Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

20 anos do 1º Encontro das Comunidades Macaenses

O 1º Encontro das Comunidades Macaenses em Novembro de 1993 (a referência de 1994 diz respeito às actas publicadas no ano seguinte.

O 1º Encontro das Comunidades Macaenses em Novembro de 1993 (a referência de 1994 diz respeito às actas publicadas no ano seguinte.

Neste ano de 2013, em Novembro, vai fazer 20 anos que pela primeira vez foi promovido o Encontro das Comunidades Macaenses. Coincidirá com a realização do Encontro 2013 realizado ‘sob os auspícios da RAEM’, que será o 5º, porém se considerarmos todas as edições, será o 8º desde o primeiro realizado em Novembro de 1993, na Macau ainda sob a administração portuguesa.

As edições anteriores dos Encontros ocorreram nos anos 1993, 1996, 1999, 2001, 2004, 2007 e 2010.  Se tivesse sido respeitada a frequência de três em três anos, o próximo não seria realizado neste ano, mas em 2014.  É que, após a transição de soberania de Macau em 1999, a 1ª edição patrocinada pela RAEM ou a Macau sob a administração da China, em 2001, aconteceu dois anos depois da última.

Para celebrar este aniversário de 20 anos, que certamente será recordado na edição deste ano a iniciar-se na última semana de Novembro de 2013, este blog irá fazer algumas postagens a respeito, iniciando nesta, o depoimento de Lourenço da Conceição (de Toronto/Canadá) sobre a sua participação na criação do Encontro das Comunidades Macaenses.  Em seguida, o discurso proferido pelo então Governador Macau, General Vasco Rocha Vieira, na sessão de abertura do 1º Encontro das Comunidades Macaenses, em 04 de Novembro de 1993.

1o. Encontro Comunidades Macaenses (03)

O NASCIMENTO” DO ENCONTRO DAS COMUNIDADES MACAENSES

por Lourenço da Conceição – texto de 2010

Ao descrever a nossa identidade cultural, falamos da diáspora macaense. Como sabem, a diáspora define-se como um movimento migratório de um grupo de pessoas que compartilham entre si uma identidade nacional e/ou étnica, para longe do seus território ancestral. A origem da palavra diáspora é grega e ela significa “dispersão das sementes “.

Lourenço da Conceição em 1993

Lourenço da Conceição em 1993

De qualquer das formas, o termo diáspora traz consigo a ideia de deslocação, isto é, a população assim definida, separada dos seu território de origem, alimenta a esperança, ou o desejo de voltar a ver a sua terra natal.

E é dentro deste contexto de um profundo desejo de voltar a ver a terra que deixou, que resolvi escrever esta história do nascimento do Encontro das Comunidades Macaenses.

Em Novembro próximo (de 2010), realizar-se-á, em Macau, mais um “Encontro das Comunidades Macaenses”. Este será a sétima assembleia da diáspora macaense reunindo comunidades macaenses, provenientes de diversas partes do mundo, representa uma afirmação eloquente do vinculo intenso entre os macaenses que vivam ou não na terra que lhes serviu de berço, que estão reunidos para fazer lembrar os valores, as tradições e os costumes que determinam a sua especial identidade. Além disso, o Encontro das Comunidades Macaenses traz consigo o espírito associativo que os macaenses, através das Casas de Macau a que pertencem, confirmam a sua vinculação a Macau, terra que jamais esquecerão. Foi assim e dentro desta afirmação que em 1989, num jantar de despedida em Toronto em virtude do meu  regresso para Macau onde iria desempenhar as funções de Administrador da Autoridade Monetária e Cambial de Macau, que se falou na hipótese de reunir em Macau, os macaenses espalhados pelo mundo, onde indivíduos e parentes que não se vêem há  dezenas de anos pudessem encontrar e abraçar uns aos outros. Trazendo comigo esta incumbência, após a minha chegada a Macau, formei o primeiro grupo de trabalho assim constituído :

Arquitecto José Celestino da Silva Maneiras, Presidente do Leal Senado

Dr. António Rodrigues, Funcionário Superior da Universidade de Macau

Dr. José Sales Marques, Sub Director dos Serviços de Turismo

Armindo Ferreira, Chefe de Secção dos Serviços de Turismo

Lourenço da Conceição, Administrador de Autoridade Monetária e Cambial de Macau

Começámos a trabalhar, sem demora, mas passado pouco tempo, devido à mudança do  Governo em Macau interrompemos o que estávamos a fazer, ficando a aguardar a nomeação do novo Governador e da sua comitiva.

Posteriormente, tomámos conhecimento da nomeação do General Vasco da Rocha  Vieira para Governador e da sua comitiva fazia parte o Tenente Coronel António Salavessa da Costa, pessoas já  conhecidas, em virtude, de anos atrás, terem exercido funções oficiais em Macau.

Foi assim, que procurei, na primeira oportunidade, pedir uma audiência com o Secretário Adjunto de Comunicação Social e Turismo, Tenente Coronel Salavessa da Costa. Fui muitíssimo bem recebido por ele a quem expus a ideia da realização de um Encontro, em Macau, dos macaenses espalhados pelo mundo. Disse-me ele que ia  falar com o Sr. Governador e que me havia de contactar depois. Passado não muito tempo, mandou chamar para dizer que o Sr. Governador concordava com a ideia e que o Encontro tinha o apoio do Governo de Macau. Posto isto, o sonho  que levava comigo na “bagagem” para Macau, tornou-se em realidade, em 1 de Novembro de 1993, com a realização do Primeiro Encontro das Comunidades Macaenses.

Bem haja a todos que nele participaram.

Governador de Macau sob administração portuguesa no 1º Encontro - General Vasco Rocha Vieira

Governador de Macau sob administração portuguesa no 1º Encontro – General Vasco Rocha Vieira

Discurso de Sua Excelência o Governador de Macau, General Vasco Rocha Vieira, na sessão de abertura do 1º Encontro das Comunidades Macaenses em 4 de Novembro de 1993

É com grande satisfação, com calorosa simpatia, que os recebo e dou as boas-vindas a esta vossa Terra, de onde muitos de vós, certamente, terão partido há longos anos.

Imagino bem a emoção com que voltam a pisar o solo de Macau, procurando referências antigas, a rua, a casa, o café, o lugar dos jogos, os amigos que ficaram, os sinais do espaço e do tempo acolhedores de outrora, procurando, enfim, a cidade que, tal como era nessa época, já só existe, afinal, na vossa memória e nos vossos corações.

As cidades são organismos vivos, que crescem e se transformam, e Macau mudou muito, está a «dar todos os dias, uma mudança que foi transformando a dimensão e a estrutura da cidade, multiplicando-lhe os centros, alterando-lhe a fisionomia, a um ritmo tal que perturba mesmo aqueles que aqui sempre viveram.

Mas depois desse choque inicial, puderam já, seguramente, verificar que, na sua essência, Macau perdura. Perdura o Macau macaense, o mosaico de gentes e de culturas que convivem sem atritos, o ambiente de segurança e de cordialidade, o clima de entendimento e de paz que permite o trabalho laborioso gerador de riqueza, o espírito de solidariedade humana tão característico desta Terra e das suas gentes, tão próprio da maneira de ser dos Macaenses.

No essencial Macau permaneceu fiel a si próprio, marcado pela vocação dos Portugueses para se adaptarem a outras situações, sem por isso perderem a sua personalidade própria.

Vocação bem patente na diáspora macaense, que foi levando muitos dos filhos portugueses desta terra para tantos lugares do mundo, contribuindo, nos mais elevados níveis de responsabilidade social, rara o enriquecimento das sociedades em que harmoniosamente se integraram.

Escreveu alguém que Portugal é uma pátria cujo centro está em toda a parte e a circunferência em lado nenhum. País emigrado, o Portugal das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo representa melhor essa essência distintiva da pátria, essa antiquíssima vocação para estarmos presentes em toda a parte, “para sermos tudo em todos”. E foi graças a essa vocação mediadora, a essa capacidade de adaptação, bem presente nos portugueses de Macau, que esta terra pôde ser o que foi e poderá continuar a ser o que é.

Macau nasceu da convergência de interesses de Portugueses e Chineses, sem o afrontamento de conquista e de guerra que marcou, na época, a generalidade dos encontros entre os povos. E esse contacto inicial modelou as relações entre Portugueses e Chineses, instituiu o diálogo e o consenso como forma de resolução das divergências, assim se constituindo, no decurso de um convívio de séculos, o espírito de entendimento que caracteriza Macau, que universalizou Macau.

Foi essa política de conveniência, de “mútua tolerância voluntária”, que fez de Macau uma terra de paz, um espaço de convivência ideológica, cidade aberta à diversidade e à simbiose das gentes e das culturas, “onde nenhuma das comunidades impediu o desenvolvimento da outra, todas colaborando na obra comum”, modelo pioneiro de sociedade multicultural.

Assumindo, nas circunstâncias da história, as peripécias vividas, é este o Macau que nos enche de orgulho, o Macau de que muito particularmente os Macaenses se podem orgulhar, porque foram os Macaenses que nalguns momentos mais difíceis da história da cidade contribuíram decisivamente para a sobrevivência de Macau, para a continuidade do seu espírito.

No momento histórico em que se tornou imperativo definir o estatuto do Território, essa história e essa realidade de Macau não poderiam deixar de determinar o modo como a China assumiu, com Portugal, a responsabilidade de encontrar uma solução que respeitasse, que consagrasse, o anseio e o direito da população de Macau de continuar o seu modo de vida multissecular.

A solução encontrada foi uma solução singular que deve ser considerada positiva, uma transferência de soberania negociada, tendo como objectivo, solenemente assumido, assegurar a continuidade da identidade política, administrativa, económica, jurídica e cultural do Território depois de 1999.

A transferência de soberania é a consequência imperativa de um tempo histórico e de um contexto político transcendentes. Cumpre-nos conduzir a transição a pensar no futuro desta terra e das suas gentes, a pensar particularmente no futuro dos portugueses que optem por permanecer no Território, nada devendo desviar-nos desse objectivo, dessa preocupação.

É para o futuro que temos de olhar, é para o futuro que temos de trabalhar. Para o futuro de Macau, na continuidade essencial da sua identidade de sempre, no progresso e no desenvolvimento que serão o factor da sua autonomia, na consolidação de garantias e de condições que encorajem e justifiquem as permanências.

A presença de interesses portugueses na área económica, a manutenção de instituições portuguesas que preservem a vertente cultural portuguesa e que respondam à necessidade de instrução e de formação da comunidade de cultura portuguesa permitindo que continuem a identificar-se com os seus valores de sempre, a criação de estruturas que apoiem os residentes portugueses, são objectivos fundamentais que têm de ser assegurados em cooperação com a República Popular da China, são objectivos que não podem ser atingidos através da polémica e do conflito, exigindo, muito pelo contrário, o reforço das relações de amizade e cooperação entre os dois países.

Estamos confiantes na continuidade de um Macau igual a si próprio, continuidade na participação livre e convivente das várias componentes culturais e humanas cuja presença e interacção fizeram a identidade de Macau e continuam a ser condição do seu desenvolvimento e prosperidade. Este é o Macau que todas as partes têm interesse que perdure, este é o Macau que tem o futuro do seu lado, que tem a seu favor o tempo e o sentido da história.

É para assegurar essa continuidade que estamos empenhadamente a trabalhar, enfrentando o essencial e não nos deixando desviar pelo acessório.

Quero dizer-vos, com toda a clareza, que, no quadro da Declaração Conjunta, Portugal e o Governo de Macau têm um projecto político bem definido, uma linha de orientação política bem estabelecida, um rumo que estamos a seguir com persistência e determinação.

Um projecto que visa assegurar que, para além de 1999, Macau continue a disfrutar do mesmo tipo de vida e de maneira de viver da sua população, dos mesmos direitos, liberdades e garantias, em que mantenha o mesmo sistema político, administrativo e judicial, a organização e o relacionamento social, que tem permitido a convivência pacífica e harmoniosa entre todas as comunidades, que preserva a identidade que lhe tem permitido manter-se ao longo dos séculos uma terra única de encontro, de tolerância e de convívio.

A par dos investimentos em infraestruturas modernas, prossegue o esforço de modernização da base industrial, financeira e comercial de Macau, condição para que Macau acompanhe o ritmo de modernização que se regista na China e que faz desta zona o mais importante polo de desenvolvimento acelerado do Mundo.

Necessariamente associado ao processo de abertura da sociedade chinesa, beneficiando da sua posição natural de entreposto, utilizando a vantagem competitiva de ser uma ponte de ligação com as diversas zonas económicas do mundo desenvolvido, Macau tem todas as condições para desempenhar um papel de primeiro plano neste cenário impressionante de criação de riqueza e de progresso, oferecendo aos seus habitantes, oferecendo aos portugueses de Macau, oportunidades de realização pessoal que seria um grande erro perderem.

No cenário que se ergue à nossa volta, podemos ver um Macau cada vez mais florescente, e por isso olhamos o futuro com uma fundamentada confiança.

Permanecer terá de ser sempre, no entanto, um acto pessoal de confiança e de vontade, e tudo procuraremos fazer para minimizar as dificuldades e a natural inquietação daqueles que entenderem, apesar de tudo, partir.

Os Portugueses, muito particularmente os portugueses de Macau, têm de assumir uma nova relação com a sua terra, temos de construir uma relação com Macau com a qual possamos continuar a identificar-nos, sem ressentimento, com confiança, com o sentimento exaltante de que estamos a participar numa espécie de acto refundador desta comunidade que criámos há 450 anos, abrindo-a e oferecendo-a, generosa e tolerante, com um sentimento de hospitalidade muito macaense, a todos os que nela procuraram acolhimento. Essa foi e essa é uma das marcas portuguesas que nada poderá apagar ou fazer esquecer.

Com este espírito e esta atitude de grandeza, estaremos a participar uma vez mais no futuro desta terra, beneficiando muito legitimamente das oportunidades que o seu desenvolvimento e o progresso crescente da vasta zona em que se insere estão já a oferecer e prometem. Com este espírito e esta atitude haveremos de continuar a contribuir para que Macau perdure, para que o seu espírito continue vivo e irradiante.

A presença e a ligação dos Macaenses ao Território é o factor fundamental da continuidade do espírito de Macau, um factor importantíssimo da preservação da sua identidade, e eu estou confiante que essa permanência e essa ligação se irão verificar, graças, uma vez mais, a esse traço essencial da personalidade portuguesa, à capacidade de compreender outras civilizações, de transmitir, respeitar e absorver os traços culturais determinantes, que é uma das grandes qualidades de inteligência e de temperamento dos Macaenses.

As Comunidades Macaenses espalhadas pelo Mundo poderão ter neste contexto um papel importantíssimo e por isso faço a todos vós um apelo veemente, um apelo de alguém que também ficou preso para sempre ao encanto desta Terra e partilha o mesmo anseio e uma grande confiança, relativamente ao seu destino.

Venham a Macau, façam de Macau um lugar de encontro, um lugar de peregrinação. Façam-no pela comunidade portuguesa de Macau que aqui permanecer, façam-no por aqueles que partirem, façam-no por Macau, por Macau que estou certo haverá de perdurar, nele perdurando Portugal, assim se cumprindo o legado de gerações e gerações de macaenses.

Macau, 4 de Novembro de 1993

Fotos do 1º Encontro da Revista Macau – edição de Dezembro de 1993

1o. Encontro Comunidades Macaenses (04)

1o. Encontro Comunidades Macaenses (06)

* As fotos em preto/branco são da publicação do 1º Encontro do Governo de Macau/Fundação Oriente.

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3 comentários em “20 anos do 1º Encontro das Comunidades Macaenses

  1. Pingback: 20 anos depois do 1º encontro de macaenses | AICL – Ass. Int'l dos Colóquios da Lusofonia

  2. Jorge Robarts
    02/12/2013

    O texto escrito por Lourenço da Conceição, está perfeito e corresponde ao que julgo saber, à verdade. O grupo de trabalho concebido por ele tb. está correto, uma vez que são todos nascidos e criados em Macau. Tiveram sorte em ter como governantes de Macau, o Gov.Rocha Vieira e o Salavessa da Costa (ambos conhecedores da terra e dos macaenses) grandes amigos de Macau e de muitos macaenses e chineses. (isto não quero dizer que os outros governantes portugueses não tivessem sido, na sua esmagadora maioria, dedicados à causa macaense e da sua população, mas isto refere-se a outras datas).Mas o que antevejo é que esses Encontros de enorme significado para nós macaenses de expressão portuguesa, não terá o mesmo efeito nos atuais governantes de Macau, embora tb. eles macaenses, MAS são de cultura, tradições, hábitos e a maneira de pensar, diferentes de nós… por isso, estou em crer que, em menos tempo do que esperávamos os Encontros acabarão, como a uma vela que chega ao fim do pavio. Mas é lógico e natural que isso aconteça. Grande abração aos meus conterrâneos.

    • Estás com toda a razão Giga. Desta vez, longe do Encontro, consigo observar melhor o evento. É difícil entender a crise prévia nos bastidores antes que ameaçaram a edição de 2013, e depois os belos discursos conforme lidos nos jornais. Obviamente o que interessa são as aparências.

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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