Cronicas Macaenses

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Encontro das Comunidades Macaenses Macau 1996, recordações (2)

Sessão solene de abertura do Encontro.  O painel das Ruínas de S.Paulo foi doado para a Casa de Macau de S.Paulo ainda no governo do Rocha Vieira.  Na verdade fui eu que o apanhei no Consulado de Portugal em S.Paulo, para onde Macau o enviou.  Costuma decorar o ginásio da Casa por ocasião das festas.

Alguns detalhes do Encontro:

fotografias de Cheong Io Tong da Revista Macau

– Esta edição contou com o dobro dos participantes em relação ao I Encontro.  Foram 1.200 pessoas de todos os continentes.  O sentimento de saudades da terra ainda era bem forte, pois muitos vieram pela 1ª vez;

– A procissão foi de N.S. do Rosário que não saia há 40 anos, desde os meados da década de 50, quando foi substituída pela de N.S. de Fátima.  O percurso foi das Ruínas de S.Paulo até a Sé Catedral. O bispo de Macau era Dom Domingos Lam.


– O Museu de Arte Sacra das Ruínas de São Paulo foi inaugurado por ocasião do Encontro.

– Nesta época a TAP voava de Portugal para Macau e eu fui um dos seus passageiros.

– Jorge Forjaz lançou o livro Famílias Macaenses em 3 volumes.  Através do seu trabalho, o meu primo que reside na Suiça e natural de Angola, Luís Gonzaga da Luz de Sousa, veio ao Encontro para encontrar seus familiares que desconhecia, e nos encontrou, eu e as minhas irmãs Cíntia e Yolanda.  Foi uma alegria só!

A Fundação Oriente ofereceu uma recepção na Casa Garden, ao lado do Jardim de Camões, onde está instalada até hoje.

O pessoal da Casa de Macau de São Paulo chamava atenção para a origem da sua associação com bandeirinhas do Brasil.

Foram realizadas competições de hockey e futebol entre equipas de Macau e os visitantes

Houve as habituais trocas de presentes e na época, Luís Sales Marques, à direita, era mais jovem

As Casas de Macau trouxeram as suas atrações musicais, e na foto acima, São Paulo apresentou o seu New York New York

.

São Paulo também apresentou uma peça teatral em patoá. Da esq. Neco Badaraco, Natércia Luís, Mariazinha Carvalho e o saudoso JC-José Cândido Remédios.  A bandeira do Leal Senado representava oficialmente a cidade de Macau.

Diversos conjuntos musicais de Macau e da Diáspora apresentaram-se no Encontro, tais como, The Rockers, Os Veteranos, The Young Generation, The Flipsiders, The Young Ones, etc.  Também participei de um grupo musical de S.Paulo, a tocar viola com o meu sobrinho Luis Ramos, a Stela Colaço e esposo Beto Mingroni nos vocais.

Parte dos membros da tuna acima são objeto de assunto de postagem – Carnaval em Macau, no Passado

Numa futura postagem vou publicar mais fotos, inclusive as que tirei.

Um comentário em “Encontro das Comunidades Macaenses Macau 1996, recordações (2)

  1. Jorge Robarts
    02/12/2016

    O tempo passou depressa e, pelas fotos noto que muitas pessoas estão hoje + envelhecidas e algumas até já faleceram. Mas, é sempre bom ver e recordar os bons momentos desse Encontro de 1996.

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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