Cronicas Macaenses

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Cultura chinesa na festa do Ano Novo Chinês (Ano do Porco) de 2019 em São Paulo

No palco montado na Praça da Liberdade, em São Paulo, para comemorar a entrada do Ano do Porco no Ano Novo Chinês de 2019, foram realizadas diversas apresentações relativas à cultura chinesa, após o desfile da Dança do Dragão e a Dança do Leão.

(Fotografia de/photos by Rogério P D Luz)

Artes Marciais

(Fonte: Wikipédia) As artes marciais chinesas (Zhōngguó wǔshù, 中國武術), conhecidas no Ocidente como Kung Fu (Gōngfū, 功夫) e em chinês Wu Shu (Wǔshù, 武術 ou 武术), são as artes marciais provenientes do Extremo Oriente e datam de cerca de 2000 a.C., durante a dinastia Xia (c. 2100—c. 1600 a.C.). Kung fu significa, literalmente, “caminho do tempo de habilidade”.

As artes marciais chinesas não são somente métodos de lutas. São a sistematização e teorização destes métodos a partir de categorias próprias da cultura. A referência mais antiga ao kung fu data de 2674 a.C., na época de Huang Ti. Alega-se que a maioria das artes marciais chinesas e algumas artes marciais japonesas são originárias de Bodhidharma, um monge indiano que teria vivido, segundo certas narrativas, durante alguns anos no Templo Shaolin (um mosteiro budista) durante sua visita à China por volta do ano 525. Bodhidharma teria acrescentado, aos conceitos taoistas que já influenciavam o kung fu, conceitos budistas da escola ch’an.

De qualquer forma, o Templo Shaolin, localizado na província de Henan, próximo à cidade de Dengfeng, conta com séculos de tradição fomentando as artes marciais, já que o templo proporcionou abrigo para artistas marciais das mais variadas escolas provenientes de toda a China. Outro local famoso como suposta origem de diversas artes marciais é a montanha de Wudang, Patrimônio Mundial da UNESCO, onde existem diversos templos taoistas. Alega-se que Wudang teria sido o centro nascedouro das artes marciais ditas “internas” (neijia, 内家).

As artes marciais chinesas dividem-se de acordo com características ligadas a proveniências. Tomando, como limite, o Rio Azul (長江, Cháng Jiāng ou Yangtze), divide-se a China entre norte e sul. Aos estilos provenientes do norte, dá-se o nome genérico de Changquan (长拳), “punho longo”. Aos estilos provenientes do sul, dá-se o nome genérico de Nanquan (南拳). Convencionalmente, associam-se, aos estilos do norte, movimentos mais alongados dos membros, uso de chutes mais altos e flexibilidade. Aos estilos sul, por outro lado, associam-se movimentos mais curtos, de força explosiva e bases mais fechadas.

Até a década de 1970, fora da China, pouquíssimas pessoas fora da comunidade chinesa conheciam o kung fu. No entanto, com o sucesso dos filmes protagonizados pelo ator estadunidense Bruce Lee, o kung fu tornou-se uma mania mundial. No Brasil, o kung fu foi introduzido no bairro da Liberdade da cidade de São Paulo na década de 1940 pelo mestre W. Lee Chang. A este mestre, seguiram-se outros como Chan Kwok Wai, Hao, Lope Shiu Ping Lop, Liu e Lay.

Shaolin quan: Sistema de artes marciais externas associados aos templos de Shaolin, um grupo de mosteiros budistas chineses da Ordem Shaolin Ch’an. Os estilos e técnicas marciais desenvolvidos pelos monges dos templos de Shaolin é costumeiramente nomeado Shaolin quan (少林拳 ou 少林功夫). (Textos extraídos em partes da publicação da Wikipédia)

Grupo que fez exibição de Jiu Jitsu

Música Chinesa

A apresentação da cantora chinesa foi feita com trajes da Mongólia.

Cítara chinesa (Wikipédia): O guzheng ou Gu Zheng ( chinês : 古筝 ; pinyin : gǔzhēng , pronuncia-se gudjang. Significado: gu (古) significa “antigo”, e Zheng (筝) que significa que é um instrumento de cordas), também chamado de zheng, é uma espécie de cítara chinesa. Tem em média 26 ou mais cordas e pontes móveis. O guzheng é o ancestral de diversas cítaras asiáticas, como a japonesa koto, o mongol yatga, a gayageum da Coréia, e os vietnamitas Djan tranh. Os primeiros tipos de guzheng surgiram durante o Período dos Reinos Combatentes. Foi em grande parte influenciado pelo “Guqin”, outro instrumento de cordas dedilhadas. Tornou-se proeminente durante o período Qin, e pela dinastia Tang.

O Guzheng se assemelha perfeitamente com uma cítara ocidental, mas há algumas diferenças, como por exemplo, no guzheng, há pontes de madeira (normalmente), que é por onde passa a vibração do som, e o mesmo sai por um grande buraco em baixo do instrumento, junto com outros dois pequenos, enquanto na cítara há somente um furo na parte de cima.

Dança Chinesa

Dança do leque: A dança existe na China há cerca de 3 a 4 mil anos, porém somente veio a se concretizar há 2 mil anos na dinastia Han. Foi levada para o Japão onde foi criado seu estilo próprio tornando-se um tesouro nacional.

Uma das suas variantes é a dança kung fu do leque, em que se pratica exercícios dessa luta milenar, no entanto também recebe o nome de dança tai chi do leque quando se pratica exercícios de tai chi chuan. Em lutas de kung fu, os leques mais pesados servem de arma.

Além do leque também se costuma usar guarda chuva ou sombrinha nas apresentações de dança chinesa.

Cabaia Chinesa

Em chinês-cantonense falado mais no sul da China diz-se cheongsam (tradução: vestido/sám, longo/cheong, ou então na língua oficial da China, o mandarim, se diz quipao, tal como referido no palco da festa do Ano Novo Chinês. Assim nos referimos à cabaia chinesa que é um vestido longo, sensual,  e o decote, se generoso, na lateral atrai bem os olhares masculinos. Caracteriza-se, como podem ver nas fotos, por acompanhar a silhueta da mulher. Costuma-se usar cores vivas com flores, tal o gosto dos chineses. A cor vermelha é uma das preferidas pois significa poder, fortuna, boa sorte, alegria, vida longa, celebração, tanto que usualmente as noivas se vestem dessa cor no casamento tradicional chinês. Hoje muitas chinesas casam à moda ocidental, com vestidos de noiva de cor branca.

O cheongsam (quipao lê-se tchipau) surgiu em 1644, vestidos por cavaleiros da Manchúria que derrotaram a dinastia Ming e tomaram poder da China. Eram robes confortáveis e largos (vide fotos iniciais desta postagem) e assim, na sua origem, eram roupas masculinas. Na forma como vemos hoje, moldando o corpo e vestidos por mulheres, veio a tomar forma nos anos 30 em Shanghai, nos tempos em que era bem povoada por ocidentais e assim conhecida como a Paris do Extremo-Oriente. Influenciadas por vestes de mulheres ocidentais, as chinesas acabaram adaptando o cheongsam masculino para seu uso, sem calças por baixo, como eles vestiam, na forma como é o visual nos tempos atuais. Com isso os homens foram abandonando essas túnicas, embora não totalmente e que persistiu ainda por uns bons anos sendo trajados mais por chineses tradicionais ou com certa idade.

As apresentadoras chinesas no palco trajavam cheongsam vermelhos que podem ser comprados no comércio chinês do bairro da Liberdade.

Grupo de tambores (taikô) japoneses participaram da festa representando a sua comunidade

Um comentário em “Cultura chinesa na festa do Ano Novo Chinês (Ano do Porco) de 2019 em São Paulo

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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