Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P. D. Luz,

História da pintura na abóboda da Basílica de São Vicente de Paulo, em Assis, Brasil

Viajei para Assis, cidade do Interior do Estado de São Paulo, Brasil, no início de Maio, para assistir à cerimônia do casamento de Cíntia e Marcelo Pomari, realizada na Basílica de São Vicente de Paulo. Assis fica a cerca de 420 kms distante da cidade de São Paulo.

Tirei umas fotos da igreja e fui pesquisar na internet a respeito da sua história, e encontrei este relato sobre a pintura da sua abóboda, acima da imagem de São Vicente de Paulo. Revelo-me um adepto de fotografias de igrejas, pois além da religiosidade que me transmite, muitas são autênticas obras de arte.

(fotografias de/photos by Rogério P.D. Luz)

Basílica de S.Vicente de Paulo (01)

a pintura no topo, acima da imagem de São Vicente de Paulo

(Fonte: texto do site da Diocese de Assis neste link)

HISTÓRIA DE UMA PINTURA NA ABÓBODA DA BASÍLICA SÃO VICENTE DE PAULO

por Pe. José Contini – PIME (saudosa memória)

“Quem entra em nossa Basílica olha com interesse o desenho que se encontra acima da pintura de São Vicente. Trata-se de uma pintura original e diferente. Muito provavelmente é a única no mundo, por sua originalidade.

Como nasceu ela?

A história desse quadro remonta a uma trezena de anos. Estava eu trabalhando numa casa do PIME, na Sicília, na Itália. Em nossa casa era celebrada, aos domingos, uma Missa em língua inglesa destinada aos pilotos da força aérea americana e suas famílias. Naquela oportunidade um militar quis conversar comigo. Estava ele bastante emocionado porque tinha uma história para contar. Na verdade este piloto fazia um serviço de vigilância aérea entre a Líbia e a Sicília. De repente ele viu diante de si, no meio das nuvens, esta representação que nós temos. Fotografou e mais tarde revelou a imagem. Apareceu, então claramente distinta uma figura com contornos definidos.

O militar me ofereceu uma foto e pude realmente ver que se tratava de uma figura muito original. Parecia uma imagem de Cristo de braços abertos. Usava uma túnica branca com uma cintura. O rosto era definido, mas sem detalhes, ou seja, não havia olhos, boca e os demais detalhes de um rosto. Os cabelos eram sem cor… A fotografia me impressionou bastante e a guardei no meu breviário. Queria com isso mostrar a foto aos amigos e contar a história que eu acabava de ouvir.

Quando foi feita a pintura da Basílica, estava preocupado em desenhar algo na parte alta do altar, mas não conseguia reunir idéias adequadas. Foi quando surgiu a idéia de reproduzir o que a foto tinha. Creio que fui inspirado porque tudo indicava que seria uma coisa importante. Os trabalhos foram realizados e aí estão.

Todos ficamos admirados e impressionados com o que vemos. Cada qual empresta olhos, boca, nariz, cabelos, etc… ao Senhor Jesus que representa. Provoca um clima de religiosidade e de piedade e isso é muito bom.

Nós da Basílica estamos orgulhosos por termos esta imagem tão bela e podemos afirmar que ela ajuda no crescimento espiritual dos fiéis que freqüentam a nossa Basílica”.

Basílica de S.Vicente de Paulo (02)

No site da Diocese de Assis consta que a data de fundação da Paróquia é de 19 de Março de 194o e relata:

“A Paróquia  foi criada aos dezenove dias do mês de março de 1940, por Dom Antônio José dos Santos, tendo como orago São Vicente de Paulo. Por provisão canônica, foi nomeado o primeiro Pároco o Pe Hilário Pierik, que celebrou a primeira missa numa capela improvisada. No dia 1º de março de 1953, o Pe José Maritano, posteriormente Bispo do Território do Amapá, iniciou os trabalhos da nova Matriz. Aos 06 de janeiro de 1955, a Paróquia foi entregue (ad nutum Sanctae Sedis) aos padres do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (PIME).”

Basílica de S.Vicente de Paulo (03)

Quem foi São Vicente de Paulo?

Vicente de Paulo, nascido Vincent de Paul ou Vincent Depaul, (Pouy, 24 de abril de 1581 — Paris, 27 de setembro de 1660) foi um sacerdote católico francês, declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Cinquenta e dois anos após a sua morte, o corpo foi exumado pela primeira vez diante de dois médicos, autoridades da Igreja e outras testemunhas. Foi encontrado incorrupto, com sinais de deterioração apenas no nariz e nos olhos. Os médicos atestaram que esta preservação não poderia ocorrer por meios naturais. Vinte anos mais tarde, por ocasião da canonização, o corpo já estava em estado de decomposição devido a inúmeras inundações no terreno.

O corpo de São Vicente de Paulo, reconstituído em cera, está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris. Seu coração encontra-se em um relicário na Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. (Wikipedia)

Basílica de S.Vicente de Paulo (05)Um enquadramento que parecia o casal de noivos a receber a benção do santo patrono da igreja.

Basílica de S.Vicente de Paulo (04)

Uma bonita igreja numa região formada principalmente por imigrantes italianos.  O tom azulado do fundo do altar-mor destaca bem à noite na foto abaixo.

Basílica de S.Vicente de Paulo (06)

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4 comentários em “História da pintura na abóboda da Basílica de São Vicente de Paulo, em Assis, Brasil

  1. Karoline Antonucci Duarte
    18/02/2016

    Faltou um ponto muito importante, o artista.

  2. Angela Maria de Oliveira Barros
    17/02/2016

    Linda reportagem ,eu sou frequentadora e moro ,na Paróquia ,tenho muito orgulho de fazer parte de uma história de vida linda de nossa Basílica São Vicente de Paula.

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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