Cronicas Macaenses

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Dia da Proclamação da República Portuguesa – 5 de Outubro

REPUBLICAÇÃO DA POSTAGEM DE 2012 – PARA QUE NUNCA ESQUEÇAMOS DA DATA E DEIXAR DE DÁ-LA A DEVIDA IMPORTÂNCIA

5 de Outubro de 1910, caía a monarquia, a República Portuguesa era proclamada.  Passados 102 anos, a data vive o seu último ano como feriado nacional.  Em 2013, será um dia comum de trabalho.  Uma professora de história classificava a decisão como «uma agressão à memória histórica dos portugueses». Portugal passa a ter apenas uma data nacional comemorada com feriado em 10 de Junho, a título de – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Vamos conhecer um pouco da sua história:

Leitura da proclamação da República na sessão inaugural da Constituição Portuguesa

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (Wikipédia)

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.

Proclamação da república por José Relvas

 

A BANDEIRA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A Bandeira de Portugal é a bandeira nacional da República Portuguesa. É um bicolor rectangular com um campo desigual dividido em verde na tralha, e vermelho na batente. O brasão de armas (a Esfera armilar e o Escudo português) está centrado sobre o limite das cores da bandeira, a uma distância igual das bordas superior e inferior. A 30 de Junho de 1911, menos de um ano após a queda da monarquia constitucional, este projecto foi oficialmente adoptado para a nova bandeira nacional, após ser seleccionado, entre várias propostas, por uma comissão cujos membros incluíam Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho.

A conjugação do novo dominio de cores, especialmente o uso do verde, não era tradicional na composição da Bandeira Nacional Portuguesa e representou uma mudança radical de inspiração republicana, que rompeu o vínculo com a bandeira monárquica religiosa. Desde da tentativa frustrada de insurreição republicana a 31 de Janeiro de 1891, o vermelho e o verde tinham sido estabelecidos como as cores do Partido Republicano Português e seus movimentos associados, cuja importância política continuou crescendo até atingir um período de auge na sequência da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.[4] Nas décadas seguintes, essas cores foram popularmente propagandeadas como representação da esperança da nação (verde) e sangue (vermelho) daqueles que morreram defendendo-a, de maneira a dotá-la de uma forma mais patriótica e digna, portanto, menos política e sentimental.

O design da bandeira actual representa uma mudança dramática na evolução da norma portuguesa, que foi sempre intimamente associada com as armas reais. Desde a fundação do país, a bandeira nacional evoluiu da cruz azul sobre fundo branco de Dom Afonso Henriques ao brasão de armas da monarquia liberal sobre um rectângulo azul-e-branco. Entre estes, grandes mudanças associadas a determinantes eventos políticos contribuíram para sua evolução ao design actual.

O Jaque Nacional é hasteado na proa dos navios de guerra da Marinha Portuguesa e significa que o navio está em estado de armamento. É quadrado, com o campo encarnado rodeado de uma orla verde, tendo ao centro as Armas de Portugal.

O Estandarte Nacional é a versão para desfile da Bandeira de Portugal. Existe um exemplar por cada uma das unidades militares ou militarizadas que a ele têm direito, sendo transportado em paradas ou em outras cerimónias. O modelo padrão foi estabelecido em 1911 e consiste numa bandeira talhada em seda, com as dimensões de 1,20 m x 1,30 m. As Armas Nacionais são rodeadas por duas vergônteadas douradas, cruzadas em baixo, e presas por um lanço branco com a inscrição “Esta é a Ditosa Pátria Minha Amada”.

Fuzileiros navais desfilam com o Estandarte Nacional

Curiosidade

Em escala em Lisboa, o presidente brasileiro eleito Hermes da Fonseca testemunhou a revolução a bordo do Encouraçado São Paulo da Marinha do Brasil

Clique na imagem (arquivo de 1,5 Mb) abaixo para ver o que o jornal do Brasil: O Estado de São Paulo (nome atual do diário) publicou a respeito da primeira notícia da “A República em Portugal” na sua edição de 6 de Outubro de 1910 (extraído do acervo digital do jornal):

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Informação

Publicado em 05/10/2013 por em Forças Armadas, PORTUGAL, República Portuguesa.

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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