Estava a ver um PPS editado aqui no Brasil, lembrando os costumes da infância e juventude dos anos 60, em contraste com os dias de hoje. Antes a vida sem a modernidade dos dias de hoje, tais como jogos electrónicos, DVD, celulares (telemóvel), computadores, internet, etc. , era mais livre, mais feliz, com mais amigos que os dias de hoje. Daí parei para lembrar estes anos dourados de 60 que vivi bem em Macau.
Lembrei que naquela época não tínhamos televisão, daí ficávamos o tempo todo na rua em qualquer atividade, como cafés, cinemas (teatros), bilhar, passear de carro, jogando cartas (baralho) etc. etc. Ou estávamos em casa ouvindo o rádio. Era o programa Request da Rádio Villa Verde. Dedicávamos uma canção para um amigo (a). Ou o programa do Ray Cordeiro. Ou numa roda de amigos a conversar e contar histórias. Hoje, com a televisão, ficamos diante dela, sózinho ou acompanhado de familiares. Só isso.
Outro hábito nosso que estava a falar noutro dia, é que tinhamos alguma preguiça para andar. Tal como, morava na Calçada do Tronco Velho, e para ir ao Teatro Império, ia apanhar o autocarro (ônibus) no ponto do Teatro Apolo. Mas … alto lá … era somente uns 10 minutos a pé ???!!! É, meu amigo, mas ficava lá à espera do bus nº 2. Às vezes ele demorava para chegar, daí impaciente, ia a pé, depois de esperar uns 10 minutos. Coisas de Macau de antigamente!!! O meu pai para ir ao trabalho no escritório do Dr. Assumpção, na frente da Polícia Judiciária, na Rua Central, telefonava para aquela garagem de táxi na Av. Almeida Ribeiro, perto do BNU, para apanhá-lo na nossa casa na Calçada Tronco Velho, a 5 minutos de distância. Só que, está certo que ele tinha problemas de coração, daí não ser recomendado enfrentar aquela subida da Rua Central. Não sei exatamente como estão estes costumes em Macau, nos dias de hoje. Talvez mais complicado devido à dificuldade de se conseguir um lugar para estacionar o carro.
Coisas simples para lembrar, mas uma idéia de como era esta nossa “gostosa” vida dos anos 60 sem toda essa tecnologia e oferta de serviços. Éramos mais gente, sem ser tão mecânicos assim ???!!!
Rogério P D Luz, amante de fotografia, residente em São Paulo, Brasil. Natural de Macau (ex-território português na China) e autor do site Projecto Memória Macaense e o site Imagens DaLuz/Velocidade.


Memória - Bandeira do Leal Senado - para nunca ser esquecida -CIDADE DO SANTO NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL- Esta é a antiga bandeira da cidade de Macau do tempo dos portugueses, e que foi substituída após a devolução para a China em Dezembro de 1999
O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau (ex-território português na China por cerca de 440 anos e devolvida em 20/12/1999) sua história e sua gente.
Macaense – genericamente, a gente de Macau, nativa ou oriunda dos falantes da língua portuguesa, ou de outras origens, vivências e formação que assim se consideram e classificados como tal.
*Autoria de Rogério P.D. Luz,, macaense natural de Macau e residente no Brasil há mais de 40 anos.
Escrita: língua portuguesa mista do Brasil e de Portugal conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.


cartaz de Ung Vai Meng

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

ESTE ANO, NA FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS,A PROCISSÃO VOLTOU A SAIR À RUA Texto e fotografias de Manuel V. Basílio Este ano, realizou-se no dia 8 de Outubro, na igreja de São Lourenço, a festa em honra de Nossa Senhora dos Remédios, que até meados do século passado era a principal […]

Não poderia este blogue deixar de fazer mais um registo histórico de uma tradição mantida na Macau do ano de 2023, hoje, território da República Popular da China. Assim, o nosso colaborador, Manuel V. Basílio, macaense residente em Macau, nos dá o relato, com fotos, sobre a procissão de Nossa Senhora de Fátima realizada no […]

No Anuário de Macau do ano de 1962, nas páginas finais, vários anúncios publicitários encontravam-se publicados, os quais, reproduzimos abaixo para matar as saudades de quem viveu aquela época de ouro, ou então, para curiosidade daqueles que possam se interessar em conhecer, um pouco mais, aquela Macau de vida simples, sem modernidade, mas, mais humana.
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