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Carlos Dias, o fotógrafo de Macau

Esta incrível foto "Cold and Rainy (frio e chuvoso)"recebeu várias premiações: International Salon of Photography approved by PSA (Photographic Society of America): 1973: CPA (The Chinese Photographic Association of Hong Kong) Bronze Trophy and Mr. Tong Ping-Tat Cup; Hong Kong Y.M.C.A. International Salon (Bronze Medal); 1974: Singapore Inter. Salon of Photography (Trophy); Newcastle, Australia (Bronze Plaque); Oregon State Fair, USA (H.M.); Northwest Puyallup, Washington, USA (H.M.); Vietnam The Artistic Photographic Assoc. (APA Gold Medal); Madhya Pradesh, India (H.M.); The Photographic Society of H.K. (Gold Trophy); Thailand International Salon Photography (Bronze Medal); 1975: International, New Mexico State Fair, USA (2nd Place Award); Chicago CACCA, USA (H.M.); Foto Club Buenos Aires, Argentina (Mention); Toronto Inter. Salon of Photography, Canada (TCC Silver Medal); 35mm H.K. International Salon (Bronze Medal); Barreiro, Portugal (H.M.); Bilzen, Omni-Candid II, Belgium (Diploma); 1978: Malmo International Exhibition of Photography, Sweden (H.M.);

Esta incrível foto de Carlos Dias de 1973  “Cold and Rainy (frio e chuvoso)”recebeu várias premiações:
International Salon of Photography approved by PSA (Photographic Society of America):
1973: CPA (The Chinese Photographic Association of Hong Kong) Bronze Trophy and Mr. Tong Ping-Tat Cup;
Hong Kong Y.M.C.A. International Salon (Bronze Medal); 1974: Singapore Inter. Salon of Photography (Trophy); Newcastle, Australia (Bronze Plaque); Oregon State Fair, USA (H.M.); Northwest Puyallup, Washington, USA (H.M.); Vietnam The Artistic Photographic Assoc. (APA Gold Medal); Madhya Pradesh, India (H.M.); The Photographic Society of H.K. (Gold Trophy); Thailand International Salon Photography (Bronze Medal); 1975: International, New Mexico State Fair, USA (2nd Place Award); Chicago CACCA, USA (H.M.); Foto Club Buenos Aires, Argentina (Mention); Toronto Inter. Salon of Photography, Canada (TCC Silver Medal); 35mm H.K. International Salon (Bronze Medal); Barreiro, Portugal (H.M.); Bilzen, Omni-Candid II, Belgium (Diploma); 1978: Malmo International Exhibition of Photography, Sweden (H.M.);

Atualização 18/12/2015: Esta postagem foi matéria e capa do Jornal Tribuna de Macau de 18/12/2015 neste link: http://jtm.com.mo/local/carlos-dias-fotografo-de-macau-facebook-popularizou/

Carlos Dias capa JTM 18.12.2015

A minha vida fotográfica era pouco c­­onhecida pela comunidade portuguesa de Macau, ao contrário do que acontece a muitos chineses que me conhecem e ainda se lembram de mim, dos anos 1970”, assim explica Carlos Dias sobre a época que se dedicava à fotografia, do início em 1969 até 1980.

Carlos Dias

Carlos Dias

Carlos, um fotógrafo por excelência, de fato, somente passou a ser conhecido pela malta macaense com a popularização do Facebook: “sinto-me satisfeito em postar as fotos na minha página criada há 2 anos, onde conto agora com quase 7000 seguidores”. As suas fotos, sempre de excelente qualidade e de beleza artística, recebem dezenas de “gostos (curtidas ou likes)”, dos seus fãs que fazem rasgados elogios. “Se não existisse a rede social é pouco provável que me voltaria a dedicar a esta atividade (fotográfica)”, assim resume.

O fotógrafo de Macau ainda conta um fato curioso “ainda muito recentemente, um amigo de mais de 30 anos,  macaense e também fotógrafo amador, com quem durante vários anos trabalhei no mesmo departamento no Leal Senado de Macau, me confessou que não sabia que eu tirava fotografias no passado”. Isto revela a discrição do Carlos, que se traduz nas suas fotos, quase intimistas, a revelar uma solidão de olhar que transporta para composição da imagem que captura com a sua câmera. Se observar bem, gosta de enaltecer o elemento único.

Carlos Dias fotografia de Macau 24

Macau antigo: barracas de banho

As suas fotografias que têm basicamente Macau como tema, embora agora já passa das fronteiras do território, pelas Portas do Cerco, nos passeios fotográficos pelo continente chinês como observa: “naqueles tempos nem à China continental podíamos ir”, tem feito soberbas imagens sabendo-se aproveitar das belas paisagens com a sua capacidade de observação e escolha de ângulo.

Sobre a sua vida fotográfica, o macaense que estudou no Seminário de São José, além de Escola Infantil D. José da Costa Nunes e a Escola Madre Canossiana na pré-primária, conta “comecei a tirar fotos aos 26 anos de idade, após ter adquirido uma máquina SLR Pentax, Sportmatic, em 1969”. Daí até por volta de 1980, dedicou-se bastante à fotografia obtendo diversos prêmios em Salões Internacionais, como revela “em 1975, entrei para o “World Top Ten” (o primeiro em Macau)  no grupo de fotografias a preto e branco de “Who’s Who in (Photography”, por The Photographic Society of America.  Em 1980, conquistei o terceiro lugar no mesmo grupo. E nos anos 1970, os títulos fotográficos obtidos junto à  FPSM (Fellow of the Photographic Society of Macao), MHFCBA (Honorary membrer of the Photo Club Buenos Aires), HonE.YMCAPC (Honorary Exhibitor of YMCA Photographic Society) e PSA Five Star Exhibitor (five star Exhibitor of the Photographic Society of America ) este também o 1º em Macau”.

Carlos Dias fotografia de Macau 09

No entanto, aos 37 anos de idade, no ano de 1980, “saí do círculo fotográfico por mais de 30 anos” a explicar que somente voltou a se dedicar à fotografia em Maio de 2013 quando ganhou de presente da sua filha uma máquina fotográfica profissional Canon 5D. A partir daí começou a estabelecer um roteiro fotográfico pelas ruas da sua terra natal com uma periodicidade semanal, além de gostar de fotografar eventos e festividades da cidade.  Quando chove, lá está o Carlos com a sua câmera na rua: “a chuva e o reflexo do chão molhado são ideais para umas boas fotos, sobretudo à noite”.

Carlos Dias, que nunca foi profissional em fotografia, é autodidata, aprendeu todas as técnicas sozinho, a relatar que  no ano de 1969 comprou “nas velharias no Lán Kuai Lao (ferro velho ou comércio de coisas usadas) por alguns avos (centavos) um livro usado sobre revelação  e ampliação de fotografia”.  O seu “quarto escuro” para esse trabalho era a única casa de banho (banheiro) do apartamento onde morava com seus familiares, que não eram poucos. Dava trabalho, pois tinha que proteger os papéis fotográficos sensíveis à claridade a cada vez que alguém tinha que ocupá-lo para fazer as suas necessidades. Hoje em dia, os papéis fotográficos não têm esse problema e meramente recebem a impressão por tinta e não mais por projeção da imagem sobre eles como nos tempos de negativos.

Carlos Dias fotografia de Macau 05

Macau: 澳門花王堂 Igreja de Sto. António. Chuva intensa. Foto em HDR

Nos tempos atuais, na era digital, a internet tem auxiliado nas suas pesquisas e uso de programas de edição de imagens, dentro dos quais, o seu destaque nas fotos publicadas na rede social que têm encantado seus seguidores, são de imagens em HDR, O que é isso? “O HDR – sigla para High Dynamic Range (Aumento do Alcance Dinâmico) – é uma técnica para imagens digitais que tem a função de contornar as limitações dos equipamentos de captura e de exibição, com o objetivo de obter muito mais detalhes da cena desejada, não perdendo assim informações de altas luzes e sombras. Essas limitações dos equipamentos acontecem porque (ainda) não é possível capturar todas as quantidades de tons e cores que nossos olhos enxergam. Essa técnica consiste em unir, no mínimo, três fotos simultâneas com exposições diferentes (alternando preferencialmente a velocidade do obturador), assim poderemos capturar vários tons de luz e sombras, e unimos essas fotos com exposições diferentes para resultar uma foto final rica em detalhes (fonte: Photopro)”. Em resumo, as imagens chegam a ficar parecendo pinturas sem deixar de perceber que são fotografias, mas surrealistas, e as cores ficam mais acentuadas. As fotos noturnas ou de baixa claridade ganham luminosidade. Para se ter um resultado final bom é preciso saber manipular bem o programa específico de edição.

Carlos Dias fotografia de Macau 23

Macau: Nascer-do-sol

Perguntado se teve algum livro fotográfico publicado, Carlos diz que não tinha pensado a respeito, embora tenha recebido sugestões nesse sentido.  “Nunca tentei fazer esse pedido e sou avesso a fazê-lo” quando sugerido que poderia tentar obter apoio de alguma entidade ou organização governamental diante da qualidade dos seus registros fotográficos de Macau. Aliás, se me permite comentar, poderia se pensar num livro fotográfico patrocinado de Macau sob o olhar de filhos da terra de língua portuguesa, uma oportunidade e apoio que lhes faltam. Além do Carlos Dias, poderia agregar trabalhos de outros fotógrafos que já mostraram seus talentos em redes sociais ou noutros meios de divulgação.

Além de fotógrafo, Carlos revela “fui conselheiro honorário da  Associação Fotógrafica de Macau (a mais antiga no território) e da The Photography Salon Society of Macao, onde fiz sempre parte de júri dos seus concursos (bienais) de salões internacionais de fotografia, desde a primeira edição das duas associações até à minha saída do círculo fotográfico em 1980.   Em 2015, voltei a fazer parte do júri do 18º Salão Internacional da Associação Fotográfica de Macau. Também, nesse ano, fui designado  “General Adviser” da Macao Digital Photography Association”. Quanto à sua participação em exposições, percebe-se que o seu talento não foi devidamente reconhecido até agora, como conta: “cheguei a participar em exposições conjuntas (2 vezes), uma na década de 1970 e outra mui recentemente, feita a pedido do Instituto de Formação Turistica de Macau, em Agosto do corrente ano de 2015 (veja a notícia neste link do Jornal Tribuna de Macau).

Foi muito difícil selecionar as fotos do Carlos Dias para publicação, mas vamos lá, ei-las devidmente autorizadas pelo fotógrafo macaense. Veja mais fotos na sua página no Facebook: https://www.facebook.com/Macau-%E6%BE%B3%E9%96%80%E6%94%9D%E5%BD%B1-Fotografia-186593838200108/?pnref=story

Fotografias de autoria de Carlos Dias

(clicar nas fotos menores para ampliar ou passe o mouse/rato para visualizar legendas)

Carlos Dias fotografia antiga de Macau Doca Lamau um Barquito

Macau antigo: Doca Lamau “um barquito”

Carlos Dias fotografia antiga de Macau praca Ferreira do Amaral 04

Macau antigo: Praça Ferreira do Amaral

Carlos Dias fotografia antiga de Macau Gaivotas refastelando-se

Macau antigo: “Gaivotas refastelando-se”

Macau na década de 70

Macau na década de 70

Carlos Dias fotografia antiga de Macau 1970 01

Macau na década de 70

MACAU CONTEMPORÃNEO

Carlos Dias fotografia de Macau 37

Macau

Carlos Dias fotografia de Macau 36

Macau: bem no centro do círculo da Rua São Domingos

Carlos Dias fotografia de Macau 40

Macau

Carlos Dias fotografia de Macau 35

Casinos de Macau

Carlos Dias fotografia de Macau 20

Macau

Carlos Dias fotografia de Macau 21

Macau

Carlos Dias fotografia de Macau 19

Macau: barbearia tradicional chinesa

Carlos Dias fotografia de Macau 14

Macau: festival chinês do dragão embriagado

Macau; Rua São Domingos

Macau; Rua São Domingos. Em HDR

 

Carlos Dias fotografia de Macau 04

Macau: 上海街 (葡京酒店附近) Rua de Xangai (perto do Hotel Lisboa)

Carlos Dias fotografia de Macau 01

Macau: 三盞燈 – 暴雨中趕路 (3 candeeiros) Caminhando debaixo da chuva. Exemplo de foto editada em HDR

CHINA

Carlos Dias fotografia da China 01

China, 東江 Dongjiang

Carlos Dias fotografia da China 05

老人與貓, O velho e o gato, na China

Carlos Dias fotografia da China 07

China

Carlos Dias fotografia da China 02

China: 黎明作業 (惠東) Labuta matutina (Huidong)

Carlos Dias fotografia da China 06

China

China

China

Ópera chinesa nos bastidores, o olhar de Manuel Cardoso (à memória)

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Manuel Cardoso (2)Faleceu em Macau o grande fotógrafo macaense Manuel Cardoso, que registrou ao longo da sua carreira, imagens memoráveis da sua terra natal desde os tempos da administração portuguesa até os tempos atuais.

Sempre munido da sua máquina fotográfica, circulava em Macau a registrar as imagens do dia-a-dia, de paisagens, e até o apelidavam de “mister flor de lótus” pela recente colectânea de fotos da flor símbolo do status atual da terra retornada à China.

Cardoso franqueava as suas fotos a este blog, “use à vontade” assim autorizava, e serviram de valia para várias publicações, como estas, que para mim era a sua marca registrada por retratar bem os costumes chineses.

Assim, republico a postagem, prestando-lhe a homenagem do blog e agradecendo a gentileza pela cessão das fotos. Manuel Cardos, descanse em paz e tire bastante fotos do “outro lado” e vai ter tempo de sobra para isso.

Fotografia de/Photos by Manuel Cardoso (Macau)

Chinese Opera in the backstage

Quem é de Macau sabe que chamavamos a ópera chinesa de “tôc tôc tchéang”, que significa o som do bater numa madeira, de um instrumento musical de percurssão (tôc tôc – 2x) e dos pratos (tcheáng – 1x).  Muitos macaenses tinham até certo arrepio da ópera chinesa que não combinava com os nossos gostos ocidentais, em geral. Sinceramente nunca vi uma por completa, apenas um olhar rápido.  O som estridente das cantorias e dos instrumentos musicais não nos agradava.  Como estou fora da minha terra desde 1967, não saberia dizer como é a preferência nos dias de hoje, que duvido tenha mudado.  Até já não cai no gosto da nova geração chinesa. Segundos dados da Conselho de Ópera Cantonense de Hong Kong, em 1950 eram 2 milhões de fãs e em 2005 caíram para 300mil.  Mas, qual a diferença de ópera chinesa cantonense e de outras mais de 300 óperas chinesas? Isto, falo noutra postagem.

Hoje, penso que, por curiosidade e por estar fora da China há tanto tempo, poderia até assistir a uma peça teatral por completo.  Mas, principalmente, adoraria fotografar tanto os bastidores como a própria apresentação.  Isto fez um fotógrafo macaense, residente em Macau, o Manuel Cardoso, um profissional de longa data, experiente e vivido, e que possui uma excelente fotografia e olhar. Infiltrou-se nos bastidores de um teatro de ópera chinesa cantonense no Templo A-Ma e fez um belo ensaio fotográfico dos artistas a se maquiarem, bem como do precário e improvisado ambiente do camarim, a nos mostrar o seu colorido e a impressionante maquiagem/maquilhagem, até um retrato da mesma dramaticidade das peças teatrais. Numa outra postagem falo do talentoso fotógrafo Cardoso.

Noutras postagens, ainda irei mostrar mais imagens do Cardoso desses bastidores, as apresentações da ópera chinesa e o ambiente externo dos locais onde são apresentados em Macau, normalmente improvisados, com algum texto informativo.

* Obrigado Manuel Cardoso pela permissão para uso das suas fotos

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Agostinho “Nico” Fernandes, um fotógrafo macaense

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Agostinho “Nico” Fernandes, um fotógrafo macaense

Diz o macaense Nico, Agostinho Fernandes, que a fotografia é seu hobby (passatempo) desde 2005.  Lembro-me que há vários anos atrás, vi várias fotos de Macau do

Nico, fotógrafo e músico

Nico, em álbuns na FlickR ou Picasa, ou ainda em anexos de e-mails de divulgação.  Depois não acompanhei mais o desenvolvimento do seu conhecimento e olhar fotográfico, penso, salvo umas ou outras fotos esporádicas.

Outro dia, por acaso, no FlickR, site de fotos da Yahoo, vi umas imagens bonitas de Macau, quando andava a navegar por aí, algo que não fazia há tempos, e com muita satisfação vi que eram de autoria do Nico.  Fiquei maravilhado pelo nível da sua evolução desde aquelas de fotos de vários anos atrás.  Hoje, o Nico, praticamente e pelo que se vê na sua página no Facebook, está a nível profissional com grande participação no mundo fotográfico de Macau (China), sua residência e naturalidade.

Seu portfólio hoje está principalmente no site da PBase no http://www.pbase.com/agostinho onde, autorizado pelo Nico, copiei as fotos aqui divulgadas, o que foi uma tarefa difícil selecionar qual delas, mas enfim preferi concentrar-me mais na beleza visual. Seus temas são variados, incluindo eventos e um excelente trabalho nos retratos ou portraits, ou ainda fotos de book.  Retrata bem a beleza oriental e nos apresenta belas chinesas com o seu característico toque feminino.

O Nico tem um olhar fotográfico do que poderia dizer de sensível, suave e leveza das coisas, algo que traz dentro de si, além de dominar a técnica de enquadramento, a percepção do momento com a composição da imagem.  As suas fotos têm um excelente acabamento e equilíbrio de cores e luminosidade, e um bom trabalho no tratamento final das imagens para divulgação.  Como se pode dizer, quando alguém leva jeito para uma coisa, é só praticar, aprender que o talento sobressai e extravasa, e certamente este é o perfil do Nico, que bastou pouco tempo para dar um grande salto de qualidade.

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

No histórico das fotos, pode-se perceber que várias delas fora feitas com máquinas digitais compactas, ou seja, aquelas pequenas que muitos acham que não fazem boas fotos.  O que é bom dizer que não é a máquina que produz boas fotos, mas o sim o fotógrafo que está atrás dela e a manipula, enquadra e dá o click.  É preciso saber ver e compor a imagem, pois a máquina fotográfica, por mais cara que seja, não vai ajudar nesta parte.

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Nico ainda me contou que já residiu em São Paulo, Brasil, por 14 anos e é irmão do amigo Humberto “Sonny” Fernandes, imigrante de Macau que ainda cá reside. E além de bom fotógrafo, também foi músico.  Fez parte do conjunto musical macaense Tuna Macaense por 10 anos e teve a felicidade de ter participado da gravação dos seus dois CDs: Macau Sã Assi e Titi Bita di Lilau, na viola e percussão.

Parabéns Nico, um grande prazer divulgar o trabalho de um conterrâneo de talento!

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes (show de luzes nas Ruínas de S.Paulo)

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Campeonato de volei em Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

China. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Nico em atuação, orienta.

 

Ópera chinesa nos bastidores, o olhar do Cardoso

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Fotografia de/Photos by Manuel Cardoso (Macau)

Chinese Opera in the backstage

Quem é de Macau sabe que chamavamos a ópera chinesa de “tôc tôc tchéang”, que significa o som do bater numa madeira, de um instrumento musical de percurssão (tôc tôc – 2x) e dos pratos (tcheáng – 1x).  Muitos macaenses tinham até certo arrepio da ópera chinesa que não combinava com os nossos gostos ocidentais, em geral. Sinceramente nunca vi uma por completa, apenas um olhar rápido.  O som estridente das cantorias e dos instrumentos musicais não nos agradava.  Como estou fora da minha terra desde 1967, não saberia dizer como é a preferência nos dias de hoje, que duvido tenha mudado.  Até já não cai no gosto da nova geração chinesa. Segundos dados da Conselho de Ópera Cantonense de Hong Kong, em 1950 eram 2 milhões de fãs e em 2005 caíram para 300mil.  Mas, qual a diferença de ópera chinesa cantonense e de outras mais de 300 óperas chinesas? Isto, falo noutra postagem.

Hoje, penso que, por curiosidade e por estar fora da China há tanto tempo, poderia até assistir a uma peça teatral por completo.  Mas, principalmente, adoraria fotografar tanto os bastidores como a própria apresentação.  Isto fez um fotógrafo macaense, residente em Macau, o Manuel Cardoso, um profissional de longa data, experiente e vivido, e que possui uma excelente fotografia e olhar. Infiltrou-se nos bastidores de um teatro de ópera chinesa cantonense no Templo A-Ma e fez um belo ensaio fotográfico dos artistas a se maquiarem, bem como do precário e improvisado ambiente do camarim, a nos mostrar o seu colorido e a impressionante maquiagem/maquilhagem, até um retrato da mesma dramaticidade das peças teatrais. Numa outra postagem falo do talentoso fotógrafo Cardoso.

Noutras postagens, ainda irei mostrar mais imagens do Cardoso desses bastidores, as apresentações da ópera chinesa e o ambiente externo dos locais onde são apresentados em Macau, normalmente improvisados, com algum texto informativo.

* Obrigado Manuel Cardoso pela permissão para uso das suas fotos

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)