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Macau, The Thunders

Logo oficial da MPM por Rigoberto Rosário Jr

MPM – MÚSICA POPULAR MACAENSE

Macau, uma canção cantada em português pelo grupo musical The Thunders em 1970, faz a estréia das Páginas dedicadas a divulgar as músicas que compõem a MPM Música Popular Macaense, dentro da ótica deste blog e do site Projecto Memória Macaense.

A canção de composição de um dos seus componentes, Rigoberto Rosário Jr. “Api”, faz parte de um disco de vinil lançado na época com quatro canções, duas cantadas em português e duas em inglês.  Canta a terra natal dos membros do grupo e é praticamente um hino dos macaenses e provoca emoção aos seus ouvintes.

Veja a seguir o que consta do livrinho que acompanhou o último CD dos The Thunders lançado em Novembro de 2004, por ocasião do Encontro das Comunidades Macaenses, que reviveu para a ocasião, a vida musical do grupo musical que fez sucesso nos anos 60 e 70 em Macau:

‘Macau, terra minha’: quinze horas em estúdio

Robert Ascott chama um dia o Herculano e o Rigoberto e diz-lhes que pretende “um disco com um som mais cheio, juntando a orquestra sinfônica dos estúdios da EM l”. O Rigoberto tinha algumas composições inéditas do seu repertório, mas apesar disso resolveu abdicar delas e fazer algo que já estava há tempos na calha, desde que tinha composto “She’s in Hong Kong”: uma canção dedicada a Macau. Pediu três dias para o fazer, e assim surgiu “Macau, terra minha”, que foi imediatamente aprovada por Ascott e pelo maestro Vic Cristobal.

Na noite de folga do Nightbird gravaram nos estúdios da EM1, entrando às nove da noite de um dia e saindo, exaustos, perto do meio-dia do seguinte. A Orquestra de Vic Cristobal gravou em seguida os violinos, violoncelos e instrumentos de sopro, para depois se fazer a mistura.

Foi a canção mais popular dos Thunders, quer junto das audiências de Macau, quer no exterior. Vários conjuntos a interpretaram, foi usada para aberturas de programas, música de fundo para espectáculos e nas mais diversas ocasiões. Foi igualmente uma das mais cantadas aquando da transferência de Macau para a China, em 1999. O dirigente da EM l lembrou-se de pedir uma audiência ao Governador de Macau, General Nobre de Carvalho, para os Thunders lhe fazerem a entrega simbólica do primeiro exemplar do disco antes deste ser colocado no circuito comercial. A projecção que o caso teve na imprensa foi bastante para o disco se vender ainda mais. (Cecília Jorge)

em inglês:

“Macau, terra minha”: fifteen hours in a studío

One day Robert Ascott called Herculano and Rigoberto and told them that he wanted a “record with a fuller sound, combining EMI studio’s symphonic orchestra”.

Rigoberto still had some originals he had never played, but nevertheless he decided not to use them and do something he had been intending to do for quite sometime, ever since he wrote “She is in Hong Kong”: a song dedicated to Macau. He asked for three days to do it, and that is how he carne up with “Macau Terra Minha”, which was immediately approved by Ascott and maestro Vic Cristobal.

They spent their night-off from the Nightbird at EMI recording studios, starting at 9 p.m. and ending about noon the following day totally exhausted. Vic Cristobal’s Orchestra recorded the entire strings and wind instruments tracks on a row, so it would be used afterwards for editing and mastering. It would be the Thunders most popular song, in Macau as well as abroad. Several other bands made covers of this song, it was used as an overture for programs, and it was also turned into the soundtrack for many shows on various occasions. It was also one of the most heard ballads during the time of Macau’s handover to China, in 1999.

EMI’s chairman had the good thought of asking for an audience with Macau’s Governor General Nobre de Carvalho, so that the Thunders could offer him the number one copy of the record, in a symbolic gesture before it was made available for sale. The press coverage of the event was enough to increase the sales

MACAU pelos The Thunders em versão original do 1º disco em 1970

publicação na imprensa de Macau

A canção teve versão em chinês e em patoá e foi cantada por vários grupos musicais, até gravada em cd e fita cassete pela Tuna Macaense.  A que se destacou por marcar o fim da administração portuguesa de Macau em Dezembro de 1999 foi cantada em patoá, dialecto macaense candidata a Património Mundial na forma de teatro, pelo coral Dóci Papiaçám di Macau.  O vídeo abaixo divulgado no canal do ZitoDrummer na YouTube é uma produção da TDM-Televisão de Macau e foi uma apresentação do coral em Outubro de 1999 no Centro Cultural de Macau:

Logo de lançamento da MPM produzido pelo autor deste blog do Projecto Memória Macaense. Complementa o logo oficial.

blogue Como Tá Vái? (em patuá) já está no ar

E já está no ar, o blog ou blogue Como Tá Vái? (como vai você ou como estás tu?) que o Miguel de Senna Fernandes já avançava dias atrás sobre o seu lançamento.  O endereço eletronico é - http://comotavai.wordpress.com – da mesma plataforma WordPress deste blog, que aliás o prefiro mais que o blogspot, tanto que mudei-me do outro para cá há bom tempo.

Para quem não saiba, o Patuá ou Patoá é um dialecto de Macau (exemplo no Brasil, o português caipira).  Para saber mais sobre o dialecto visite aquele blogue e o site Projecto Memória Macaense e aqui, pesquise pela Categoria – Patuá  – na coluna à direita.

Na minha mensagem/comentário no blogue, ofereci o contributo do Projecto Memória Macaense e do Crónicas Macaenses com o farto material de patuá disponível que pode ser copiado, além dos vídeos produzidos pelo site PMM das apresentações do patuá de São Paulo que poderão ser inseridos na forma que convir ao Miguel.  Fica assim publicamente divulgada esta autorização.

O Miguel é um sujeito muito criativo, admiro muito os seus trabalhos, especialmente quando põe o humor no meio, sem deixar de o citar bem musicalmente.  Espero que ele coloque os vídeos de Patuá em Um Minuto, fabulosos, muito bem produzidos, e tive a oportunidade de publicar um deles aqui, tendo eu filmado diretamente da tela na sua conferência do Encontro 2010, após devidamente autorizado pelo autor. Em vez de ficar falando mais a respeito, que tal visitar este novo blogue macaense, mais um esforço de um conterrâneo pela preservação da nossa identidade e cultura?

Antes, leiam a apresentação publicada no blogue Como Tá Vái?

Este é um pequeno cantinho sobre a Língu Maquista, mais conhecida por Patuá de Macau.

Não é um manual linguístico, nem tão-pouco sou linguista. Trata-se antes de uma exposição parcelar de ideias e reflexões pessoais sobre vários aspectos da língua dos nossos antepassados.

É consabido que existem várias correntes sobre o que deve ser o Maquista, como ele deve ser expresso e qual a sua “proximidade” com o Português padrão. Com o devido respeito a todas, a proposta que se apresenta aqui, vem na linha dos trabalhos do saudoso José Adé dos Santos Ferreira e da Dra. Graciete Batalha, que tiveram a virtualidade de conferir maior consistência e uniformidade ao crioulo, pressuposto fundamental para subsistência de qualquer uma Língua. Julgo dever seguir e dar continuidade ao que já foi feito, fazendo-se as necessárias adaptações no que for estritamente necessário.

Esta página electrónica tem essencialmente uma finalidade prática e por isso as considerações aqui vertidas sobre o Crioulo estão despidas de rigor científico-linguístico. Depois, a sua estrutura não será a que encontramos num manual didático típico. Ela é antes essencialmente temática, composta de artigos e apontamentos avulsos, porém com referências e redireccionamentos recíprocos.

Esta página é elaborada a contar com a colaboração de todos quanto tenham pela Língu Maquista um especial carinho. Desta feita, os comentários, esclarecimentos e as questões que se levantem serão bem vindas, pois só virão a enriquecer este blogue.

Com isto espero poder incentivar e promover a aprendizagem do nosso vetusto Crioulo.”

E quem é o autor? O texto é do blogue. Veja a seguir as fotos que fiz do Miguel no Encontro Macau 2007.  Ele não escapa das minhas lentes sempre que assisto qualquer conferência sua, e essas foram a respeito do patuá, muito óbvio.  Tal como o seu pai Henrique de Senna Fernandes, o Miguel gesticula muito e as minhas lentes fotográficas agradecem:

Miguel de Senna Fernandes, advogado de profissão,  adepto incondicional do Patuá de Macau. Co-fundador do grupo de teatro maquísta Dóci Papiaçám di Macau, é o autor de praticamente todas as peças escritas na língu maquista apresentadas nos dezanove anos de existência da troupe.

Gastronomia Macaense e Patuá: candidaturas (pré) aprovadas p/Património Imaterial

Foi uma dura ‘batalha’, mas enfim, as candidaturas da Gastronomia Macaense e do Teatro em Patuá (perceba que não é o dialecto patuá em si, mas a forma como é apresentada em Teatro) foram aprovadas por um júri escolhido pelo Museu de Macau, juntamente com outras duas abaixo especificadas na reportagem. Agora seguem para uma ‘consulta pública’.

Diante disso, vamos todos oferecer o nosso apoio para que no final tudo dê certo e tenhamos essas candidaturas plenamente aprovadas.  O site Projecto Memória Macaense e o blog Crónicas Macaenses dão o seu apoio.

Veja como o Jornal Tribuna de Macau, edição de 09/Fev, publicou a respeito:

Patuá de Macau e os Colóquios da Lusofonia

E-mail recebido da AICL Associação (Internacional) Colóquios da Lusofonia sob a direção de J.Chrys Chystello faz um alerta a respeito do Patuá de Macau, para o qual peço toda atenção. Vide o texto em vermelhor.

Aproveito para agradecer as várias referências nos links das páginas de estudos do patuá, que remetem às publicações do site e produções de vídeo do Projecto Memória Macaense (PMM) que procura oferecer o seu contributo para preservação e divulgação do dialecto macaense.  Muito agradecido pelo prestígio !!! No decorrer do ano de 2012, o PMM vai procurar aprimorar o seu conteúdo para melhor ser uma vitrine da identidade e da memória macaense, da qual também se insere o patuá.


“TEMOS UNS APONTAMENTOS NA PÁGINA DOS COLÓQUIOS A ESTE RESPEITO
VER
http://www.lusofonias.eu/conteudo/estudos-patua/    MAS OS PROTOCOLOS FIRMADOS EM MACAU AQUANDO DO 15º COLÓQUIO AINDA NÃO DERAM EFEITOS E SEM A AJUDA DE PESSOAS NO LOCAL POUCO OU NADA PODEM OS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA FAZER.”

aceita-se toda a ajuda para fazer estes cadernos de patuá

--
J. CHRYS CHRYSTELLO, Presidente da Direção,
Colóquios da Lusofonia (AICL, Associação [Internacional] Colóquios da Lusofonia) - NIPC 509663133,
Sede: Rua da Igreja 6, Lomba da Maia 9625-115, S. Miguel, Açores, Portugal,
Contactos: (+351) 296446940, (+351) 91 9287816/ 91 1000 465,
Página web (em atualização):  www.lusofonias.net /  Página alternativa da AICL: www.lusofonias.eu
XVII Colóquio LAGOA - AÇORES 2012 http:www.lusofonia2002.com.sapo.pt
ou  http://www.lusofonias.eu/index.php?option=com_content&view=category&id=95&Itemid=455
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