Cronicas Macaenses

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1º de Outubro, dia da República Popular da China

Nesta data, 1º de Outubro, é o dia nacional da República Popular da China – RPC.  Momento oportuno para trazer alguns detalhes, que talvez alguns dos leitores não conheçam, assim como vim a saber após pesquisas para publicação desta postagem. (fonte: Wikipedia e You Tube)

Símbolos

Bandeira nacional da RPC

Bandeira da República Popular da China

A bandeira nacional da República Popular da China é vermelha com cinco estrelas amarelas no canto superior esquerdo. Todas as estrelas são de cinco pontas, sendo que a estrela maior simboliza o PCC (Partido Comunista da China), e as quatro menores estrelas simbolizam o povo chinês. A relação das estrelas significa a união popular sob o comando do PCC. A cor vermelha da bandeira simboliza a revolução de 1949, e a cor amarela das estrelas é para destacar a claridade da terra vermelha.

China brasão de armas

Brasão de armas da República Popular da China

O emblema nacional da República Popular da China (中华人民共和国国徽) contém uma representação da porta de entrada da Cidade Proibida na Praça Tiananmen em Pequim, num círculo vermelho. Por cima desta representação estão cinco estrelas que se encontram também na bandeira da República Popular da China. As cinco estrelas representam a união dos povos chineses. Algumas pessoas interpretam estas cinco estrelas como a união das cinco principais nacionalidades, enquanto que outras interpretam como as cinco principais classes sociais.

O círculo é rodeado por uma borda que contém espigas de arroz e de trigo, que simbolizam a filosofia Maoísta de uma revolução da agricultura, assim como os agricultores. Na parte inferior encontra-se uma roda dentada que representa os operários industriais.

Estes elementos, no seu conjunto, foram concebidos para simbolizarem as lutas anti-imperialistas e anti-feudais do povo chinês desde o Movimento do 4 de Maio, e da coligação dos prolietariados que fundaram a República Popular da China.

O emblema foi concebido pelo arquitecto Liang Sicheng. Foi oficializado como emblema nacional a 20 de Setembro de 1950, pelo Governo Central do Povo.

Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China

Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China

Qual o motivo da República Popular da China comemorar o dia nacional em 1º de Outubro?

Os conflitos da Guerra Civil Chinesa terminam em 1949, quando o Partido Comunista tomou o controle da China continental e o partido nacionalista Kuomintang recuou para o mar, reduzindo seu território para apenas Taiwan, Hainan e suas ilhas vizinhas. Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China. Em 1950, o Exército de Libertação Popular (ELP) teve sucesso na recaptura de Hainan da República da China, ocupou o Tibete e derrotou a maioria das forças remanescentes do Kuomintang nas províncias de Yunnan e Xinjiang, apesar de alguns redutos do Partido Nacionalista ainda tiverem sobrevivido por muito mais tempo.

Sun Yat Seng, do museu/memorial em Macau

Sun Yat Seng, do museu/memorial em Macau

Antes da implantação da República Popular da China, o regime imperial tinha sido substituído pela República da China. Leia:

Em 1 de janeiro de 1912, a República da China foi estabelecida, anunciando o fim da China Imperial. Sun Yat-sen do Kuomintang (Partido Nacionalista ou KMT) foi proclamado o presidente provisório da República. No entanto, a presidência foi dada mais tarde a Yuan Shikai, um ex-general Qing, que tinha assegurado a deserção de todo o Exército de Beiyang do império Qing à revolução. Em 1915, Yuan proclamou-se Imperador da China, mas foi forçado a abdicar e restabelecer a república em face da condenação popular, não só da população em geral, mas também do próprio Exército de Beiyang e de seus comandantes.

– A República Popular da China é o terceiro maior país do mundo em área terrestre e é considerado o terceiro ou quarto maior em relação à área total.

– A China faz fronteira com Mongólia, Rússia, Coréia do Norte, Vietnam, Laos, Mianmar (antiga Birmânia), Índia, Butão, Nepal, Paquistão, Afeganistão, Tajiquistão, Quirguistão e Cazaquistão

– A moeda é Renminbi (Yuan) (RMB¥)

– População:- Estimativa de 2010 = 1.338.612.968 habitantes  (1.º)  /  Censo em 2000 = 1.242.612.226 habitantes  /  Densidade: 139,6 hab./km²

Educação: Em 2007, 93,3% da população acima de 15 anos de idade era alfabetizada. A taxa de alfabetização da juventude chinesa (idade 15-24) foi de 98,9% (99,2% para o sexo masculino e 98,5% feminino), em 2000. Em março de 2007, a China anunciou a decisão de tornar a educação uma “prioridade estratégica nacional”.

Xanghai

Xangai

– As dez maiores cidades:

1º Xangai: 22.315.426 habitantes

2º Pequim: 18.827.000 h.

3º Tianjin:  11.090.314 h.

4º Cantão/Guangdong: 11.070.654 h.

5º Shenzhen/Guangdong: 10.357.938 h.

6º Dongguan/Guangdong: 8.220.937 h.

7º Chengdu/Sichuan: 7.123.697 h.

8º Hong Kong/RAE: 7.055.071 h.

9º Nanquim/Jiangsu: 6.852.984 h.

10º  Wuhan/Hubei: 6.434.373 h.

China_linguistic_map

A linguística/os dialectos na China

– Os idiomas mais falados na China pertencem à família linguística sino-tibetana. Há também vários grandes grupos linguísticos dentro da língua chinesa. As variedades mais faladas são o mandarim (nativamente falado por mais de 70% da população), o wu (inclui o xangainês), o yue (inclui o cantonês e o taishanês), o min (inclui hokkien e teochew), o xiang, o gan e o hakka. Línguas não-sínicas faladas amplamente por minorias étnicas incluem o zhuang, o mongol, o tibetano, o uigur, o hmong e o coreano. O mandarim padrão, uma variedade do mandarim baseada no dialeto de Pequim, é a língua oficial nacional e é usado como uma língua franca entre as pessoas de diferentes origens linguísticas.

– Composição étnica: A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos distintos, sendo o maior deles os chineses da etnia han, que constituem cerca de 91,51% da população total do país. Os han, o maior grupo étnico único do mundo, superam outros grupos étnicos chineses em cada província, município e região autônoma, exceto no Tibete e em Xinjiang. Eles são descendentes de antigas tribos huaxia que viviam ao longo do rio Amarelo

– As religiões tradicionais — budismo, confucionismo, taoismo e a religião tradicional chinesa — são as religiões dominantes. De acordo com várias fontes, o budismo na China possui entre 660 milhões (50%) a 1 bilhão de membros (80%),enquanto que o número de taoistas é de 400 milhões de pessoas (~30%). No entanto, devido ao fato de que uma pessoa pode participar de du as ou mais destas crenças tradicionais e, ao mesmo tempo, pela dificuldade em diferenciar claramente o budismo, o confucionismo, o taoismo e a religião tradicional chinesa, o número de adeptos dessas religiões podem ser sobrepostos. Além disso, os seguidores do budismo e do taoismo não são considerados necessariamente religiosos por aqueles que seguem tais filosofias.

Jato de guerra Chengdu J-10

Jato de guerra Chengdu J-10

– Com mais de 2,3 milhões de soldados ativos, o Exército de Libertação Popular (ELP), em inglês People’s Liberation Army (PLA), é a maior força militar do mundo, em termos de número de tropas, e possui o segundo maior orçamento de defesa do mundo. O ELP consiste de um exército, marinha, força aérea e uma força nuclear estratégica.

Veja o vídeo de um desfile militar na China em 1º de Outubro:

China hino

HINO NACIONAL DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA – “A MARCHA DE VOLUNTÁRIOS”

As letras do hino traduzidos para o português na Wikipedia são diferentes da versão inglesa. Se observarem bem, em português tem alguma semelhança com o hino de Portugal (talvez a fonte da página na enciclopédia seja de Portugal-vide mais abaixo). Veja a diferença:

Levantai-vos! Os que recusam a serem escravos!

Com nosso suor e sangue construiremos uma nova grande muralha!

A nação chinesa enfrenta um grande perigo,

Todos estão nos forçando para o último urro,

Levantai-vos! Levantai-vos! Levantai-vos!

Nossos milhões de corações que batem em uníssono

Contra os fogos dos canhões dos inimigos, avançar!

Contra os fogos dos canhões dos inimigos,

Avançar! Avançar! Avançar!

Em inglês 

March on! Heroes of every nationality!

The great Communist Party leads us in continuing the Long March,

Millions with but one heart toward a communist tomorrow,

Bravely struggle to develop and protect the motherland.

March on, march on, march on!

We will for many generations,

Raise high Mao Zedong’s banner, march on!

Raise high Mao Zedong’s banner, march on!

March on! March on! On!

– Marcha dos Voluntários (em chinês: 義勇軍進行曲; em pinyin: Yiyonggjun Jinxingqu) é o actual hino nacional da República Popular da China. Foi adoptado em 1949 quando o Partido Comunista Chinês subiu ao poder, substituindo o anterior hino “San Min Chu I”,. Marcha dos Voluntários tem letra de Tian Han em música de Nie Er. (fonte Wikipedia portuguesa)

China antiga (01)

A Grande Muralha

Etimologia

A palavra “China” é derivada do persa Cin (چین), que por sua vez é derivado do sânscrito Cina (चीन). O termo é registrado pela primeira vez em 1516 no diário do explorador português Duarte Barbosa. A palavra sânscrita foi usada para se referir à China já em 150 d.C. Há várias teorias acadêmicas sobre a origem desta palavra. A teoria tradicional, proposta no século XVII por Martino Martini, é a de que a palavra China é derivada de Qin (秦), o mais ocidental dos reinos chineses durante a dinastia Zhou, ou a partir do sucesso da dinastia Qin (221–206 a.C.). A palavra Cina é usada em duas escrituras hindus – o Mahābhārata, do século V a.C., e no Código de Manu, do século II a.C.–referindo-se a um país localizado na fronteira tibetana-birmana no leste da Índia.

Na China, os nomes comuns para se referir ao país incluem Zhōngguó (chinês simplificado: 中国, literalmente ‘O(s) Estado(s) do Meio’) e Zhonghua (chinês simplificado: 中华), embora o nome oficial do país tenha sido alterado inúmeras vezes por sucessivas dinastias e governos modernos. O termo Zhongguo apareceu em vários textos antigos, como o Shujing do século VI a.C, e em tempos pré-imperiais ele foi muitas vezes usado como um conceito cultural para distinguir o Huaxia dos bárbaros. O termo, que pode ser singular ou plural, se refere ao grupo de Estados na planície central da China. Foi só no século XIX que a expressão surgiu como o nome formal do país. Os chineses não eram os únicos a definir a sua nação como “central”, já que outras civilizações tinham a mesma opinião sobre si mesmas.

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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