Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P. D. Luz,

Presépio Napolitano no Museu de Arte Sacra de São Paulo

O presépio com cenografia que ocupa 110m2

Um presépio com 1.600 peças italianas do século XVIII, dispostas num cenário que ocupa 110 m2, a representar, além da cena da natividade de Jesus de Nazaré, um vilarejo com seus habitantes nos afazeres do dia-a-dia e trabalhadores como ferreiro, vendedores, sapateiro. Tudo isto ficou exposto no Museu de Arte Sacra de São Paulo em 2013 a 2014.

O trabalho de autor desconhecido e originário de Nápoles, Itália, é feito de barro cozido policromado, madeira, tecido, liga metálica e gesso. De acordo com o cartaz exposto no Museu, é uma doação de José Carlos Reis Marçal de Barros in memoriam de Omar Gonçalves de Moreschi. Toda a estrutura com o espaço reservado exclusivamente para a exposição já foi desmontado, porém parte do presépio foi transferido para o Museu onde pode ser apreciado pelo público.

Cena da natividade de Jesus de Nazaré

Cena da natividade de Jesus de Nazaré

Presépio Napolitano do Museu de Arte Sacra de São Paulo

texto do site oficial na época em 2014

(fotografias de/photos by Rogério P.D. Luz – clicar nas fotos para ampliar)

Francisco Matarazzo Sobrinho, o “Ciccilo”, adquiriu o Presépio Napolitano na Itália, em 1949. O conjunto de 1.600 peças, confeccionadas em Nápoles no século XVIII, remontavam uma vila napolitana setecentista. Entre obras de artesãos anônimos, peças de artistas eruditos, conhecidos como figurinai, como Francesco Cappiello, Francesco Ingaldi, Giuseppe Gallo, Lorenzo Mosca, Matteo Bottigliero, Nicolla Somma, demonstram alto nível técnico.

No Brasil, Ciccilo desejava montar o presépio segundo a cenografia original. Entregou a empreitada a Lourdes Duarte Milliet, esposa do artista Sergio Milliet e irmã do estudioso Paulo Duarte. Para a reconfecção das vestimentas, Gabriella Pascolato, proprietária da Tecelagem Santa Constancia, forneceu os tecidos. As figuras foram recompostas pelo artesão Gregório Tinell; a cenografia, por Tullio Costa, com colaboração de Ítalo Bianchi.

Assim, em 4 de outubro de 1950, o Presépio Napolitano foi aberto para visitação pública na Galeria Prestes Maia, permanecendo em exposição por onze meses. Depois, foi recolhido e passou cinco anos guardado na Metalúrgica Matarazzo. Em 1956, o conjunto transferido para o antigo Pavilhão do Folclore, no Parque do Ibirapuera, onde permaneceu em exposição até 1985. Porém, as condições ambientais e técnicas do local colocavam este importante acervo em risco, razão que motivou sua transferência para o Mosteiro da Luz, que abriga o Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Em 1998, o Museu resgatou o projeto do presépio. Paralelamente, o Museu reformou a antiga residência do capelão do Mosteiro da Luz para abrigar o conjunto. O artista Silvio Galvão foi chamado para desenvolver a cenografia, seguindo a concepção criada em 1950 por Tullio Costa. Em 1999, o Presépio Napolitano voltou a ser aberto à exposição pública, em condições que garantiam a sua correta instalação, manutenção e preservação.

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (03)

 

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (06)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (08)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (11)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (15)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (18)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (19)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (24)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (26)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (29)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (32)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (34)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (36)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (42)

Museu Arte Sacra S.Paulo Presepio Napolitano (45)

* Site: www.museuartesacra.org.br/pt

*Horários: Terça a domingo – 9:00 às 17:00 / Segundas- fechado

Onde fica: Avenida Tiradentes, 676 – Luz -São Paulo – SP – telefone:11 3326-3336 (perto da Pinacoteca do Estado)

Estação Metrô Tiradentes (linha Jabaquara-Tucuruvi – saída Rua Jorge Miranda – ao lado do Museu)

Estacionamento para carro: gratuito – após passar o prédio amarelo da ROTA entre à direita na Rua Jorge Miranda nº 43 (informações do site)

*Site do artista Sílvio Galvão que desenvolveu o cenário. Veja fotos do trabalho: http://www.silviogalvao.com.br/repertorio/repertorio053.html

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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