Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

2 Informes da Comunidade Macaense dos EUA

1. FESTA DO BOLO BATER O PAU NO CENTRO CULTURAL DE MACAU EM CALIFÓRNIA

Recebi do Henrique Manhão, da Casa de Macau, USA (EUA), o convite para a Festa do Bater o Pau (Mid-Autumn Moon Festival Party) que publico abaixo, para que saibam das atividades da diáspora macaense no mundo.  Sucesso e excelente festa amigos da Califórnia.  Bom ver que conta com o patrocínio da Fundação Oriente!

“Festa do Bolo Bater o Pau” é conhecida pelas comunidades macaenses, mas para os brasileiros, certamente é um nome muito esquisito sujeito a uma outra interpretação jocosa. É uma denominação da Festa da Lua, que é uma tradição chinesa, também celebrada em Macau.  Por ocasião da celebração da data, farei uma postagem mais explicativa.  Por enquanto, vejam o que o site CRI On Line – China ABC explica a respeito:

A Festa do Meio Outono é uma das maiores e mais tradicionais cerimônias familiares dos chineses. O congraçamento é marcado pelo consumo de bolinhos de lua e pela contemplação da lua. Obedecendo ao Calendário Lunar Chinês e aos milenares ritos agrícolas dos chineses, a Festa da Lua retribui no outono a colheita das boas safras pedidas durante a Festa da Primavera.

Segundo a tradição popular, as famílias devotam a noite às divindades celestiais, assim como os seus pratos exóticos, roupas novas e vários tipos de artesanatos. Para tanto, o dia 15 de agosto (nota: a festa ora é celebrada em Agosto ora em Setembro) as mulheres casadas têm que retornar às suas casas do marido após visitarem suas próprias famílias, significando sorte e reunião.

Diz-se que a Festa da Lua vai da lenda mitológica chamada “Chang E voa para a lua”. Chang E comeu o elixir imortal às escondidas para poder viver mais anos e acaba em morar na lua sozinha. Assim, a Festa está ligada a Lua.” (Tais bolos e guloseimas da época podem ser compradas na Praça da Liberdade, em São Paulo, especialmente nas duas lojas defronte a ela.  Uma fica ao lado do Mc.Donald’s que tem grande variedade.)

2. Novo site da comunidade macaense de língua inglesa e uma pesquisa

Recebi um e-mail de Roy Eric Xavier, que se apresenta como pesquisador na Universidade de Berkeley na Califórnia, e responsável pelo Projeto de Estudos Macaenses e Portugueses –Portuguese and Macanese Studies Project. Comunica o lançamento do seu site Far East Currents (montada sobre uma plataforma de blog com postagens permitindo comentários), somente publicada em língua inglesa e que tem como base a Califórnia, nos EUA. O seu autor que faz parte da comunidade macaense de língua inglesa que tem principalmente a origem em Hong Kong e Shangai, se propõe a reunir e fornecer informações dos macaenses-portugueses do mundo (.. gathers and provides information about Portuguese Macanese people all over the world.).  

Para isso lançou uma pesquisa no Survey Monkey em inglês com dez questões a serem respondidas, como seu nome e dos seus avós, idade, estimativa do nº de seus familiares e parentes, a sua classificação como macaense pela origem, país de residência e naturalidade, o motivo da imigração, países onde moram seus parentes/familiares, e a frequência da sua visita a estes parentes de outras localidades.  O e-mail é datado de 22 de Agosto de 2012 e estabeleceu 30 dias para a manutenção da pesquisa no ar (on-line), ao contrário do que informou um artigo de jornal que disse ser o prazo final em 31 de Agosto.

Explica que “we are now at point in our research that requires us to count how many Filhos Macau there are world wide”, ou seja, que a sua pesquisa sobre a gente portuguesa de Macau chegou a tal estágio que vá precisar contar o número de Filhos de Macau que existem no mundo inteiro. Para isso, o e-mail é endereçado a quase todos os responsáveis pelas Casas de Macau solicitando colaboração para tal objetivo e o cumprimento do prazo, embora a lista de destinatários esteja incompleta.

Numa visita ao site, pude perceber pelas postagens, que de um modo, este acaba ocupando um espaço, uma lacuna, de comunicação e informação da comunidade macaense de língua inglesa, papel este que foi muito bem desempenhado pelo antigo site, já encerrado, de “A Diáspora Macaense na América” que era publicado em língua inglesa pelo esforçado Horatio Ozorio.  Muitas vezes o Horatio me pedia autorização para traduzir para o inglês as minhas publicações em português no Projecto Memória Macaense.  Era um grande espaço para contar sobre Macau, mas também de vivências das pessoas da comunidade macaense originária de Shangai e Hong Kong, tudo em língua inglesa, e o seu encerramento há anos criou-lhes uma lacuna.  Assim, espero que o Roy consiga, além dos seus estudos, preencher esta lacuna, bem recebida por seus leitores, embora parte do género de publicação já é bem feito pelo site Macanese Families com sede em Austrália e autoria de Henrique d’Assumpção.

Assim quem quiser contribuir com a pesquisa do Roy Eric Xavier e/ou visitar o seu site, acesse pelos endereços abaixo publicados.  Apenas, penso que a pesquisa poderá contribuir para mostrar certa diversidade das pessoas dispostas a participar dela, mas não informar  “quantos macaenses há no mundo“, algo praticamente impossível de se saber.  Isto exigiria um trabalho de meses ou anos nos principais países de imigração, e mesmo assim, julgo que o resultado ainda seria parcial, talvez uns 50% ou menos. Acredito que o Roy não tenha esta expectativa, mas mostrar um outro aspecto de composição das comunidades macaenses da diáspora pois um simples inquérito certamente não dará essa informação conclusiva, pois depende da vontade das pessoas em participar, bem como se a informação possa alcançar a todos ou uma grande maioria.

Hoje, temos cá conosco apenas o censo realizado em Macau, em 2010, que apontou uma triste e drástica diminuição da população macaense e portuguesa com pouco mais de 5 mil vidas (veja postagem neste blog), enquanto que nos anos 60, uma publicação apontava um número, provável e não oficial, de 25 mil pessoas.  As Casas de Macau e associações macaenses similares apenas têm números parciais das comunidades estabelecidas nos países de acolhimento.  Penso que poderíamos dizer em números de 20, 30 ou 40%, ou ???, já que se for fazer uma pesquisa superficial, de boca-a-boca, a mais viável, ao que me parece, verá que há muita gente não associada, até aqueles que têm certa rejeição associativa por motivos diversos, um deles, a secular rivalidade. Assim, dizer que se em São Paulo há 200 e poucos associados/sócios não representa o nº total de pessoas da comunidade mista local.  Até arriscaria a dizer que essa totalidade poderia apontar mais que o dobro.  A gente percebe isso em velórios ou em conversas entre amigos e conhecidos.

O Roy, em pesquisa feita no livro de Jorge Forjaz “Famílias Macaenses” nasceu em Hong Kong. Bom trabalho e sucesso “keep on your good work”.

Site: www.FarEastCurrents.com

Inquérito/enquete- http://www.surveymonkey.com/s/ZJGRJ6D

Comunidade Macaense da Diáspora, quantos somos nós? Para o Encontro de 2010, entre os membros da comunidade macaense de diversas origens e naturalidade, além de amigos acompanhantes, viajaram pouco mais de 1.200 pessoas.  Um número bem parcial da totalidade da comunidade, digamos, mista.  Seriam 2, 5, 10 ou até 20% ???

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

Pesquise por tema e localidade (ordem alfabética)

Últimas 150 postagens

Estatísticas do blog

  • 695,172 hits

Monitoramento de visitas – contagem desde 01/Nov/2011

free counters

Postagens recentes: Fotoblog do Projecto Memória Macaense

Memórias de S.Paulo 2006 – festa de aniversário da Casa de Macau

Memórias de S.Paulo 2006 – festa de aniversário da Casa de Macau

Passaram-se 11 anos, não parece muito, mas vários conterrâneos e amigos nas fotos que publico da festa do 17º aniversário da Casa de Macau de São Paulo em 2006, promovida em 29 de julho, não estão mais conosco. Ficaram os bons momentos registrados da boa confraternização. Vale um momento de reflexão para sempre procurarmos um […]

Vídeo “O silêncio de um bandolim” à memória de Adalberto Remédios

Vídeo “O silêncio de um bandolim” à memória de Adalberto Remédios

O que o Adalberto Remédios mais gostava era tocar o seu bandolim. Uma paixão desde jovem nos bons tempos antigos de Macau (ex-território português na China). Costumava tocar nas festas e atividades externas da Casa de Macau de São Paulo, formando um trio com o Clemente Badaraco (viola/violão/bandolim) e Manuel Ramos (baixo/percussão), até se mudar com […]

O Dia de Portugal na Macau portuguesa de 1973, em vídeo da RTP

O Dia de Portugal na Macau portuguesa de 1973, em vídeo da RTP

Outro vídeo da saudosa Macau sob administração portuguesa nas comemorações do Dia de Portugal em 1973, na época em que o governador era  o general Nobre de Carvalho . Faz parte dos arquivos da RTP Rádio e Televisão Portuguesa que foram disponibilizados ao público no seu aniversário de 70 anos. “Macau, Campo Desportivo 28 de […]

%d blogueiros gostam disto: