Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Petit Palais, o Museu das Belas Artes de Paris

Petir Palais, Paris, França

Petir Palais, Paris, França

(fotografia de/photos by Rogério P.D. Luz – em 2008)

De um lado da Avenida Winston Churchill, o Petit Palais, à letra “Pequeno Palácio”, e do outro lado, logo à frente, o Grand Palais ou “Grande Palácio”.  Ambos prédios imponentes e históricos de Paris, França.

No dia da minha visita ao Petit Palais, apanhei o metrô (metro) para ir ao Arco do Triunfo. Depois desci a célebre avenida Champs-Élysées e virando à direita no final entrei na avenida onde estão localizados estes majestosos palácios de arte e de exposições.  O objetivo ainda era passar pelo complexo do Hôtel des Invalides, para finalmente chegar à Torre Eiffel e fazer um passeio de barco pelo Rio Sena.  Era Agosto em Paris e só começava escurecer lá pelas 10 da noite, daí que o dia era super aproveitável.  Tudo isso feito a pé, o que é bem viável e não tão cansativo assim, pois nada melhor que caminhar para apreciar a bela paisagem da cidade.

Vamos então conhecer este belo Palácio das Belas Artes da Cidade de Paris, ou Petit Palais, sob as minhas lentes fotográficas e com textos da Wikipedia:

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Na época a entrada era gratuita, fechando na 2ª feira e feriados

O Grand Palais, grande centro de exposições e mostras de arte, que fica defronte ao Petir Palais do outro lado da avenida Winston Churchill

O Grand Palais, grande centro de exposições e mostras de arte, que fica defronte ao Petir Palais do outro lado da avenida Winston Churchill

PETIT PALAIS – Museu das Belas Artes de Paris

(fonte: Wikipedia portuguesa)

O Petit Palais é um edifício histórico e museu das belas artes situado no 8º Arrondissements de Paris, na avenida Winston Churchill, zona dos Champs Élysées. O edifício foi construído pelo arquitecto Charles Girault para a Exposição Universal de 1900, fazendo parte de um conjunto monumental com o Grand Palais e a Ponte Alexandre III.

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“A fachada, ornamentada por uma colunata jónica, tem cerca de 150 metros de comprimento, possuindo ao centro um grande pórtico monumental coroado por uma cúpula”

História

Charles Girault concebeu para o Petit Palais uma planta trapezoidal, em estilo eclético, organizada em volta dum jardim semi-circular cercado por um peristilo. Os espaços de exposição situam-se no primeiro andar, sendo o rés-do-chão reservado, originalmente, aos gabinetes e depósitos.

A fachada, ornamentada por uma colunata jónica, tem cerca de 150 metros de comprimento, possuindo ao centro um grande pórtico monumental coroado por uma cúpula. O interior apresenta galerias iluminadas apenas pela luz natural, com o recurso a grandes superfícies vidradas, cúpulas transparentes e uma série de largas janelas, permitindo uma maior integração do interior com o exterior. A decoração completa-se com numerosos baixos relevos.

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Aberto como museu no dia 11 de Dezembro de 1902, com o nome de Palácio das Belas Artes da Cidade de Paris, recebeu uma rica decoração de pinturas murais entre o ano da sua inauguração e 1925. A decoração escultórica é igualmente significativa, com diversas figuras alegóricas, bustos e relevos. Os elementos em ferro forjado são parte essencial da decoração, sendo especialmente notáveis no portão da entrada e nas escadarias. O prédio também é ornamentado com vitrais, mosaicos e pisos com pedras nobres, num conjunto luxuoso e imponente.

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A fachada do Musée royal de l’Afrique centrale (Museu Real da África Central) de Tervuren, na Bélgica, igualmente desenhado por Charles Girault, viria a retomar, em parte, a composição e os motivos do Petit Palais.

A arquitectura do Petit Palais lembra muito significativamente a da Ópera de Saigon, na antiga capital da Indochina francesa, actualmente no Vietnam, construída igualmente naquele ano de 1900.

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A renovação

Entre Janeiro de 2001 e junho de 2005, o Petit Palais esteve fechado para renovação. A responsabilidade dos trabalhos esteve assegurada pelo Atelier d’architecture Chaix & Morel et associés.

O Petit Palais reabriu as portas ao grande público no dia 10 de Dezembro de 2005, expondo trabalhos de três fotógrafos: Flora, Patrick Tourneboeuf e Bruno Delamain.

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Espaços de exposição suplementares foram criados no rés-do-chão (térreo) (22 000 m² no total), com as reservas relegadas para o sub-solo. A exposição permanente está exposta à esquerda da entrada, as temporárias à direita.

Entre as duas alas, ao fundo do jardim, um café permite refrescar-se. As janelas dos espaços de exposição e os vitrais das colecções permanentes foram devolvidos à sua iluminação natural. Os gabinetes situam-se por cima das exposições temporárias.

Um anfiteatro foi criado no rés-do-chão (térreo), abaixo do jardim.

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As colecções

O acervo começou a ser formado com a reunião de obras financiadas pela municipalidade de Paris a partir de 1870, através de salões de arte ou encomendadas directamente a artistas. Desde então, a colecção tem sido ampliada constantemente por grandes doações, possuíndo actualmente peças datadas entre antiguidade clássica e o fim do século XIX. As colecções do século XX encontram-se no Palais de Tokyo. É especialmente importante a coleção de ícones ortodoxos, a maior da França.

A museografia escolhida para as exposições é mista, com peças de vários géneros expostas num mesmo espaço, o que permite confrontos e complementações, enriquecendo a apreciação dos desenvolvimentos estilísticos e das influências mútuas entre as várias modalidades da arte de cada período focado, sempre numa abordagem pedagógica. Uma das suas alas é dedicada às exposições permanentes e a outra às temporárias.

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De entre as doações recebidas podem citar-se as mais importantes:

Eugène e Auguste Dutuit cederam as suas colecções em 1902, enriquecida com quase 20.000 peças e comportando diversas obras maiores da Escola Holandesa (entre as quais um auto-retrato de Rembrandt e o Enlèvement de Proserpine de Rubens), antiguidades greco-romanas, objectos de aret da Idade Média e do Renascimento, além de gravuras e desenhos de de vários mestres, como Martin Schongauer, Albrecht Dürer, Rembrandt e Fragonard, entre outros.

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Edward e Julia Tuck cederam em 1930 a sua colecção de objectos de arte francesa do século XVIII.

Ambroise Vollard cedeu várias obras modernas ao museu, entre as quais podem citar-se o Portrait d’Ambroise Vollard au chat, por Pierre Bonnard (1924), ou um outro retrato do mecenas por Paul Cézanne (1899).

Roger Cabal legou ao museu a já citada colecção de ícones em 1998.

Paralelamente a estas doações, o museu via adquirir numerosas obras, entre as quais vários quadros de Gustave Courbet.

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Peristilo do jardim interior

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Debaixo das arcadas tem um café-restaurante e obras de arte

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No jardim externo tem uma estátua dedicada ao premier britânico Winston Churchill, justificando a denominação da avenida na qual o Petit Palais está localizado

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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