Cronicas Macaenses

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Passeio por Morretes e Antonina no final da viagem por trem de Curitiba

O passeio de trem Curitiba-Morretes, uma das principais atrações turísticas da capital do Paraná e que dura cerca de 4 horas e 15 minutos, termina na cidade de Morretes distante 70 km. Muitos fazem uma viagem bate-volta, retornando por ônibus, pelo menor custo e mais rápido. Há a opção de voltar por trem que pode proporcionar vista de um bonito pôr do sol, dependendo das condições climáticas.

Até esta data, em março de 2019, a operadora Serra Verde Express anunciava no seu site que há um pacote que oferecia a viagem por trem a Morretes com extensão do passeio para Antonina, via rodovia, distante 15 km ou cerca de 20 minutos, e o retorno a Curitiba por van ou ônibus. No entanto, consulte sempre o site oficial para ver os pacotes oferecidos na época do seu passeio, pois podem sofrer alterações ou indisponibilidade na data.

Na nossa excursão promovida pela Ivetur Turismo, viajamos de trem. almoçamos em Morretes e depois de visitar a feira de artesanato, viajamos para Antonina para uma visita rápida à cidade. Pena que por falta de tempo, ficamos pouco tempo na cidade, que merecia uma visita mais demorada.

Trem chega a Morretes. Ponto final.

Terminal Ferroviário de Morretes

Na sequência desta postagem, primeiro, as imagens e um pouco da história de Morretes, e mais abaixo, fotos e um histórico de Antonina.

Fotografia de/photos by Rogério P D Luz

MORRETES

(histórico editado da Wikipédia)

Morretes é um município brasileiro na região litorânea do estado do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 16 366[4] habitantes. De origem geográfica, em referência aos pequenos morros (morretes), que circundam a sede municipal. Esta denominação remonta ao tempo de sua primitiva colonização.

Até o século XVI, a região atual do município era território dos índios carijós, etnia indígena que ocupava a faixa litorânea brasileira desde Cananeia até a Lagoa dos Patos. A partir de 1646, com a descoberta de jazidas de ouro, a região passou a ser ocupada por mineradores e aventureiros provenientes da cidade de São Paulo. Em 1721, foi fundado, oficialmente, o povoado de Morretes.

Foi o ouvidor Rafael Pires Pardinho quem determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá autorizasse a medição e demarcação de trezentas braças em quadra, para a instalação do povoado de Morretes. A partir de meados do século XVIII, os parnanguaras capitão Antonio Rodrigues de Carvalho e sua mulher Maria Gomes Setúbal se estabelecem em Morretes, onde logo construíram uma capela, dedicando-a Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes.

A partir desta época, o lugar teve grande crescimento, com o setor comercial tornando-se ponto de referência obrigatória aos viajantes de serra acima e rio abaixo.

Em 1º de março de 1841,  Morretes foi elevada à categoria de município, com território desmembrado de Antonina.  Em maio de 1869, Morretes foi elevado à categoria de cidade, com sua denominação alterada para Nhundiaquara. Depois em abril de 1870, voltou a denominar-se Morretes.

No período de 1811 a 1832, o comércio sobrepujou todas as demais atividades em Morretes. E nem só o comércio, mas também a indústria, em particular a indústria de beneficiamento de erva-mate, de que foram pioneiras pessoas abastadas de Paranaguá, que instalaram em diversos pontos do município engenhos de beneficiamento do mate, quase todos movidos a força hidráulica.

Com a chegada dos trilhos de aço da Estrada de Ferro Paraná ao litoral, cujo tráfego iniciou-se em 1885, Morretes decaiu vertiginosamente: seu comércio foi altamente prejudicado, parando os engenhos de erva-mate e afetando toda a estrutura sócio-econômico-cultural do município. A partir de então, operou-se uma reação, reconquistando o município, aos poucos, sua importância no contexto do estado do Paraná.

A fronteira ocidental de Morretes fica a cerca de 35 km do mar. Todas as divisas estaduais são formadas por acidentes geográficos, ao norte e oeste pelos espigões das Serras dos Órgãos, da Graciosa, do Marumbi e da Farinha Seca, no sudeste pelas serras da Igreja, das Canavieiras e da Prata. No sudeste, é o Rio Arraial, numa altitude de cerca de oitocentos metros, que forma o limite do município. Com Antonina e Paranaguá, são as lagoas. Possui também uma das maiores elevações do Paraná, o Pico do Marumbi, que tem 1.539 metros de altura.

Morretes é uma cidade histórica e rica em arquitetura colonial, com casarões antigos preservados, o que movimenta o turismo local, além de possuir restaurantes que oferecem o prato típico da região: o barreado.

(veja mais abaixo outras fotos de Morretes)

ANTONINA

(histórico editado da Wikipédia)

Antonina é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população contada em 2010 é de 18.891 habitantes com uma área de 876,551 km². Está situada a 90 km de Curitiba, e a 50 km de Paranaguá.

Cidade histórica cujos primeiros vestígios da ocupação foram encontrados nos sambaquis. Posteriormente, índios carijós habitaram o local sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654. Além da extraordinária beleza natural paisagística, Antonina possui no seu calçamento de pedras e nas suas ruínas, histórias, as quais enriquecem o seu patrimônio. O município oferece ainda, diversos atrativos turísticos. É acessado pela BR-277, pela antiga Estrada da Graciosa, por ferrovia e através do porto, que foi recentemente reativado, onde também se localiza a sede do município. Criado em 21 de janeiro de 1857, e instalado na mesma data foi desmembrado de Paranaguá.

Os habitantes naturais do município de Antonina são denominados antoninenses ou capelistas.

Baía de Antonina

O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797. Etimologicamente existem duas fontes: primeiro, do latim “antonius” que significa inestimável, segundo, do grego “antheos“, traduzido como flor Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná, tendo sua região sido perlustrada a partir do século XVII. A efetiva ocupação deu-se em 1648.

 

Valle Porto conseguiu provisão de licença para a construção da primeira nave da Capela de Nossa Senhora do Pilar no povoado, que abrigava cerca de cinquenta famílias de fiéis, em tributo a Virgem Maria. Desde esta época os moradores da cidade ficaram conhecidos como “capelistas“.

Neste mesmo ano, a 6 de novembro, a freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa foi elevada a categoria de vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antônio.

Baía de Antonina

No dia 21 de janeiro de 1857, torna-se município da nascente Província do Paraná.

Na baía de Antonina destacam-se as ilhas das Rosas, do Lessa, do Quamiranga, do Goulart e do Corisco. Na localidade de Cedro, há dois morros que se destacam: O do Pico Torto e da Divisa, com as altitudes de 847 e 817 metros, respectivamente.

Baía de Antonina

Baía de Antonina

Na época do Descobrimento do Brasil, em 1500, o município era coberto por diversas formações vegetais pertencentes ao domínio da Floresta Ombrófila Densa tais como manguezais e terras baixas na orla da baía de Antonina e formações montanhosas ao norte e a oeste.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Antonina

Igreja Matriz de Antonina

A origem da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, confunde-se com a história da cidade, fundada em 1714. Ganha importância por sua antiguidade. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico do Paraná em 1999. A tradicional e centenária Igreja de Nossa Senhora do Pilar em Antonina, foi elava à condição de Santuário pela Diocese de Paranaguá, em reconhecimento pelos milagres e graças alcançadas por católicos da cidade. A celebração que consagrou a nova titulação oficial foi realizada pelo bispo da diocese de Paranaguá, Dom João Alves Santos, no dia 15 de agosto de 2012, dia da Padroeira na cidade.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, de Antonina

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, de Antonina

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, de Antonina

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MAIS FOTOS DE MORRETES

Centro Histórico

 

Igreja Matriz Nossa Senhora do Porto, de Morretes

O Capitão Antonio Rodrigo de Carvalho juntamente com sua esposa, Maria Gomes Setubal, receberam autorização da Provisão de 05 de julho de 1767, para levantar uma Capela em Morretes, com a devida autorização do Papa, sendo esta erigida em 1769, e denominada Nossa Senhora do Porto de Deus dos Três Morretes.

Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo local da primitiva Capela. Em 1849, numa procissão, a imagem de Nossa Senhora do Porto, padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em jacarandá, com revestimento em gesso. Possui em seu interior, a belíssima Via Sacra, pintada a óleo, obra do renomado artista Morretense Theodoro De Bona, e, em frente a Igreja, está instalado um sino, vindo de Portugal, com o Brasão do Império, fundido em 1854, além de uma cruz que data a passagem do século, e um relógio em sua torre que funciona desde a sua fundação. (texto do site da Prefeitura Municipal de Morretes)

Mais edificações do Centro Histórico

Onde almoçamos de Barreado em Morretes

O hotel-restaurante fica à beira do Rio Nhundiaquara

Barreado na cumbuca e frutos do mar (peixe empanado e camarão)

Feira de Artesanato em Morretes

Rio Nhundiaquara em Morretes

 

A nossa excursão

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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