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Charlie Santos na Música Popular Macaense

 CASA DE MACAU (versão 2010)

Charlie Sntos na Casa de Macau de São Paulo, Natal de 2011

Charlie Santos de nome artístico, também conhecido pelos amigos e familiares de Canicha, chama-se Carlos Alberto da Silva Santos e nasceu em Lisboa, mas macaense de formação.  Seu pai natural de Lisboa e sua mãe de Macau, nasceu em Portugal quando seus pais, oriundos de Macau, foram lá viver.  Em 1953, retornaram para Macau, onde Canicha viveu a sua juventude apreciando as músicas pop, inglesas e americanas, dos anos 50 e principalmente de 60 e já começava a tocar violão em 1963.  Pouco depois de aprender seus primeiros acordes, já com alguma prática, brincava de inventar suas próprias canções.

Em Dezembro de 1967, emigrou para o Brasil em companhia do autor deste blog, a bordo do navio holandês MV Tchitchalenka numa viagem de 48 dias, incluindo paradas em vários portos da Ásia, África e finalmente Santos, tendo antes parado no Rio de Janeiro.  Logo no ano seguinte, em 1968 já compunha a sua primeira canção em inglês “All I Wanna Do is Cry”.  Em 1992, conseguiu, com recursos próprios, gravar um CD com músicas de composições próprias, nelas incluindo a famosa canção no meio da Comunidade Macaense mundial - Casa de Macau – que teve várias versões, inclusive uma acústica e mais melodiosa.

Depois do primeiro CD, Canicha não parou mais de gravar discos, sempre com recursos próprios, uma sina de vários músicos macaenses por falta de apoio ou de quem se interessasse a oferecer apoio para a cultura expressa em música, preferencialmente direcionada para outras áreas.  Formado na geração dos anos 60, em que os macaenses preferiam a música inglesa e americana, assim denominada de Pop Music, quase a totalidade delas são no estilo e cantadas em inglês.  Porém três composições em português fizeram parte do seu repertório, duas delas aqui reproduzidas: Casa de Macau (versão de 2010) e Lembranças.

Charlie Santos que conta com um conjunto musical profissional, de alta nível, ensaia quase que semanalmente num estúdio, sempre visando a gravação de músicas Pop dos tempos da sua juventude.  E em Maio de 2012, já dizia ao autor deste blog que se preparava para lançar novo disco, dentre de inúmeros porém não comerciais.  Charlie faz o seu investimento na música meramente por gostar e sentir-se realizado, como se estivesse a procurar satisfazer esse seu hobbie insaciável.  Seria algo como muitos gostariam: poder fazer o que gosta.  E que bom que o Canicha, ou Charlie Santos, consegue ter essa satisfação, ainda fazendo bem o que gosta.

Charlie Santos e o seu conjunto na Casa de Macau de São Paulo – Natal 2011

Seu site

www.charliesantos.com.br

Ouçam abaixo a canção Lembranças, sua composição:

Charlie Santos fez sucesso no Encontro das Comunidades Macaenses 2010 em Macau

Jantar no Culau, memórias de Alda de Carvalho Ângelo

Os pais do autor do blog, em pé, Marcelina e Álvaro da Luz

No seu livro publicado em São Paulo, Brasil, em 1965, <Fragmentos do Oriente>, a escritora macaense Alda de Carvalho Ângelo recorda os velhos tempos de convívios nos restaurantes chineses: <culau> em Macau, provavelmente nos anos 40.  É um costume que ainda se mantém em Macau (ex-colónia portuguesa na China) com algumas alterações.  As fotos do meu acervo são dos anos 50 e 60 em Macau:

CULAU

(restaurante chinês)

um texto de Alda de Carvalho Ângelo

“Vamos jantar no culau?” — Que frase mais grata ao ouvido! Que infelizmente há muitos e muitos anos não tenho o prazer de a ouvir. “Ah! saudades desses tempos que já lá vão!” — Como gosto de me sentar esquecida num canto, no meu canto preferido e deixar correr o pensamento para os tempos em que essa expressiva frase “vamos jantar no culau” era bem possível, bem praticarei. Não precisava ser festa, data especial, comemorações para nos darmos ao luxo de comer num culau. Qualquer alegria era pretexto. Qualquer pretexto era alegria. Por que não se pode pensar em comer no culau e se sentir triste ao mesmo tempo. Pelo menos, aparentemente, momentaneamente, todas as tristezas são relegadas ao segundo plano e a alegria reina única e exclusiva. Por que?

Ah! o por quê! o por quê de tudo nesta vida. Por quê… Vamos jantar no culau?” — Vamos! É aniversário? Está certo, É aumento de salário? Está certo. É rateio? Também está certo. Não importa quanto venhamos a pagar, contanto que seja uma noite de alegria. E os grupos — 8, 9, 10 — 20 — 100 ou mais — o número também não importa. Contanto que não seja de menos. Porque não se vai só a um culau! Nem a dois, nem a três. nem a quatro. O interessante dez no mínimo! E, quanto mais frio, melhor! Mais vontade de comer! Maior o apetite! Mais necessidade de sentirmos o calor da alegria, o aconchego dos amigos!

Paremos à porta. O restaurante pode ser de luxo, pode ser modesto, pode ser mais ou menos, de aspecto velho e pobre. Não importa. Passemos para o lado de dentro. Subamos a escada ou entremos no elevador. As salas são divididas em reservados, separados por portas desmontáveis e dobráveis. Cada reservado comporta 10 a 12 comensais. Maior número de comensais maior o espaço do reservado. É só desmontar a série de portas que separa um reservado do outro. Uma sala é passível de receber até mais de cem comensais, bastando para isso desmontar todas as separações. Era assim no tempo em que eu estava na China.

Vamos ao nosso jantar. Geralmente entramos num culau às 6,30 ou 7 horas e só daí saímos entre 9 e 10 horas. Isto é, quando alguém, ou melhor, ninguém inventa jogar o Majong. Nesse caso, a ida para o culau é às 5 da tarde ou mais cedo e a saída talvez à meia noite.

O reservado, dependendo do restaurante, é geralmente espaçoso, podendo 10 a 12 pessoas mover-se à vontade. No centro, uma grande mesa redonda, à sua volta, 10 a 12 banquetas (hoje se usam cadeiras). Ao fundo, perto da janela, um grande canapé, sobre o qual se pode estirar, querendo. Ao longo das paredes laterais cadeiras e mesinhas de pau preto, dispostas de forma a que cada mesinha é ladeada por duas cadeiras. Sobre as mesinhas quá-chi à vontade. O quá-chi (pevide – semente de melancia), vermelho ou preto, serve para “fazer-a-boca”, expressão macaense que quer dizer “mordiscar, entreter a boca, enquanto espera”.

O Fó-quei (o garção chinês) anota a lista dos pratos com um ou dois do grupo. Os outros, com uma perícia extraordinária, seguram a parte chata da pevide com os dedos polegar e indicador da mão direita, introduzem o quá-chi pela aresta entre os dentes, dão uma ligeira mordida, entreabrindo assim as duas cascas; giram ligeiramente de modo a que a parte chata fique para cima e, com a ponta da língua, afastam imperceptivelmente as duas metades da casca, e, novamente, com os dentes, como uma pinça, seguram a minúscula amêndoa e, uma vez a amêndoa bem segura pelos dentes… a casca é puxada para a frente estre os dedos indicador e polegar. Toda essa operação é concluída em frações de segundo. E ao mesmo tempo que os dedos e os dentes trabalham, a conversa se generaliza numa alegre vozearia.

O Fó-quei, completamente alheio ao que fazem os comensais, continua sua rotina. Sai com a lista de pratos, volta pouco depois, estende a toalha na mesa, arruma os vun (tigelinhas e os fát-chi (pauzinhos); sai novamente, volta com as toalhas perfumadas e, à cada um dos comensais, oferece uma toalha para limpar as mãos. (As toalhas perfumadas são trazidas novamente no meio do jantar e quase no final).

Os primeiros três ou quatro pratos são para abrir o apetite: um pratinho de pei-tán (ovos pretos transparentes. São ovos que foram envolvidos em cal e enterrados por um mês ou mais. Fazem muito bem à saúde). Esses ovos cortados em oito em sentido longitudinal são servidos com fatias de gengibre. Um pratinho de chouriço china (lap-cheóng) cortado enviesado, bem fininho; um pratinho de peixe salgado…

Segue-se uma sopa ou caldo, geralmente preferimos o gui-chi-tóng (sopa de barbatana de tubarão), e, sem pressa, com todo o vagar, com a lentidão que caracteriza os jantares chineses, um prato após outro é servido: carne, frango, porco, ovos, camarões, miúdos, carangueijos, verduras… sem acompanhamento de pão nem de arroz, Tudo isso para comermos lentamente, acompanhado de vinho de fermentação de arroz e… muitas risadas e conversas.

E, no fim, quando já estamos quase nos rebentando de cheios, é servido o arroz chau-chau, em chinês cháu-fán, arroz frito com ovos, camarão, chouriço china e…

E já cansados de tanto comer, a nós mesmos prometemos que, no futuro, seríamos mais comedi dos, que espaçaríamos os jantares no culau, que…

Esquecidos os primeiros momentos de mal-estar de super-cheios, lá estávamos nós, dias depois combinando novamente para novo jantar no culau…

“Recordar é Viver” de Giga Robarts, foto de 1950

O macaense Jorge “Giga” Robarts tinha publicações no diário Jornal de Macau (devidamente corrigido pelo Giga), nos anos 80, com o tema “Recordar é Viver”, aliás uma frase muito popular até os dias de hoje.  Esta que publico abaixo é de 1987, provavelmente Julho, informação obtida no verso do recorte de jornal através de anúncio do Leal Senado.  A Mariazinha Lopes Carvalho gentilmente quis partilhar o recorte com a comunidade macaense e enviou-me para publicação.  Agradeço muito, pois as fotos antigas do meu arquivo são limitadas e sempre dependo de colaboração dos conterrâneos, escassa hoje em dia, mas entendo, os tempos mudaram desde que lancei o site Projecto Memória Macaense em 2003, uma vez que outros meios de comunicação tal como a rede social Facebook, hoje em dia, já tomam o lugar de um blog ou site criados para esta finalidade.  Só resta adaptar-se aos novos tempos até que estes recomendem a saída do ar, ou uma alteração de direcionamento do conteúdo.

Enquanto isso não acontecer, vejam o que o Giga escreveu e nomeou as pessoas na foto.  A Mariazinha, que recebeu este recorte da Olívia César, complementa com umas informações atualizadas  se alguém tiver algo a mais para acrescentar, seja bem-vindo através do seu comentário.  Aliás falando do Giga Robarts, penso que é daqueles macaenses que teriam capacidade para fazer algo mais, como publicar um livro de tanto que tem para contar, mas infelizmente, o macaense muitas vezes enfrenta certa resistência para ter um apoio, ou ser procurado para tal, pois de um modo o filho da terra é discreto “não gosta de pedir“, um tanto orgulhoso, ou não tem o devido reconhecimento.  Enquanto isso, outros que não têm a característica ganham o seu espaço … e o talento macaense acaba se desperdiçando ou esquecido … para sempre. Embora, convenhamos, vários tiveram também o seu espaço e várias obras foram publicadas, como Henrique de Senna Fernandes, Adé, Cíntia Serro e tantos outros.  No entanto, vale dizer que  Macau sã assi

clicar na imagem para aumentar, e depois mais uma vez com a lupa em +

a imagem tem resolução suficiente para impressão e ser guardada como recordação por quem interessar

- Mariazinha Lopes Carvalho complementa:

Sónia de Jesus (Macau), Norma Carvalho Sousa (Portugal), Margarida Nogueira (Portugal), Mercês Jorge (Brasil), Noémia Baptista (Macau ou Portugal?), Ermelinda Baptista (Macau ou Portugal), Olga Baptista (Macau), Fátima Badaraco (falecida), Elsa Osório (falecida), Geraldina Robarts (falecida).

- No entanto, Jorge “Giga” Robarts complementa no seu comentário que foi feito na postagem seguinte dos Jovens Macaenses:

Gostei do blog.(é assim que se chama?).A minha amiga Mariazinha enganou-se em algumas pessoas.  A Margarida Nogueira vive há + de um ano com seu marido Infante, em Brighton, Inglaterra. As irmãs Ermelinda, Olga e Noémia vivem todas em Macau, costumam vir de férias em Julho/Agosto.

Gastronomia Macaense e Patuá: candidaturas (pré) aprovadas p/Património Imaterial

Foi uma dura ‘batalha’, mas enfim, as candidaturas da Gastronomia Macaense e do Teatro em Patuá (perceba que não é o dialecto patuá em si, mas a forma como é apresentada em Teatro) foram aprovadas por um júri escolhido pelo Museu de Macau, juntamente com outras duas abaixo especificadas na reportagem. Agora seguem para uma ‘consulta pública’.

Diante disso, vamos todos oferecer o nosso apoio para que no final tudo dê certo e tenhamos essas candidaturas plenamente aprovadas.  O site Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses dão o seu apoio.

Veja como o Jornal Tribuna de Macau, edição de 09/Fev, publicou a respeito:

Mensagem de Fé e Esperança em patoá – Natal 2011 (vídeo)

Na programação cultural da festa de Natal da Casa de Macau de São Paulo, realizada no dia 11 passado, houve a apresentação abaixo que gravei em vídeo e foi publicado no YouTube.  A Mariazinha (Maria Conceição Lopes) de Carvalho escreveu (numa adaptação de texto) e apresentou em conjunto com o Pedro Almeida (Rio de Janeiro), a encenação em diálogo dramático de uma mensagem de FÉ e ESPERANÇA, em patoá (patuá) de Macau para o fechamento do ano e pela época festiva do Natal.

Mariazinha inovou nas suas apresentações em patoá.  Ao contrário de cenas e diálogos alegres e cómicos, habitualmente em peças teatrais, como também acontece em Macau e na diáspora macaense, falou com dramaticidade.  Patoá é sempre ligado ao humor, poucas vezes utilizado em forma de diálogo comum e muito menos em drama.  Temos que louvar a persistência e a luta da Mariazinha pela preservação do patoá, não só no Brasil mas pelo mundo através das minhas publicações no site, blog e em vídeos. Como macaense, sinto que tenho este dever já que tenho esses meios de comunicação ao alcance. O Pedro Almeida na sua bela apresentação e esclarecimento sobre o patoá (para quem não o conhece, veja o vídeo e ouça atento às suas explicações), também destacou a dedicação da Mariazinha, aliás, gostei de vê-lo no palco, adequadamente vestido para o papel e sempre com excelente didática.

Assim caros amigos e conterrâneos, a mensagem é oportuna para lhes desejar Boas Festas, Feliz Natal e um Bom Ano Novo, sem essas profecias loucas de fim do mundo para daqui a um ano, e fazer um apelo: façam qualquer coisa pela causa macaense de preservação da nossa cultura, que temos pouca, lutem pela – PRESERVAÇÃO DO PATOÁ.  Juntos, vamos torcer pelo reconhecimento do PATOÁ pela UNESCO como Património Mundial Intangível (Imaterial).  Acredite nisso !!!

Tese de mestrado de Alexandra Rangel: Comunidade Macaense

“Esta dissertação de Mestrado é sobre os macaenses, os “filhos da terra”, descendentes de várias gerações de cruzamentos de portugueses com orientais, resultando desta miscigenação uma comunidade com características próprias. A culinária, o dialecto (patuá) e as festividades tradicionais demonstram a base cultural portuguesa e as influências recebidas dos países asiáticos vizinhos do território com mais de 400 anos de presença portuguesa, devolvido à China em Dezembro de 1999. Actualmente, Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, regida por uma Lei Básica, elaborada em conformidade com a Declaração Conjunta Luso-Chinesa, firmada em 1987. Esta Lei garante aos residentes do território, incluindo os de ascendência portuguesa, a manutenção da sua maneira de viver e os direitos que tinham anteriormente. É feito um enquadramento histórico, para que melhor se compreenda o nascimento e o percurso desta comunidade, e são identificados os desafios que se lhe colocam, hoje, bem como o seu singular legado cultural.
Abstract: This Master of Arts thesis is about the Macanese, the filhos da terra (the “sons of Macau”), who descend from several generations of intermarriages between the Portuguese and Asians. The miscegenation resulted in a community with specific cultural traits. The cuisine, the dialect and the traditional festivals show us the Portuguese cultural base mixed with influences received from the neighbouring Asian countries. Macau was handed back to China in December of 1999, ending more than 400 years of Portuguese presence. Macau is presently a Special Administrative Region of the People’s Republic of China and its Basic Law was written in conformity with the Sino-Portuguese Joint Declaration which was signed in 1987. The Basic Law guarantees the way of life and the rights the residents – including those of Portuguese descent – enjoyed before the handover. A historical background is provided for a better understanding of this community, from its beginning until today, and the new challenges it is facing, as well as its important cultural legacy, are identified.”

No link abaixo, clique na ligação constante do quadro “Ficheiros deste Registo” e vejo o belo trabalho da Alexandra Sofia de Senna Fernandes Hagedorn Rangel, filha de Jorge Rangel do IIM-Instituto Internacional de Macau:

http://repositorio.ul.pt/handle/10451/3906

ou veja no arquivo em pdf abaixo (11 Mb) – clicar para abrir:

Alexandra Rangel tese mestrado ulfl081900_tm (fonte: site da Universidade de Lisboa na ligação acima)

*Divulgação possível graças ao e-mail de Maria João Santos Ferreira, macaense e bibliotecária do Museu de Ciência de Lisboa, e autora de livro de receitas da gastronomia macaense. Obrigado!

Nano Branco & Yvonne Remedios cantam (video)

Os macaenses, Fernando “Nano” Branco (Macau) e Yvonne Remedios Airosa (Hong Kong), ambos residentes em São Paulo, Brasil, cantam a canção Dream na festa dos 22 anos da Casa de Macau de São Paulo em 30/Julho/2011.  O Nano no ano passado lançou seu CD pessoal (não comercial) por ocasião do Encontro Macau 2010 em São Paulo e andou distribuindo para os amigos em Macau, embora não tenha se apresentado no evento. A Yvonne é a sua companheira que também participou como 2a. voz em algumas canções do CD produzido pelo eficiente Vainer Dias Gomes, que foi maestro da coral da Casa de Macau de São Paulo (atual Vozes de Macau) no Encontro de 2007.

O Nano, que foi o cantor dos The Grey Coats,  tem a sua página pessoal no Projecto Memória Macaense (veja no Guia Musical) onde são divulgadas algumas canções do seu CD.  Vale a pena dar uma olhada e ouvi-las, bem como para conhecer a história dos Grey Coats, ganhador do Festival de Música nos anos 60 em Macau.

Hércules António, conheça-o

Na postagem Acervo de Hércules António pedia informações ou contato com um dos seus familiares, em função de um DVD que tinha em meu poder, das filmagens feitas por ele e que estão sendo repartidas em vídeos divulgados no YouTube pelo Projecto Memória Macaense.

Para minha alegria, o apelo foi atendido e tive o contato da Cremilda, sua filha, que gentilmente enviou dados sobre o Hércules António e várias fotos, além de uma crónica que ele escreveu para o Jornal Tribuna sobre as suas viagens.  O PMM abriu uma página no site (veja em Gente) com várias fotos e os 3 primeiros vídeos editados – o VI Grande Prémio de Macau, Parada Militar do Dia de Portugal e vistas de Macau dos anos 60 ou fim de 50.

Conheça então o Hércules António:

Hércules António nasceu em Macau, em 2 de Dezembro de 1922.  De pai português e mãe chinesa, casou-se em 21/Agosto/1949 com Ana Lisboa António com quem teve 5 filhos.  Estudou no Seminário de São José e na Escola Comercial Pedro Nolasco.

Na década de 50, trabalhou em Macau nos Serviços de Saúde e nos Serviços Sínicos.  Foi convidado para lecionar o primeiro curso de chinês no Liceu Nacional Infante Dom Henrique. 

Concluiu o curso de solicitador que lhe permitiu montar seu esritório após a reforma da função pública.  Abriu a sua fábrica de produção de porcelana em Macau que exportava para a Europa e Oriente Médio. Na década de 80, instalou em Portugal um armazém e escritório para venda de artigos orientais. Veio a falecer em Portugal em 25 de Fevereiro de 1985.

Amava viajar, tanto que escrevia para o Jornal Tribuna suas crónicas das viagens. Dessa paixão, tinha o sonho de comprar o seu barco de recreio que acabou se concretizando, e baptizou-o com o seu póprio nome.  Outro dos seus passatempos favoritos era de filmar, facto que possibilitou a montagem de diversos vídeos históricos aqui exibidos, e que o PMM na sua divulgação, os dedica à sua memória.

o barco de recreio era o seu sonho concretizado

Armando Rozário, conheça-o

(antes de ler esta postagem, veja a anterior, “Armando Rozário, quem é ele?”)

Complementando a postagem anterior conforme recomendação acima, trago-lhes um perfil de Ruy Castro que fala sobre o Armando Rozário:

Um perfil de Ruy Castro:

ARMANDO ROZÁRIO: O FOTÓGRAFO QUE COBRIU A TOMADA DO PODER NA CHINA POR MAO TSÉ- TUNG

O fotojornalista Armando Rozário, nosso colunista, esteve no Rio de Janeiro participando, na Toca do Vinícius, do ato de gravação da placa de cimento número 50, pelas mãos do jornalista e escritor Ruy Castro, seu amigo dos velhos tempo de papo em Ipanema com a famosa e irreverente turma do Pasquim. Ruy, ao lado de 49 personalidades do mundo artístico e literário, faz parte agora do Acervo de Mãos Calçada da Fama de Ipanema, que completou 37 anos.

Em seu livro “Ela é Carioca”, Ruy Castro conta a fascinante história do chinês que veio para o Brasil e se tornou um dos mais importantes fotógrafos e o primeiro a entrar com um processo e ganhar a causa na Justiça contra um veículo de imprensa (revista Manchete) por ter usado uma foto sua atribuída a outro, criando jurisprudência para outros casos.

A foto, de 1968, era de dona Júlia, mãe do ex-presidente Juscelino. Diz Castro: -”Ao chegar ao Rio, em 1955, e ir trabalhar na Manchete, Armando Rozário chamou a atenção por três motivos: 1) ser chinês, apesar do nome; 2) falar pouco, só o essencial, e quase num sussurro; 3) ser o maior prodígio da fotografia que aparecera por aqui.

 Tinha 24 anos, mas já era um veterano. Quando adolescente, fotografara a tomada do poder na China por Mão Tsé-tung para uma agência americana da qual era correspondente e trazia toda a técnica que aprendera com os mestres orientais e europeus da fotografia. Foi um dos primeiros a usar câmeras 35 milímetros no Brasil, a saber explorar a cor e a fotografia sem flash, com luz ambiente, apesar da pouca sensibilidade dos filtros da época. Era craque também em laboratório: entendia de filme e revelação, coisa então rara entre nós. E era tão econômico para fotografar quanto para falar: ao sair à rua a trabalho, não ficava clicando à toa. Fazia poucas fotos – todas surpreendentes e perfeitas. Os olhos amendoados, que pareciam não combinar com o nome, se explicavam.

Ele nascera em Hong Kong, seu pai era português de Macau, sua mãe, francesa e sua primeira línguas fora inglês. Quando o Japão ocupou Hong Kong na Segunda Guerra, eles fugiram para Macaé, onde Rozário aprendeu inglês com os jesuítas. Numa família inteira de economistas, só ele se interessou por câmeras e lentes. Formou-se em fotografia em Cambridge, Inglaterra.

 Em 1956, pela Manchete, Rozário e o repórter Carlinhos Oliveira acompanharam o dr. Noel Nutels ao Xingu. Começou ali sua longa ligação com as coisas do Brasil. Nunca mais deixou de fotografar índio, bicho ou planta, mesmo que, por duas vezes, o ataque de inimigos ocultos e traiçoeiros quase lhe custasse a vida. Da viagem ao Xingu, Rozário herdou um vírus na coluna, que por algum tempo o deixou paralítico (foi salvo pelo neurocirurgião Abraão Ackerman).

De outra viagem, no ano seguinte, esta à Amazônia e a serviço de O Cruzeiro, trouxe uma queimadura que lhe atrofiou a perna e a medicina oficial não soube identificar nem tratar (foi salvo pela homeopatia). O currículo de Armando Rozário é quase insuperável. Além de Manchete e O Cruzeiro, suas fotos estão nas coleções do Jornal do Brasil e de revistas como Senhor, Cláudia, Realidade, Quatro Rodas (muitas vezes tomando edições inteiras), da francesa Paris-Match, da japonesa Photo International, da Encyclopedia Britannica e de mais publicações internacionais do que até ele conseguiu seguir a pista.

O fotógrafo húngaro-americano Philippe Halsmann, um dos bambas da agência Magnum, teve-o como seu assistente no Rio e convidou-o a ir trabalhar com eles em Nova York – equivalia a ser contratado pelo Santos de Pelé, se Rozário fosse jogador de futebol. Nos anos 50 e 60, foram muitos os convites como esse, mas Rozário nunca pensou seriamente em deixar o Brasil – exceto em 1960, quando foi para Paris como correspondente de Senhor e fotografou o encontro entre Kruchev e De Gaulle. Voltou em um ano.

No Brasil, havia Ipanema. Ele era um cidadão da rua Jangadeiros, freqüentador do Zeppelin (onde levantava no ar e pegava com a mão vinte cartões de chope) e, em 1965, seria um dos fundadores da Banda. De todas as tribos que fotografava pelo Brasil, nenhuma o fascinava tanto quanto a de Ipanema, talvez por ser a única em que todos se julgavam caciques – e dentro dos limites da aldeia, eram mesmo. O espírito independente de Ipanema se coadunava com o seu e, entre expor em galerias de arte e deitar suas fotos na grama da Feira Hippie, na praça General Osório, a convite de Hugo Bidet, chegou a preferir a segunda alternativa. Rozário achava que as fotografias deveriam merecer galerias próprias.

 Assim, em 1973, ajudou a criar em Ipanema a Photo Galeria, pioneira em tratar o tratar o trabalho dos fotógrafos brasileiros como obras de arte, com fotos numeradas e assinadas. Sua independência refletia-se em todas as frentes: ele foi o primeiro fotógrafo brasileiro a processar um poderoso veículo por usar uma foto sua e atribuí-la a outro, depois de tê-lo demitido porque a dita foto estaria “fora de foco”. A foto, de 1968, era um retrato de dona Júlia, mãe do ex-presidente Juscelino. Seu advogado foi o circunspecto dr. Mânlio Marat d`Almeida Acquistapace (na vida real, o Marat da Banda de Ipanema e dos Chopnics) e a causa levou sete anos para ser concluída, no Rio e em Brasília – com a vitória de Rozário.

 Isso firmou jurisprudência que viria beneficiar todos os seus colegas: a partir daí, as empresas jornalísticas passaram a tomar cuidado ao republicar as fotos de seus antigos contratados. Isso não tornou Armando Rozário muito popular nessas empresas. O que explica por que, desde meados dos ano 70, ele tenha se dedicado a outras atividades dentro de seu ramo, como testar equipamentos para os laboratórios internacionais de fotografia que se instalavam no Brasil, escrever uma coluna altamente especializada na Folha de S. Paulo e, principalmente, usar a fotografia para a causa da ecologia.

Em 1978 Rozário liderou uma cruzada nacional pela salvação do rio São João, em Barra de São João, perto de Macaé, ameaçado pela instalação de uma fábrica de álcool anidro. O rio banhara o poeta Casimiro de Abreu (1839-1860), nascido ali, e a região, que inspirava o pintor Pancetti, era mais um paraíso na mira da covarde industrialite brasileira. A campanha começou com uma exposição de fotos de Rozário e dos quadros de Pancetti no Museu Nacional de Belas-artes e, durante aquele ano, tomou os jornais, revistas, as telas dos cinemas e a tv Globo.

Por causa dela, a usina foi obrigada a instalar uma bacia de decantação que manteve a poluição em níveis suportáveis, com isso salvando também todo o litoral de Macaé e Búzios. Rozário nunca mais saiu de Barra de São João e Macaé, onde passou a editar pequenos jornais em inglês dedicados à preservação da região. Descobriu que, como macaense, sua responsabilidade era dupla: os cidadãos de Macaé são macaenses – e os da portuguesa Macau também.

Fotos do Armando Rozário do Rio São João:

Armando Rozário, quem é ele?

O Armando Rozário descobriu o Projecto Memória Macaense nas suas profundas pesquisas na Internet.  Dizia que foi por uma referência ao site na sua pesquisa sobre o seu antigo professor de inglês, Padre Cooney S.J que lecionava no Colégio São Luís Gonzaga em Macau e Wah Yan College em Hong Kong, de 1943 a 1947 .

Desta feita, passou a enviar-me material muito valioso, entre os quais, a fotografia mais antiga de Macau, de 1844 e outras tantas fotos e informações, como o mais antigo livro impresso em Macau e a origem da nossa denominação – Macaense ou Macaensi – que data desde 1588 (postagens em breve e no PMM)

Ele mora no Cabo Frio, bela cidade litorânea do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Sua apresentação: “minha avó chinesa nasceu em Macau. Do lado da minha mãe, tenho sangue francês e chinês.  Meu pai, Arthur Rozário é macaense e nasceu em Hong Kong. O nome de solteira da minha mãe é Henriette Marie Louise Demée. Sou primo do Luís Demée, o famoso artista macaense“. Tem vários parentes a residir nos EUA e Canadá.

Pelo seu importante trabalho realizado no Brasil, que verão no “perfil” na próxima postagem, gente famosa literária fez referências a ele nas suas crónicas, quando o assunto era a ameaça ao Rio São João com a construção de uma usina, tais como:

Carlos Drummond de Andrade, poeta e contista brasileiro, no Jornal do Brasil 1978, num dos trechos da sua crónica  “O Rio, Os Pescadores, A Morte”, escreve: ” … Conclusão feita de perguntas não é conclusão. Mas resta a impressão de que, para exigir do Governo o cumprimento mais positivo de suas obrigações sociais, devemos também exigir de nós mesmos o funcionamento de nosso espírito público, do nosso sentimento de comunidade. Como fez agora esse fotógrafo Armando Rozário, nascido em Hong-Kong, filho de um chino-português e de uma francesa, amante das doces praias de pescadores do Rio São João. Vivendo a vida desses homens simples e indefesos, senti aproximar-se o perigo que vai desabar sobre as águas, e botou a boca no mundo. Sua campanha começa a ocupar a atenção dos grandes jornais. Que ela sensibilize a população e salve o rio, ameaçada de morrer como habitat natural, é o que a gente deseja. De qualquer modo, vale como exemplo. A defesa da Terra começa no interior de cada um de nós, como se aperta um botão de luz.”- Carlos Drummond de Andrade, Jornal do Brasil, Junho de 1978

Otto Lara Rezende, outro famoso  jornalista e escritor, na sua crónica “Barra Poética” publicada no jornal “O Globo” em Julho de 1978, cita num dos trechos: “… É essa pátria de sonho e realidade, poética, que aqui está visível, graças ao
milagre do pincel de Pancetti e da câmara de Armando Rozário. Sou insuspeito para falar, porque sou amigo de ambos. Conheci e freqüentei Pancetti, sua arte reveladora, criadora e preservadora de beleza; também da beleza natural, como é o caso da sua série de telas do Rio São João.
O mesmo rio corre tranqüilo e indene nas fotografias desse mestre fotógrafo que é Armando Rozário. Encontrei-o e admirei-o assim que chegou ao Brasil. (1955). Rozário veio de longe, do outro lado do mundo, da China, de Macau,
para aqui nos descobrir o que, por amor do belo, deve permanecer intacto. Como Casimiro de Abreu, Rozário tem sangue português. Ao contrário de Casimiro, sua arte não se derrama para além de uma disciplina que lhe é essencial ao equilíbrio. Numa vida curta, o poeta romântica juntou as duas margens do Atlantico na mesma sensibilidade. Numa vida que desejamos chinesamente longa, o fotógrafo realista traz na sua refinada sensibilidade os dois extremos do
mundo”.

Enfim, para conhecer melhor este macaense de Hong Kong que teve importante papel na vida brasileira, talvez pouco conhecido entre nós, como eu que não o conhecia, veja a próxima postagem na crónica Um Perfil de Ruy Castro. Assim, caro Armando Rozário, justiça seja feita, o seu trabalho passa a ser conhecido pelos leitores deste blog e do site Projecto Memória Macaense.  Parabéns pelo seu belo trabalho e estamos orgulhosos de você!!!

Casa de Macau de São Paulo convite de festa-22 anos

ACM.CONVITE.FESTA.30.07.11.edit

Clique no link acima e verão o convite para a festa do dia 30 de Julho de 2011.  A Casa de Macau vai comemorar os seus 22 anos de existência.  A organização promete uma festa recheada de boa comida (tacho-chau chau pele, principal prato) e várias atrações culturais, entre eles um espectáculo de patuá (olha a Mariazinha e suas criativas peças teatrais), apresentações musicais de 3 associados, mais o coral Vozes de Macau formado por seus associados, e quem sabe algo de surpresa !!! O que é? perguntei!!! Ah, mas nem morta te conto, assim me disseram, pois sabem que tenho blog e site e logo poderia espalhar por aí (muito chuchumeca/fofoqueiro, hehehe). Está ok, respeito a surpresa e fico nessa expectativa. Irei mostrar para vocês, afinal de contas este pseudo-repórter irá cobrir o evento em foto e vídeo. Aliás, até parece que a Telma estendeu a sua permanência no Brasil (mora no Canadá) para participar da peça de patuá.  Antigamente ela sempre era uma das atrizes do teatro de São Paulo.

Ainda a confirmar, a Casa de Macau do Rio de Janeiro, nossos amigos cariocas,  talvez participará da festa com uma comitiva, que sempre é uma animação pois vai ter baile.  Bom motivo para estender até a noite, já que pernoitam na Casa. E vocês, de outros países da diáspora e até de Macau, se estiverem por aqui em São Paulo, apareçam por lá que sempre serão muito bem-vindos!!! Melhor ainda se porventura vierem propositalmente para a festa!!! É só avisar.

É isso aí, a Casa conta hoje com uma comissão cultural e de eventos muito animada, liderada pela sua alegre diretora cultural, Nanette Placé César (casada com Otaviano César, já falecido) e a Cila Oliveira Inácio.  Já falam de outras festas e comemorações, como o Pák-iit-sáp-huhm (algo assim parecido, meio rafeiro no meu chinês), ou seja, o 15 de Outubro festa lunar. Achei excelente idéia pois um clube precisa de atrações para atrair as pessoas, senão morre!!! Temos que aproveitar enquanto respiramos.

Sonny Gomes, tributo a um músico macaense

António Gomes … quem é? É o Sonny Gomes …!!! Ah, agora sim, eu o conheço” Mais ou menos nesse tom, o “Api” Rigoberto Rosário Jr. inicia a sua dedicatória ao que ele chama “um dos melhores músicos com quem trabalhou e conheceu … um gajo muito camarada, honesto e leal“. Com essa dedicatória, 3 músicas, 1 vídeo e várias fotos, o Projecto Memória Macaense – www.memoriamacaense.org/projectomemoriamacaense – publicou uma página com o título acima. Logo na página de entrada do site vocês verão o link.

O Sonny foi um dos fundadores dos The Thunders.  O Api entrou no conjunto após a sua saída.  Já quando eles passaram a atuar profissionalmente em Hong Kong nos anos 70, o Sonny voltou para os Thunder após a saída do Lelé Rosa Duque que retornava para Macau. E com ele, foi a última formação do conjunto que dissolveu-se pouco depois.

A sua voz melodiosa que contrasta com o seu jeito e até a aparência, pois adorava luta marcial, coisas de polícia, tanto que integrou o PJ, agrada aos ouvidos e tem nível internacional, nada perdendo para os cantores originais das canções divulgadas.  Elas são, Gina, Sea of Love e The Wonder of You.

Estava para um dia abrir uma página para ele, já na antiga versão do site PMM, pois tinha recebido uma das canções do Zito Estorninho que tocou com ele num conjunto (a informar o nome) como baterista, aliás o Zito deve ter feito aquela filmagem do ensaio em que o Sonny cantou Gina, mas acabou ficando na pendência.  Outro dia, descobri nos meus arquivos salvados do que recebo de e-mails, as 2 canções e mais este vídeo.  Aí lembrei que o Api tocava com ele e pedi que escrevesse uma dedicatória.  E, assim, finalmente consegui abrir uma bela página para homenagear e prestar um tributo a este músico macaense que não está mais conosco na terra.  Que ele esteja descansando em paz e fique contente por ser relembrado.

Acho importante que, de grão em grão, o PMM e este blog consegue resgatar a memória de diversos macaenses (e da gente da comunidade macaense).  Não será completamente e nem de todos, coisa impossível, mas à medida que recebo material ou os localizo em algum lugar (jornal ou revistas), vou procurando fazer a divulgação dentro das minhas possibilidades e disponibilidade.

Assim, fica o convite para visitar o PMM e ver essa página.  Um singelo tributo mas feito de coração e com certa emoção.

Esta foi a última formação dos The Thunders, antes da sua dissolução.  O CD é caseiro, apenas para lembranças.  É a gravação de uma das suas apresentações (profissionais) no Mocambo. Na foto vemos, da 1a. fila, a partir da esquerda: Alex Airosa, Sonny Gomes e Gabriel Yuen. Atrás, da esquerda, Rigoberto “Api” Rosário Jr. e o filipino Avelino Cortez Jr. Para quem não sabe, o Api é o compositor da canção Macau que emociona a todos!

José Luís Pedruco Achiam … ele tem estilo !!!

Tinha 12 anos em 1994 e posa com a mãe (veja abaixo)

16 anos depois, no Encontro de 2010, faz seu show cantando Sabroso Nunca, em patuá

Acho que devem ter visto o vídeo-clip do (ou da) Dóci Papiaçám di Macau – Macau Sã Assi – algumas postagens atrás, no qual o cantor, o astro, é o José Luís Pedruco Achiam.

Para mim, um macaense da diáspora,  ele era um grande desconhecido, até que o Rigoberto “Api” Rosário Jr. avisou-me que ele era o cantor da canção-tema de sua composição (com adaptação de Miguel Senna Fernandes) da peça teatral “Sabroso Nunca”, que “por pouco” iamos assistir no Encontro 2010, mas que infelizmente não deu certo.

Ouvi a canção (vocês podem ouvir no Projecto Memória Macau – procurem pelo Guia Musical) e logo pensei “eis um novo astro e cantor macaense”.  Na festa da Gastronomia Macaense, ele foi o primeiro a se apresentar conforme a 2ª  foto acima, e percebi que “esse gajo tem estilo”, tem talento.  É mais um macaense da nova geração que desponta dentro do nosso limitado mundo artístico.  Segue a linha do outro talentoso macaense Germano Bibi Guilherme.

Penso que o José Achiam é um residente de Macau (?). Se assim for, ou não for, mas tem a divulgação em Macau, ele e tantos outros jovens macaenses residentes nos obrigam a refletir e a perceber que a maior esperança de continuidade e preservação da nossa cultura, está mais precisamente – em Macau.  Por conta de alguns contatos com esta gente jovem residente de várias áreas nos Encontros, e também a julgar simplesmente pelos videos do Dóci Papiaçám e do Miguel Senna Fernandes, vê-se que em Macau há uma boa participação dos jovens em várias atividades.  O potencial do futuro macaense mora em Macau.  A nova geração da diáspora, cumpre o seu importante papel de divulgar Macau e a cultura macaense nos países de acolhimento dos seus pais. Não podemos desprezar a sua importância e para tanto são bem-vindos os Encontros dos Jovens em Macau, bem como, não podemos deixar de dar o valor ao jovem macaense residente que tem boa participação em atividades de várias áreas ou que talvez poderia ter ainda mais, se houvesse um incentivo extraordinário. Na verdade, vocês residentes podem dizer melhor que eu, que moro no outro lado do mundo.

A 1a. foto faz parte do “Album – Macanese People – 1994″ da revista em inglês Review of Culture nº 20 do Instituto Cultural de Macau, com o belo trabalho fotográfico de Eduardo Tang Meng Wai.  Já divulguei outras fotos desse Album do António Robarts e das belas irmãs Pedruco.  Na foto, o José Luís Pedruca Achiam tinha 12 anos e consta que ele nasceu em Sidney/Austrália.  Ele posa com a sua mãe Luísa Maria da Silva Pedruco Novo, nascida em Macau, na época com 36 anos, secretária executiva e de pais macaenses.

Oração do Macaense, oração dos Portugueses do Oriente

ORAÇÃO DO MACAENSE

ORAÇÃO DOS PORTUGUESES DO ORIENTE

Deus, nosso Pai, que enviastes o vosso filho

Para participar das nossas fadigas e esperanças

E n’Ele colocastes o centro da vida e da história,

Olhais propício para a tribulação da comunidade Macaense,

E dos portugueses do Oriente, de Macau, Xanghai e H.Kong,

Aliviai a dor dos seus filhos, e confirmai a sua fé,

Para que encontrem sempre a solidariedade fraterna,

Que é a liberdade, paz e justiça no Vosso amor,

Vos pedimos por intercessão da Virgem Santa Maria,

Nossa Mãe e Padroeira, amém.

                    NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Protegei esta gente valorosa, que viveu sempre longe da sua pátria mãe Portugal, que procura firmar a sua identidade,

que procura ser reconhecida, que procura ser respeitada,  que não quer ser apátrida, que quer ser leal à sua formação, à sua nacionalidade, à sua bandeira, que quer afirmar para o resto da sua vida, que,

                 “Macau, não houve outra mais Leal”

Nota: Não me perguntem quem escreveu, pois está escapando da minha memória. Talvez na oração a N.S. de Fátima tenha uma adaptação minha.

“Bem-vindo ao Centro de Informações do Governo (português) de Macau” – memórias

Quem visitava o portal do Governo (português) de Macau até a transição em 20/12/1999, decerto deve ter lido a mensagem de boas-vindas assinada pelo Governador Vasco Rocha Vieira.  Eu, saudosista preventivamente, tive a sorte de tê-la copiado.  Já sentia que iria sentir muitas saudades no futuro, embora não imaginava que um dia teria um site e blog para divulgá-la, compartilhando com vocês essas lembranças de uma era em que nós, desta geração, fomos escolhidos para assistir ao momento histórico.  Porque não os nossos pais, avós, bisavós e assim por diante?  Justamente nós que tivemos que assistir ao fim de uma história que durou 420 ou 440 anos, ou mais! Vamos matar as saudades …

Dou as minhas calorosas boas vindas ao Centro de Informação do Governo de Macau na Internet, esperando que possam encontrar aqui algumas informações que despertem a vossa atenção para uma das mais extraordinárias experiências históricas, com mais de quatro séculos e meio, de convívio fraterno de culturas diferentes, de povos que se respeitam e de ligação estreita entre os valores culturais da Europa e os valores da milenária civilização chinesa. Nos tempos da globalização, das relações económicas que se desenvolvem no mercado mundial, Macau pode orgulhar-se de mostrar as portas do entendimento entre povos e entre culturas, pode orgulhar-se de ser um entreposto da confiança e da estabilidade.

É muito especial e muito profundo o relacionamento de Portugal com a China, estabelecendo um entendimento de raízes muito antigas e que continuará a existir além de 1999.

Em 20 de Dezembro desse ano, Macau passará a ser uma Região Administrativa Especial, integrada na China como um só país mas mantendo o seu sistema político e judicial próprio, onde se inscreve a tradição dos valores ocidentais da democracia representativa, da separação dos poderes executivo, legislativo e judicial, do respeito pela legislação escrita e pelo livre funcionamento dos tribunais, da defesa dos direitos humanos fundamentais. No marco simbólico da passagem do século, Macau será um exemplo das raízes seculares que ligam Portugal e a China, a Europa e a Ásia, o Ocidente e o Oriente.

No centro da área do Mundo moderno que regista o mais rápido ritmo de desenvolvimento e onde se processa a mais fascinante experiência de mudança social dentro de uma cultura de excepcional riqueza, Macau é um ponto de confluência das mais diversas correntes que estão a moldar o futuro mas que oferece a todos, habitantes e visitantes, a estabilidade, a serenidade, a confiança, com infraestruturas modernas, com um turismo desenvolvido e sofisticado, apoiado por um aeroporto internacional, com dinamismo empresarial e com grande vitalidade cultural.

A World Wide Web ofereceu-nos a oportunidade de viajarmos nas correntes da informação.

Venha a Macau atravessar as portas do entendimento, venha ver o futuro feito da mistura de culturas e fundado na confiança das raízes históricas e profundas. Venha ver a China e venha ver Portugal no Oriente. Agora e sempre.

O Governador de Macau,

Vasco Rocha Vieira

Nota: O Projecto Memória Macaense irá montar página de memórias do Governo português  de Macau e esta será a mensagem de boas-vindas.

Um Vídeo típicamente Macaense

Simplesmente, fantástico, fabuloso !!! Até que enfim um vídeo-clip que tanto representa a nós, macaenses.  O Dóci Papiaçám e figurantes estão de parabéns.  Miguel S.Fernandes, parabéns! Como sempre, são fabulosos.  Adorei o vídeo, e chega de conversa … veja o vídeo e certifique você pessoalmente:

Seminário de São José, meus tempos de escola

3º. ANO

24. António Augusto Nogueira da Canhota

25. António Bruno Machado de Mendonça

26. António Chek do Rosário

27. António Manuel dos Santos Sapage

28. António Sousa

29. César Ferreira Placé

30. Daniel Henrique Dias

31. Délio Herculano Montalvão Gomes Eusébio Pereira da Silva

32. Dionísio Delmonte Dias

33. Eduardo Ambrósio

34. Eduardo Jacinto Jr.

35. Francisco José Manhão

36. Francisco Xavier Rodrigues César

37. Geraldo Gabriel Gomes

38. João Américo Rodrigues

39. João Manuel Ambrósio

40. João dos Santos Capitulé

41. José Rosário Manhão

42. Júlio Noronha de Assunção

43. Luís do Rosário

44. Natalino Conceição Couto Wong

45. Paulo Ung Baptista

46. Rogério dos Passos Dias da Luz

A qualidade da imagem é péssima, foi copiada de um livro sobre as atividades escolares do Seminário de 1964-1968, que por si só, a foto já estava pouco nítida. No entanto vale para lembrar esses belos e saudosos tempos de 1964 quando estudava no Seminário.  O autor do blog é o nº 46 acima e está na 2a. fila, o 2º da esquerda.  Dêm uma olhada se conhecem alguém da lista e vejam o nome muito comprido do Délio.

Esta foto irá fazer parte da nova publicação do Projecto Memória Macaense sobre o Seminário, integrando as páginas já publicadas sobre os Encontros dos Antigos Alunos em 2011 e 2010.

A Casa de Macau em Portugal

A pesquisar as edições da Revista Macau de 1994, encontrei esta inserção (série II de 24/04/1994) no artigo de Carlos Pinto Santos “Os Livros da Profissão e a Ética Democrática” que fala do trabalho de Carlos Estorninho, e julguei útil a publicação para que conheçam um pouco a história da Casa de Macau em Portugal:

A Casa de Macau (em Portugal)

Quando da aprovação dos estatutos, em 11 de Junho de 1966, a Casa de Macau era um projecto com mais de vinte anos de gestação a que se tinham dedicado muitos macaenses radicados em Portugal. Mas a vontade de dispor de um lugar de convívio foi durante muito tempo contrariada por um Governo que teve sempre como regra desconfiar de todas as formas de associativismo estranhas à sua própria iniciativa.

A ideia de um espaço para proporcionar solidariedade, exibir peculiaridades culturais, debater registos históricos, relembrar vivências, divulgar realidades de Macau e de outras comunidades de origem portuguesa no Extremo Oriente, talvez tenha surgido, pela primeira vez, no decurso da homenagem que, em 1942, foi prestada, na Pastelaria Império, em Lisboa, por cerca de trinta macaenses ao tenente Filipe Ó Costa, o introdutor do hóquei em campo no território e antigo professor de alemão no Liceu de Tap Seac.

Carlos Estorninho e outros participantes no almoço da Império efectuaram diversas reuniões para delinear o projecto mas as tentativas saíram goradas por intransigência do regime. Por ocasião do centenário de Macau, em 1955, procuram concretizá-lo através da Sociedade de Geografia, chegando a elaborar um programa de comemorações e a cunhar uma medalha da efeméride. Foram compelidos a suspender a iniciativa, julgada inoportuna pelas autoridades.

A persistência dos macaenses e de muitos outros ligados afectivamente a Macau, apoiada pela influência que alguns dispunham nos gabinetes ministeriais, resultou, finalmente, na permissão concedida em 1966.

Face à proibição do Governo de os estudantes se inscreverem como “sócios ordinários” — todos os estudantes oriundos do ultramar só podiam ser membros de plenos direitos na Casa dos Estudantes do Império —, os estatutos criam a categoria de “sócios especiais” onde se incluem também as mulheres e os menores de 21 anos.

Para os corpos gerentes do primeiro triénio são escolhidos o general Flávio dos Santos, presidente da Assembleia Geral, Armando Hagatong, presidente da Direcção, e António Maria da Silva, antigo deputado por Macau, presidente do Conselho Fiscal. Carlos Estorninho, Augusto Nolasco, Henrique Serpa Pimentel, Rangel de Almeida, integram, entre outros, a direcção. Alugadas as instalações do Príncipe Real, as obras são custeadas com campanhas de angariação de fundos, cotização de sócios e contribuições de alguns beneméritos: Leal Senado, Banco Nacional Ultramarino, Stanley Ho, etc. Pouco depois da inauguração das instalações, 24 de Junho de 1969, são já 500 os sócios da Casa de Macau.

A actividade cultural desenrola-se a bom ritmo, sucedendo-se palestras, exposições, quinzenas temáticas, sessões de filmes sobre a terra longínqua. Às quartas-feiras a sala de refeições enche-se de gente gulosa de cozinha típica macaense. Organizam-se romagens a Macau a preços muito acessíveis.

Em Junho de 1974, a pacata actividade da Casa de Macau é interrompida com a ocupação das instalações. Durante quase cinco anos as instalações ficam seladas pelas autoridades

Reabre, em Fevereiro de 1979, restaurada e com estatutos revistos e simplificados. Carlos Estorninho é presidente da direcção no triénio 1979-1981.

Carlos Estorninho com amigos, à porta do Clube Desportivo “Os Argonautas” (1932)

Alunos e professores do velho Liceu de Macau, no ano lectivo 1924-25, distinguindo-se Camilo Pessanha (2a. fila, o 1º da esquerda – de chapéu).  Carlos Estorninho é a 4a. criança (da esquerda para a direita) sentada

Carlos Estorninho, estudante, em Coimbra, com membros da família Senna Fernandes

Casa de Macau do Rio de Janeiro, 20 anos

Hoje, dia 26, a Casa de Macau do Rio de Janeiro completa 20 anos.  Parabéns à Direcção, parabéns aos fundadores e aos associados. Abraços aos amigos e conterrâneos ! Longa vida !

No começo foi difícil, reconheço, mas conseguiram ao fim de uma árdua luta … a sede própria !!! Agradeço ao Acaio, António Carlos D’Assumpção que convidou-me para participar da festa, durante a qual iria citar o Prémio Identidade 2011 atribuído ao PMM.  Infelizmente não vou conseguir ir mas haverá outra ocasião, pois gostaria de conhecer as instalações reformadas que hoje bem abriga os associados com um maior espaço, e fazer umas fotos.

Visitem o site da CMRJ – www.casademacaurj.com

Pe. Dr. Arquimínio Rodrigues da Costa

Nasceu o Revdo. Pe. Dr. Arquiminio Rodrigues da Costa em São Mateus da Ilha do Pico, Açores, em 8 de Julho de 1924.

Para quem estudou no Seminário de São José, em especial, aqui  a biografia do Pe. Arquimínio publicado no livro da escola de resumo das atividades até 1964.  Eu o conhecia como uma pessoa discreta:

“Veio para Macau em 1938, na companhia de Mons. José Machado Lourenço, dando entrada no Seminário Diocesano de São José de Macau no dia 8 de Dezembro do mesmo ano. Aqui fez, com distinção, todos os seus estudos eclesiásticos.

Completado o Curso Teológico, em Junho de 1949, foi logo nomeado professor do Seminário Diocesano.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 6 de Outubro de 1949, dizendo a sua Missa Nova no dia 9 do mesmo mês e ano.

Foi Prefeito de Disciplina do Seminário, desde 1949 até 1953.

De Fevereiro de 1955 a Maio de 1956, ficou Reitor interino do Seminário, em virtude de se ter ausentado, em gozo de licença graciosa, o Reitor, Revdo. Cón. Juvenal A. Garcia.

Em 25 de Julho de 1956, deixou Macau, seguindo de licença graciosa para a sua terra natal.

Secundando os desejos do sr. D. Policarpo da Costa Vaz, então Bispo de Macau, seguiu depois, em 1957, para Roma, onde frequentou, com distinção, a Pontifícia Universidade Gregoriana, licenciando-se em Direito Canónico, em 1959.

Chegou, novamente, a Macau no dia 15 de Outubro, sendo logo nomeado Prefeito de Disciplina e professor do Seminário.

Em 1 de Agosto de 1961 foi nomeado Reitor interino, na substituição do Reitor, Revdo. Cón. Juvenal A. Garcia, que pedira a sua exoneração; passou para Reitor efectivo em 30 de Novembro do mesmo ano.

A 29 de Agosto de 1963, foi nomeado Governador do Bispado de Macau, na ausência do sr. Bispo, em Roma, exercendo o dito cargo até meados de Dezembro.”

24 de Junho, Dia de Macau (em memória)

Hoje dia 24, é e era o Dia de Macau na cidade. Dia do Padroeiro de Macau, São João Baptista. Nunca esqueçam desta data.  Visitem o site do Projecto Memória Macaense e clique em Datas Históricas.  Leia ou releia o motivo da data !!!

Estátua Ferreira do Amaral, outrora majestosa

A complementar a postagem sobre a “(Coitada) Estátua Ferreira do Amaral”, que teve um bocado de audiência, publico a foto acima, propaganda do antigo Governo português de Macau, em que aparece, toda majestosa, contrapondo com o Hotel Casino Lisboa.  É … a pensar onde ela está hoje !!! Abandonada … salvo se alguém tiver uma boa notícia dela atualizada !!!??? A publicação foi numa revista de 1994.

Prémio Identidade 2011, agradecimentos

Após a divulgação do Prémio Identidade 2011 atribuído ao Pojecto Memória Macaense, conforme referido na postagem anterior, recebi vários e-mails de congratulações aos quais agradeço de coração.  Muitíssimo obrigado pelas mensagens!!! Elas estão publicadas no site e o Crónicas Macaenses também faz o mesmo:

Apesar de te ter cumprimentado pessoalmente pela atribuição do Premio Identidade 2011, quero deixar registrado que essa atribuição foi bem merecida e justa. Mais uma vez os meus parabéns!

Telma Antunes Brito

quero manifestar o meu rigozijo pelo Prémio Identidade que recentemente o Projecto (e tu naturalmente) mereceu do Instituto Internacional de Macau. O site é uma verdadeira referência para quem queira guiar-se na procura do que seja a identidade macaense. Os meus parabéns!

Miguel de Senna Fernandes

- Muito parabéns pelo Prémio Identidade 2011. Bem merecido. Something to be proud of’.

Carlos “Naio” Lemos (Toronto/Canadá)

- Estimo-o bem e felicito-o pela atribuição do justo prémio que lhe foi atribuído. Muitas vezes as coisas simples acabam por se afirmar constituindo exemplo e incentivo para terceiros. Estou certo que melhor que ninguém saberá manter e consolidar todo o crédito alcançado e no que eu for útil o meu amigo disponha.

António J.Estácio (Portugal)

- Muitos parabéns pelo Prémio, merecidissimo no que ao Projecto diz respeito

José Rocha Dinis (Jornal Tribuna de Macau)

- parabéns meu bom amigo. Continue com o seu maravilhoso trabalho. Estamos todos contentes consigo.

Cheers da Filomena, Manuel, Noella, Luke, Noel, Tania and Henrique

- Parabéns Rogério

Áurea Meyer

- O “Projecto Memória Macaense” criado por si, em 2003, e mantido desde então, merece o prémio ora atribuído pelo Instituto Internacional de Macau, o qual, serve de instrumento para manter ligados os Macaenses espalhados pelos quatro cantos do Mundo.

A Casa de Macau em Portugal deseja para si votos de muitas felicidades e continuação do bom trabalhado que tem sido desenvolvido em prol de Macau e das suas gentes.

A Direcção da Casa de Macau em Portugal

- É sempre gratificante quando um trabalho é publicamente reconhecido e galardoado.Uma vez mais, parabéns pela sua dedicação à causa do PPM.

M.V.Basilio (Macau)

- É com imenso prazer que te parabenizo pelo Prémio merecido pelo Projeto Memória Macaense. É bom ver o trabalho reconhecido pelo IIM. Divulgarei pessoalmente durante nossa Festa de comemoração dos 20 anos da CMRJ no próximo dia 26/06/2011.

Acaio (António Carlos D”Assumpção)

Presidente da Casa de Macau do Rio de Janeiro (Brasil)

- Cheguei ontem a noite de Lisboa e acabo de tomar conhecimento que o IIM atribuiu ao PMM, de sua autoria, o Premio Identidade 2011! Os meus sinceros PARABENS!!

Rogério Monteiro

- Parabéns pelo Prémio Identidade 2011.  Sabemos com quê carinho você dedica ao seu site – prémio muito merecido!  Parabéns !

Rosa Cruz (São Paulo/Brasil)

- …  A atribuição do prémio foi inteiramente merecida e a decisão do júri foi muito bem recebida nos círculos macaenses a que estamos ligados. Chegaram-nos mensagens de apoio de personalidades e instituições, de várias partes do mundo, cujas opiniões muito respeitamos.

Jorge Rangel

- Muitos parabéns.

Henrique Manhão (EUA)

- Muitissimos parabens.

Nuno Prata Cruz (EUA)

- … Bom saber que você segue ativo e agora premiado

Prof. Gilberto Massiero (Universidade de São Paulo/Brasil)

- Fez-se justiça ao trabalho desenvolvido nestes anos todos e um estímulo para que continues com o site, enquanto não lhe faltarem forças e apoio da comunidade macaense.

Jorge Coimbra (Portugal)

- … Fico muito feliz, te desejo meus parabéns, a você e à sua esposa … você é “o cara” de Macau …

Frederico e Angelina Martins (S.Paulo/Brasil)

- … Parabéns caro amigo, posso publicar em nosso jornal Portugal em Foco?

Armando Torrão (Paulo/Brasil)

- …. Como Macaense sinto-me também muito orgulho pela esta atribuição. Keep up the wonderful work

Humberto “Sonny” Fernandes & Família (S.Paulo/Brasil)

- … Um grande abraço e saudações macaenses orgulhosa de sua terra natal.

Olívia Martins (Portugal)

- Epa! Parabéns! Isso mesmo! As coisas demoram para serem reconhecidas, mas vale a pena lutar pela finalidade.

Rigoberto “Api” Rosário Jr (S.Paulo/Brasil)

- … Prémio justo e merecido.

Rui Francisco (Macau)

- Parabéns pelo Prémio recebido. Tenho certeza que é unânime por parte de todos os usuários do seu site.

Nanette Vaz Placé César (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns! Já merecias este prémio há muito tempo.

José Cordeiro (Amigu di Macau – Canadá)

- Os meus sinceros parabéns. Prémio mais do que merecido.

Canicha (Charlie Santos – S.Paulo/Brasil)

- Congratulations, Rogério.  Recognition well deserved.

Horácio Ozório (EUA)

- Os meus sinceros parabéns! A tua dedicação, originalidade assim como incansáveis esforços para manter o PMM, merece mesmo sem dúvida alguma de ser reconhecido e premiado com o Prémio Identidade de 2011.

Bijú – John dos Santos Hetherland (Canadá)

- Ao tomar conhecimento do justíssimo prémio com que foi distinguido o popular Portal Macaense “Projecto Memória Macaense”, gostaria de me juntar a muitos milhares de amigos e admiradores para te manifestar a minha grande satisfação, enviar as minhas sinceras felicitações e votos de maiores sucessos no futuro.

Fausto Manhão (Macau)

- Fortissimos parabéns e calorosos abracos do

Delano Pereira (EUA)

- Nano and I would like to send our sincere congratulations to you, for this well-deserved nomination. You really deserve it, my friend. It is a wonderful, informative and interesting site and so full of lovely photos and pictures and up-to-date information, curiosities and music …

… You have worked hard and dedicated yourself so much to informing and sharing with us all, you really should be proud of yourself, as we all are of you!

Yvonne Remedios Airosa (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns e votos de contínuo sucesso.

Gilberto Quevedo da Silva (S.Paulo/Brasil)

- … leio com muita emoção, a notícia da premiação. Parabéns do fundo do coração. Ainda bem que temos os Órgãos que pensam em todas essas coisas e reconhecem um trabalho que é feito de corpo e alma essencialmente macaense. Muito bem merecido.

Argentina, António e Rodrigo Mendonça (Rio de Janeiro/Brasil)

- Meus parabéns pelo prémio merecido. Continue o bom trabalho.

José de Almeida (S.Paulo/Brasil)

- Parabéns caro Rogério. Tua perseverança e espírito idealista pelas causas macaenses consolidadas em teu site, já faz por merecer este reconhecimento desde os primórdios de sua existência.

José Pina (Rio de Janeiro/Brasil)

- … que  bom ver o ser trabalho reconhecido. Eu penso  que isto ainda te dá mais estímulo nesta empreitada.

Francisco “Xico” Rodrigues (Rio de Janeiro/Brasil)

- Meus parabéns !

Armando Ritchie (S.Paulo/Brasil)

- Já era tempo para que alguma entidade oficial  externasse o merecido RECONHECIMENTO a que faz juz o seu SITE !!! Sempre aprecei o seu trabalho incessante na busca de notícias para manter viva a chama da Memoria Macaense !!! DEVERAS ……os meus PARABENS !!!

Pedro Almeida (Rio de Janeiro/Brasil)

- Agradeço o presidente da Casa de Macau de São Paulo, Gilberto Quevedo Silva, por ter lido a comunicação do Prémio diante de mais de 50 associados, no convívio ocorrido em 16/06/2011, e também aos presentes pelos cumprimentos recebidos

- Ao blog Macau Antigo, os agradecimentos pela divulgação da notícia

 

Telma Antunes Brito, ela gosta do que faz

A Telma (no centro da foto), minha prima por adoção, pois foi casada com o meu falecido primo Américo Brito, atualmente mora no Canadá e está em visita a São Paulo, Brasil, de onde emigrara para lá há alguns anos.  Como não poderia deixar de fazer, participou do convívio da Terceira Idade (e associados em geral) na Casa de Macau de São Paulo no dia 15 passado, uma 4a. feira.

Como ainda não cheguei na Terceira Idade … quase quase, quero chegar lá … enquadrei-me nos “associados em geral” e fui lá conviver com os associados da Casa, e ao mesmo tempo fazer uma cobertura para o Projecto Memória Macaense.  Está já lá publicada com várias fotos e um texto mais completo.

Após o almoço, a Mariazinha (1ª da esquerda da foto), a dama do patuá de S.Paulo, me segura no braço e avisa “não saia da sala que vai ter uma surpresa”. E lá apareceram as 3 acima, todas vestidas de havaianas.  Procuravam lembrar uma antiga festa da CMSP nos anos 90 chamada Noite de Hawai em que houve até um concurso de Miss Hawai.  Naqueles tempos, todos eramos mais jovens e com mais disposição, nada mais óbvio !!! É engraçado fazer esta singela observação, mas é objeto de conversas quando se fica a imaginar o que fazer nas festas.  Outrora, nos anos 80 e 90, era fácil, tinha muito mais gente e mais jovens uns 20 anos, havia disposição para qualquer coisa.  Hoje, já menos gente e envelhecidos, nossas atividades são mais limitadas. Uma constatação e um espelho do que é a comunidade macaense nos dias de hoje.

A Telma, mesmo já fora das atividades da Casa por morar no Canadá, não hesitou em participar deste show improvisado.  Disseram que só ensaiaram 2 dias.  Afinal de contas, era só para divertir a gente idosa. Eu observava a expressão dela enquanto dançava.  Demonstrava um empenho grande interno e a alegria de estar lá entretendo as pessoas da Terceira Idade.  Penso que ela relembrava aqueles velhos tempos enquanto residente em São Paulo, em que se dedicava de corpo e alma às atividades desta brava gente.  Vivi esses tempos, inclusive ela foi vice-presidente duma gestão em que participei com diretor cultural. Uma constatação que não poderia deixar de fazer uma referência neste blog.  A Telma, de facto, gosta do que faz e do que fazia enquanto em São Paulo.

Além dessa atividade, a Telma sempre foi uma companheira da Mariazinha Conceição Carvalho, esposa do Chicói (Francisco Madeira de Carvalho), quando se tratava de teatro ou apresentações de patuá.  Participou de várias peças teatrais que nos fizeram muito rir.  Ainda mais com uma mestre como a Mariazinha, uma expert no patuá, que ainda falta ser devidamente reconhecida e o piortem várias peças e textos guardados na gaveta.  Várias vezes pedi para ela colocar no papel para não perder este valioso trabalho, ou seja, num livro. Mas ainda falo da Mariazinha numa futura postagem.

Quanto a Nanette Placé, a primeira à direita da foto, foi nomeada Diretora Cultural da atual gestão da Casa de Macau de São Paulo.  Ela é uma mulher entusiasmada pelo seu trabalho, transbordando de alegria. Conheço-a bem nisso. Espero que ela tenha ótimos resultados no seu cargo que assume após longa ausência do Brasil, retornando de Londres. Sucesso Nanette!!!

Macau, registos fotográficos comentados

O Rui decidiu dar uma folga ao editor deste blog nesta semana. e aqui vai mais uma contribuição em fotos, comentadas.  Muito oportuno Rui, pois contrastando a alegria do Prémio Identidade 2011 concedido ao meu site PMM, passo por alguns contratempos que poderiam prejudicar as publicações neste blog.

A época da foto das Ruínas de São Paulo, Macau, é o Ano Novo Chinês de 2011, conforme o Rui.  Bom … ficou um bocado colorido, enfeites alegres e chamativos de gosto bem oriental, o que faz parte da cultura à qual estamos habituados e até faz parte da nossa vida, mas não resta dúvida, alegra bem os olhos !!! Até diria que a decoração natalina talvez tenha se inspirado na oriental, será?

São casas antigas da Rua Belchior Carneiro, atrás das Ruínas de São Paulo, Macau.  Foram demolidas há cerca de um ano, mas as obras foram interrompidas. No lugar da memória destruída, surgiu outra memória e que deu lugar a novas escavações.  Foram achados rastos e vestígios de porcelana e artigos de cerâmica antiga. Seria a resposta da memória que se vinga das iniciativas que a destroem? É … ainda vão achar muita coisa antiga na região, se escavarem ainda mais.

A propósito, sabia que quando as Ruínas de São Paulo, viraram ruínas de facto, houve iniciativa para reconstruir a Igreja? Mas não deu certo! Um dia lhes conto do que li na Toponimia de Macau do Padre Teixeira.

Faça como o Rui, contribua para uma postagem sua neste blog. O espaço é aberto para uma crónica sua, foto, texto, patuá etc.

Colégio D.Bosco 1971, equipa de futebol de 7

Equipa de futebol de 7 (bolinha) no campo do Colégio Dom Bosco (Macau) em 1971

da esquerda, de pé: Manuel Vieira (falecido), Victor Santos (Portugal), Zeferino Sousa (Macau), Alfredo Badaraco (Canadá), Angelo Rodrigues (Alá) treinador (falecido) e Ivo Marques (Macau). Agachados, da esquerda: Joaosinho Noronha (Macau), José Silva (Macau), Humberto Conceição (falecido) e Rui Francisco (Macau)

Novamente, a foto com legendas é outro contributo do Rui Francisco. Eternos agradecimentos, Rui !!! A malta também deve estar agradecido. Fotos inéditas, pelo menos para mim! Passa a compor o acervo do espaço Memória Macaense do site do PMM.

Futebol de 7 no Dom Bosco, anos 70/80

Macaenses no futebol de 7 (sete) no campo do Colégio Dom Bosco nos anos 70 ou 80

em pé, da esquerda: Daniel Ferreira, Inácio, Manuel Costa, Amadeu Cordeiro, Victor Santos, Ivo Marques, Rui Francisco, Eduardo Jesus Jr., António Zeferino Sousa, Colaço. Agachados, da esquerda: Francisco Manhão (Alemão), Manuel Vieira, Telmo Martins, Joãosinho Noronha, Jorge Silva, José Avelino Silva e Chico Ribeiro.

A foto com legendas é mais um contributo do Rui Francisco, um dos grandes colaboradores que o PMM e este blog agradece sempre a boa vontade.  Seja como o Rui, se puder enviar sua foto com ou sem legendas, faça este grande favor para o bem da causa macaense.  O espaço deste blog e do site PMM também é seu.  Juntos, construimos e preservamos a nossa memória para alegria de todos nós.  A foto também integra o espaço Memória Macaense do site do PMM.

PMM ganha Prémio Identidade 2011

PROJECTO MEMÓRIA MACAENSE ganha o PRÉMIO IDENTIDADE 2011

O Prémio foi atribuído pelo IIM INSTITUTO INTERNACIONAL DE MACAU, ex aequo (de igual mérito), para este site e o site MACANESE FAMILIES

O PMM agradece o IIM Instituto Internacional de Macau, o Dr. Jorge Rangel, os seus Corpos Sociais e o Rufino Ramos.  Congratula o site MACANESE FAMILIES na pessoa do seu autor Prof. Henrique António D’Assumpção, que pelo seu trabalho, mereceu a atribuição, ex aequo, do mesmo Prémio.

O Projecto Memória Macaense quer compartilhar o Prémio Identidade 2011 com todos os Macaenses, à Comunidade em geral, pois “sem vocês este site não teria existido e/ou não haveria assunto para merecer tal importante Prémio”.

O Prémio Identidade 2011 é de todos NÓS.  É seu, é meu, é de toda a COMUNIDADE MACAENSE !!!

Muito obrigado a todos que têm prestigiado o PMM com material, apoio de todas as formas e a sua visita

Rogério P.D. Luz

Veja a divulgação no site do IIM, em português (clicar no texto para ver o arquivo em pdf):

Premio.Identidade.IIM.2011

em inglês:

Premio.Identidade.IIM.2011.english

a notícia no jornal HojeMacau:

Premio.Identidade.2011.HojeMacau

Macau, Repartição da Fazenda anos 70

Foto recebida do Rui Francisco é do pessoal que trabalhava na Repartição da Fazenda em Macau, nos anos 70.  O Rui dá os nomes das pessoas:

JOSÉ CONCEIÇÃO(FALECIDO), HUMBERTO CONCEIÇÃO(FALECIDO), BERNARDO JORGE, JOSÉ AVELINO SILVA, CARLOS MANHÃO, ROBERTO SILVA, IVO MARQUES, ALBERTO ROSA NUNES, OLÍMPIO SILVA(FALECIDO), SALES QUADROS (FALECIDO), ÁLVARO SILVA (FALECIDO), ALBERTO ROSÁRIO(CHIVIT)(FALECIDO), MANUEL VIEIRA(FALECIDO), ZECA TAVARES(FALECIDO) ARTUR AMARAL(FALECIDO),EULÁLIA MARQUES, IVO MARQUES, MÁRIO LEMOS, RUFINO RAMOS, ANTÓNIO AUGUSTO CARION, MEINARDO PEDRUCO(FALECIDO), FRANCISCO GARCIA(FALECIDO) ARNALDO SANCHES OZÓRIO(FALECIDO), MARIA DO AMARAL(FALECIDO), HENRIQUE PEDRUCO, ÁLVARO AMORIM(FALECIDO), CLEMENTE JESUS,PEDRO COLOANE,JOÃOZINHO NORONHA,AMANTE(DICA)LEONARDO AMARANTE,LUÍS LEI, FRANCISCO HÓ,CAMPOS PEREIRA, ALBINO SANTOS,RUI FRANCISCO,PEDRO SOUSA,ANTÓNIO GUERREIRO, ANTÓNIO LOPES SILVA,ACÁCIO XAVIER(FALECIDO),JOAQUIM MONTEIRO, BERNARDO JORGE, FRANCISCO ROSÁRIO,VASCO ALMEIDA, ADELINO DA SILVA, MANUEL GOMES,JOAQUIM FERREIRA MARTINS(FALECIDO), FERREIRA DUARTE (FALECIDO) TERESA CHÓI, ROSA IEONG.

Uma constatação – vários já estão falecidos – uma realidade macaense.  “Aos poucos vamos acabando” é uma frase que se vê nos e-mails tristes de falecimento de conterrâneos. É isso, a geração antiga dos tempos da administração portuguesa de Macau aos poucos “partem para o melhor“.  A autêntica cultura macaense  morre aos poucos, embora há movimentos para a sua preservação, mas já moldada nos tempos modernos e na diáspora, adaptada aos costumes dos países de acolhimento.  Assim, vamos aproveitando o máximo enquanto respiramos.  Eu, com o site PMM e este blog, vou fazendo o que posso, dando o meu singelo contributo …

Outra constatação que faço.  Andava a observar as fotos antigas da nossa gente,  e constatei que a maioria é de … homens !!! Ou seja, do sexo masculino.  Às vezes numa página ou outra do PMM tinha que manipular para não ser tão … masculino.  Até tem fotos de “homens travestidos de mulher” !!! E de mulher travestido de homem ??? Não existe, não faz parte do teatro tradicional de patuá, salvo uma excepção ou outra que não tenho registo.

Vivemos o momento histórico da transição em 1999, e porque não dizer que também vivemos os tempos em que o Macaense vê a “partida” dos seus conterrâneos e a sua raça aos poucos vai mudando de configuração


o Home Page (site) da Bel Sousa

Na 2a. feira passada, fui revirar a caixa que guardava os antigos e saudosos disquetes nos quais tanta coisa salvei.  Encontrei arquivos tais como as 2 postagens anteriores, das bandeiras e da geografia e população de Macau em 1999, bem como das próximas que irei publicar neste blog e no site do Projecto Memória Macaense.  Dentre os achados estava o link para o site que conto a seguir.

Quando eu começei a me familiarizar com a informática e a internet lá no fim da década de 90, já lá estava o home page (site) da Isabel Sousa que assim se chamava “Bel Home Page” ou “My Macau Page”. Estava hospedado no provedor Fortune City.

Era um site com aquele toque feminino na aparência, tal como era a sua autora. Misturava o inglês (preferencialmente) e o português, com um bocado de frases em patuá e constava que fora criado em 1998.  Na época, parecia que era uma das poucas macaenses na internet a falar da sua gente e de Macau.  Até penso, que pode ter sido uma das fontes de inspiração para criação do Projecto Memória Macaense em 2003.

Nos seus links, acredito, em 2004, já constava o PMM, ano em que pode ter sido o encerramento definitivo do site, embora ainda possa ser visto na CTM para o qual (provedor) foi transferido.  Também no antigo, Fortune City ainda há algo que pode ser visto.  Ninguém melhor que a Isabel “Bel” pode dizer, salvo erro meu, até, de repente, ela tenha um site substituto noutro endereço eletrónico e sob outra denominação. Se for, queira me desculpar e alguém me avise.

No entanto, para homenagear a memória deste antigo site, que, como disse, pode ter me inspirado para estar aqui na internet até hoje. vou transcrever alguns links válidos e o último endereço na CTM, além de textos de saudação:

A Saudação em português da Bel (também em inglês):

“Gratos pela vossa escolha na visita a esta página de Macau! Chamo-me Isabel mas podem tratar-me por Bel. É nesta página onde se encontra a beleza da nossa terra – Macau, apresentada com fotografias e músicas que demonstra os vários aspectos desta pequena península no Delta do Rio das Pérolas. Espero que os meus visitantes gostem dela navegando com toda vontade. Dada a elevada resolução das fotografias nela contidas, a entrada e abertura da página vão precisar mais uns minutos, mas creio que certamente vão gostar no final da visita. É o meu desejo e sonho de ter a minha própria página sobre Macau. É meu tesouro. Por ainda dizer que é um tesouro dos filhos de Macau. Gostaria de mostrar aos visitantes o passado e o presente de Macau, procurando fazer o melhor possível no sentido de mostrar esta linda terra única do mundo a todos os visitantes. Não só aos filhos de Macau, esta página é concebida também àqueles que gostariam de saber algo sobre Macau. Sejam benvindos a todos. Apreciem por favor e escutem as músicas que contêm em cada página.”

O último endereço do site na CTM é -  http://home.macau.ctm.net/~isasousa/   – atenção para o link “view my guestbook”. Penso que um site malicioso aproveitou-se e orientou o link para outro endereço impróprio.

A Bel fez vários registos fotográficos que valem muito bem para a nossa memória desde 1998, antes da transição. Vejam:

Praça da Alegria (Largo do Senado) 10.12.1998

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/palegria.htm

Macau Álbum

http://home.macau.ctm.net/~isasousa/html/malbum.htm

Macau Álbum 2

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/malbum2.htm

Os Macaenses em Vancouver

http://members.fortunecity.com/newpolar/html/vancmacaenses.htm

Expo 98 (Portugal)

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/expo98.htm

Exposição de orquídeas no Jardim Lou Lim Leoc em 1999

http://members.fortunecity.com/newpolar/html/loulinpage.htm

Visita do Presidente Jorge Sampaio em Março de 1999

http://meltingpot.fortunecity.com/thurlow/749/html/sampaio_vis.htm

3º Encontro das Comunidades Macaenses em Março de 1999

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/nostalgia.htm

Procissão das Ruínas de S. Paulo até à Sé Catedral, com a participação da Banda da PS

Em 25/03/99 – Quinta Feira às 09H30

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/procissao.htm

O último dia 10 de Junho sob a Administração Portuguesa,

Com a tradicional romagem ao Jardim de Camões.

Ainda do programa do 10 de Junho, o Palácio da Praia Grande foi aberto ao público entre as 14:00 as 17:00 horas,

Condecorações nas últimas comemorações oficiais 10 de Junho em Macau

http://millennium.fortunecity.com/zebedee/296/luso.html

Foi um bom trabalho, Isabel “Bel” Sousa, parabéns! Mereces ser lembrada nesta postagem. Abraços!