Cronicas Macaenses

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Museu do Café, em Santos, conta a história do café no Brasil e no mundo

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O Museu do Café fica localizado no centro histórico de Santos

Um belo museu dedicado a contar a história do café no Brasil e no mundo: este é o Museu do Café, em Santos, cidade litorânea de São Paulo, instalado num prédio construído no início do século passado no centro histórico e que é uma visita imperdível.

O prédio, de estilo eclético,  tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2009, inicialmente abrigava a Bolsa Oficial do Café que mudou-se para lá em 1922, devido ao aumento do volume de negociações que já não se comportava mais no pequeno local que ocupava. Em abril de 1986, a Bolsa foi extinta pelo governo estadual, mesmo que, parte das suas atividades, já havia cessado na década de 1960.

A ideia de construção do museu decorreu da necessidade de fazer reformas que o prédio exigia com urgência. A cúpula ameaçava desabar e depois também constatada noutras partes do imóvel. Com a aprovação do governo do estado, as obras foram iniciadas em 1997 e o museu inaugurado em 1998. Após, foi ampliado e novos espaços expositivos foram inaugurados.

(Fotografia de/photos by Rogério P. D. Luz – clicar nas fotos para aumentar)

Museu do Café, em Santos, Estado de São Paulo

Museu do Café, em Santos, Estado de São Paulo

Um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos, o Museu do Café foi criado em 1998 com o objetivo de preservar e divulgar a histórica relação entre o café e o país. Entre objetos e documentos que formam seu acervo é possível perceber como a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do país estão intimamente ligados.(Wikipédia)

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A construção do Palácio, de estilo eclético é considerada a mais importante obra do período, tendo sido a primeira edificação do estilo a ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2009. Com cúpulas de cobre, grandes esculturas, vitrais, mármores, o trabalho de artífices estrangeiros e obras de arte construíram o discurso que relacionava a elite cafeeira aos primeiros bandeirantes enquanto construtores pioneiros de uma nação capitaneada por São Paulo.(Wikipédia)

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Vitral de Benedito Calixto

Os painéis e o vitral de Benedito Calixto, na portentosa sala do pregão, tem importância fundamental na tradução visual deste discurso: no tríptico, o pintor imagina a cena de leitura do foral da Vila de Santos por Braz Cubas; nos painéis laterais, a representação da Vila de Santos em 1822 em comparação à cidade em 1922; e, finalmente, o vitral que cria – com bandeirantes, a agricultura, o porto, e o café – uma mitologia da nação.(Wikipédia)

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Vitral “A Visão de Anhanguerra” de Benedito Calixto

Obras de Benedito Calixto

Obra de Benedito Calixto

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Salão do pregão. O último aconteceu na década de 50.

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Todo esse complexo e denso conjunto de informações, aliados a diversos símbolos maçons – como a estrela de seis pontas (foto abaixo) no chão do pregão, a organização do cadeiral e as colunas – passam uma clara mensagem da força da presença do café na riqueza do Brasil.(Wikipédia)

A estrela de Davi, símbolo de maçon

A Estrela de Davi, símbolo maçon

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“Fundação da Villa de Santos – 1545 – o capitão Braz Cubas lendo o floral da Villa e inaugurando o Pelourinho no pateo da Casa do Conselho” (transcrição do texto no quadro)

Obras de Benedito Calixto de Jesus (Itanhaém, 14 de outubro de 1853 — São Paulo, 31 de maio de 1927) foi um pintor, desenhista, professor, historiador e astrônomo amador brasileiro. Considerado um dos maiores expoentes da pintura brasileira do início do século XX. Calixto é o que se pode chamar de um talento nato. Autodidata, começa seus primeiros esboços ainda criança, aos 8 anos.

Quadro da direita: “Porto de Santos – 1922 – visto do Morro de Pacheco”. Quadro da esquerda: “Porto de Santos – 1822 – visto da Ilha Braz Cubas (actual Barnabé)”. Textos dos quadros.

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A estreita relação entre a cafeicultura e o desenvolvimento do Brasil está registrada na exposição de longa duração “A trajetória do café no Brasil”. Dividida em três módulos – O café e o trabalho, Café e novas rotas e Santos e o porto – a mostra permite ao visitante uma verdadeira viagem no tempo. O passeio pela história começa com a chegada das primeiras mudas da planta ao país, passa pela profissionalização das plantações e da mão de obra, a chegada dos imigrantes japoneses e europeus para o trabalho nas lavouras e ajuda a contextualizar, por meio de painéis e maquetes, a riqueza e o progresso impulsionados pelo café, como a expansão da malha ferroviária no Estado de São Paulo e o desenvolvimento do porto de Santos, por exemplo.(Wikipédia)

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Cafeteria do Museu: Mais do que o principal responsável pela preservação da história do café, o Museu do Café é também referência na comercialização do produto por meio de sua cafeteria. Inaugurada em 2000, a Cafeteria do Museu possui em seu cardápio diversas opções de bebidas que têm o café como principal ingrediente. Além disso conta com grande variedade de grãos, produzidos em diferentes regiões do Brasil, à disposição dos visitantes para apreciar na hora ou levar para casa. Atualmente a Cafeteria do Museu trabalha com os cafés Cerrado de Minas, Sul de Minas, Alta Mogiana, Chapadão do Ferro, Blend da Cafeteria, Orgânico, Vale da Grama, e Jacu Bird Coffee. Este último é o café mais caro e raro do Brasil, obtido com os grãos expelidos pelo pássaro Jacu, que se alimenta dos frutos do café:

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Cafeteria do Museu. Uma pausa para saborear um excelente café

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Imediações do Museu do Café, no centro histórico de Santos

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*Fonte de consultas e textos: Wikipédia e site oficial do Museu do Café: http://www.museudocafe.org.br/

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Publicado às 21/10/2016 por em Museu do Café, Museu do Café em 2016 e marcado , , , .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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