áreas ou que talvez poderia ter ainda mais, se houvesse um incentivo extraordinário. Na verdade, vocês residentes podem dizer melhor que eu, que moro no outro lado do mundo.

A 1a. foto faz parte do “Album – Macanese People – 1994″ da revista em inglês Review of Culture nº 20 do Instituto Cultural de Macau, com o belo trabalho fotográfico de Eduardo Tang Meng Wai.  Já divulguei outras fotos desse Album do António Robarts e das belas irmãs Pedruco.  Na foto, o José Luís Pedruca Achiam tinha 12 anos e consta que ele nasceu em Sidney/Austrália.  Ele posa com a sua mãe Luísa Maria da Silva Pedruco Novo, nascida em Macau, na época com 36 anos, secretária executiva e de pais macaenses.

Fim de festa – Encontro de 2010

Finalmente chegou ao fim, mais uma edição do Encontro das Comunidades Macaenses. O 4º da era RAEM e o 7º desde a sua criação.

A recepção foi diferente de outros eventos desta edição. O jantar foi realizado no espaço aberto em torno do Coliseu das Docas dos Pescadores (Fishermen Wharf), no lado externo, e dentro dele, onde se localiza o anfiteatro e arquibancadas. Contou com uma mão, se não o braço de São Pedro para que não chovesse, e nem fizesse frio. Uma noite muito agradável! Temperatura amena.

Ficou assim – as mesas dos convidados especiais ficaram dentro da área do Coliseu com visão direta do palco (as arquibancadas estavam apenas ocupadas pela equipe de gravação do video do Encontro), e do lado externo, fora do Coliseu, o público em geral, inclusive eu, esposa e amigos. E para estes e nós, estavam disponíveis dois telões com audio para assistir o que acontecia no palco lá dentro do Coliseu. Quem quisesse assistir ao vivo e em direto, poderia deslocar-se para a área de convidados, porém assistiria os espetáculos em pé. Interessante que quem estava na área interna vestia trajes a rigor e quem estava do lado de fora, vestia-se informalmente.

Obviamente que isto provocou certos comentários, mas vejamos o que aconteceu conforme umas fontes me informaram. Nesta época do ano, há muita procura por salões de festas para eventos diversos, como casamentos etc. Como a verba para a organização do Encontro foi liberada tardiamente, mais ou menos no início de Outubro, o Coliseu foi o único local disponível para locação.. Outros com capacidade para comportar tanta gente, estavam reservados. É sabido que para reserva de local de festas, é necessário deixar um depósito em garantia.

Como nos buffet de outros jantares, havia várias mesas de comida e sobremesas espalhadas pela área livre, e notava-se constante reposição até o final, de forma que não se saia da festa com fome. O meu deslocamento para o registo das cerimónias e shows, foi um tanto prejudicado pela minha localização, na última linha de mesas, praticamente “ao lado do mar”, afastado do interior do Coliseu. Era uma questão de jantar com minha esposa e amigos, para uma boa despedida do Encontro, ou ficar de pé, logo atrás da mesa de honra do Governador Rocha Vieira que compareceu a todos os eventos. Restou alguns registos do telão, e ocasionalmente uma corrida até lá para outras fotos ao vivo e em direto. Depois vou ver onde poderei colecionar algumas fotos faltantes para composição das páginas do PMM.

aguarde por mais fotos da festa ...

 

Houve o lançamento de livro de fotos de Encontros anteriores pelo JTM, entrega de lembranças às Casas e associações, estendidas aos artistas e outros participantes de destaque. Apresentaram-se no palco, a portuguesa de Califórnia, Ramana Vieira com a Tuna Macaense, José Badaraco, The Mystics, Charlie Santos e o coral Vozes de Macau que teve a apresentação bastante prejudicada pelo baixo volume do som. Nada se ouvia do lado externo pelo telão, salvo aqueles mais próximos dos alto falantes, levemente mais beneficiados. O operador da mesa de som bem que se esforçou para aumentar o volume, mas o resultado era um estridente som da microfonia. Espero que no geral o coral com 19 integrantes tenha agradado a todos, pois foram meses de ensaio, levando com eles um leque de músicas de todos os géneros, fora do grande investimento e subsídio extraordinário para que todos pudessem viajar.

Para encerrar a festa, a Tuna Macaense voltou ao palco para encerrar a festa, enquanto o povo já começava a abandonar o local para tomar seus buses para o hotel. Antes, muitos tomaram o espaço interno do Coliseu para dançar e assistir os últimos shows ao vivo, após terem sido removidas as mesas reservadas para convidados especiais, e de alguns nada especiais a ocupar uma ou outra cadeira vaga.

E com isso, o Encontro de 2010 acabou. “The 2010′ meeting is finished”, aqui eu tentando ser coerente com o que mais se viu no Encontro, um misto de língua inglesa e portuguesa, pois lá estava gente que só falava inglês, e aqueles que dominavam o português, que também conheciam a língua do Tio Sam ou da Queen Elizabeth, embora havendo várias exceções.

Já nas despedidas, a pergunta mais comum era, “quando partes/ou você parte?” Muitos no dia seguinte, na 2ª feira, outros na 3ª, outros na 4ª, dia 8, que nem eu! Tem outros que vão ficar o Dezembro todo, alguns até Janeiro. Penso que, a 2ª feira deve ter sido um tumulto no embarque e check-in do jet foil para o aeroporto de Hong Kong.

Num rápido balanço, posso dizer que o Encontro de 2010 foi um sucesso, com um ótimo número de participantes, só tendo alguma restrição da disposição do local da festa de encerramento

E com a esperança de poder retornar a Macau em 2013, encerro as postagens direto de Macau e tomo o caminho de volta para São Paulo, Brasil. Aos poucos vou atualizando as postagens feitas, com fotos. O site Projecto Memória Macaense será também atualizado no seu espaço para os Encontros, com publicações que são preservadas em caráter permanente. Fiz algumas gravações em video, especialmente dos shows, que estudarei a forma de divulgação no que me for possível.

De Macau, antes da viagem, o meu muito obrigado para quem visitou este blog neste período. Voltem sempre pois tenho muito para escrever desta minha vivência em Macau de 14 dias. Parecem muitos dias, mas foram poucos para o que pretendia fazer, e parto com dívidas comigo mesmo.

Boas Festas!

Foi o penúltimo dia – Encontro 2010

O penúltimo evento do Encontro foi dedicado à juventude, que logo cedo tiveram atividades exclusivas. Até foi realizado uma disputa de bowling cujos premios foram entregues no jantar. Apesar de estarem em número reduzido em relação aos setentões, sessentões, enfim os mais velhos, via-se pelo menos 2 mesas na 1ª fila reservadas a eles. Já se fala para o ano que vem, o 2º encontro dos jovens. Espero que todo este esforço, possa contribuir para a conscientização do importante papel deles no futuro da nossa comunidade e das Casas.

Desta vez o jantar foi na Torre de Macau com um buffet muito bom, embora nesta altura a gente até sentia certa dificuldade para ter fome, de tanto que se come nesta terra da RAEM. E, para homenagear a juventude, a 1ª apresentação da noite foi da Ysabelle Capitule, que veio nos explicar o porque de ter conseguido sucesso nos EUA com a sua dança hip hop. Foi só um número mas marcou bem a sua presença no Encontro!

Seguiu-se a banda do Fred “Pau Pau” Ritchie, com ele a amargar e a explicar toda hora que perdeu a voz. Talvez um resfriado/constipação? Mas que azar, justamente ele que adora tudo isso! No entanto não poderia deixar de estar no palco e os cantores se revezaram entre os músicos da banda meio família para substitui-lo nos vocais. O Pau Pau fazia algumas intervenções, mas … mesmo com a voz rouca e irreconhecível, cantou de qualquer jeito aquelas 2 músicas que ele ama. Veio a do Beach Boys “apapaumpaupau” (depois descubro o nome certo dela) e a obrigatória Pense em Mim cantada em 3 línguas, alertando ter sido cantada para uma audiência televisiva de mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Por acaso vi esta apresentação dele na tv brasileira num programa de grande audiência.

Anunciou-se logo em seguida “The Flipsiders”, sem o “New”. O cantor era diferente ao que eu estava acostumado a ver. Infelizmente pouco posso comentar pois não resido em Macau, bem como pouco sei e pouco me falam. Além de não ter tido oportunidade para conversar com os seus integrantes. Gostei da apresentação, que além de fotografar também filmei.

Repetindo o show da festa de boas vindas, os irmãos Oliveira voltaram a se apresentar, porém com uma banda. Nela estava o Amante, nos teclados, que até comentei com ele que, nos anos 60, quando passava pela sua casa perto do Império, espreitava pela janela a banda dele a ensaiar. Boas recordações! E os Oliveiras, interessante, conseguem cativar e envolver o público. Talvez pelo seu popular repertório. E o público dançava!

E para encerrar a festa, sobe ao palco, o Rudy Sousa, Elvis de Macau, com um novo traje, e como ele investiu na roupagem! Cada dia um diferente, e muito vistosos! A minha esposa ficava maravilhada. Com esta sua último apresentação, fiquei convencido que para o Rudy, o Encontro de 2010 foi talvez o maior sucesso da sua carreira. Das vezes que vi suas apresentações em Macau, nunca vi tamanho envolvimento do público com a sua pessoa, querendo abraça-lo, fotografar com ele, jogando rosas, manifestações de carinho, até subir no palco para cantar junto.  Parecia que o público via o Elvis real, em pessoa. De facto, como escrevi no artigo sobre Rudy no JTM, podemos dizer “yes, nós temos Elvis”. O “nós” seria nós os macaenses. E parece que o público convenceu-se disso, embora não sei quantos leram aquele artigo. Gostei mesmo do sucesso do Rudy. Foi o máximo!

aguarde por mais fotos da festa ...

E como de praxe, apesar da Isa tentar convencer as pessoas que o aviso dos autocarros disponíveis para a volta aos hotéis, não significava o fim da festa, o público começava abandonar o salão e o Elvis encerrava a sua apresentação. O dia seguinte, sábado, era “folga” para os participantes do Encontro, com todos a pensar no encerramento do Encontro no domingo. Era hora de arrumar as malas, prontos para viajar de volta para casa na segunda, como normalmente acontece para muitos!

Um dia de gastronomia – Encontro 2010

No seu 6º dia de atividades, 2 de Dezembro foi o dia recheado de gastronomia macaense. Logo cedo, às 9 e tal, o autocarro/bus já nos levou para Mong Há onde se realizaria a conferência. Com uma boa platéia, pouco maior que a do patuá, pude comprovar que a gastronomia de um modo desperta mais atenção, pois afinal mexe com um dos maiores prazeres do ser humano. Comer! Saboerar! Deliciar!

Já lá as palestrantes macaenses nos trouxeram boas lembranças do passado, a falar de muitos pratos que provocaram delírios na platéia, com o representante da confraria do Algarve a apresentar um video turistico da região, mais focado no natureza. O Luís Machado ficou muito à vontade para comandar a conferência, embora incomodado, como a maioria, pelos telefones móveis/celulares que insistiam marcar presença. Por outro lado, senti um otimismo um pouco maior nesta preferência nacional macaense, para a sua classificação como Património Intangível da Unesco. Pareceu-me que tem melhor base e estrutura de apoio para esta finalidade. Vamos torcer para que a iniciativa seja bem sucedida.

Depois dos participantes enfrentarem uma pequena subida íngreme, os participantes na maior parte com certa idade, alcançaram o restaurante do Instituto de Formação Turística. Todos vivos, mesmo que a batida de coração tenha aumentado um bocado! O almoço no lugar onde se aprende a arte de cozinhar, merece todos os elogios. Um dos melhores sabores experimentados em Macau. Penso que não é à toa que desfruta de boa fama no Oriente!

À noite, a recepção foi novamente no monumental Hotel Grand Hyat, ao lado desta City of Dreams que ainda preciso conhecer, embora lá sei se vai dar tempo. Alegrava os olhos ver o desfile dos confrades da gastronomia com seus trajes típicos. O salão encheu-se de gente!

Foi muito interessante ver toda a cerimónia das confrarias que devem ter lido nos jornais. Só fiquei um pouco preocupado, quando muita gente estava no palco para a parte final quando “assinavam em baixo” os acordos. Talvez mais de 50! Pensava que se a base iria resistir, mas ainda bem que tudo deu certo e a estrutura era resistente e bem montada.

aguarde por mais fotos da festa ...

 

Achei interessante os restaurantes Long Kei, Fat Siu Lau e Solmar serem conferidos com o título de confrades extraordinários. Merecem pela tradição de seus nomes e lugares.

Agora enquanto estava na fila da comida, iniciou-se a programação com o grupo de dança folclórico português com muitos rostos orientais. Até conseguir chegar na minha mesa e apanhar a minha câmera fotográfica e de video, o grupo despedia-se. Foi uma pena!

Na verdade, antes já assistimos a um “show”. Um confrade da CEUCO a cantar o hino deles. Um soprano com uma voz que até podia quebrar um copo de vidro. Bela apresentação que merceu muitos aplausos.

Em seguida, José Luís Pedruco Achiam cantou a canção tema da peça em patuá do Dóci Papiaçam (que era aguardado para o Encontro mas acabou cancelado). Uma excelente performance que aponta um dos novos talentos musicais macaense.

A Elsa Denton apareceu no palco com 2 dançarinos e fez o seu 2º show. Aliás foi acertado que os artistas fariam no máximo 2 apresentações, salvo uma exceção ou outra. A Elsa é eficiente no palco, que até me perguntaram se ela era profissional. Ficou a pergunta sem resposta!

Com o seu teclado situado no meio do palco, Armando Santos também apresentou-se pela 2ª vez. Pensei que ele iria lançar o seu novo cd. No entanto, ouvimos novas interpretações do Armando que sempre nos agrada.

Já a Tuna Macaense com sua roupagem preta no lugar do vermelho, também apresentava-se pela 2ª vez. A Tuna dispensa comentários. São profissionais com qualquer formação.

E enquanto estava a fotografar e também participar do grupo de ex-moradores de São Lourenço, a Ramana Vieira junta-se à Tuna e canta “Macau” (de Rigoberto Rosário Jr.), num tom baixo e um tanto diferente em certas entonações principalmente nas partes finais de certos trechos da canção. Em tempo consegui filmar a apresentação. Ouvi dizer, e concordo, uma das melhores interpretações de Macau já ouvidas. Depois com toda a justiça, cantou outras canções com a sua bela e possante voz. Justiça porquê? Lembrem-se que noutra postagem falei que ela cantou sem acompanhamento musical? Para cumprir o seu compromisso, coisa que pouco artista aceitaria fazer!

Relembrando os anos dourados de 60, finalmente aparece o Michael Remedios (sem acento no “e”) e seu ressuscitado conjunto The Mystics. Cantou umas canções antigas que tanto queriamos ouvir e também outros sucessos. Muito bom!!! E foi a última apresentação do dia.

Como já se tornava habitual, o povo saia antes do final do show dos The Mystics, pois aquele velho anúncio que os autocarros/bus já estavam disponíveis para nos levar ao hotel, era o sinónimo de fim de festa!!! E o povo todo já se apressava para não perder o bus.

O Encontro 2010 já no último dia

Ainda faltam postagens de eventos anterior que logo farei.  Foi tudo ótimo. Isso pela falta de tempo para sentar e escrever, além do cansaço físico e mental que toma conta da gente, pois afinal de contas estou em viagem e movimento desde 19/11 e já lá nãosou tão jovem assim.

Hoje, 05/12, posso dizer que o Encontro 2010 foi um sucesso.  Os eventos na medida certa e de boa qualidade. Ah, escrevo do restaurante do Hotel Sintra, com muita malta a conversar à volta.  Um ambiente tipicamente macaense.

Encerro por aqui às 09.45hrs e já tenho que sair pela cidade de Macau totalmente cheia de gente … e como Macau agora tem tanta gente !!! Eu que vivo em São Paulo com mais de 10 milhões de habitantes, sinto o peso das pessoas se atropelarem em certas vias da cidade.  Até a próxima!

e.t. – o relógio do meu computador está no horário brasileiro por motivos profissionais.  Assim ao verem postagens com datas diferentes, não há erro.

Uma festa participativa – Encontro 2010

A programação do 1º dia de Dezembro começou cedo, às 09:30hrs, no Monumento da Diáspora. Além dos necessários participantes, os presidentes das Casas e associações, houve até um bom número de pessoas que foram lá só para assistir, o que não é habitual.

Depois da foto oficial do grupo, todos rumaram para a Sé Catedral, onde foi celebrada missa em homenagem a Nossa Senhora Padroeira da Comunidade Macaense. A igreja estava completamente lotada.

A cerimónia conduzida em português fez despertar memórias dos meus tempos em Macau, especialmente nos anos 60, quando,miúdo, ia à missa com meus pais. Lá ainda vestia calças curtas com sapato social meio esportivo. Nada de ténis (pó ái ou chau lou si), que naqueles tempos esava fora de moda e até podia ser criticado. Depois da missa, o pai levava-nos tomar o pequeno almoço (café da manhã) que podia ser no Nosso Café ou um Dim Sum no Hotel Central, ou ainda no Solmar. Ah, que saudades! Na igreja, pude rever um antigo colega do Seminário.

Para o almoço, fomos com o casal Mendonça, experimentar o fast food chinês no novo Yo Han, perto do Hotel Sintra. Um belo shopping com 9 andares. Uma padaria de dar inveja a muitas de São Paulo pela boa qualidade dos pães, bem como um supermercado de tudo o que desejavamos que tivesse em São Paulo. Surpreendeu-me o bom atendimento e a simpatia dos funcionários do shopping. Sempre prestativos e com um sorriso na boca. Penso, Macau mudou um bocado! Como se pensaria que boa parte das lojas têm sempre alguém que fale o inglês, para os infortunados que perderam a prática de falar o cantonense, como eu. Sente-se que uma nova geração de chineses esta a assumir várias posições profissionais.

chá gordo

Talvez uma das melhores festas do Encontro, aquela que as pessoas se divertem mais, se juntam e se confraternizam melhor. Sem luxo, nem mesas, mas contato humano e música sem palco. O artista em contato com o povo. Sem falar no chá gordo que assusta pela fartura e variedade, além de … huumm, uma delícia. Tudo isto na Escola Infantil, ao lado do Jardim da Flora e o prédio da Apim. Desfilaram pelo espaço musical, o José Badaraco (Canadá) numa excelente apresentação solo, até a cantar música brasileira e do Roberto Carlos. O público vibrava e cantava junto. Depois veio o Charlie Santos que se apresentava pela 1a. Vez em Macau. Era para vir em 2007. O Charlie ou Canicha, seu alcunha/apelido, gosta deste contato com o público. Sentiu-se à vontade e cantou até, com o seu back. Era uma alegria só! Um repertório de músicas conhecidas dos velhos tempos, que todos cantam junto. O Charlie já me adiantava esta receita e acertou em cheio. Envolveu-se com o público e foi muito aplaudido. E, o público dançava!!!

Os irmãos Carion (Rio de Janeiro) também estavam no mesmo rumo da receita do Charlie. Músicas conhecidas. E novamente o público e os cantores se misturam. E o público dançava !!!

Seguiu-se o Pau Pau Fred Ritchie com sua banda meio família. Estava a fazer o que ele adora. Cantar e dançar. Vestido de um chique traje preto soltou-se logo com seus velhos sucessos. Obviamente não podia faltar aquela música dos Beach Boys (apapaumpaupau…), pois sem ela o Pau Pau não está completo. Além dela, aquela que cantou em cantonense no tv Globo do Brasil (a tv das novelas) – Pense em Mim – sempre presente em seus shows. Repetiu a receita dos artistas anteriores, música conhecida sob aplausos. E o público dançava !!!

E, finalmente tocou a Tuna Macaense. Com uma formação um pouco diferente daquela que vi em 2007, agora com o bandolim do Lalo, o professor, como me disseram, logo colocou o público a dançar enfileirados em rodinha com o Macau Sã Assi. Foi uma sequência de música conhecida e velhos sucessos, aventurando-se até no He’s My Brother que o Lalo bem cantou. Também muito aplaudidos. E o público dançava !!!

Quando aproximava-se da hora dos autocarros chegarem para nos levar de volto ao hotel, a Isa Manhão mexeu com o público com o “Adeus Macau”. Sua bela voz a interpretar esta canção de saudade, certamente causou uma certa lembrança dos velhos tempos pré-transição. E, quando o povo ia entrando nos autocarros, ouviu-se do salão alguém a cantar Pretty Woman, talvez o Elvis de Macau que estava todo chique com seu traje estilo Elvis mesmo.

Sem dúvida, festa do tipo da Escola Infantil quase se torna obrigatória na programação dos próximos Encontros, pois é quando o povo se diverte mais, come-se melhor, há mais contato humano e tudo é uma alegria!

*Comentário: veja no Autor, canto esquerdo superior, comentário de Ana Cláudia que se insere neste post

José Badaraco

Charlie Santos

irmãos Carion

banda do Fred Ritchie

Tuna Macaense


Dia do Patuá – Encontro 2010

O último dia de Novembro, dia 30, foi o dia do Patuá e da emoção no palco do Enrique D’Assumpção (Austrália), autor do website em língua inglesa Macanese Families (Famílias Macaenses). Foi ele o 1º a falar, apresentando detalhes do seu trabalho levou muitos anos, conforme afirma.

O Enrique praticamente digitalizou os Livros de mesmo nome, do Jorge Forjaz, porém criando uma série de links que acabam facilitando a busca de pessoas e de nomes. Realmente algo muito trabalhoso, exigindo uma boa dose de paciência, raciocínio e especiamente, tempo! Contou ainda com a ajuda da comunidade macaense, principalmente de lingua inglesa, porém lamentou a pouco adesão dos macaenses que falam o português. Isto é uma típica característica da nossa comunidade, se você tem um site em português, como o PMM, poucos visitantes de língua inglesa o visitarão, e assim acontece com o website do Enrique.

No final do sua apresentação, emocionou-se ao perguntar “a quem devo delegar este trabalho, pois já estou com um certa idade?”. Isto causou uma simpatia do público que o aplaudiu de pé. Por acaso isto me fez perceber que nos meus 60 anos, nunca pensei a respeito. Porém acho que, mesmo que a comunidade macaense no mundo seja pequena, já lá existem pelo menos 4 sites/blog num mesmo nível de divulgação.

Depois foi a vez dos professores. Alan Baxter (Ausrália/Macau) e Deolinda Santos Califórinia), a falarem sobre o patuá, a sua peservação e a candidatura a Património Intangível.

Miguel Senna Fernandes falou por último, também sobre o patuá, a sua especialidade. Rodou depois 3 videos “Patuá Minuto” que fez todo mundo rir muito. Pretendem ser aulas práticas do patuá em bom humor. Achei uma criatividade incrível do Miguel. O Bibi é o ator principal e é muito bom, engraçadissimo. Aproveito para agradecer a Deolinda pela referência e link ao PMM no seu powerpoint.

Encerrada mais esta programação,foi servido um almoço, dim sum, logo perto do Instituto Politécnico, que estava ótimo. Para corrigir qualquer desinformação, esta conferência do patuá, bem como da Gastronomia no dia seguinte, é aberta a todos os participantes do Encontro.

Mais à tarde, houve uma recepção na casa do Cônsul de Portugual, desta vez, restrita apenas aos presidentes das Casas e outras associações participantes do Encontro.

Jantar num novo espaço – Encontro 2010

Após o domingo, dia 28, com atividades de manhã e à noite, a manhã da segunda-feira do dia 29/Novembro foi folga para a maioria dos participantes do Encontro 2010. É que aconteceu a reunião dos Conselhos Geral e Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses para eleição dos corpos sociais para o triénio 2010-2013, ano em que esperamos aconteça o próximo Encontro.

Não participei, pois não faço mais parte da direção da Casa de Macau de São Paulo. O presidente atual acabou acumulando as funções no Geral e Permanente e me substituiu no último Conselho. Quanto à segunda vaga da Casa no Geral, acabou permanencendo o representante anterior que hoje ocupa a vaga de vice.

Caso não saibam, no Geral, há revezamento de 3 cargos de vice-presidente entre as Casas e Associações, a cada mandato, não havendo necessidade de indicações ou eleições. Tal operacionalidade foi acertada em 2007 para evitar polémicas.

Quanto ao Permanente, o presidente eleito indica a sua equipe que é submetida individualmente à aprovação por todos os membros. E assim, foram reeleitos os membros da gestão anterior, bem como dos Conselhos, com uma ou outra desistência.

Quanto aos nomes dos eleitos em cada área, lêem no jornal do dia-a-dia do Encontro cujos links estão na capa do Projecto Memória Macaense.

Ainda de manhã foi realizada uma visita guiada aos principais pontos turísticos do centro, que bem serviu a quem não conhecia bem Macau e conhecer a história de cada local.

Depois às 4 da tarde estava marcada a tradicional fotografia em grupo nas Ruínas de São Paulo. O Chefe do Executivo esteve lá para prestigiar esta tradição. E, sempre é uma festa, com muita animação e as bandeiras das Casas sendo agitadas para alegrar ainda mais. O nº pessoas que você vê na foto oficial não espelha o total dos participantes do Encontro, talvez 1/3 ou menos. Seria bom se houvesse uma maior adesão das pessoas, afinal toma pouco tempo.

Bom, à noite então aconteceu o jantar oferecido pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, no Grand Ballroom do Hotel Gran Hyatt. Um lugar monumental na área do City of Dreams localizado no complexo de casinos na Taipa, vizinho do Venetian. É muito luxo, demais! Parece um mundo de fantasia, tal como sugere o nome acima. Como os recepcionistas do hotel foram muito simpáticos, enfileirados com o welcome na boca, vou avaliar se lá me hospedarei na minha próxima visita a Macau. Deve custar apenas uns centavos a mais que o Sintra … hehehe!!!

O salão estava lotado de gente e como é grande o local, embora ligeiramente menor que o espaço do Venetian. O atendimento na mesa estava ótimo e a comida muito boa, embora a variedade era mais discreta.

Pena que quando estava na fila com o meu prato, acontecia um belo show da Casa de Portugal em Macau (?), com um grupo de jovens (mas jovens mesmo, sem maquiagem), e só deu tempo para correr até o palco e tirar umas fotos e filmar um pouco. Afinal de contas, sou um meio repórter e blogueiro, mas também sou filho de Deus e romeiro do Encontro, e preciso me alimentar.

Mas antes houve um apresentação de dança chinesa com aqueles panos longos e coloridos, além de leques. Como adoro estas sensíveis apresentações chinesas!

Depois veio o Elvis de Macau, o Rudy Souza, com um belo traje e uma aparência cada vez mais Elvis. O Rudy me cumprimentou do palco com um aperto de mão e dedicou-me uma canção, enquanto estava lá a filmar e fotografar o seu show. Com toda a justiça pelo seu talento, fiz um artigo sobre ele no Jornal Tribuna de Macau, que saiu pouco antes do Encontro, e ele sentia-se agradecido pelo meu trabalho. Mas não precisa se preocupar com isso Rudy, você merecia que alguém falasse de você, mesmo que eu estivesse do outro lado do mundo, no Brasil.

Interessante que vi o Rudy mais solto e mais apreciado. O seu repertório estava ótimo além do seu desempenho on stage. Rosas jogadas para o palco e exclamação “we love you” ouvia-se de uma mesa próxima. Depois do show o Rudy ainda foi à mesa de honra para brindar, inclusive com o Governador Rocha Vieira, que marcou novamente a sua presença em outro evento do Encontro. Ele até foi à minha mesa para este brinde, mas infelizmente eu estava registando a apresentação da Ramana Vieira.

A Ramana é uma portuguesa nascida em Califórnia, uma fadista por excelência. Trazia consigo uma composição sua “Macau My Heart”, além de cantar uma canção em patuá. Mas o que me impressionou mais da Ramana foi o seu profissionalismo e respeito ao compromisso assumido. Foi requisitado um piano para que ela tocasse e cantasse, pois não trouxe a sua banda e a apresentação em conjunto com a Tuna Macaense aconteceria apenas num outro dia. Como não conseguiu ser disponibilizado o piano, ela não desistiu e cantou sem acompanhamento musical. Somente a sua voz! Bela e possante voz! Foram 3 músicas ainda por cima. Até queria saber quantos artistas aceitariam fazer isso! No final, fiz questão de cumprimentá-la pela coragem e acho que o público deveria aplaudi-la de pé.

E, quando terminado os 4 shows, número igual do jantar de abertura do Encontro, eu ainda procurando comer a sobremesa, tive que abandoná-la pois os autocarros/onibus já estavam aí para levar a gente toda de volta aos hotéis. A sobremesa ficou na saudade! Foi um evento rápido, pois durou cerca de 3 horas.

Até agora já colecioneis bons videos musicais, entre eles, as apresentações da Elsa Denton e do Elvis. Espero poder disponibiliza-los no YouTube e até para alguma divulgação, porém sem fins comerciais e nada com resultados financeiros. Just for fun e para a justa promoção dos artistas, sob a sigla Projecto Memória Macaense.

Dia de emoções revividas – Encontro 2010

Sessão Inaugural do Encontro no Venetian – 28/11/2010

O último Governador português de Macau, Vasco da Rocha Vieira, a discursar no palco, num ambiente em que se encontravam o actual Chefe do Executivo, Chui San On, e o anterior, Edmund Ho, além de autoridades da RPC, fez-me por momentos recordar o dia de transição em Macau. Depois, toda a boa vontade e amabibilidade manifestada pelo Chefe do Executivo, no seu discurso, foi demais! Emocionei-me, mas tive que manter-me firme, pois estava a filmar todas estas cenas que tanto me fizeram voltar ao ano de 1999. Não estive em Macau na ocasião, mas assisti a tudo pela tv. Para mim, foi um momento histórico e graças a Deus eu vim ao Encontro.

Logo de manhã, no Teatro Dom Pedro lotado, Jorge Rangel pelo IIM comandou as cerimónias de lançamentos de livros e a entrega do Prémio Identidade à Santa Casa de Misericórdia e à UMA. No início foi passado um belo video-foto-gravura clip, comentado em patuá, seguido de apresentação sobre George Smirnoff e Cecília Yvanovich.

As novas publicações foram dos livros Falar de Nós V e VI de Jorge Rangel, Meio Século em Macau, de J.J.Monteiro, por Américo Monteiro, Things I Remember de Jim Silva, Portuguese Community in HK de Antonio Jorge Silva, e o Cinema em Macau, de Henrique de Senna Fernandes, por seu filho Miguel. Também foi apresentado o livro Danilo no Teatro de Vida por Pedro Barreiros.

Após o seu encerramento foi servido um almoço com grande variedade de comida macaense, que certamente agradou a todos.

A sessão inaugural do Encontro no Venetian estava marcada para as 18 horas, mas antes das 5 da tarde, já o saguão do Hotel Sintra onde estava hospedado já se encontrava lotado de gente à espera de transporte. Todos estavam prevenidos para não se atrasarem para a festa.

Percorrer os corredores do Venetian para chegar ao “ballroom” foi um desafio aos ouvidos, de tanta gente que tinha por lá. Incrível! Mas como Macau tem tanta gente!

Os alto-falantes anunciavam o início do evento com a chegada do Chefe do Executivo, Chui Sai On, acompanhado de Edmund Ho, o seu antecessor. Sorridentes e aplaudidos seguiram para os seus lugares na extensa mesa no meio do salão. Discursaram em seguida, José Manuel Rodrigues, Rocha Vieira e o Chefe do Executivo. Após, cortaram a fita inaugural e brindaram.

Enquanto o tradicional porco assado à moda chinesa (siu chii) era entregue às mesas num desfile, sentia a falta daquele espectáculo que tanto esperava ver. Lembro que noutro lugar, não me recordo, era anunciada com música e à frente ia um porta-bandeira.

Como atrações, apresentaram-se o coral Vozes de Macau, de São Paulo, com um repertório variado, a Ysabelle Capitulé que, embora numa apresentação rápida da sua dança hip hop, despertou muita atenção e exclamações pela sua habilidade, sem falar, muito aplaudida. A Elsa Denton também fez-se presente com a sua bela e marcante voz. Ainda teve uma exibição de um mestre em cortes de carnes que consta do Guiness book, além de um conjunto musical que fez muita gente dançar.

Lá pelas 22 horas anunciou-se que já os autocarros/bus já estavam disponíveis para o retorno aos hotéis. Foi então uma correria, que fez muita gente abandonar a sobremesa/frutas nos seus pratos.

Enfim, foi uma bela festa, como sempre o é, mas desta vez, em 2010, recheada de emoção, pelo menos para mim.

Foi uma festa!!! Encontro 2010 – Boas Vindas 27/11/2010

Imaginem centenas de pessoas a conversar ao mesmo tempo! Some a isto, música em alto e bom som! Mais o som dos calçados femininos e masculinos a castigarem o chão da Escola Portuguesa,  para atender o apelo da música – dancem, dancem !!!! E tantos outros ruídos não identificados! O resultado, um som infernal e ensurdecedor! Um bom par de tampa-ouvidos faria bem, mas …. tudo era festa! Abraços, tapas nas costas, beijinhos pra cá e acolá, exclamações, saudades, muitas saudades. Era a – recepção e convívio de boas vindas aos participantes do Encontro 2010 na Escola Portuguesa de Macau. Acontecia no dia 27 de Novembro de 2010.

Já bem antes das 18 horas, horário marcado para o 1º evento do Encontro começava a chegar gente e mais gente. Aos poucos lotava o saguão principal da Escola. Diferente do ano 2007, o palco musical foi montado aí mesmo, ao invés da quadra esportiva aberta. As mesas de salgadinhos e doces macaenses já estavam dispostas e repletas, com a mesa de bebidas já a servir a sede desta gente que ficava rouca de tanto conversar.

Via-se e ouvia-se “oh …quanto tempo …”. O tempo variava muito. Podia ser 3 anos, ou mais de 40 anos, como quando revi o meu colega do Seminário, o Jorge Coimbra, hoje residente em Portugal. “Mexendo com a terra”, vida saudável! Dizia ele.

Era gente que se abraçava para tirar fotos inesquecíveis. E como a população macaense envelhece dia a dia, e esta é a maioria dos participantes, então, “envelheceu hein!”, porque não, “engordou, huumm”.

Quando se inicia a programação, o ilustre e último da era poruguesa, Governador Rocha Vieira, sempre simpático e acessível, bem como a sua esposa, perfilados juntamente com os presidentes e dirigentes do CCM e das Casas de Macau, posavam para as fotos e câmeras. Antes disso, já se percebia uma movimentação dos repórteres a colectar material para a redação. E eu para o meu site e blog.

Segue-se o show dos músicos Luís Garcia, Armando Santos e os irmãos Oliveira de Toronto/Canadá. Competentes, agradavam a gente com suas belas apresentações. Já de imediato colhi material para rechear o espaço musical do meu site Projecto Memória Macaense. Mais 3 músicos macaenses para acrescentar à lista. É preciso prestigiar a nossa gente!

O povo dançava, e como macaense gosta de dançar! O rock and roll dos velhos tempos ressuscitava! Enquanto outros divertiam-se a conversar e lembrar os velhos e bons tempos de Macau, Hong Kong, Shanghai etc. E o bom José Dinis da JTM lá não resistiu e deu os seus rebolados. Minha câmera fotográfica não o perdoou, e nem a muitos! Mas desta vez tmbém fui equipado com uma discreta filmadora. Uma questão de filmar e filmar. Depois na edição, vamos ver o que se pode fazer para as boas lembranças de todos.

Já se aproximando o final da festa com as 21 horas a espreitar por aí, imaginem só, muitos salgadinhos e doces macaenses que costumam marcar presença no chá gordo, estavam a sobrar, mostrando que não havia o que reclamar como justificaiva para ir jantar fora depois.

E ai terminava o bem sucedido 1º evento do Encontro.

Macau à vista – Encontro 2010

Atenção senhores “navegantes” – Macau à vista!!! Talvez devesse assim ser anunciado nos alto-falantes do turbo jet que transportava este macaense residente no exterior, “da diáspora” o tal nome técnico não muito simpático, que retornava à sua terra natal, desde a sua última visita em Agosto de 2008. Aliás, aquela visita para acompanhar o pessoal da TV Globo para pesquisas e preparação para as gravações de cenas (decepcionantemente curtas) da novela Negócio da China, infelizmente, que pouco agradou.

Com Macau a surgir no meio da névoa que insiste em marcar a sua presença em Macau e Hong Kong, muito ruim para fotografia, procuro logo a atualizar o panorama de minha terra. Vejo uma nova construção em forma similar a um 1/2 ovo, perto do Casino MGM, alguns prédios novos, uma espécie de torre no morro da Guia. Procuro adivinhar o que são. Fica a dúvida! O Farol da Guia, então, não serve aos navios que se posicionarem atrás de alguns prédios mais altos, a tamparem a sua luz. Fica valendo nestes casos a iluminação dos casinos!

Tenho umas manias de tradições, coisa simples, mas o restaurante do Pák Ká Piu é um ponto prioritário. Sei que existem melhores, mas algo liga-me a ele. Torna-se o primeiro roteiro. Aí o van tan min matou as saudades. Mas o cansaço da extenuante viagem mandava-me voltar ao hotel.

Outra tradicional visita prioritária é a cantina da APOMAC. Tenho comigo que sempre que visitar Macau, tenho que ter pelo menos uma refeição por lá. A gente sente-se em casa no seu ambiente acolhedor.

Os pratos Galinha de Macau ou Galinha Portuguesa e o Pato a Cabidela, repartidos entre eu e a minha esposa Mia, fizeram a sua parte para matar as minhas e nossas saudades, pois a brasileira Mia adora Macau e cá esteve 6 vezes. Deliciosos! O cordial e ex-colega do Seminário de São José, Francisco Manhão, um dos seus principais fundadores, prestou-se a nos apresentar a APOMAC por completo, onde pudemos conhecer o importante e excepcional trabalho da entidade que agrega cerca de 1.700 associados. Assistia-nos nas apresentações médicas o enfermeiro e também antigo aluno do Seminário (olha a minha escola de novo), o Francisco Assis.

Ainda na APOMAC que falarei mais em postagens posteriores, matei a curiosidade para saber quem era o responsável pela cozinhação macaense, que não atrai só os macaenses mas a população chinesa, até o Chefe do Executivo, assim explicava o Henrique “Átchô” Baptista. “A minha irmã Victória Baptista”, assim dava início a uma detalhada explicação desta actividade gastronómica explorada pelos Baptista. Foi uma boa conversa que também abordarei em postagem posterior.

O Santos que foi da Polícia Marítima, também se prestava a colaborar para mostrar uns pratos especiais, ah … de encherem os olhos … casquinhas de caranguejo … huuummm !!! Mas, atenção, só sob encomenda, alerta o Átchô (desculpe-me, mas acho que assim se escreve o seu alcunha), que também, orgulhoso, dizia que ser o prato predileto do Chefe do Executivo.

Outro macaense presente era o Daniel Ferreira (também ex-Seminário), que tanto fez rir a minha esposa com as suas histórias pessoais recheadas de bom humor. Tivemos uma boa conversa, que também procurarei reproduzir em postagem posterior, a falar da sua vida pessoal até a tal curiosidade que tinha sobre uns rumores sobre a fundação de uma cidade para os macaenses “no Brasil” !!!

Já lá passava das 9 da noite quando deixava a APOMAC, após uma convivência macaense e com um sentimento que fazia o papel inverso de reportagem do Encontro, quando ao invés dos repórteres locais que entrevistam os romeiros da diáspora, eu, nessa última situação, a entrevistar os macaenses residentes, embora a rigor não sou nenhum repórter, apenas um curioso que tem um site e blog macaense, e eventualmente escrevo para o Jornal Tribuna de Macau. Mas percebi a importância de falar da nossa gente que reside em Macau. Pena que pouco posso fazer pois moro no outro lado do mundo, e só nas minha esporádicas visitas a Macau, é que posso fazer este trabalho. Ficava a pensar que talvez alguém, um residente, pudesse colher tantas histórias interessantes que dava até um bom livro. Temos que falar de nós e os residente podem contribuir com boas crónicas.

Assim, alguns tópicos dos meus 2 primeiros dias vividos em Macau, que procuro postar assim que a cara internet do hotel permitir. Aliás muito caro o serviço oferecido, que só é gratuito no recinto do restaurante.

Curtas do Encontro 2010

A 22 dias do início do Encontro, logo aí, na expectativa do Programa Definitivo, o evento se reveste de muita importância para a comunidade macaense. Uma parte da Diáspora se desloca para Macau, é recebida pelo Chefe do Executivo que oferece uma recepção num dos eventos, significando que continua a prestigiar a nossa comunidade.  O detalhe –  é o novo Chefe do Executivo.  Respiramos aliviados pela continuidade, novamente reafirmada em recente encontro com a personalidade máxima de Macau no fim do mês passado.

Já até se fala em possível novo Encontro de Jovens.  Muito bom, pois significa também a continuidade. Tomara que aconteça e que novos jovens tenham oportunidade de conhecer a terra, um possível revezamento daqueles que já foram noutra vez. É preciso envolver um maior número de jovens para ampliar o horizonte de idéias e possíveis líderes da comunidade no futuro.  Quantos mais jovens envolvidos, mais chances da comunidade macaense ter uma vida mais longa.

Mesmo que a comunidade macaense dos residentes não esteja em peso nos convívios, tal como gostaríamos, talvez olhasse que a romaria da diáspora acaba despertando novas manifestações de apoio e simpatia.  Lembro das palavras do antigo Chefe do Executivo, em visita a São Paulo, “sejam bem-vindos a Macau” e “Macau é a vossa terra”.  Essas manifestações positivas, de um modo, colaboram bem em quebrar aquele receio do período pré-transição, quando muitos de nós, acabamos por deixar a nossa terra diante das incertezas.  Vários já tomaram o rumo “de volta à terra”.

Várias vezes vivi nas minhas visitas a Macau, manifestações da população chinesa enaltecendo o facto de ser um “filho da terra”. Lembro especialmente um episódio em que eu, a quebrar a cabeça para lembrar palavras em cantonense, uma pena que perdi boa parte do meu chinês por falta de uso constante, fui consolado “não tem importância, fale devagar, afinal você é um filho da terra”.  Posso falar muito pouco o chinês-cantonense, mas em contrapartida, entendo bastante bem. Então, isso emocionou-me.

Quanto ao último evento do Encontro – Festa de Encerramento – perguntaram-me  que achava se se chamasse de – Festa de Confraternização e Encerramento do Encontro de 2010.  Disse que achava uma boa idéia, pois no fim das contas, é o que realmente acontece. É o dia de saudades dos momentos vividos no evento e as pessoas se soltam mais, se divertem e se confraternizam.  Há nesse dia algo mais especial, como despedidas, abraços, umas conversas a mais, expectativa pelo Encontro de 2013, etc etc.

Fim de mandato no CCM – Conselho Permanente

Depois de 2 mandatos no Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses, o Encontro de 2010 marca o fim da minha participação neste Órgão macaense.  Como já não faço mais parte da Direcção da Casa de Macau local, obviamente que serei substituído por outro membro do seu corpo social.

Pús-me a recordar a sua formação em 2004, um tanto trabalhosa e recheada de polémicas fartamente divulgadas na imprensa de Macau.  De um modo participei dessa época, até envolvendo o meu site PMM na emissão de opiniões e até um ou outro artigo no JTM.  Respeitando as diversas opiniões construtivas e desprezando algumas destrutivas e anónimas, algo desprezível quando o sujeito tem medo de se identificar e assumir a sua postura, via que era necessário a fundação do Conselho.   No fim, entre mortos e feridos, o Conselho das Comunidades Macaenses foi fundado.

Em 2007, emiti neste blog, na época hospedado no Blogspot, uma opinião a respeito da elegibilidade de Vice-Presidente do Conselho Permanente.  Um respeitável órgão da imprensa de Macau divulgou!  O resultado foi que uma residente de Macau acabou sendo nomeada a 1a. Vice.  Nada mais justo!

Agora em 2010, como estou de saída do Conselho, não esperem por qualquer opinião minha.  Só vou desejar boa sorte e tranquilidade nas reuniões e eleições. Nos bastidores, é claro que percebo algumas consultas que até me foram dirigidas, nada polémico ou especial, apenas coisas corriqueiras. Mas sustentei-me numa posição de neutralidade. Penso que os novos e reeleitos membros saberão conduzir as questões com serenidade, tal como deve estar o clima, a exemplo de 2007.  Vou, do lado de fora, torcer para que tudo dê certo pela causa macaense.  O  Conselho é muito importante.  É a referência macaense! Que prevaleça o bom senso despido de quaisquer interesses, sejam quais forem eles, o que naturalmente ocorrerá.

Encontro de 2010 – Ysabelle Capitule

Para ser sincero, não sou daqueles adeptos da música de Hip Hop ou algo parecido.  Não que não goste, mas talvez por ser eu de outra geração.  Mas depois de ver os videos da Ysabelle Capitule no YouTube (é só digitar o nome dela na Busca, ou, veja no site do Projecto Memória Macaense), logo conscientizei-me.  A menina macaense será um sucesso no Encontro de 2010.  Esquecendo o género da música, mas vendo-a a dançar, com toda aquela flexibilidade, movimentos, é incrível.  Agrada aos olhos.  Portanto, mesmo que não apreciem a música, assistam ao show e veja o talento da menina Ysabelle.  Realmente merecedora de todos aplausos e a sua participação no programa da Ellen na tv americana.  Parabéns à família Capitule, ou Capitulé, e parabéns à Ysabelle.  Você será um sucesso no Encontro de 2010!

Veja no novo site do Projecto Memória Macaense, a página da Ysabelle com 2 videos do YouTube que você assiste lá mesmo.  O link está em Música:

www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense/

O Projecto Memória Macaense vai para o Encontro 2010

Seguindo uma tradição de já há vários Encontros, o Projecto Memória Macaense (PMM) viaja para Macau para participar e cobrir o Encontro das Comunidades Macaenses de 2010.  O PMM, no caso, é representado pelo seu autor Rogério P.D. Luz, e também autor deste blog.

Fundado em Junho de 2003, o PMM cobriu como website, os Encontros de 2004 e 2007.  Noutras vezes, viajei como participante da comitiva de São Paulo, desde o início do Encontro em 1994.  Apenas não participei do Encontro de 2001, o 1º após a transição, quando reinava aquela dúvida sobre a continuidade deste evento. Naquela edição, fora do presidente e o vice da Casa de São Paulo, não houve nenhuma comitiva apenas alguns poucos particulares viajando por conta própria.  O subsídio era mínimo na época, se não me engano, algo em torno de US$ 100, mesmo pouco mas valia pela perspectiva de continuidade.  Além do que, a moeda brasileira estava muito desvalorizada em relação ao dólar americano, inviabilizando a viagem para todos, já que o custo do Brasil para Macau é muito alto, se levarmos em consideração os bilhetes aéreos, hotel, gastos pessoais etc. Afinal de contas, estamos no outro lado do mundo em relação a Macau.  Ainda é muito difícil para muitos locais viajarem para Macau, mesmo com o bom subsídio que foi concedido para as Casas e Clubes similares, que até surpreendeu a muitos.  Uma surpresa agradável que julgo, fará a edição de 2010 ter  um número recorde de participantes. Obviamente que o valor final que cada um dos participantes receberá do subsídio, dependerá do nº de pessoas que viajarão.  Em São Paulo, mais de 60 pessoas confirmaram a viagem, o que reduz razoavelmente o valor do subsídio atribuído para cada um.  Só pelo coral viajam pouco mais de 20 pessoas.

Como já se tornou uma tradição nos Encontros, representantes da comunidade de São Paulo farão suas apresentações musicais.  O Charlie Santos, nome artítico de Carlos Alberto da Silva Santos, também conhecido por Canicha, e autor da alegre canção Casa de Macau, muito cantada nos Encontros, finalmente vai estar lá.  Digo finalmente, pois em 2007, quase que ele ia, mas acabou transferindo a sua presença para este ano.  Charlie bem que gostaria de levar a sua banda profissional  com músicos de 1a. linha.  Em 2007 até ensaiou isso nos seus cálculos do quanto custaria.  Os números assustaram!  Então neste ano, viaja com seu playback e a sua família.  Cedeu à sua vontade de estar lá junto à malta, afinal de contas ele detém um número recorde de CDs produzidos, e bem produzidos, diga-se de passagem, tudo financiado do seu bolso, que ainda bem ele dispõe de recursos fruto do seu trabalho profissional.  O Charlie é daqueles sujeitos que não medem esforços para investir no que gosta.  Espero que ele seja bem sucedido diante uma platéia de mais de mil pessoas, o que tenho certeza que será!!!

O Pau Pau ou Fred Ritchie é outra atração de São Paulo, embora ele divida a estadia aqui e em Macau.  É um dos homens mais viajados que conheço!  Ele já se apresentou em 2007 e noutros Encontros.  É um show man!!! Adora o que faz e faz bem, e tente tirar o Pau Pau do palco …. huummmm, xiça … ele, se o deixarem, canta a noite toda até o dia seguinte.  Tem um fôlego que não é brincadeira!  Mas quando ele dá início ao show, pode perceber que sai todo mundo para dançar.  O Pau Pau é daqueles que se o convidarem para uma festa, ele leva a viola como seu acompanhante e sempre ensaia umas canções, e agrada toda a gente.  Ele canta com a banda do seu filho, que é de 1a. categoria.  Em 2007, até levou uns músicos brasileiros. Profissionais!

E outra atração local, é o coral com 19 integrantes que se apresentou no Encontro de 2007.  Desta vez viajam com um novo maestro, que profissionalmente actua num conjunto cover de Bee Gees, ele nos teclados.  Dizem que levam um repertório pronto com cerca de 20 músicas, e com bastante novidades.  Trocaram de nome e agora chamam-se Vozes de Macau, e investiram num novo uniforme.  Andam a ensaiar todos os fins de semanas já há tempos para uma boa apresentação em Macau.

Sinto pessoalmente por algumas ausências e atrações.  Uma delas, posso comentar, que é a ausência do patuá de São Paulo.  No fundo, esperava que pelo menos uma ou duas peças, curtas, de Mariazinha Carvalho, que é a nossa 1a. dama do patuá pudessem fazer muita gente rir em Macau.  Uma delas, a encenação musical que ela produziu e escreveu, The Chop Stick Sisters, protagonizada por Clemente “Neco” Badaraco e Armando Ritchie, é de matar de rir, e uma outra … ah, são tantas que ela me conta … umas procuram mostrar a convivência do macaense com o “gnau sôc”, que praticamente revivem situações hilariantes tais às que vivemos outrora em Macau.  Infelizmente, Mariazinha é uma das vítimas do alto custo de uma viagem para Macau o que praticamente inviabilizou a sua participação, bem como do Clemente Badaraco, do elenco da divertida Chop Stick Sisters.  Aliás pensei que talvez houvesse algo planeado para o patuá, mas no domingo passado, em conversa com ela, vi que não havia planos.  Mariazinha é autora de inúmeras peças teatrais em patuá, frutos da sua rica imaginação e o amor por coisas macaenses e de Macau. Ela, na maioria das vezes, encena as suas obras.  Várias vezes tentei convencê-la a colocar tudo num livro, que penso até que poderia haver patrocínio de Macau, de tal importância que o patuá representa para a cultura macaense.  Em 1994, salvo erro, uma das suas peças foi apresentada em Macau.  Em São Paulo já há anos rimos das suas peças, tal como, o Passaporte, Romeu e Julieta etc etc.  Uma pena que Macau não poderá ver o patuá de São Paulo. O patuá é a nossa cultura que precisa ser valorizada, preservada e divulgada!

O PMM já abriu uma página-guia que conduz e conduzirá a outras para falar desta edição de 2010, comprometendo-se a manter as páginas e todas as publicações enquanto o website existir.  Tal como está sendo para as edições de 2004 e 2007.  Assim, a comunidade macaense poderá sempre consultar o site,  para matar saudades, relembrar ou ver o que aconteceu nos Encontros passados. E que venha a edição de 2013.  Temos que acreditar!

Visite o PMM renovado e com novo visual neste endereço: – www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense/

1a. foto: Mariazinha em trajes da peça em patuá O Passaporte / 2a. a peça O Passaporte (damas macaenses e o “gnau sôk” funcionário público) / 3a. a apresentação musical The Chop Stick Sisters (da esquerda: Armando Ritchie e Clemente “Neco” Badaraco) – clicar nas fotos para aumentar

O Encontro confirmado e uma Reverência

Acho que todos já devem estar sabendo que, o Encontro das Comunidades Macaenses será realizado em Macau, no período de 28/11 a 05/12/2010. No dia 27/11 haverá uma recepção de boas vindas.
Vamos esperar que o evento possa contar com uma boa participação da comunidade mundial macaense, bem como dos residentes de Macau. A participação do Brasil é sempre uma incógnita, quanto ao número de pessoas que integrarão as comitivas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Numa pesquisa preliminar, constatei que os preços das passagens aéreas giram em torno de US$ 2.000 via Canadá e de US$ 2.200 a US$ 2.800 via Europa para a época do Encontro. Certamente estes preços podem variar para menos, quer pelas promoções ou nº de bilhetes, ou será para mais, se a aquisição for próximo da data de embarque ??? Cá por mim, pelos custos, vezes 2, ou seja para casal, até penso se será possível a minha participação, pois, no total, poderão girar em torno de US$ 8.000, ou mais, com gastos pessoais/hotel e uma parada na Europa. Vamos ver mais para frente.
Uma Reverência - Sempre nesta ocasião do Encontro, tal como em 2007, tenho que lembrar e destacar que, se ainda hoje temos Encontros, já passados 10 anos da transição, é devido aos macaenses residentes em Macau. São aqueles macaenses que, mesmo diante das incertezas da transição, lá permaneceram. São eles que garantem a existência macaense em Macau em todos os sentidos, e que têm o reconhecimento dos Chefes de Executivo, o Governo da RAEM e da RPC. Nós macaenses da diáspora, que lá não permanecemos por motivos variados, temos que revenciar e homenagear os macaenses residentes. Tanto que é justo ver a Casa de Macau dos EUA a homenagear o Dr. José Manuel Rodrigues, que mais conhecemos como Chai Chai, pelos Encontros, a instituição do Conselho das Comunidades Macaenses, a Confraria da Gastronomia Macaense e tantas outras iniciativas. Os méritos também devem ser extensivos à sua equipa de trabalho e colaboradores pelos esforços deles.
Que não haja outra interpretação desta citação, pois o que é justo, é justo. Alguém teria que fazer, outros poderiam fazer, você poderia ter feito, mas quem fez é o que importa !!!