Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P. D. Luz,

Igreja de São Francisco de Paula (1759-1801) do Rio de Janeiro

Um dos mais belos e maiores templos do Rio de Janeiro, localizada no seu centro histórico, a Igreja de São Francisco de Paula, teve a sua construção iniciada em 1759 e concluída em 1801, porém oficialmente inaugurada apenas em 1865.

Inspirada na arquitetura portuguesa, o seu interior neoclássico e de grande beleza tem dez colunas coríntias ornamentadas, e revestimentos em talha atribuídos a mestre Valentim de Almeida, talentoso artista da época, e é muito procurada por casais para realização de casamentos.

(Fotografia de/photos by Rogério P D Luz – a fotografia do seu interior ficou limitada pela missa que teve início por ocasião da visita)

As luzes são acesas na celebração da missa

A Igreja de São Francisco de Paula pela Wikipédia

A Igreja de São Francisco de Paula localiza-se no largo de São Francisco de Paula, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Constitui-se em um dos maiores templos da cidade sendo considerado um dos que melhor representam a evolução da arquitetura colonial.

História

O largo de São Francisco foi um dos pontos principais da cidade, da segunda metade do século XVIII até fins do século XIX e, a partir do século XX, um local de grande movimento do bairro da Região Central.

A construção deste templo foi iniciada em 1759 por iniciativa irmãos da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula e concluída em 1801. Ao longo de sua história sofreu diversas intervenções de conservação e restauração.

A igreja foi inaugurada oficialmente em 7 de março de 1865, em solene te-déum, com a presença dos imperadores D. Pedro II e D. Teresa Cristina.

As grandes portas de madeira da entrada foram entalhadas por Antônio de Pádua e Castro o qual, igualmente, acrescentou o pórtico neoclássico de mármore que emoldura a porta principal. O interior é revestido inteiramente de uma decoração de talha. Mestre Valentim foi o autor do altar mor e da capela de Nossa Senhora da Vitória.

A decoração da nave central foi executada a partir de 1855, baseada no projeto do pintor Mário Bragaldi, num estilo neoclássico.

Enriquecem o seu acervo telas de Victor Meireles, painéis de Manoel da Cunha, além de vitrais de procedência alemã e um bem trabalhado lavatório na sacristia em mosaico e mármore, com torneiras de bronze.

Um dos sinos da igreja foi chamado de “Aragão”, porque executava o toque de recolher determinado pelo Intendente Geral de Polícia Teixeira de Aragão, entre os anos de 1824 e 1827. O órgão da igreja foi inaugurado pelo organista carioca Antônio Silva.

Fotografia da Igreja de São Francisco de Paula feita entre os anos de 1863/1866 pelo fotógrafo Georges Leutzinger (Wikimedia Commons)

O altar-mor do Mestre Valentim

Capela de Nossa Senhora da Vitória (1801 – 1813) – anexo da Igreja

Fonte: Site oficial da Igreja 

A capela do noviciado, destinada à iniciação dos novos irmãos da ordem. Foi devotada a Nossa Senhora da Vitória, numa alusão à vitória dos cristãos contra os turcos na batalha de Lepanto. A decoração, de estilo predominante rococó, consiste no revestimento em talha dourada sobre fundo claro e alguma policromia e painéis de pintura.

Os trabalhos de decoração interna estiveram a cargo de Mestre Valentin, em sua última obra, Antonio de Pádua e Castro (1855-1865) e outros, como o pintor mulato, escravo alforriado Manoel da Cunha contemporâneo de Valentin e autor dos painéis da Capela do Noviciado.

Nossa Senhora da Vitória

As pinturas das paredes da capela de Nossa Senhora da Vitória são de autoria de Manoel da Cunha, um escravo que conseguiu comprar a alforria com o pagamento de seus trabalhos e aperfeiçoar sua técnica na Europa.

Imagens de Arte Sacra no anexo da Igreja 

  • Fontes: Wikipédia, site da Igreja de São Francisco de Paula e site do Patrimônio Material-Rio de Janeiro
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

Pesquise por tema e localidade (ordem alfabética)

Últimas 150 postagens

Estatísticas do blog

  • 893.538 hits

Monitoramento de visitas – contagem desde 01/Nov/2011

free counters

Postagens recentes: Fotoblog do Projecto Memória Macaense

Memórias de Macau de Todos os Tempos (02)

Imagens que trazem saudosas lembranças daquela Macau que não existe mais, mas que permanece viva na nossa memória e nas fotografias a seguir publicadas de forma aleatória, a procurar dar uma descrição a confirmar ou corrigir. O que vale mesmo é o que se diz – recordar é viver! As fotos são dos anos 50 […]

Memórias de Macau de Todos os Tempos (01)

Nesta postagem do que poderia chamar de uma série “Memórias de Macau de Todos os Tempos”, remetendo-me a um vídeo que publiquei no YouTube (vide no final), publico umas fotos antigas recolhidas ao acaso do meu extenso acervo, ora já publicadas no site (inativo) do Projecto Memória Macaense, ou não, e também já republicadas por […]

O Ano Novo chinês celebrado pela comunidade macaense de São Paulo

O Ano Novo chinês celebrado pela comunidade macaense de São Paulo

Para celebrar o Ano Novo chinês de 2018, dando início ao Ano do Cão, a Casa de Macau de São Paulo reuniu a comunidade macaense e amigos para um almoço especial, recheado de boa comida chinesa de dar água na boca. Era a oportunidade para comer, infelizmente, uma vez ao ano, o chái, ou comida de […]

%d blogueiros gostam disto: