Cronicas Macaenses

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Museu Oscar Niemeyer de Curitiba, uma visita ao Museu do Olho

Conhecido por Museu do Olho pelo formato da torre, o Museu Oscar Niemeyer ou MON foi uma das paradas da nossa excursão para Curitiba, capital do Estado do Paraná, no Brasil.

Seguindo o estilo dos anos 60, o primeiro prédio, o branco, foi projetado pelo renomado arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer em 1967. No início seria destinado ao Instituto de Educação mas quando inaugurado em 1978 acabou sendo utilizado por secretarias governamentais.

Com a decisão em 2001 de transformar a edificação em um museu, as obras terminaram em 2002, passando a chamar-se de Novo Museu. Porém com a conclusão do anexo que lembra um olho, projetado pelo arquiteto, foi reinaugurado em 08 de Julho de 2003 recebendo a denominação atual, uma homenagem ao seu criador. A instituição tem como foco as artes visuais, a arquitetura e o design.

Instalada numa área de 35 mil metros quadrados, o complexo de dois prédios, tem uma área destinada a exposições de 12 mil metros quadrados.

O vão livre do prédio é o segundo maior do Brasil com 65 metros.

Vamos visitar o interior do museu?

Acesso ao primeiro piso com 9 salas expositivas

No primeiro piso pudemos visitar a exposição “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses” que expõe cerca de 200 peças de arte asiática de um acervo de mais de 3.000 peças doadas pelo diplomata colecionar Fausto Godoy. As raridades são originárias de países como China, Japão, Índia, Paquistão, Butão, Irã, Afeganistão e Myanmar, conforme informa o site oficial que acrescenta haver “peças como as cerâmicas do Vale do Indo, com cerca de 7 mil anos (VIII milênio a.C.), gravuras japonesas e indianas, o espírito protetor de Jade (guardião de túmulo) do período neolítico chinês, além de adornos e outros artefatos da Ásia Central“. Vamos ver imagens de algumas peças expostas, que precisam ser vistas ao vivo:

Outras salas de exposição:

Obra de Efigênia Ramos Rolim, artista popular, escultora, poeta, contadora de história e estilista, reconhecida como a Rainha do Papel, por utilizar principalmente papel de bala (doces) nas suas esculturas. No museu está exposta a sua obra “Rainha do Planeta” com o manequim revestido com embalagens diversas.

E descemos ao subsolo onde se encontra o “Espaço Niemeyer”, que abriga exposição permanente de projetos, fotos e maquetes de obras do arquiteto.

OSCAR NIEMEYER (Texto extraído da Wikipédia)

Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 – Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012) foi um arquiteto brasileiro, considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna. Niemeyer foi mais conhecido pelos projetos de edifícios cívicos para Brasília, uma cidade planejada que se tornou a capital do Brasil em 1960, bem como por sua colaboração no grupo de arquitetos indicados pelos Estados-membros da ONU que projetaram a sede das Nações Unidas em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O primeiro grande trabalho de arquitetura individual de Niemeyer foram os projetos de uma série de edifícios na Pampulha, um subúrbio planejado no norte de Belo Horizonte, tendo como parceiro o engenheiro Joaquim Cardozo — que viria a ser o autor dos cálculos de suas principais obras em Brasília. Ao longo dos anos 1940 e 1950, Niemeyer se tornou um dos arquitetos mais prolíficos do Brasil, projetando uma série de edifícios, tanto no país como no exterior.

Em 1956, Niemeyer foi convidado pelo novo presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, para projetar os prédios públicos da nova capital do Brasil, que seria construída no centro do país. Seus projetos para o Congresso Nacional do Brasil, o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e a Catedral de Brasília, todos concluídos anteriormente a 1960.

Devido à sua ideologia de esquerda e sua militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB), Niemeyer deixou o país após o golpe militar de 1964 e, posteriormente, abriu um escritório em Paris. Ele retornou ao Brasil em 1985 e foi premiado com o prêmio Pritzker de arquitetura, em 1988. Entre seus projetos mais recentes se destacam o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (1996), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (2002), a Cidade Administrativa de Minas Gerais (2010), o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, na Espanha (2011) e o Memorial Luíz Carlos Prestes (projeto de 2012, obra concluída em 2017). Niemeyer continuou a trabalhar até dias antes de sua morte, em 5 de dezembro de 2012, aos 104 anos. (Fonte: Wikipédia)

Maquete do Museu Oscar Niemeyer

Outras exposições vistas a caminho do túnel que liga a torre do Olho:

O túnel de acesso ao Olho:

Infelizmente a sala expositiva do Olho encontrava-se em reforma, assim valeu a caminhada pela passarela para ter uma outra visão da torre do Olho.

E o retorno foi por esta passarela a descoberto acessando o vão livre para encerrar o passeio.

 

 

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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