Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Conselho das Comunidades Macaenses: orgãos sociais 2013-2016

A cada três anos, por ocasião do Encontro da Comunidades Macaenses em Macau, o Conselho das Comunidades Macaenses (CCM), fundado em 29/11/2004, promove a eleição de novos membros dos corpos sociais para o próximo triênio. E na edição de 2013 isto voltou a acontecer.

Uma consulta ao seu website, pode-se verificar que já estão publicados os nomes dos novos eleitos. A grande novidade, desde a sua fundação, é a ausência de José Manuel Rodrigues que presidiu os trabalhos para a constituição do CCM.  No seu lugar, como já fartamente noticiado, entra José Luís de Sales Marques como o novo personagem no relacionamento com as associações macaenses e a diáspora.

Outra ausência, antecipamente anunciada na sua coluna publicada em 02/12/2013 no Jornal Tribuna de Macau é de Jorge Rangel, que assim esclareceu:  “algumas mudanças vão ocorrer nas reuniões do dia 3 de Dezembro, na constituição dos órgãos do Conselho das Comunidades Macaenses, uma das quais será a minha substituição como presidente do respectivo Conselho Consultivo, que exerci nos últimos anos, devendo, também a meu pedido, deixar a presidência da Assembleia Geral da APIM, no acto eleitoral de Dezembro, embora me mantenha disponível para prestar a ambos os organismos toda a colaboração ao meu alcance. Ao longo da última década e meia, ao retomar com intensidade a actividade associativa, fui desempenhando altos cargos em variadas instituições da sociedade civil de Macau, Portugal e Brasil, mas creio ser chegada a hora da passagem do testemunho. Comecei já a fazê-lo em muitas delas”.

No lugar do Rangel, entra Rufino Ramos, também do Instituto Internacional de Macau-IIM, cujo nome e atuação começa a despontar no meio macaense. Este blog teve oportunidade de postar notícias da presença do Rufino em dois eventos nas associações macaenses, do Canadá e dos EUA.

Para os cargos de vice-presidência no Conselho Geral, palco de disputas eleitorais entre as associações macaenses, porém contornadas por um acordo de revezamento entre elas, neste triênio, percebe-se a ausência das três Casas de países lusófonos: duas do Brasil e uma de Portugal e a eleição de dois representantes do Canadá, um dos EUA e o último de Hong Kong. Leonel Alves continua no cargo que ocupa há quatro mandatos, desde a fundação do Conselho.

Quanto ao Conselho Permanente, em que normalmente os vices são sugeridos pelo presidente-candidato e posto para votação, manteve-se a Fátima dos Santos Ferreira, de Macau, e digo, para mim uma surpresa, o cargo para a diáspora ficou com Anita Siu do Macao Club de Toronto, clube esse formado majoritariamente por membros de etnia chinesa, principalmente nascidos em Macau.  A Anita substitui Henrique Manhão que ocupou o cargo por dois mandatos, enquanto José Manuel Rodrigues como presidente.  Algum tempo antes do Encontro, percebia-se certa movimentação a sugerir um outro nome, que não era da Anita, no lugar do Henrique.

José Luís Sales Marques tem agora pela frente um dos desafios que ele próprio definiu ao Jornal Tribuna de Macau: “as Casas de Macau vivem à custa dos seus próprios recursos, não vivem com subsídios. Vivem com uma grande capacidade de iniciativa e de auto-financiamento, mas que também tem os seus limites, sobretudo quando se quer fazer mais e melhor”. A respeito, este blog em postagens anteriores, andou gritando sobre o tema, que Sales Marques complementa: “começam a ser necessários novos apoios que nem sempre é fácil serem mobilizados”. “Há que olhar para isso com espírito construtivo e optimismo para que no futuro se consigam mais apoios e para que as Casas possam servir melhor Macau”.

Bom lembrar e informar a quem não conhece, que nos Estatutos do Conselho, Artigo terceiro-Finalidades, alínea c), consta “propor ao Governo da RAEM modalidades concretas de apoio às organizações não-governamentais de macaenses, locais ou do exterior”. Mais abaixo poderão baixar o arquivo em PDF desses Estatutos disponíveis para o efeito no website do CCM.

Por fim, repetindo 2013, novamente é negada a aceitação como novos membros, após votação no Conselho Geral, o Clube “Amigu di Macau”, de Toronto, e o “Portugal-Macau Institute of America”, da Califórnia, enquanto que os pedidos da Confraria da Gastronomia Macaense e da Associação dos Jovens Macaenses foram aprovados. O “Amigu di Macau” do José Cordeiro, com um bom número de sócios, encontra dificuldades para ter o seu pedido aceito, haja visto que em Toronto, onde está sediado, já possui duas associações membros:  a Casa de Macau de Toronto e o Macao Club. Por outro lado, o Conselho Geral, ao que me parece, leva também em consideração, na sua análise de proposta de adesão, o número de associados que a instituição tem, julgo, não valendo se houver apenas um ou dois membros.

Veja a seguir os órgãos sociais do Conselho das Comunidades Macaenses para o triênio 2013-2016 (clicar para aumentar):

Conselho Comunidades Macaenses orgaos sociais 2013 edit (01)

Conselho Comunidades Macaenses orgaos sociais 2013 edit (02)

Clicar no texto abaixo para baixar o arquivo em PDF dos Estatutos do Conselho das Comunidades Macaenses, ou veja no seu website neste link: http://www.apim.org.mo/ccm/pt/?page_id=232

Conselho dos Comunidades Macaenses – Estatutos

Imagens da constituição do Conselho das Comunidades Macaenses em 29/11/2004

Conselho dos Comunidades Macaenses - instalação 2004

Conselho dos Comunidades Macaenses - instalação 2004 (2)

Conselho dos Comunidades Macaenses - instalação 2004 (4)

O autor deste blog participou do evento na qualidade de secretário-geral da Casa de Macau de São Paulo e fez o registro para lembrança do momento histórico.

O autor deste blog participou do evento na qualidade de secretário-geral da Casa de Macau de São Paulo e fez o registro para lembrança do momento histórico.  No dia seguinte foi eleito vice-presidente do Conselho Permanente para o triênio 2004-2007.

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2 comentários em “Conselho das Comunidades Macaenses: orgãos sociais 2013-2016

  1. Jorge E. Robarts
    31/12/2013

    Bem, a meu ver, muitos nomes que figuram da nova constituição das comunidades, são pessoas que conheço e são dadas como pessoas ativas, especialmente na área do Conselho Permanente e Comissão Executiva. Não deve faltar vontade a elas de dignificar o Conselho das Comunidades Macaenses a que se juntaram. Mas, nos dias de hoje não bastará a dedicação e a obstinação de quem se dedica à tarefa da Comunidade, os apoios e beneplácido de quem tem o Poder é fundamental para que o Conselho tenha sucesso nos anos vindouros. Espero bem que sim e que tudo isto não fique apenas registado em fotos e extensa documentação. É uma opinião como outra qualquer, claro,

    • Bem dito Giga, vamos esperar que não vivamos um mundo de ficção imaginando e falando sobre coisas irrealizáveis ou incompatíveis com a realidade do dia-a-dia de uma Casa de Macau e os motivos da sua fundação. É preciso ver o que é dito nos Encontros e o que é possível ser feito, dentro da disposição dos dirigentes e as suas disponibilidades sem falar na sua vocação para as tarefas que lhes são sugeridas ou até impostas, a troco de apenas os ideais que se acha que uma Casa de Macau tenha que ter. A formação de uma Casa data de pré-transição e há que se ver se não se sugere uma “transição” do seu modo de pensar o que enfrenta resistência entre muitos macaenses que se dispõem a se “sacrificar” para dirigi-la. Afinal de contas candidatos a dirigentes de uma Casa é muito difícil de achar, tanto que a renovação é algo tanto raro, ainda mais se achar que o candidato deve preencher os requisitos que sugerem para a Macau de hoje. Aí é melhor não ser do que ir contra seus fundamentos e princípios.

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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