Cronicas Macaenses

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Bandas de Macau anos 60 e 70

Os “Flipsiders” em 1963/64: Domingos Duque, Mario Pistacchini, Pinto Marques e Frederico Ritchie

FALAR DE BANDAS

Cecília Jorge – Revista Macau Agosto 1998

Foram muitas as “bandas” que entretiveram os jovens “musicais” dos anos 60 e 70, mais precisamente entre 1963 e 1970. E grande é a dor de cabeça de quem tenta traçar-lhes os contornos, as glórias, ou o rumo.  Grupos houve que “não tiveram tempo ou hipóteses de se afirmarem, sequer de se tornarem conhecidos, por causa das desavenças internas” — refere um dos integrantes, que até hoje prefere não ser citado para “não se meter em alhadas”. Pequenos conflitos que despertavam zangas entre adolescentes, sobretudo quando estavam em causa predilecções e níveis de popularidade, eram razão bastante para, literalmente, “desbandar” o grupo. Susceptibilidades aparentemente feridas, estando tudo a postos para a actuação, eram motivo suficiente para se desligarem amplificadores e tudo largar, mormente um espectáculo.

Mas para todos é hoje divertido recordar tempos em que rivalidades, a alimentar “guerrinhas”, levavam à montagem de redes baseadas em ligações de parentesco e em vésperas de concursos e festivais, se piratarem letras e arranjos musicais. Grupos havia que nos ensaios se fechavam a sete chaves em garagens ou se isolavam nos terraços para impedir tal “espionagem musical”.

Num plano de amadorismo generalizado, conjuntos que tivessem maior capacidade financeira e condescendência paterna, tinham melhor acesso à variedade, à qualidade e actualização, em discos e revistas da especialidade, e portanto ao ensaio das canções mais em voga.

De alguns não se falou, ou pouco se escreveu, precisamente porque, como Rigoberto do Rosário Jr. refere, é tarefa árdua e vã arrumá—los.  Cronologia dos factos e exactidão nos nomes apresentam-se pouco fidedignos, quando se trata de agrupamentos em Macau. E a opinião é consensual, tanto quanto confirmámos.

Mas recordemos os “Telecasters ”, que entre 1963-67 incluiram Fausto Carlos como baterista, Sonny Borges (viola-baixo), Armando Lopes (viola-ritmo, ou acompanhamento), Alberto Amante e, mais tarde, Luís Garcia.

Os “Young Ones” integraram Mário Pistacchini Jr., António Marinho além de Sonny Borges e Luís Garcia.  Os “Heartbeats”: António Lagariça, Alberto Amante, Alfredo Badaraco, Fausto Carlos e Carlos Pereira. Qualquer um deles terá participado noutros agrupamentos.  “Flipsiders” e “New Flipsiders”, sucederam-se em sete anos até alguns dos elementos mais marcantes rumarem a Portugal e ao Brasil.

Délio Silva, num improviso com Herculano Airosa e Domingos Duque

Frederico Ritchie (Pau Pau) um dos fundadores dos “Flipsiders” em 1964 (com Pistacchini, Domingos Rosa Duque e Carlbert Pinto Marques) defende como melhor formação a terceira, mais ou menos de 1967 a 1969, quando deviam a fama ao estilo vanguardista e desinibido da banda que integrava José Manuel Rodrigues como vocalista, Pau pau (contrabaixo), João (Jingo) Barros (viola-ritmo), Victor Marques (baterista), e um guitarrista-solo indonésio, o A-Chông.  Estrearam-se em 1967 em Hong Kong no “Top of The Pops Show”. Daniel Ferreira integrou a segunda formação que, além de Frederico e seu irmão Alberto Ritchie (Manga), contava Joe Lewis.

Pelo “New Flipsiders” passaram ainda Francisco Borralho, José Badaraco, Jorge Botelho e Johnny Fung.  José Manuel Rodrigues (“Joe” para as fãs de Hong Kong) partiu em 1971 para Lisboa, rumo à Faculdade de Direito, de onde regressou como advogado. Fred Ritchie, emigrado nesse ano para o Brasil ainda tocou com brasileiros e macaenses residentes no Rio de Janeiro, e é hoje empresário.

Dos “Myths” diz-se que nasceu em 1965-66, e que originalmente além de Nino Magalhães, incluia Luís Garcia como (viola-solo), Mário Pistacchini (viola-baixo) e Victor Marques (este último e Nino mais tarde substituídos por Eurico Teles e por Alberto Manuel Silva). Tendo como elemento mais estável Pistacchini, o grupo chegou a integrar numa festa liceal, para além de Sonny e Luís, o Humberto Évora (hoje médico em Macau),Veloso e Walter Reis Jr. (que se manteve activo na rádio).

Quartel dos Bombeiros, os Midnight Riders

Os Gatos Negros na Escola Comercial

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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