Cronicas Macaenses

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5 de Outubro – Dia da Proclamação da República Portuguesa, saiba como foi

5 de Outubro de 1910: caía a monarquia, a República Portuguesa era proclamada em Lisboa.  Em 2019 completou 109 anos e é um feriado nacional que tinha sido eliminado pelo governo em 2012, mas em 2016 acabou por se acordar novamente no Parlamento voltando a ser um feriado.

Vamos conhecer a sua história, bem como, ouça e saiba a origem do Hino Nacional de Portugal com vídeo e letras, a história da bandeira de Portugal e vídeo do desfile militar de 2019 no Dia de Portugal:

Leitura da proclamação da República na sessão inaugural da Constituição Portuguesa

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (Wikipédia)

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira. (Wikipédia)

Proclamação da república por José Relvas

Vídeo com o título “5 de outubro de 1910 – Implantação da República em Portugal” publicado no canal do You Tube de Manuela Dâmaso que assim o descreve: “Uma visão iconográfica sobre a implantação da República em Portugal”

HINO NACIONAL DE PORTUGAL (A PORTUGUESA)

(Wikipédia) A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, incluídos no denominado “Mapa cor-de-rosa”. A letra foi escrita por Henrique Lopes de Mendonça e a música foi composta por Alfredo Keil em 1890. A “Portuguesa”, veio a transformar-se no hino em 1911.

HISTÓRIA

Em Portugal, a reação popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. “A Portuguesa” foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911.

A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — costuma dizer-se que onde hoje se diz “contra os canhões“, dizia-se “contra os bretões“, ou seja, os britânicos, embora de acordo com Rui Ramos a versão original tenha sido sempre a primeira, sendo que a segunda surgiu de patriotas pós-1890 — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino nacional desde Maio de 1834.

Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.[6]

O poema original é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma sextilha (estrofe de seis versos). É de salientar que, das três partes do poema apenas a primeira parte foi oficializada como o Hino Nacional Português, sendo usado em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas já que não constam na versão oficial do Hino Nacional.

A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado.

Foi designada como um dos símbolos nacionais de Portugal na constituição de 1976, constando no artigo 11.°, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (Símbolos nacionais e língua oficial). (Wikipédia)

Vídeo do Hino Nacional de Portugal do canal no You Tube de P Camacho que faz esta descrição: ” desempenho do Hino Nacional de Portugal – “A Portuguesa” – por grande orquestra em Mib M, com coro, por ocasião das Comemorações do Centenário da República Portuguesa – 2010. Letra no ecrã. Os direitos de autor sobre o trecho musical pertencem à CNCCR – Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República“.

Heróis do mar, nobre povo

Nação valente e imortal

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória

Ó, Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós

Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

A BANDEIRA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A Bandeira de Portugal é a bandeira nacional da República Portuguesa. É um bicolor rectangular com um campo desigual dividido em verde na tralha, e vermelho na batente. O brasão de armas (a Esfera armilar e o Escudo português) está centrado sobre o limite das cores da bandeira, a uma distância igual das bordas superior e inferior. A 30 de Junho de 1911, menos de um ano após a queda da monarquia constitucional, este projecto foi oficialmente adoptado para a nova bandeira nacional, após ser seleccionado, entre várias propostas, por uma comissão cujos membros incluíam Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho.

A conjugação do novo dominio de cores, especialmente o uso do verde, não era tradicional na composição da Bandeira Nacional Portuguesa e representou uma mudança radical de inspiração republicana, que rompeu o vínculo com a bandeira monárquica religiosa. Desde da tentativa frustrada de insurreição republicana a 31 de Janeiro de 1891, o vermelho e o verde tinham sido estabelecidos como as cores do Partido Republicano Português e seus movimentos associados, cuja importância política continuou crescendo até atingir um período de auge na sequência da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.[4] Nas décadas seguintes, essas cores foram popularmente propagandeadas como representação da esperança da nação (verde) e sangue (vermelho) daqueles que morreram defendendo-a, de maneira a dotá-la de uma forma mais patriótica e digna, portanto, menos política e sentimental.

O design da bandeira actual representa uma mudança dramática na evolução da norma portuguesa, que foi sempre intimamente associada com as armas reais. Desde a fundação do país, a bandeira nacional evoluiu da cruz azul sobre fundo branco de Dom Afonso Henriques ao brasão de armas da monarquia liberal sobre um rectângulo azul-e-branco. Entre estes, grandes mudanças associadas a determinantes eventos políticos contribuíram para sua evolução ao design actual.

O Jaque Nacional é hasteado na proa dos navios de guerra da Marinha Portuguesa e significa que o navio está em estado de armamento. É quadrado, com o campo encarnado rodeado de uma orla verde, tendo ao centro as Armas de Portugal.

O Estandarte Nacional é a versão para desfile da Bandeira de Portugal. Existe um exemplar por cada uma das unidades militares ou militarizadas que a ele têm direito, sendo transportado em paradas ou em outras cerimónias. O modelo padrão foi estabelecido em 1911 e consiste numa bandeira talhada em seda, com as dimensões de 1,20 m x 1,30 m. As Armas Nacionais são rodeadas por duas vergônteadas douradas, cruzadas em baixo, e presas por um lanço branco com a inscrição “Esta é a Ditosa Pátria Minha Amada”.

Fuzileiros navais desfilam com o Estandarte Nacional

Vídeo do desfile militar do Dia de Portugal em 2019 publicado no canal do You Tube de Portuguese Armed Forces:

CURIOSIDADE

Em escala em Lisboa, o presidente brasileiro eleito Hermes da Fonseca testemunhou a revolução a bordo do Encouraçado São Paulo da Marinha do Brasil

Clique na imagem (arquivo de 1,5 Mb) abaixo para ver o que o jornal do Brasil: O Estado de São Paulo (nome atual do diário) publicou a respeito da primeira notícia da “A República em Portugal” na sua edição de 6 de Outubro de 1910 (extraído do acervo digital do jornal):

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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