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Logo do Crónicas Macaenses no Conversa entre a Malta no Facebook

Vi esta foto no grupo “Conversa entre a Malta” que reúne 610 pessoas (número crescente a toda a hora) no Facebook e que se refere à gente de Macau.  Qual a minha surpresa vi o logo deste blog, desenhada e oferecida por Rigoberto “Api” Rosário Jr, autor da canção <Macau>, além do que o nome do grupo é igual ao texto que escrevi abaixo dele (veja na coluna ao lado).  Se foi uma coincidência ou se serviu como inspiração, foi para mim uma imensa satisfação e acredito para o Api também!  Um grande abraço a todos os membros do grupo, do qual também faço parte.

Quanto ao Facebook, abri o meu perfil há um bom tempo atrás e nunca mais retornei, fazendo-o somente agora a procurar assimilar e aprender os mecanismos desta rede social que vai crescendo dia a dia. É praticamente um mini-blog e muito dinâmico.  Um espaço onde se pode achar e encontrar muita gente, antigos amigos e conhecidos.  Para mim encontro muitos macaenses e da comunidade, mas também gente ligada ao automobilismo brasileiro especialmente dos velhos e saudosos tempos dos anos 70 aquando da minha recente imigração ao Brasil em 1968.  Na época, já um amante de fotografia, adorava e como adoro até hoje o automobilismo, ia para o autódromo de Interlagos em São Paulo sempre que havia corrida e treinos.  Com isso tirei centenas de fotos, muitas ainda em negativos faltando revelar ou digitalizar, e até filmagens em Super 8 e o velho 8 mm.

No meu perfil no Facebook, abri três Páginas. Uma para este blog, outra para o site Projecto Memória Macaense e uma para o meu site de fotos de carros de corrida Imagens DaLuz/Velocidade.  Estou gostando da experiência e espero achar tempo para estar em todos os lugares, aqui, nos sites, no Facebook e nos álbuns de fotos do FlickR e Picasa. Mas sempre se dá um jeitinho !!!

Bandas de Macau anos 60 e 70

Os “Flipsiders” em 1963/64: Domingos Duque, Mario Pistacchini, Pinto Marques e Frederico Ritchie

FALAR DE BANDAS

Cecília Jorge – Revista Macau Agosto 1998

Foram muitas as “bandas” que entretiveram os jovens “musicais” dos anos 60 e 70, mais precisamente entre 1963 e 1970. E grande é a dor de cabeça de quem tenta traçar-lhes os contornos, as glórias, ou o rumo.  Grupos houve que “não tiveram tempo ou hipóteses de se afirmarem, sequer de se tornarem conhecidos, por causa das desavenças internas” — refere um dos integrantes, que até hoje prefere não ser citado para “não se meter em alhadas”. Pequenos conflitos que despertavam zangas entre adolescentes, sobretudo quando estavam em causa predilecções e níveis de popularidade, eram razão bastante para, literalmente, “desbandar” o grupo. Susceptibilidades aparentemente feridas, estando tudo a postos para a actuação, eram motivo suficiente para se desligarem amplificadores e tudo largar, mormente um espectáculo.

Mas para todos é hoje divertido recordar tempos em que rivalidades, a alimentar “guerrinhas”, levavam à montagem de redes baseadas em ligações de parentesco e em vésperas de concursos e festivais, se piratarem letras e arranjos musicais. Grupos havia que nos ensaios se fechavam a sete chaves em garagens ou se isolavam nos terraços para impedir tal “espionagem musical”.

Num plano de amadorismo generalizado, conjuntos que tivessem maior capacidade financeira e condescendência paterna, tinham melhor acesso à variedade, à qualidade e actualização, em discos e revistas da especialidade, e portanto ao ensaio das canções mais em voga.

De alguns não se falou, ou pouco se escreveu, precisamente porque, como Rigoberto do Rosário Jr. refere, é tarefa árdua e vã arrumá—los.  Cronologia dos factos e exactidão nos nomes apresentam-se pouco fidedignos, quando se trata de agrupamentos em Macau. E a opinião é consensual, tanto quanto confirmámos.

Mas recordemos os “Telecasters ”, que entre 1963-67 incluiram Fausto Carlos como baterista, Sonny Borges (viola-baixo), Armando Lopes (viola-ritmo, ou acompanhamento), Alberto Amante e, mais tarde, Luís Garcia.

Os “Young Ones” integraram Mário Pistacchini Jr., António Marinho além de Sonny Borges e Luís Garcia.  Os “Heartbeats”: António Lagariça, Alberto Amante, Alfredo Badaraco, Fausto Carlos e Carlos Pereira. Qualquer um deles terá participado noutros agrupamentos.  “Flipsiders” e “New Flipsiders”, sucederam-se em sete anos até alguns dos elementos mais marcantes rumarem a Portugal e ao Brasil.

Délio Silva, num improviso com Herculano Airosa e Domingos Duque

Frederico Ritchie (Pau Pau) um dos fundadores dos “Flipsiders” em 1964 (com Pistacchini, Domingos Rosa Duque e Carlbert Pinto Marques) defende como melhor formação a terceira, mais ou menos de 1967 a 1969, quando deviam a fama ao estilo vanguardista e desinibido da banda que integrava José Manuel Rodrigues como vocalista, Pau pau (contrabaixo), João (Jingo) Barros (viola-ritmo), Victor Marques (baterista), e um guitarrista-solo indonésio, o A-Chông.  Estrearam-se em 1967 em Hong Kong no “Top of The Pops Show”. Daniel Ferreira integrou a segunda formação que, além de Frederico e seu irmão Alberto Ritchie (Manga), contava Joe Lewis.

Pelo “New Flipsiders” passaram ainda Francisco Borralho, José Badaraco, Jorge Botelho e Johnny Fung.  José Manuel Rodrigues (“Joe” para as fãs de Hong Kong) partiu em 1971 para Lisboa, rumo à Faculdade de Direito, de onde regressou como advogado. Fred Ritchie, emigrado nesse ano para o Brasil ainda tocou com brasileiros e macaenses residentes no Rio de Janeiro, e é hoje empresário.

Dos “Myths” diz-se que nasceu em 1965-66, e que originalmente além de Nino Magalhães, incluia Luís Garcia como (viola-solo), Mário Pistacchini (viola-baixo) e Victor Marques (este último e Nino mais tarde substituídos por Eurico Teles e por Alberto Manuel Silva). Tendo como elemento mais estável Pistacchini, o grupo chegou a integrar numa festa liceal, para além de Sonny e Luís, o Humberto Évora (hoje médico em Macau),Veloso e Walter Reis Jr. (que se manteve activo na rádio).

Quartel dos Bombeiros, os Midnight Riders

Os Gatos Negros na Escola Comercial

Vídeo – Memória Macaense, lembranças dos belos tempos

Como comentei numa postagem anterior, estava a produzir um vídeo-foto-clip para lembrar os belos e velhos tempos da nossa gente em Macau. E, tendo como fundo musical, músicas dos anos 50 e 60.

Consegui terminar o Episódio 1.  Quero produzir mais, com outras tantas fotos que tenho no arquivo, mas se você quiser contribuir com as suas fotos antigas, fico grato por isso.  No PMM tem o meu e-mail.

Assim, o convite para ver o vídeo abaixo, aqui, ou, no YouTube neste link – http://www.youtube.com/watch?v=w8exkvfiZUU

O meu canal Rpdluz no YouTube, com mais vídeos meus e do PMM, está neste link – http://www.youtube.com/user/rpdluz?feature=mhee

Hoquistas macaenses de HK e pessoal do HSBC

Recebi as 2 fotos abaixo através de um e-mail sem identificação, repassado por Rui Francisco, que dizia “hoquistas macaenses de Hong Kong e o pessoal do Shanghai Bank (HSBC) nos anos 50″. Numa das fotos constava Capi Foto, que julgo ser do Capitulé.  Percebo entre tantos outros, o meu irmão José da Luz, o meu primo Jorge Estorninho e tantos outros.  Se quiser colaborar pode comentar citando nomes da nossa malta.

Estas fotos são publicadas em 1a. mão aqui neste blog e depois em páginas específicas ao tema “Macaenses, nossas Memórias” ainda a ser criada no meu site Projecto Memória Macaense.  Imagino se houvessem mais e-mails assim, mais fotos poderiam ser compartilhadas com a nossa gente activando a nossa memória.

Clicar na foto para aumentar: