Cronicas Macaenses

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Fim de festa – Encontro de 2010

Finalmente chegou ao fim, mais uma edição do Encontro das Comunidades Macaenses. O 4º da era RAEM e o 7º desde a sua criação.

A recepção foi diferente de outros eventos desta edição. O jantar foi realizado no espaço aberto em torno do Coliseu das Docas dos Pescadores (Fishermen Wharf), no lado externo, e dentro dele, onde se localiza o anfiteatro e arquibancadas. Contou com uma mão, se não o braço de São Pedro para que não chovesse, e nem fizesse frio. Uma noite muito agradável! Temperatura amena.

Ficou assim – as mesas dos convidados especiais ficaram dentro da área do Coliseu com visão direta do palco (as arquibancadas estavam apenas ocupadas pela equipe de gravação do video do Encontro), e do lado externo, fora do Coliseu, o público em geral, inclusive eu, esposa e amigos. E para estes e nós, estavam disponíveis dois telões com audio para assistir o que acontecia no palco lá dentro do Coliseu. Quem quisesse assistir ao vivo e em direto, poderia deslocar-se para a área de convidados, porém assistiria os espetáculos em pé. Interessante que quem estava na área interna vestia trajes a rigor e quem estava do lado de fora, vestia-se informalmente.

Obviamente que isto provocou certos comentários, mas vejamos o que aconteceu conforme umas fontes me informaram. Nesta época do ano, há muita procura por salões de festas para eventos diversos, como casamentos etc. Como a verba para a organização do Encontro foi liberada tardiamente, mais ou menos no início de Outubro, o Coliseu foi o único local disponível para locação.. Outros com capacidade para comportar tanta gente, estavam reservados. É sabido que para reserva de local de festas, é necessário deixar um depósito em garantia.

Como nos buffet de outros jantares, havia várias mesas de comida e sobremesas espalhadas pela área livre, e notava-se constante reposição até o final, de forma que não se saia da festa com fome. O meu deslocamento para o registo das cerimónias e shows, foi um tanto prejudicado pela minha localização, na última linha de mesas, praticamente “ao lado do mar”, afastado do interior do Coliseu. Era uma questão de jantar com minha esposa e amigos, para uma boa despedida do Encontro, ou ficar de pé, logo atrás da mesa de honra do Governador Rocha Vieira que compareceu a todos os eventos. Restou alguns registos do telão, e ocasionalmente uma corrida até lá para outras fotos ao vivo e em direto. Depois vou ver onde poderei colecionar algumas fotos faltantes para composição das páginas do PMM.

aguarde por mais fotos da festa ...

 

Houve o lançamento de livro de fotos de Encontros anteriores pelo JTM, entrega de lembranças às Casas e associações, estendidas aos artistas e outros participantes de destaque. Apresentaram-se no palco, a portuguesa de Califórnia, Ramana Vieira com a Tuna Macaense, José Badaraco, The Mystics, Charlie Santos e o coral Vozes de Macau que teve a apresentação bastante prejudicada pelo baixo volume do som. Nada se ouvia do lado externo pelo telão, salvo aqueles mais próximos dos alto falantes, levemente mais beneficiados. O operador da mesa de som bem que se esforçou para aumentar o volume, mas o resultado era um estridente som da microfonia. Espero que no geral o coral com 19 integrantes tenha agradado a todos, pois foram meses de ensaio, levando com eles um leque de músicas de todos os géneros, fora do grande investimento e subsídio extraordinário para que todos pudessem viajar.

Para encerrar a festa, a Tuna Macaense voltou ao palco para encerrar a festa, enquanto o povo já começava a abandonar o local para tomar seus buses para o hotel. Antes, muitos tomaram o espaço interno do Coliseu para dançar e assistir os últimos shows ao vivo, após terem sido removidas as mesas reservadas para convidados especiais, e de alguns nada especiais a ocupar uma ou outra cadeira vaga.

E com isso, o Encontro de 2010 acabou. “The 2010′ meeting is finished”, aqui eu tentando ser coerente com o que mais se viu no Encontro, um misto de língua inglesa e portuguesa, pois lá estava gente que só falava inglês, e aqueles que dominavam o português, que também conheciam a língua do Tio Sam ou da Queen Elizabeth, embora havendo várias exceções.

Já nas despedidas, a pergunta mais comum era, “quando partes/ou você parte?” Muitos no dia seguinte, na 2ª feira, outros na 3ª, outros na 4ª, dia 8, que nem eu! Tem outros que vão ficar o Dezembro todo, alguns até Janeiro. Penso que, a 2ª feira deve ter sido um tumulto no embarque e check-in do jet foil para o aeroporto de Hong Kong.

Num rápido balanço, posso dizer que o Encontro de 2010 foi um sucesso, com um ótimo número de participantes, só tendo alguma restrição da disposição do local da festa de encerramento

E com a esperança de poder retornar a Macau em 2013, encerro as postagens direto de Macau e tomo o caminho de volta para São Paulo, Brasil. Aos poucos vou atualizando as postagens feitas, com fotos. O site Projecto Memória Macaense será também atualizado no seu espaço para os Encontros, com publicações que são preservadas em caráter permanente. Fiz algumas gravações em video, especialmente dos shows, que estudarei a forma de divulgação no que me for possível.

De Macau, antes da viagem, o meu muito obrigado para quem visitou este blog neste período. Voltem sempre pois tenho muito para escrever desta minha vivência em Macau de 14 dias. Parecem muitos dias, mas foram poucos para o que pretendia fazer, e parto com dívidas comigo mesmo.

Boas Festas!

5 comentários em “Fim de festa – Encontro de 2010

  1. Rogério,
    Só para finalizar o assunto……
    O ser humano não é perfeito (inclusive, eu)… Nem sempre acerto em minhas decisões… Como diz o ídolo de todos nós, Paul McCartney, “LET IT BE!”
    Muita saúde para todos nós em 2011
    Abçs

  2. Rogério,
    Coloque-se no meu lugar… Tinha guardado o “melhor” para o fim, duas faixas musicais de “arrebentar”, ensaiadas arduamente durante dois meses, para finalizar a minha apresentação. e me CORTAM, Pò !!!!!!!! Dá para pensar em retornar?????
    Boas Festas e Feliz Ano Novo

    • Pois bem, Canicha, coloquei-me no seu lugar … e tenho que confessar que, pelo que contas sobre esse, digamos, fechamento triunfal da sua participação do Encontro 2010, puxa/xiça !!! realmente teria um grande sentimento de frustração. Não é nada fácil !!! Agora quanto à questão de “retornar”, talvez poderia analisar pelo aspecto de voltar a se apresentar com mais vigor, aquele sentimento de desforra (no bom sentido! ora bolas!), mas pelo que te conheço – valeu essa sua única apresentação em Encontros !!! Mas digamos, foi bom, né? apesar do que se passou!!! Fiquei realmente surpreso pela reação do público, aliás, pela 1a. vez, em Encontros, vi um público tão empolgado e envolvido com os artistas, never seen this before, como diria o bom Charles! Viva em paz e veja um pouco do lado positivo, que tem muito, dos seus 2 shows.

  3. Rogério,
    Sobre o Evento de Encerramento……
    Se não fosse uma mãozinha do Luis Machado, eu estaria até agora a procurar uma mesa e cadeira … E ainda por cima “cortaram” a minha apresentação….E outras coisas mais, mais e mais….. Infelizmente, houve uma enorme falta de respeito em relação à minha pessoa e família.
    Para mim foi a primeira e última vez…….
    Abçs
    Carlos
    Canicha

    • Lamento mesmo pelos contratempos. Até no dia você comentou comigo a respeito. A festa foi atípica em relação a todas outras, onde houve sobra de lugares e todos se acomodaram bem num mesmo ambiente. Pelo que escrevi, e por conta do que me contaram e me explicaram, se só sobrou este local, o Coliseu, para ser arrendado, foi mesmo uma infelicidade, involuntária. Mesmo com toda a boa vontade possível, me pareceu no momento bastante difícil administrar, tal o volume de pessoas (não sei se tinha mais gente que noutros eventos) e as mesas/lugares disponíveis, ou que o espaço podia comportar. Pelo local cercado, percebia-se que no máximo, se fosse para espremer um pouco mais as pessoas, talvez lá coubessem umas 50 pessoas a mais. Não havia mais espaço, de forma a permitir a circulação das pessoas e as filas que se formariam nas mesas do Buffet.
      Até penso que o seu lugar estava lá reservado para convidados especiais, tal como você se classificaria por ter se apresentado nos eventos. Mas, penso que como o espaço interno do Coliseu era aberto e não aparentava permitir o controle de quem se sentasse nas mesas “reservadas”, aí, umas “tantas” pessoas, por alguma ligação (ou não) com um ou mais convidados especiais, lá se acomodou como quis ou como convidado do convidado, e você perdeu o seu lugar como aconteceu com alguns outros, talvez.
      Sem querer ser bombeiro, nem mesmo voz oficial, pois não sou, já que acomodei-me no lado externo, na última fileira de mesas, antes do mar, e não era nenhum convidado especial nem homenageado, penso que tudo foi circunstancial. Algo acima das possibilidades do número de pessoas ligadas à organização. Em outras situações, senti o tamanho do trabalho deles para cuidar do evento e o peso das suas responsabilidades. Vi que não era nada fácil, eram 50mil detalhes, assim por dizer. Percebi pela vivência de alguns anos na diretoria da Casa de Macau e ligado às suas festas, mesmo que numa dimensão bem inferior.
      A sua participação nos shows do Encontro foi revestida de enorme sucesso. Sua fórmula de cantar músicas que o povo conhece e canta junto, deu certo! Aliás, foi o que se notou no Encontro com alguns outros artistas ou grupos musicais. Já se falava que era esperada a sua volta no Encontro de 2013, tanto que pesa muito ver citado “a última vez”.
      De fato, percebi que uma homenagem extraordinária, parece que roubou o tempo dos shows, que concorriam com os buses em partida para os hotéis. Assim, penso que seu tempo pode ter sido encurtado, e notava-se a preocupação da Tuna Macaense em montar os equipamentos para iniciar o show deles assim que terminasse o seu. No entanto, percebe-se que a movimentação no palco por estranhos ao show do próprio artista, acaba atrapalhando a sua performance. E toda essa correria, aliada à debandada do povo do recinto para apanhar os buses, prejudicou muito o seu show e da Tuna que lembro, em 2007, foram os últimos a se apresentarem e naquele momento sobraram pouco menos de uma centena de pessoas, conforme me informaram. Tudo isso acaba provocando trauma no artista que se apresenta por último. De um modo, isto ocorreu nos outros eventos deste Encontro, que até mereceu um comentário da apresentadora a respeito. O eterno trauma do aviso que os buses estavam disponíveis, era um sinal de fim de festa, mesmo que o artista estivesse no palco com alguns números a mais para se apresentar. Mas não adiantava nada continuar, pois o povo já se apressava a deixar o recinto para não perder a condução.

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Informação

Publicado às 08/12/2010 por em Encontro-Macau-2010 e marcado .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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