Cronicas Macaenses

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Visita ao Museu do Amanhã no Rio de Janeiro

Hospedados num hotel em Copacabana na nossa curta estadia no Rio de Janeiro em julho de 2018,, fomos visitar o Museu do Amanhã, combinando o fácil deslocamento via metrô e VLT (Veículos Leves sobre Trilhos).

Ao descer na estação Parada dos Museus do VLT, localizada na revitalizada Praça Mauá onde se encontra o terminal de navios de cruzeiro, logo se depara com o monumental edifício do museu com aquela extensa estrutura de aço que na hora servia de abrigo às pessoas do sol forte, num céu sem nuvens em pleno inverno.

(Fotografia de/photos by Rogério P D Luz)

  • Fontes de consulta e extração de parte dos textos: Wikipédia e site oficial do museu

O prédio do Museu do Amanhã

O museu foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015, e atraiu cerca de 25 mil visitantes no primeiro final de semana do seu funcionamento. O projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava foi erguido ao lado da Praça Mauá, na zona portuária (mais precisamente no Píer Mauá).

O antigo píer desativado passou a abrigar essa construção pós-moderna, orgânica e sustentável que, atualmente, é um ícone da identidade local e cultural da cidade do Rio de Janeiro.

Na cobertura móvel do edifício, placas de captação de energia solar apoiam-se sobre as grandes estruturas de aço, movimentando-se como asas a acompanhar o posicionamento do sol.

Lembro que há anos, nas viagens dos cruzeiros que tinha o Rio como primeiro porto de parada, a zona era bastante precária com o Viaduto Perimetral passando ao lado do porto. Hoje com esse viaduto demolido e toda a área revitalizada, ficou para os passageiros turistas uma boa impressão da cidade no desembarque, tendo o museu como uma boa alternativa de passeio na curta parada.

O Museu do Amanhã foi erguido em meio a uma grande área verde. São cerca de 30 mil metros quadrados, com jardins, espelhos d’água, ciclovia e área de lazer. O prédio tem 15 mil metros quadrados e arquitetura sustentável, baseada nos elementos da natureza. O projeto arquitetônico utiliza recursos naturais do local – como, por exemplo, a água da Baía de Guanabara, utilizada na climatização do interior do museu e reutilizada no espelho d’água.

O museu situa-se ao lado da Baía de Guanabara, defronte à porte Rio-Niterói

A recepção e bilheteria

  • Textos da Wikipédia 

O Museu

A pretensão do Museu do Amanhã é inaugurar uma nova geração de museus de ciências no mundo, sendo considerado “de terceira geração”, com uma concepção que o posiciona como o primeiro museu global de “terceira geração“. A “primeira geração” de museus é voltada para os vestígios do passado, como os museus de história natural. A “segunda geração” busca difundir as evidências do presente, como os museus de ciência e tecnologia. A “terceira geração” destina-se a expor as mudanças, perguntas e a exploração de possibilidades futuras para a humanidade. A intenção do museu é conscientizar o visitante da sua parcela de contribuição para a construção do futuro. Trata-se de uma experiência sensorial, feita por meio de tecnologias interativas.

Clicar no link abaixo para conhecer o museu por completo

Folder do Museu do Amanhã

A exposição principal do Museu do Amanhã funciona no andar superior do prédio, e foi idealizada pelo doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira junto a uma equipe de consultores que trabalharam na concepção do acervo. A seção convida o visitante a passar por uma experiência de cinco grandes narrativas que percorrem os pavilhões: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. Elas trazem a experiência da vida na terra com ângulos e recortes temporais distintos. No térreo há um auditório, salão para exposição temporária, restaurante, bilheteria, loja de souvenirs e café.

Pavilhão Cosmos (de onde viemos?)

O primeiro módulo de visitação da exposição principal é o Cosmos. Nesse pavilhão, um grupo de visitantes é formado para entrar em um domo revestido com painéis de reprodução de vídeo, onde eles assistem a uma obra audiovisual de cerca de 8 minutos, em 360 graus. O filme traça uma narrativa sobre a formação do universo e da vida na terra com sobreposições de animações digitais e imagens captadas em câmera que causam grande impacto sensorial ao público.

Pavilhão Terra (quem somos?)

O objetivo dessa segunda etapa da exposição principal é fazer o visitante questionar sobre a pergunta “Quem somos?“. Para essa seção, foram construídos três grandes cubos de sete metros de altura. Um deles fala sobre a vida como matéria. Do lado de fora, é apresentado, por um painel luminoso, o planeta Terra inteiro. Do lado de dentro, se expõe as movimentações que fazem o globo funcionar, como o fluxo dos ventos, dos oceanos e das placas tectônicas.

O segundo cubo, designado para representar a vida, mostra, na parede de fora, uma esquematização do DNA dos seres vivos. Na parte de dentro, a segunda construção expõe imagens de diversos organismos que compõem um ecossistema, como animais e plantas. O terceiro e último cubo representa o pensamento e apresenta, na parte interna, imagens e ilustrações que retratam de diversos momentos, ações e sentimentos da vida humana no planeta.

Pavilhão Antropoceno (onde estamos?)

O terceiro recorte da exposição principal do Museu do Amanhã trata de como a ação do homem mudou a geologia do planeta Terra, traçando um panorama atual e trazendo dados sobre os impactos ambientais e sociais desse choque entre humanos e o planeta. O nome “antropoceno” foi retirado de um termo inventado por Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995. O prefixo grego antropo está relacionado com o ser humano; e o sufixo ceno relembra as eras geológicas.

Para expor os números e fatos, o Museu do Amanhã levantou seis totens luminosos, de 10 metros de altura, que foram dispostos em círculos. Acomodados em assentos estofados, os visitantes assistem a vídeos transmitidos nesses painéis, com o objetivo de questionarem a ação humana no planeta Terra.

Pavilhão de Amanhãs (para onde vamos?)

A quarta parte da visita à exposição principal do museu fala sobre o mundo e a vida na Terra no futuro, tentando responder à pergunta: “Para onde Vamos?“. Construído em formato de origâmi, o pavilhão conta com mais treze telas que revelam informações e ao mesmo tempo fazem uma estimativa de como será o planeta e a vida no futuro, apresentando conceitos como o da hiperconectividade e resgatando a importância da sustentabilidade.

O visitante é convidado a interagir com jogos, sendo que um deles – denominado “O jogo das Civilizações” – tem, como ideia, fazer com que os participantes gerenciem os recursos do planeta pelos próximos 50 anos, a fim de garantir a preservação da humanidade.

Pavilhão Nós (Como queremos ir?)

O final do percurso da exposição principal é o pavilhão “Nós”, onde o visitante entra numa espécie de oca, ou casa dos povos indígenas do Brasil, que é ambientada com uma iluminação que simula o nascimento e o pôr do sol. O objetivo desse recorte da exposição é fazer com que o visitante reflita sobre si mesmo, e sobre como suas ações têm impactos para a sociedade e para o planeta.

Ao centro da oca (foto abaixo), encontra-se a única peça museográfica da exposição principal do Museu do Amanhã: uma churinga feita de madeira, achada em um antiquário em Paris. O objeto é uma ferramenta cheia de significado para as tribos aborígenes da Austrália. As inscrições feitas na peça de 2 metros de altura remetem uma ligação entre o passado, o presente e o futuro, e são desenhos que se correlacionam com a proposta da exposição principal do Museu do Amanhã.

O entorno do Museu do Amanhã

O VLT (Veículo Leve sobre Trllhos) passa diante do museu

o jardim do museu

A Ponte Rio-Niterói

O Monumento Visconde de Mauá e ao fundo a Avenida Rio Branco, centro do Rio de Janeiro

Ao fundo o Museu de Arte do Rio

O píer Mauá com o terminal  onde atracam os navios de cruzeiro

A ponte que dá acesso à Ilha das Cobras, vizinha da Ilha Fiscal. Lá se encontram os navios de guerra do Brasil e o desativado Porta-Aviões São Paulo.

O prédio do Comando do 1º Distrito Naval

O interior do museu proporciona interessantes enquadramentos fotográficos

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Publicado às 10/07/2018 por em Museu do Amanhã e marcado , , , , .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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