Como tinha antecipado na postagem “Acervo de Hércules António“, o Projecto Memória Macaense lançou no YouTube o 1º vídeo produzido a partir do DVD que traz diversas filmagens do início dos anos 60 e fim de 50, assim presumo, corrijam-me se for o caso.
Sob o título “Macau Memórias do Passado – Parada Militar”, o vídeo de pouco mais de 4 minutos mostra imagens da parada que deve ter ocorrido em 10 de Outubro – Dia de Portugal. Desconheço quem seria o Governador: Jaime Silvério ou Lopes dos Santos, ou??? Se alguém puder informar, agradeceria.
Assim, convido os amigos para acessarem o site do PMM – clicar aqui onde poderão assistir o vídeo, ou então, se quiserem comentar algo, clique no link do YouTube, aonde poderão fazê-lo. Na semana que vem lanço o 2º vídeo dos 6 já editados.
Só posso agradecer o filho, que desconheço o nome, do Hércules António, que ao distribuir o DVD das filmagens do pai, contribuiu para perpetuar a sua memória. Ficaria grato se houver outros vídeos alusivos a Macau mandarem-nos para mim, que prontifico a editá-los por assunto e publicar na YouTube. O Projecto Memória Macaense procura diversificar o seu conteúdo, pois por não ser um jornal ou uma revista, tem que “quebrar a cabeça” para a criatividade e o esforço para publicar o trabalho de jornalistas e articulistas de revistas, livros, jornais e outras publicações, mas sempre com a máxima preocupação de procurar atribuir e destacar a autoria e a fonte. Às vezes pode falhar, mas já de antemão, minhas desculpas e me alertem a respeito.

A 1ª imagem mais acima extraída do vídeo mostra uma formação em V da Polícia Militar (Polícia do Exército), que causava sensação na parada. Para quem não se lembra, a PM ou PE fazia guarda do Palácio do Governo, com um soldado portando uma metralhadora logo antes da escadaria.
Abaixo uma imagem da nossa gloriosa Mocidade Portuguesa que desfilou em 2 formações, uma banda musical conforme pode ver. Na verdade a Mocidade, longe de ser um eventual sonho de juventude nazista, em Macau se assimilava mais a uma espécie de escoteiros, embora manipulassem aquelas pesadas espingardas que davam um coice de quebrar o ombro quando se dava um tiro. Pouco posso falar a respeito, pois acabei não ingressando nele, quase, mas não sei por qual motivo acabei não entrando. Até parece que tinha sido confeccionado o uniforme.
E, aproveitando o assunto de Exército português, abaixo uma foto das Tropas Expedicionárias em 1959, no quartel de São Francisco, vendo-se ao seu lado esquerdo, o Jardim de São Francisco. Conforme o belo livro “400 Anos de Organização e Uniformes Militares em Macau” de Manuel A.Ribeiro Rodrigues, edição de Instituto Cultural de Macau, de onde foram copiadas as 2 últimas fotos desta postagem, sob o título “Tropas Expedicionárias a Macau – 1900 a 1961″ consta que “Macau, além das tropas européias e locais, recebia destacamentos originários da Índia, principalmente de Goa e de África. Anteriormente ao fim do século passado, esses reforços eram pouco significativos devido ao pouco número de homens destacados. Contudo, a partir de 1900 começaram a surgir tropas indígenas em maior número, a nível de pelotões e até companhias. Vinham principalmnente de Moçambique ou de Goa.” A seguir dá uma descrição do uniforme das praças indígenas vindas de África e da Índia, em separado, com ilustrações.
Abaixo, um soldado indígena “mó ló chá” de sentinela na quartel da Flora:
A respeito dos soldados indígenas poderão ler a respeito no site Projecto Memória Macaense. Veja na página-guia de Macau o link para as histórias. E, salve a memória do glorioso Exército Português de Macau nos saudosos tempos em que tremulavam no Monte as bandeiras de Portugal e do Leal Senado !!!
A nova versão do Projecto Memória Macaense está no – www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense
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