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Extrato das memórias do 25 de Abril em Macau

“25 de Abril” ou a Revolução dos Cravos, significou o fim do regime ditatorial do Estado Novo vigente desde 1933 em Portugal. Foi um golpe de Estado militar que ocorreu em 1974. Os jornais da distante Macau somente noticiaram o golpe dois dias depois, no dia 27.

Trago aqui um extrato das memórias do 25 de Abril em Macau publicadas na Revista Macau, edição de Abril de 1994, de autoria de João Guedes sob o título “A Oriente da Revolução”.

UM CANTOR DEU AS NOVIDADES

Em 25 de Abril de 1974, as notícias da revolução portuguesa foram conhecidas em Macau com quase o mesmo atraso que as da implantação da República, 64 anos antes. Os jornais noticiaram o facto apenas a 27 de Abril, quase como os seus antecessores de 1910, e mesmo a rádio, novidade que não existia nos tempos da República, teria sido batida pelos diários se não se fosse um famoso artista do nacional-cançonetismo levar as notícias ao conhecimento do noticiarista da Emissora. O portador de tão inesperadas novas foi Rui de Mascarenhas, vedeta portuguesa que actuava todas as noites no palco do luxuoso restaurante Portas do Sol, do Hotel Lisboa. Invariavelmente, depois do show, dirigia-se aos estúdios da Rua Francisco Xavier Pereira, juntando-se ao animado grupo que, habitualmente, acompanhava Alberto Alecrim no seu “Vamos Jogar no Totobola”, espaço radiofónico que não tratava do futebol e, sim, recebia as novidades, retransmitindo-as com humor para a cidade.

Dessa vez, porém, o caso era sério e necessitava da confirmação que os telexes, sobre os quais o grupo se debruçou ansioso, não forneciam. Para além do telefonema militar chegado ao chefe de gabinete, o público teve acesso às notícias através do serviço radiofônico mundial da BBC (retransmitido pelas rádios de Hong Kong, que registavam largas audiências em Macau). Só depois de feitas as traduções foi possível a Alecrim transmitir o pouco ainda que se sabia sobre a Revolução dos Cravos à comunidade portuguesa, em casa, colada aos receptores.

Como soube Rui de Mascarenhas das novidades, ninguém se recorda, e talvez já não se possa saber.

Rui de Mascarenhas morreu em 1990…

O SEGUNDO TELEGRAMA

O Conselho Legislativo de Macau enviou um telegrama de apoio incondicional ao regime de Marcelo Caetano que chegou no dia da Revolução dos Cravos.  E assim que souberam das notícias do golpe de Estado, mandaram novo telegrama com texto semelhante ao anterior, só que, desta vez endereçado à Junta de Salvação Nacional.

O Conselho Legislativo de Macau tinha tido azar. Por unanimidade e aclamação enviara ao Governo de Lisboa um telegrama de apoio incondicional ao regime de Marcelo Caetano. Telegrama falaz que arribou a S. Bento precisamente no dia em que Marcelo Caetano se refugiava no Carmo, nunca dele tendo tido conhecimento. Sabidos, em Macau, os desenvolvimentos subsequentes, o mesmo conselho decidiu enviar para Lisboa um texto semelhante ao anterior, mas desta vez dirigido à Junta de Salvação Nacional que dirigia agora os destinos da pátria. Tal como antes, a Assembléia aprovou de pé e por unanimidade a nova manifestação de fé. Por unanimidade, não! Uma deputada, Graciete Batalha, ficou sentada…

É ela própria que regista nas suas memórias o que aconteceu nesse dia 29 de Abril de 1974:

Quem aprova levanta-se, quem não aprova deixa-se ficar sentado – diz o Governador, como é costume nestas votações.

Toda a Assembléia novamente de pé (o proponente do primeiro telegrama teve o bom senso de ficarem casa)- toda a Assembléia de pé, menos uma mulher caturra que se deixou ficar sentada ante os olhares estarrecidos duma fila de assistentes à sessão, mesmo def

Henrique de Senna Fernandes revela "fui até eu que redigi o telegrama (o primeiro) que seguiu para Lisboa .. eu fi-lo com convicção ..."

ronte da sua cadeira. Ainda agora me divirto ao lembrar aqueles olhares de espanto. “Estará louca?”, pareciam dizer.

Quando todos se sentaram levantei-me eu e disse mais ou menos isto, como deve constar nas gravações do dia: – Senhor Gover

nador, peço licença para explicara minha atitude. Eu não tenho nada contra a Junta de Salvação Nacional, mas termos mandado há cinco dias um telegrama a apoiar a política do Primeiro Ministro Marcelo Caetano e mandarmos hoje outro, apoiando uma política completamente

oposta, é contra a minha maneira de ser. Além disso, não creio que fôssemos constrangidos a aprovar o primeiro telegrama. Se o Sr. Vogai A. M. foi constrangido, não sei; eu não fui. Concordo plenamente que se agradeça a manutenção de V. Exa. em Macau, porque isso é certamente motivo de regozijo para todos nós. Mas acho muito cedo para dizer mais do que isso. Claro que tal actuação, como a que eu estava a sugerir, era absolutamente inviável em boa política… O Governador, olhava para mim, siderado, mas, diga-se a verdade, recompôs-se rapidamente e não alterou a sua costumada gentileza: – Não reparei que tinha ficado sentada…

in Bom Dia, S’tora!, Macau, 1991

38 Democratas de Macau subscreveram o telegrama abaixo de apoio ao novo regime, num jantar no restaurante Fat Siu Lau (foto acima) a 30 de Abril

MACAU É UMA JÓIA RARA

Tanto para os democratas como para os conservadores de Macau, as notícias da eclosão do 25 de Abril de 1974 causaram generalizada satisfação. Para os primeiros, abria-se uma nova era de liberdade. Para os outros, entreabria-se a possibilidade de conseguir a tão almejada autonomia do território ansiada desde os idos da revolução de 1822. No entanto, passada a euforia inicial, uma parte da população, incluindo a comunidade chinesa, começou a ter alguns receios pelo futuro. A descolonização tomava a prioridade em todas as agendas de Lisboa e nenhuma indicação chegava que permitisse claramente depreender que Macau seria tratada de maneira diferente de Angola, Moçambique, Guiné, ou Timor.

É neste contexto de receio que o ministro da Coordenação Interterritorial do primeiro Governo provisório efectua a sua primeira deslocação ao Oriente, uma deslocação vista com ansiedade não só por Macau, como também pela vizinha Hong Kong, onde o governador enviou insistentes telegramas a Almeida Santos para se encontrar com este antes de embarcar no hydrofoil para Macau. Almeida Santos encontrou-se de facto com o governador britânico e procurou tranqüilizá-lo.

Foi em razão dos receios crescentes que se sentiam em Macau que Almeida Santos, depois de ter estado em Timor, onde se colocava de facto um problema de descolonização, decidiu passar por Macau. Quando chegou, constatou as informações que possuía:

Quando cheguei havia uma grande ansiedade de facto. A pataca tinha baixado de cotação e as pessoas estavam preocupadas. Qual vai ser o futuro de Macau? E eu pude fazer uma comunicação pública num teatro da cidade em que afirmei: Macau é uma jóia rara. É um caso especial, para nós não é uma colônia. Para Macau não se põe o problema de nenhum processo de descolonização. Isso aquietou os ânimos.

O MFA – Movimento das Forças Armadas após a revolução substituiu o Governador Nobre de Carvalho por Garcia Leandro

Músicas dos anos 60 que ouviamos em Macau

Sou um saudosista, motivo das minhas publicações na Internet, e a música dos anos 60, a internacional, desperta uma saudade enorme dos velhos tempos da minha infância e juventude em Macau.  Tal como no Brasil com a “Jovem Guarda” ainda na moda e sempre relembrada.  Só que em Macau, não tinhamos na época “música nacional”, já pensou se houvesse MPM-Música Popular Macaense?  Ouviamos música americana e inglesa, preferencialmente, mas também a italiana era muito apreciada.

A respeito, tenho feito postagens de vídeos dos anos 60, com base nos livrinhos de músicas publicadas em Hong Kong, que eram o Hit Songs e o Hit Parade, no fundo a mesma coisa do mesmo editor.  E como já faz um mês que publiquei a última, novamente abro outra postagem, dando preferência àquelas menos conhecidas para desafiar a memória.  Pode ser que um ou outro de vocês da época dos 60, vão dizer … huummm que música é essa??? … mas depois de ouvirem ou verem o vídeo da You Tube, vão dizer … aaahhh, lembro dessa … então, vamos lá? Matar as saudades dos tempos dourados dos anos 60, de música internacional?

Este é o livrinho Hit Songs da qual me baseei para selecionar as três músicas abaixo. A época da publicação era de 1965

Esta música BECAUSE do Dave Clark Five é uma melodia daquelas que mais gosto deste conjunto inglês.  Aliás, praticamente gosto de todas as músicas deles, e da banda, tanto quanto dos Beatles.  Veja o vídeo com as letras da música abaixo publicadas:

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Agora esta, THE CRYING GAME de Dave Berry, tive que ver o vídeo para lembrar-me dela.  Depois, então, eu disse … aaahh, agora lembro, gostava dela, até tenho gravado no meu inoperante gravador de rolo, uma pena ..

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Esta dos Honeycombs a cantar HAVE I THE RIGHT lembro bem, porém não sabia que a baterista era uma mulher.  Parece que era uma das pioneiras.  Veja o excelente performance dela:

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Jorge Rangel na RTP e o feriado de 1º de Dezembro

Foram diversos e-mails que recebi, juntando o link para o vídeo divulgado no You Tube com excerto do debate do programa da RTP “Prós e Contras” em 19/03/2012,  cujo tema foi – Adeus Feriados.

Nele se vê a bem aplaudida intervenção de Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, a respeito do feriado de 1º de Dezembro em Portugal, entre tantos que se pretende abolir. Achei interessante a presença macaense, como a apresentadora bem destaca, num assunto da vida em Portugal.  Jorge Rangel, no último governo português de Macau, antes da transição para a China em 20/12/1999, era Secretário Adjunto para a Administração, Educação e Juventude.

E, para quem não saiba, a Wikipedia assim fala do 1º de Dezembro:  “a Restauração da Independência é a designação dada à revolta dos portugueses, iniciada em 1 de Dezembro de 1640, chefiados por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o país, contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da Dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da 4.a Dinastia Portuguesa que parte da casa de Bragança“.

Eis o vídeo:

Conto: Trindade Coelho e a Parábola dos Sete Vimes

Vasculhando os meus livros, encontrei um de contos e baladas – Os Meus Amores – do escritor e jurista português Trindade Coelho (1861/1908), que pertencia à minha irmã Cíntia Luz Sales (Los Angeles/EUA).  Havia uma dedicatória do seu professor da Escola Comercial Pedro Nolasco (Macau), José Silveira Machado, datada de Junho de 1952, congratulando-a pela boa nota na disciplina de Português do 5º Ano.  Agora estou a lê-lo e publico o último conto do livro, curtinho mas com uma boa mensagem que vale para todos nós, e quem sabe, muito válido para a sobrevivência da nossa identidade Macaense e a própria comunidade.  Seria possível? Bom … cabe a todos nós, mas alguém julga possível?  Deus queira que sim!

PARÁBOLA DOS SETE VIMES

por Trindade Coelho – Portugália Editora/Lisboa – 10ª edição

ERA uma vez um pai que tinha sete filhos.  Quando estava  para  morrer,   chamou-os  todos  sete  e  disse-Ihes assim:

- Filhos, já sei que não posso durar muito; mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime seco, e mo traga aqui.

- Eu também? — perguntou o mais pequeno que tinha só 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.

- Tu também, — respondeu o pai ao pequeno.

Saíram os sete filhos; e daí a pouco tornaram a voltar, trazendo cada um seu vime seco.

O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho, e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:

- Parte esse vime.

O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir.

Depois o pai entregou outro vime ao mesmo filho mais novo, e disse-lhe:

- Agora parte também esse.

O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada parti-los todos. Partido o último, o pai disse outra vez aos filhos:

- Agora ide por outro vime e trazei-mo.

Os filhos tornaram a sair, e daí a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com seu vime.

- Agora dai-mos cá, disse o pai.

E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um vincelho. E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:

- Toma este feixe! Parte-o!

O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.

- Não podes? — perguntou ele ao filho.

- Não, meu pai, não posso.

- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.

Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.

O pai disse-lhes então:

-  Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vós, não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.

Acabou de dizer isto e morreu, – e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade, ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem

Os Deolinda, grupo musical português de sucesso

O show dos Deolinda em Macau no dia 18 passado, é um bom motivo para apresentar a vocês este grupo musical português de grande sucesso internacional.  Conforme a Wikipédia: “ um grupo de música popular portuguesa (MPP), inspirado pelo fado e pelas suas origens tradicionais“.  O Jornal Tribuna de Macau assim publicou os 2 artigos sobre eles:

edição de 17/02.2012, antes do show: (clicar na imagem para aumentar, e depois, mais uma vez com a lupa em +)

edição de 20/02/2012, após o show: (clicar na imagem para aumentar)

Veja 3 vídeos publicados no You Tube pela RTP-Radio Televisão Portuguesa:

Deolinda – Um Contra o Outro

Deolinda – O Clandestino

Deolinda ao vivo nas Manhãs das 3 da Antena 1

Leia sobre a biografia dos Deolinda publicada ´pela Wikipédia:

“O projecto musical surgiu em 2006, quando os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (ex-Bicho de 7 Cabeças) convidaram a prima, Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, para cantar quatro canções que tinham escrito. Após perceberem que a voz da prima se adequava na perfeição às rimas e melodias por eles criadas, convidaram também José Pedro Leitão, contrabaixista dos Lupanar (actual marido de Ana Bacalhau), para se juntar aos três, nascendo assim os Deolinda.

O tema “Contado Ninguém Acredita” foi incluído na compilação Novos Talentos de 2007, lançado pelas lojas FNAC.

Em 21 de Abril de 2008, foi lançado o disco de estreia, Canção ao Lado. Desde então, em finais de Outubro de 2008, chegou à sua posição cimeira, o 3º lugar, do Top Oficial da AFP, a tabela semanal dos 30 álbuns mais vendidos em Portugal, tendo saído (e reentrado) por duas vezes nos primeiros tempos, ficado um total de quatro semanas fora desta tabela.  Em Outubro de 2008, o disco Canção ao Lado tornou-se “disco de ouro”. Em Dezembro de 2008, tornou-se “disco de platina”. Durante o ano de 2009, o disco “canção ao lado” atinge o galardão de dupla-platina, correspondente à venda de mais de 40 mil unidades.

Em 2 de Março de 2009, o disco Canção ao Lado foi lançado no mercado europeu pela editora World Connection. Em Abril de 2009, entrou directamente para o 8º lugar da tabela de vendas discográficas World Music Charts Europe e em Maio subiu ao 4º lugar dessa mesma tabela.  Ainda em Abril de 2009, o grupo deu início à sua primeira digressão europeia. Actuaram em diversos países, entre eles Holanda, Alemanha e Suíça, regressando a Portugal para diversos concertos em cidades como Porto, Braga e Barcelos.

O álbum Canção ao Lado ficou em 10ª lugar nas preferências dos ouvintes da rádio Antena 3, numa votação levada a cabo por esta estação em abril de 2009, na qual se perguntava qual seria o melhor álbum de música portuguesa editado entre 1994 e 2009, tendo como base uma lista de 100 álbuns lançados nesse período.

Em 23 de Abril de 2010 a banda estreou um novo álbum (Dois Selos e Um Carimbo) que teve como single de apresentação “Um Contra o Outro”.  O seu segundo álbum, Dois Selos e Um Carimbo, entrou directamente para nº 1 do top de vendas português e recebeu o galardão de platina em Novembro de 2010.

A canção Parva que Sou, estreada nos quatro concertos feitos nos Coliseus de Lisboa e Porto, em Janeiro de 2011, foi imediatamente considerada um hino de uma geração.  Em 21 de Novembro de 2011 é lançado o primeiro DVD do grupo “Deolinda ao Vivo no Coliseu dos Recreios”

“Ai, não nos calam”, a versão portuguesa de “Ai, se eu te pego”

Gostei da versão portuguesa, um jeito criativo de protestar.  Particularmente não sou lá um fã do “Ai, se eu te pego” do brasileiro Michel Teló. Até que não aguento mais este “endeusamento” da canção pela tv, para não dizer, pelos globais.  É um exagero, ainda bem que com o tempo o sucesso passa e devem logo dar uma trégua aos nossos ouvidos aqui no Brasil.

Assim convido os amigos visitantes a verem o vídeo do “Ai, não nos calam”, e os meus votos para que Portugal consiga superar essa crise, que infelizmente deve durar para passar, mas um dia passa, se alguém sobreviver até lá

*Obrigado JPSenna Fernandes pelo e-mail link!!!

Pastéis de Belém e o seu segredo

Em Macau, temos o Tán Tat que é vendido na maioria das padarias.  São uma delícia, tais como os Pastéis de Belém.  Nos dias de hoje até diriam que foi pirateado como estamos acostumados a ver com outros produtos, como os relógios. Mas pela aparência, são exatamente iguais, e quanto ao sabor etc., os amigos de Portugal poderão dizer qual necessariamente é a diferença.  Em resumo, os dois são ótimos.  Se em duas bocadas você come um Pastel de Belém ou um Tán Tát, então 5 unidades em 3 minutos não é um exagero.  Numa outra postagem, publicarei outro texto da Cecília Jorge sobre o Tán Tát com receita !!! E verão que não foram os chineses que copiaram … Quanto aos fabricados no Brasil, em geral pelos portugueses locais, minhas desculpas, não tem nada a ver.  Bem diferentes e inferiores !!!

acima: foto de Rogério P.D. Luz / demais abaixo: fotos de Eduardo Tomé

PASTEIS DE BELÉM O SEGREDO QUE FUGIU DE UM MOSTEIRO

por Cecília Jorge – Revista Macau de Novembro de 1998

Quando se fala em pastéis de nata, há logo sempre quem se lembre dos de Belém. Mais ainda: quem é mesmo aficionado dos pastéis de Belém diz logo que “não são uns simples pastéis de nata. Que os de Belém são únicos, especiais”. Mas até aí, receitas e patentes registadas de pastéis há várias, todas ali da zona e todas com designações diferentes, e a reivindicar a garantia de “receita única e legítima”, como sejam os pastéis do Restelo, dos Jerónimos, do Bom Sucesso, dos Belenenses, etc.
Seja como for, é provavelmente das poucas guloseimas que se conseguiram implantar, com um mercado específico, já que os fregueses se deslocam mesmo à mais conhecida das pastelarias de “fornada constante” — a velha Fábrica de Belém — para os comprar e para se renderem deliciados à tentação de os ir provando antes mesmo de sair do recinto. E são produto de exportação com tratamento especial e embalagem cuidada.
É difícil resistir-lhes, já que os servem tradicionalmente quentinhos a sair do forno ou amornados (que frios já não se usam…)e nessa altura a combinação dos aromas da canela e da manteiga quente da massa folhada é intensa. Quem gosta, gosta mesmo muito. Além disso uma “bica” lisboeta com o pastel de nata é ainda hoje (em época de abstinências alimentares recomendadas pelos dietistas) uma bela combinacão!
Mas vejamos como surgiu o pastel de nata, antes de se chamar de Belém… Dizem as enciclopédias consultadas, e alguns livros de mestres vários, que o pastel de nata era um dos muitos mimos da doçaria a que se entregavam frades e freiras, nos intervalos das orações e do bem-fazer, sobretudo nos mosteiros e conventos da região de Lisboa, pelo menos no Largo Andaluz e em Marvila. A gastronomia e doçaria portuguesas devem aliás muito à criatividade monástica, pois que aos exímios monges e freiras, para além do estudo, das preces e penitências, sobejavam sempre tempo e gêneros alimentícios variados e suficientes para se dedicarem à invenção (e deglutição) de iguarias diversas. Mas não foi só em Portugal, porque de outros países europeus se poderá falar do mesmo modo.
Dos pastéis de Belém diz-se que o culpado, o responsável pela fuga do segredo – que o havia — para o lado de lá dos muros do mosteiro foi um frade dos Jerónimos, que, encarregado de abastecer a despensa do dito, se descaiu no meio de longa e desatenta conversa ao falar no assunto a um armazenista, “todo ouvidos”, junto ao Restelo aonde costumava fazer as compras
Provam os registos que o perspicaz armazenista foi logo a correr registar a patente em 1837 e abrir uma pastelaria e posto de venda na Rua de Belém, com adaptações feitas num velho edifício que já lá existia e onde é hoje a Fábrica dos Pastéis. Chamava-se ele Sebastião e guardou a sete chaves o segredo do frade, porque “no segredo está a alma do negócio” e porque, com ou sem patente, os riscos de cópia eram reais, pelo muito que estava em jogo. Tê-lo-á passado em exclusivo ao seu aprendiz de confiança, Abílio Soares, que também o guardou durante sete décadas, a trabalhar sozinho e com reconhecida dedicação fechando-se na fase mais sigilosa da preparação dos pastéis, até morrer.
Um genro de Abílio Soares é autodenominado herdeiro da verdadeira “receita antiga” do frade sendo na altura chefe-pasteleiro na fábrica de Belém. O segredo dos pastéis continua bem guardado, sendo muito poucos — os indispensáveis — que presentemente o conhecem, dentro e fora da fábrica. E todos juraram manter sigilo.
Com tanto risco a correr, e estando em causa um negócio tão rendoso, os pasteleiros, sendo poucos, funcionam em alternância e revezam-se no trabalho, para que o merecido descanso toque a todos. Fecham-se habitualmente na Oficina do Segredo, onde são feitos o recheio e a massa dos pastéis. É só depois que os ingredientes são trazidos para fora da sala, onde o resto dos ajudantes faz a sua parte: as mulheres forram as formas com pedacinhos de massa e os homens deitam o recheio e levam os tabuleiros ao forno. Os pastéis são feitos em largas doses para dar vazão ao consumo, mas são metidos no frigorífico e só são levados ao forno à medida das necessidades, a fim de que os fregueses os possam saborear “acabadinhos de cozer”.  Segredo e primazias? Talvez, mas nestas e noutras coisas o que funciona é sempre o gosto das gentes.  É isso que convence melhor o freguês e o faz regressar ao antro da tentação.  E o controversso pastel de nata lá vai arrastando consigo os gulosos.

o átrio de entrada da enorme fábrica dos Pastéis de Belém fundada em 1837

o responsável (em 1998) pelo fabrico dos afamados pastéis, chefe Eliseu Rodrigues, junto à “oficina do segredo”

Portugal, visite seus museus virtualmente

Mosteiro dos Jerónimos  (fotografia de Rogério P.D. Luz)

Graças à tecnologia atual, podemos fazer uma visita virtual dos museus, mosteiros e castelos de Portugal.  Nos links abaixo, você tem uma visão em 360° dos locais e seus diversos ambientes.  Bom passeio !!!

Nota: a) conforme a capacidade da sua conexão em banda larga, pode demorar um pouco o carregamento das imagens; b) no canto inferior esquerdo, clique para ver outros ambientes; c) clicando na seta < ou > você faz um giro de 360°

1) Links diretos

Mosteiro dos Jerónimos – Lisboa

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b

Convento de Cristo – Tomar

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=82e66d80-439e-4f29-bc9b-576e98efee57

Mosteiro da Batalha

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=42bb5d98-e786-4f02-bb5f-2aa349af28dd

Mosteiro de Alcobaça

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=c26617b5-acd3-422e-998f-5bd163a99efc

2) link’s indiretos :
Depois de entrar na página, clique em Visita Virtual no lado direito superior:

Fortaleza de Sagres

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Fortaleza_Sagres.aspx

Mosteiro Santa Clara Velha – Coimbra

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Santa_Clara_Velha.aspx

Mosteiro de São Martinho Tibães – Braga

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Sao_Martinho_Tibaes.aspx

Museu Grão Vasco – Viseu

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Grao_Vasco.aspx

Museu Nacional do Azulejo – Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Nacional_Azulejo.aspx

Museu Nacional de Arte Antiga – Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_nacional_arte_antiga.aspx

Palácio Nacional da Ajuda – Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Ajuda.aspx

Actividades da Sociedade Histórica de Portugal

E-mail recebido da Ana Maria Proserpio dos Serviços Culturais da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), comunica suas actividades no mês de Fevereiro.  Aos residentes em Portugal, veja na imagem abaixo (clicar para aumentar) se todas ou alguma é de seu interesse:

A Rota do Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia

Recebi este PPS pelo e-mail do Paulo Sérgio Ressurreição que fala da Vila Nova de Gaia, cidade do meu amigo António Canhota.  Aqui do Brasil, quando vejo paisagens de Portugal como essas, provoca suspiros e aquela vontade de estar lá para respirar o ar de história e ter a sensação de bem estar.  Nas minhas 2 viagens a Portugal, ainda não tive a chance de visitar a região do Porto, mas um dia irei lá e fotografá-la de ponta a ponta.

Vejam o excelente trabalho do Portojo que inclui comparativos do “ontem e hoje”.  Arquivo de 9,09 mb. Clique no link abaixo:

Rota do Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia

Portugal em video de 56 minutos, “fantástico”

Recebi o link deste vídeo pelo Luís Garcia (Macau), e confesso … “simplesmente, FANTÁSTICO”.  Um belo vídeo de 56 minutos produzido pela TVE espanhola, a lamentar que seja falado em espanhol, muito óbvio! Mas as imagens, a lindíssima fotografia, as tomadas de cena, a sua suavidade, revelam este belo Portugal, uma boa receita para os amigos lusitanos esquecerem um pouco os problemas da terra e para nós conhecermos melhor as suas belezas.

Aos amigos brasileiros, uma sugestão: Portugal merece ser visitado na sua próxima viagem ao exterior.  Apesar do Dólar ter subido um bocado em relação ao Real, Portugal ainda está barato para a gente do Brasil. Eu, logo logo pretendo fazer isso de novo, para uma visita mais detalhada.

O vídeo foi divulgado por Luís Oliveira no VIMEO com o texto:

Tem imagens simplesmente fantásticas, esplendorosas e magníficas. Deixam-nos plenos de orgulho por termos um país tão bonito. O documentário tem 56 minutos e começa no Algarve. Segue para o Norte, Alentejo, Centro e Lisboa (os minutos por localidades estão mais em baixo). Acho que nunca vi um trabalho tão bom na nossa televisão. Ponte Lima 9,00 / Douro 13 / Porto 15 / Alentejo 22 / Évora 22,41 / Marvão 25,57 / Castelo Vide 26,55 / Costa Alentejo 28 / Alcácer 29 / Aveiro 30 / Viseu 33 / Museu Grão Vasco 34 / Coimbra 35,50 / Termas Monfortinho 40,47 / Monsanto 41,57 / Penha Garcia 42,45 / Batalha 44,26 / Sintra 46 / Torre Belém 48,16 / Pastéis Belém 53,15 / Bº Alto 53,58 / Cabo Roca 56, 07

O navio de guerra “Gonçalves Zarco”

Sob o título “A última missão naval de soberania no Oriente”, Eduardo Tomé escreveu para a edição da Revista Macau de Fevereiro de 1997 um relato da etapa final de vida deste aviso de 2ª classe “Gonçalves Zarco”.  Quem viveu em Macau nos anos 50 e 60 deve-se lembrar bem deste navio de guerra que cumpriu a sua missão na Índia portuguesa, Timor e em Macau.  No texto abaixo, Eduardo cita que foi o “último navio da Armada (portuguesa) que esteve em comissão de soberania em Macau“.

Triste é contar a sua melancólica chegada a Lisboa a 16 de Maio de 1964, após ter cumprido a sua gloriosa missão no Oriente.  “A aguadar a tripulação no cais estavam apenas os familiares, nada de entidades oficiais, nem mesmo da marinha, tão pouco a imprensa. Restava-lhes a consolação do dever cumprido e o feito de terem conseguido trazer para Portugal aquela relíquia naval, que, com galhardia, desempenhou durante nove anos consecutivos a última missão de soberania de um navio da Armada Portuguesa, nas águas de Macau e Timor“.  Assim Eduardo Tomé encerra o seu artigo.

(clicar nas imagens para aumentar)

A guarnição do aviso na Parada do Dia de Portugal, protagoniza o último desfile dza marinha de guerra portuguesa em Macau

No mesmo artigo, Eduardo Tomé insere um histórico sobre os dois navios gémeos Gonçalo Velho e Gonçalves Zarco.  Ao ver a foto do navio Gonçalves Zarco transformado no batelão “Olisipo”, totalmente descaracterizado, ocorreu-me na memória o triste fim da estátua do Governador Ferreira do Amaral.  De facto, tristes fim de símbolos nacionais (portugueses).

O TRISTE FIM DE “VELHAS GLÓRIAS” NAVAIS

Encomendados a um estaleiro de New-castle, respectiva­mente em Março e Agosto de 1933, os gêmeos “Gonçalo Velho” e “Gonçalves Zarco” navegaram pela primeira vez, desde a velha Álbion até Portugal, onde na sua qualidade de avisos de 2.a classe, foram aumentados ao efectivo dos navi­os da Armada.

Tratava-se de navios exactamente iguais, que deslocavam 1413 toneladas no máximo; um comprimento de fora a fora de 81,5 me­tros, 10 metros de boca e um calado máximo de 3,3 metros; uma velocidade máxima de 16,5 nós e 11 nós cruzeiro, a que correspondia uma autonomia de 9830 milhas; as máquinas, dois motores movidos a turbinas, duas caldeiras, com uma potência de 2000 SHP e utilizando combustível fuel-oil; o armamento constituído por três peças de 120 mm e duas de 40 mm; a lotação recomendada de 119 homens.

O “Velho” efectuou quatro comissões de serviço em Macau, entre 1937 e 1954, tendo sido abatido ao efectivo em 1961.

Por sua vez, o “Zarco” efectuou três comissões de serviço no território, em 1934,1939, e a última entre 1955 e 1964, portanto nove anos, durante os quais passou 17 meses na então índia portuguesa, 20 em Timor e os restantes na Cidade do Nome de Deus e a navegar. Tendo sido o último navio da Armada que esteve em comissão de soberania em Macau, de onde regressou em Maio de 1964, sendo abatido ao efectivo em Novembro desse ano, seria então o navio de guerra mais velho em serviço, em todo o mundo.

Dos seus 31 anos no activo, o “Gonçalves Zarco” passou 20 fora dos portos do continente; as máquinas trabalharam cerca de 31 mil horas e as caldeiras 37 mil e quinhentas; percorreu 366 mil e quinhentas milhas, o equivalente a 17 voltas à Terra, pelo Equador, tendo suportado dois violentos tufões, o “Glória”, em 1957, em Macau, e o “Wanda”, em 1962, em Hong Kong, causadores de inúmeros naufrágios nesses portos.

Os cascos do “Velho” e do “Zarco” foram adquiridos pela Empresa de Tráfego e Estiva, que os mandou cortar ao nível do convés corrido e adaptar a batelões de transporte de carvão, minérios e cereais. Baptizados respectivamente “Calíope” e “Olisipo” permaneceram em serviço até 1994, ano em que foram vendidos para a sucata e desmantelados. Tão triste fim, para tão gloriosas existências.

Aguarela/aquarela do Gonçalves Zarco pelo capitão-tenente Manuel da Silva Rodrigues

O batelão “Olisipo”, ex-Gonçalves Zarco desmantelado em 1994

O Exército português de Macau intervém …

04 de Dezembro de 1966, a situação estava fora do controle.  A polícia de Macau não conseguia controlar as manifestações.  Era necessário a intervenção das Forças Armadas portuguesas para impor a ordem.  Uma coluna de viaturas militares com  blindados à frente, avança pela Avenida Almeida Ribeiro e passa diante do prédio do Leal Senado com o seu interior seriamente danificado.  O fotógrafo do jornal de Hong Kong, The Star, registra o momento …

Amália Rodrigues, 284 canções para seu deleite

E-mail repassado por João Pedro de Senna Fernandes Canavarro Nolasco da Silva (ufa !!! nome bonito e compridoooo), o amigo do Rio de Janeiro que sempre tem uma boa coletânea de e-mails para repassar, traz o link/ligação para um site brasileiro com cerca de 284 músicas (algumas com links quebrados) da Amália Rodrigues.  Reúne os vídeos publicados no YouTube da nossa Amália.  Ao clicar a 1a. música, a sequência se dá automaticamente e as suas letras ao lado, também mudam juntamente.  Aos amantes do fado é uma boa pedida.  Tem a bela Canção do Mar e a triste Lágrima, que adoro, e ainda vou fazer um video-clip com imagens coerentes com o sentimento triste desta última canção.

http://letras.terra.com.br/amalia-rodrigues/#mais-acessadas/227526

Novo vídeo PMM – Portugal, Lisboa e Óbidos

Dia 5 de Outubro, comemora-se o Dia de Implantação da República Portuguesa e, em consequência, nasceu a atual Bandeira de Portugal, ou, Bandeira da República Portuguesa. O Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses dedicam este vídeo-foto-clip a este dia, e afirmar a nacionalidade destas publicações na Internet. A produção, fotografia e arte digital é do seu autor Rogério P.D. Luz, com música, Fado Português (José Régio/Alain Oulman), cantada por Dulce Pontes do cd Caminhos (Alpha Music/Movieplay).

O vídeo foi produzido com fotos tiradas em Setembro de 2004, apenas em 2 dias possíveis e livres da rápida viagem feita a Lisboa para uma reunião de trabalho de Casas de Macau, convocada para discutir a fundação do Conselho das Comunidades Macaenses.  Isto para explicar os poucos lugares fotografados.

A guerra colonial de Portugal

O Rui Francisco (Macau) enviou-me um e-mail com o link para o vídeo abaixo sobre a guerra colonial de Portugal.  Mostra imagens do embarque de tropas no início da guerra em 1961.

O canal de sousamister que exibe o vídeo revela que ele é Joaquim Coelho, de Penafiel, Portugal, autor do livro – O Despertar dos Combatentes – divulgado no site Vivências na Guerra Colonial no http://webkreate.com/espacoeter e está com um preço promocional de 10 Euros.  O Joaquim tem também um blog com conteúdo sobre essas vivências neste endereço - http://micaias.blogs.sapo.pt/ . No seu canal do YouTube há outros vídeos sobre as memórias da guerra com rico material.  Para vê-los basta clicar no – 130 ou em Tudo – e já traz a lista completa. Um belo trabalho do Joaquim.

Achei isto tudo muito interessante, pois ao contrário da guerra do Vietnam americano, este Vietnam português tem pouquissima divulgação. Vê-se o mínimo de fotos, vídeos e nenhum filme (que seja do meu conhecimento).  Quanto ao mérito da guerra, isso já é um outro assunto que oportunamente pode ser conversado.  Apenas que o importante na vida, é o respeito a autodeterminação dos povos, e como sempre digo, se seria inaceitável que no Algarve tivesse uma península colonizada por chineses, também não caberia na China ter uma península colonizada por portugueses.  Só que no meio dessa história toda, criou-se um povo – macaense – fruto dessa colonização, e desde criança criamos ou nos foi criado um sentimento português, enraizado ao longo do tempo, que nos faz sentir a transição e o fim do império português nessas bandas que perdurou cerca de 440 anos.  Nada fácil !!! Belas lembranças e muitas saudades … e justamente tinha que acontecer na nossa geração, a fazer-nos presenciar tudo isso … !!! Vale por poder presenciar o acontecimento histórico e fazer parte dela que as futuras gerações irão contar, mas sentimentalmente, nada recomendável.

O Rui, que serviu o Exército Português, em Portugal, lembra no e-mail: “foi assim que eu também deixei Portugal, a caminho de Macau, depois de ter-me alistado como voluntário, em Julho de 1961, onde jurei bandeira em entroncamento“.

Portugal, tão lindo !!!

Recebi de um amigo nipo-brasileiro, ou, nissei, Sérgio Serikawa, um e-mail repassado tendo como anexo um pps com lindas fotos de Portugal. É mais um que publico neste blog.

Assisti-lo e ouvir a canção portuguesa, que desconheço o nome, bateu uma saudade enorme da nossa pátria distante, Portugal. Estive lá em 1996 e 2004.  Só! Foram curtas estadias.  Era para ter ido para uma viagem mais longa há 2 anos atrás, mas … ficou só na vontade.  Espero poder satisfazer essa vontade logo logo.

Se virem a postagem anterior, falei da origem chinesa de muitos macaenses, como eu. E nesta postagem falo da origem portuguesa de muitos macaenses, novamente, como eu.  Meu avô do lado da minha mãe era de Portugal.  Foi a Macau e casou-se com a minha avó chinesa. Do lado do meu pai, família tradicional macaense, certamente teve também essas origens, embora bem distantes, anteriores a 1900.

Tal como falei no site do PMM desde o seu lançamento, nós macaenses, temos a grande vantagem de sentir saudades de Portugal e da China, simultaneamente.  Quando vamos a um restaurante chinês, matamos as saudades.  Quando comemos um bacalhau e ouvimos um fado, morremos de saudades.  Mudamos automaticamente a forma de relacionar, quando falamos com um português e um chinês.  Isto somos nós, os macaenses!

Assim, se na postagem anterior, você ficou sabendo que o lado chinês de muitos macaenses mestiços pode ser ser da étnia Han, então, clique abaixo para visualizar o pps e ver como o nosso Portugal é lindo, muito lindo !!!

PORTUGAL

Semana Gastronómica dedicada a Macau no Tejo (Portugal)

Recebi um e-mail do Luís Oliveira, director-geral do Cacilheiro do Tejo, um barco-restaurante, que diz:

“Sou responsável de um restaurante (pode obter mais informações nos links em baixo) perto de Lisboa que vai realizar uma Semana Gastronómica dedicada a Macau. Na ocasião, gostaria de destacar aspectos culturais da região e reproduzir memórias que ajudem a recordar (ou a desvendar) a imagem de proximidade que sempre existiu.

Para o efeito, acredito que as poderosas imagens e textos do seu Projecto Memória Macaense poderão ajudar consideravelmente para o sucesso da iniciativa. Por isso, solicito autorização para utilizar os seus conteúdos em posters que gostaria de afixar nas paredes do restaurante durante a semana da exposição (18 a 23 de Julho). Estas imagens conterão a legenda indicando autor e fonte da informação. Caso entenda possível, será muito valiosa qualquer imagem ou colecção de imagens que entenda indicar como mais adequadas para o efeito.”

Luís Oliveira

932946596

Director-Geral Cacilheiro do Tejo

http://cacilheirodotejo.blogspot.com

Vídeo Apresentação – http://www.youtube.com/watch?v=Dq6VNQvNAVk

Blog C.M.: Conforme  resposta dada, fique à vontade Luís Oliveira e que tenha pleno sucesso na vossa Semana Gastronómica dedicada a Macau. Aos leitores de Portugal, fica aqui a dica para o vosso lazer gastronómico.  Conforme o vídeo, a baía de Seixal fica a 15 minutos de Lisboa.