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José Luís Estorninho, fotógrafo macaense e históricos G.P. de Macau

Ayrton Senna comemora a vitória no GP Macau 1983 com Roberto Guerrero em 2º e Gerhard Berger em 3º. Foto de José Luís Estorninho

Ayrton Senna com o F3 Ralt Toyota RT3 largou na pole position e venceu o Grande Prémio de Macau de 1983. Foto de José Luís Estorninho.

Macau, ex-colônia portuguesa na China, tem somente um evento de corridas de automóveis por ano.  É o famoso Grande Prémio de Macau tendo como principal atração uma corrida de Fórmula 3.  Não seria qualquer etapa de uma disputa de F3, mas tem uma tradição, embora nem sempre repetida, que o seu vencedor tem seu (ou meio) caminho andado para a Fórmula 1, e muitas vezes ter se tornado campeão de temporada desta principal categoria do automobilismo que fascina milhões de pessoas.

O fotográfo de Macau, na prática, só tem a chance de uma vez por ano fotografar as corridas de automóveis, pois a cidade não tem autódromo mas um circuito – Circuito da Guia – formado por ruas e de uma extensão razoável.  É uma Mónaco do Oriente, também tradicional circuito em Monte Carlo onde se realiza a mais charmosa corrida de F1.

José Luís Estorninho é um deles.  Fotografa corridas de carros e motos uma vez por ano, mas, mesmo com esta limitação, possui um acervo de fotos históricas que poderia invejar fotógrafos de automobilismo, como eu.  O Estorninho ao longo de mais de 30 anos fotografou vários pilotos que ascenderam à Fórmula 1 e uns tornaram-se campeões, digamos que ele fotografou os pilotos pouco antes do seu ingresso nesta categoria, como o Senna, Schumacher, Lewis Hamilton, Rubens Barrichello, Mika Hakkinen, Jenson Button etc.

A seu respeito, a Revista Macau na sua edição de Dezembro de 2007, que fala do GP de Macau F3 nos seus 25 anos com 25 campeões (a ser publicada noutro post) traz um artigo sobre José Luís Estorninho, nascido em Macau, atualmente um profissional do Consulado de Portugal em Macau.  As fotos foram recolhidas do seu perfil no Facebook, que expõe em vários álbuns outras centenas de imagens das corridas de F3 em Macau:

JOSÉ LUÍS ESTORNINHO

um texto de Gilberto Lopes – Revista Macau edição de Dezembro de 2007

Michael Schumacher venceu GP Macau F3 em 1990. Foto de José Luís Estorninho

 

Nos seus arquivos tem mais de 30 mil fotos (em 2007) do Grande Prémio de Macau, mas algumas estão a necessitar de ser recuperadas, uma vez que apresentam já sinais de deterioração. Ao longo de mais de 30 anos, José L. R. Estorninho registou para a posteridade os momentos mais significativos das corridas de Macau.

O Grande Prémio entrou na sua vida ainda era uma criança. Com apenas quatro anos começou a vibrar com a chegada dos bólides à ponte-cais n” 16. “Nessa altura, eram raros os carros em Macau. Vivia na avenida da Praia Grande e era com grande alegria e entusiasmo que via os carros passar em direcção ao Circuito da Guia. Os carros eram conduzidos pelos pilotos, que tinham por hábito estacioná-los junto aos restaurantes onde iam comer”, conta hoje com nostalgia.

Mais tarde, o tio Herculano Estorninho ofereceu-lhe uma máquina Minolta, que serviu para tirar as primeiras fotos no Grande Prémio.

No Liceu, José L. R. Estorninho, que revela jeito para o desenho, ganha maior gosto pela fotografia. Durante vários anos registou para o semanário “O Clarim” o Grande Prémio de Macau. Manuel Cardoso, então a trabalhar para os Serviços de Informação e Turismo, ensinou-lhe os truques da fotografia.

É membro vitalício da Associação Fotográfica de Macau, tendo estudado desenho e fotografia com António Conceição Júnior.

Com 53 anos, o actual funcionário do Consulado-Geral de Portugal em Macau, nunca falhou um Grande Prêmio, “no início do ano marco logo as férias para o terceiro fim-de-semana de Novembro

Ao baú das recordações vai buscar a luta que Schumacher e Hakkinen travaram em

Sebastian Vettel no GP de Macau F3 2006. Estreou na F1 como piloto oficial em 2007. Foto de José L.R. Estorninho.

Macau em 1990 e a excelente corrida de Pedro Lamy em 1992, “merecia ter ganho a prova de Fórmula 3”. Mas no seu arquivo tem centenas de fotos que retratam a carreira de André Couto, com especial destaque para a festa do triunfo em 2000.  Com vários livros publicados, já mostrou as fotos do Grande Prémio em muitos locais do território, “agradeço o apoio me tem sido dado, nomeadamente à Fundação Oriente, Direcção dos Serviços Turismo, Clube Militar, Fundação Macau, Associação dos Macaenses, Leal Senado, Instituto Português do Oriente e Comissão Organizadora do Grande Prêmio de Macau”. Integrou a equipa que criou o Museu do Grande Prémio, onde estão expostos muitos “bonecos” da sua autoria.

Fotografar as corridas de carros e motos “é diferente e, por norma, escolho locais distintos para registar a perícia dos pilotos”.

Apesar deser uma das caras mais conhecidas do Circuito da Guia, José L.R. Estorninho nunca se sentou num dos bólides que todos os anos aceleram pelas ruas de Macau.

“Não me importava nada de dar umas voltas, desde que não fosse à boleia de ninguém. Nem que fosse preciso andar a 300km/hora!”, confessa poucos dias antes de se começar a preparar para mais uma edição do Grande Prémio de Macau e de lançar mais um livro (“Memórias de um Grande Prêmio”, editado pela Comissão Organizadora). “O Grande Prémio é algo mais do que as corridas em Macau, já que fotografar o evento traz-me sempre novas inspirações”, remata J.L.R. Estorninho.

Ricardo Patresse GP Macau F3 1977. Foto: José Luís Estorninho

Robert Kubica no GP Macau F3 2004. Foto: José Luís Estorninho

Rubens Barrichello no GP Macau F3 1991. Foto: José Luís Estorninho

David Coulthard no GP Macau F3 1991. Foto: José Luís Estorninho

Christian Fittipaldi (Brasil) no GP Macau F3 1991. Foto: José Luís Estorninho

Enrique Bernoldi (Brasil) no GP Macau F3 1997. Foto: José Luís Estorninho

Jacques Villeneuve no GP Macau F3 1992

Jarno Trulli no GP Macau F3 1995. Foto de José Luís Estorninho

Jenson Button no GP Macau F3 1999. Foto: José Luís Estorninho

Lucas Foresti (Brasil) no GP Macau F3 2011. Foto: José Luís Estorninho

Mika Hakkinen no GP Macau F3 1990. Foto? José Luís Estorninho

Mika Hakkinen GP Macau 1990. Foto de José Luís Estorninho.

André Couto (piloto de Macau) num GP Macau F3. Foto: José Luís Estorninho

Nick Heidfeld no GP Macau F3 em 1996. foto: José Luís Estorninho

GP Macau 1985, da esq. Maurício Gugelmin (Brasil), Eddie Jordan e Emanuele Pirro. Foto de José Luís Estorninho.

José Luís Estorninho estudou no Liceu de Macau e na sua juventude, além de fotografo, era músico/vocalista e a foto abaixo é de uma apresentação com o seu conjunto na escola.

Estorninho de camisa branca era o vocalista do conjunto musical

* Agradecimentos à Revista Macau, Gabinete de Comunicação Social da RAEM, José Luís Estorninho e ao Gilberto Lopes

Agostinho “Nico” Fernandes, um fotógrafo macaense

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Agostinho “Nico” Fernandes, um fotógrafo macaense

Diz o macaense Nico, Agostinho Fernandes, que a fotografia é seu hobby (passatempo) desde 2005.  Lembro-me que há vários anos atrás, vi várias fotos de Macau do

Nico, fotógrafo e músico

Nico, em álbuns na FlickR ou Picasa, ou ainda em anexos de e-mails de divulgação.  Depois não acompanhei mais o desenvolvimento do seu conhecimento e olhar fotográfico, penso, salvo umas ou outras fotos esporádicas.

Outro dia, por acaso, no FlickR, site de fotos da Yahoo, vi umas imagens bonitas de Macau, quando andava a navegar por aí, algo que não fazia há tempos, e com muita satisfação vi que eram de autoria do Nico.  Fiquei maravilhado pelo nível da sua evolução desde aquelas de fotos de vários anos atrás.  Hoje, o Nico, praticamente e pelo que se vê na sua página no Facebook, está a nível profissional com grande participação no mundo fotográfico de Macau (China), sua residência e naturalidade.

Seu portfólio hoje está principalmente no site da PBase no http://www.pbase.com/agostinho onde, autorizado pelo Nico, copiei as fotos aqui divulgadas, o que foi uma tarefa difícil selecionar qual delas, mas enfim preferi concentrar-me mais na beleza visual. Seus temas são variados, incluindo eventos e um excelente trabalho nos retratos ou portraits, ou ainda fotos de book.  Retrata bem a beleza oriental e nos apresenta belas chinesas com o seu característico toque feminino.

O Nico tem um olhar fotográfico do que poderia dizer de sensível, suave e leveza das coisas, algo que traz dentro de si, além de dominar a técnica de enquadramento, a percepção do momento com a composição da imagem.  As suas fotos têm um excelente acabamento e equilíbrio de cores e luminosidade, e um bom trabalho no tratamento final das imagens para divulgação.  Como se pode dizer, quando alguém leva jeito para uma coisa, é só praticar, aprender que o talento sobressai e extravasa, e certamente este é o perfil do Nico, que bastou pouco tempo para dar um grande salto de qualidade.

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

No histórico das fotos, pode-se perceber que várias delas fora feitas com máquinas digitais compactas, ou seja, aquelas pequenas que muitos acham que não fazem boas fotos.  O que é bom dizer que não é a máquina que produz boas fotos, mas o sim o fotógrafo que está atrás dela e a manipula, enquadra e dá o click.  É preciso saber ver e compor a imagem, pois a máquina fotográfica, por mais cara que seja, não vai ajudar nesta parte.

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Nico ainda me contou que já residiu em São Paulo, Brasil, por 14 anos e é irmão do amigo Humberto “Sonny” Fernandes, imigrante de Macau que ainda cá reside. E além de bom fotógrafo, também foi músico.  Fez parte do conjunto musical macaense Tuna Macaense por 10 anos e teve a felicidade de ter participado da gravação dos seus dois CDs: Macau Sã Assi e Titi Bita di Lilau, na viola e percussão.

Parabéns Nico, um grande prazer divulgar o trabalho de um conterrâneo de talento!

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes (show de luzes nas Ruínas de S.Paulo)

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Campeonato de volei em Macau. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

China. Fotografia de Agostinho “Nico” Fernandes

Nico em atuação, orienta.

 

Ópera chinesa nos bastidores, o olhar do Cardoso

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Fotografia de/Photos by Manuel Cardoso (Macau)

Chinese Opera in the backstage

Quem é de Macau sabe que chamavamos a ópera chinesa de “tôc tôc tchéang”, que significa o som do bater numa madeira, de um instrumento musical de percurssão (tôc tôc – 2x) e dos pratos (tcheáng – 1x).  Muitos macaenses tinham até certo arrepio da ópera chinesa que não combinava com os nossos gostos ocidentais, em geral. Sinceramente nunca vi uma por completa, apenas um olhar rápido.  O som estridente das cantorias e dos instrumentos musicais não nos agradava.  Como estou fora da minha terra desde 1967, não saberia dizer como é a preferência nos dias de hoje, que duvido tenha mudado.  Até já não cai no gosto da nova geração chinesa. Segundos dados da Conselho de Ópera Cantonense de Hong Kong, em 1950 eram 2 milhões de fãs e em 2005 caíram para 300mil.  Mas, qual a diferença de ópera chinesa cantonense e de outras mais de 300 óperas chinesas? Isto, falo noutra postagem.

Hoje, penso que, por curiosidade e por estar fora da China há tanto tempo, poderia até assistir a uma peça teatral por completo.  Mas, principalmente, adoraria fotografar tanto os bastidores como a própria apresentação.  Isto fez um fotógrafo macaense, residente em Macau, o Manuel Cardoso, um profissional de longa data, experiente e vivido, e que possui uma excelente fotografia e olhar. Infiltrou-se nos bastidores de um teatro de ópera chinesa cantonense no Templo A-Ma e fez um belo ensaio fotográfico dos artistas a se maquiarem, bem como do precário e improvisado ambiente do camarim, a nos mostrar o seu colorido e a impressionante maquiagem/maquilhagem, até um retrato da mesma dramaticidade das peças teatrais. Numa outra postagem falo do talentoso fotógrafo Cardoso.

Noutras postagens, ainda irei mostrar mais imagens do Cardoso desses bastidores, as apresentações da ópera chinesa e o ambiente externo dos locais onde são apresentados em Macau, normalmente improvisados, com algum texto informativo.

* Obrigado Manuel Cardoso pela permissão para uso das suas fotos

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa. Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)

Ópera chinesa, Fotografia de/Photo by Manuel Cardoso (Macau)