Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Ano Novo chinês 2014 na Liberdade, em São Paulo

O palco montado na Praça da Liberdade contemplado pelo dragão

O palco montado na Praça da Liberdade contemplado pelo dragão

Como já é tradição no bairro oriental da Liberdade, em São Paulo, o Ano Novo chinês de 2014 foi comemorado no fim de semana de 2 e 3 de fevereiro. Era para saudar o Ano do Cavalo.

No palco montado na Praça da Liberdade, milhares de pessoas ao longo dos dois dias puderam assistir a apresentações ininterruptas desde a manhã até o fim da tarde.  Eram academias exibindo arte marcial e dança do leão, dança e música chinesa, tai chi, desfiles de trajes chineses, palestras de feng shui e até de caligrafia chinesa, encerrando com queima de fogos de artifício. Na parte da manhã diversas academias de artes marciais faziam o seu desfile com dança do leão pela Rua Galvão Bueno.

Mesmo com tempo limitado para uma maior permanência na Liberdade, fizemos questão de lá ir para dar uma olhada rápida nas festividades e algumas fotografias para o blog. Na altura, ficava a imaginar os novos tempos da crescente imigração chinesa que praticamente tomou conta deste bairro oriental com lojas e restaurantes, em comparação com a época da minha chegada a São Paulo em 1968, vindo de Macau, hoje China, quando as coisas chinesas eram uma raridade.

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (04)

As barracas da JCI Brasil-China na praça

Um detalhe chamou-me atenção, já na minha pesquisa sobre a programação dos festejos na praça.  A organização do evento Ano Novo, já há anos, era de uma organização de jovens de 18 a 40 anos, a JCI Brasil-China.  E pelo visto, são esforçados, pois além das atividades na Liberdade, previamente às datas, já faziam apresentações em outras localidades, para sua promoção, como a famosa Avenida Paulista ou o Parque de Aclimação.  Nunca se viu tanta dança de leão na cidade. Hoje os chineses já não são tão confundidos por japoneses ou nisseis.

A pesquisar pela JCI Brasil-China, no Facebook, vi que têm como missão: “contribuir para o progresso da comunidade mundial proporcionando às pessoas jovens a oportunidade de desenvolver a capacidade de liderança, a responsabilidade social, o espírito empresarial e o companheirismo necessários para criar mudanças positivas”. Como descrição da associação assim se definem: “a JCI é uma associação mundial de pessoas jovens, entre 18 e 40 anos, que buscam de maneira geral criar uma mudança positiva“.

O histórico da associação a nível mundial diz que “a JCI surgiu em 1910, na cidade de St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos da América. Atualmente a JCI Internacional congrega mais de 160.000 jovens de 115 países e territórios. A Sede Mundial está situada em St. Louis, mesma cidade onde a organização foi criada. No Brasil, a primeira unidade da JCI foi fundada em 1947, pelo senhor Victor Bouças, na cidade do Rio de Janeiro”.  

Pelo Facebook percebi que já existem novas associações como a JCI Brasil-Japão e a JCI Brasil-Coreia. Ousando explorar a imaginação, logo pensei … “vai que … acaba um dia surgindo uma JCI Brasil-Macau em São Paulo” formada por jovens da comunidade macaense de São Paulo na mesma faixa de idade, de 18 a 40 anos?! Isto, já que os jovens desapareceram da Casa de Macau, cada um com seus compreensíveis motivos? Acho que isso causaria um alvoroço entre nós, já que nenhuma pessoa de terceira idade, que é a ampla maioria, poderia administrar por tempo determinado ou com cargos vitalícios nesta associação.  Aliás, nem poderiam ser sócios. Uma contrapartida?

Ora ora, uma ficção, claro! Mas que vejamos na JCI um exemplo que é necessário dar oportunidade e acreditar no trabalho de jovens, isto, até, ou pouco mais de 40 anos. Não podemos criar regras que impeçam uma renovação ou que o jovem possa visualizar um horizonte que o permita ter uma maior participação nas decisões ou em atividades de toda espécie por ele ter nascido no país de acolhimento de seus pais, avós ou em outras localidades, ou então que não atendam a exigências específicas insuperáveis e que o enquadrem em uma outra classificação. Fica aqui uma opinião para reflexão.

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (01)

Academias de artes marciais circulavam com os seus leões e dragões. A maioria dos integrantes são formados por brasileiros.

Todos queriam uma foto com o leão dançante

Todos queriam uma foto com o leão dançante

Referências e links:

– JCI Brasil-China no Facebook: https://www.facebook.com/JCI.BrasilChina

– JCI-Ano Novo chinês com muitas fotos dos eventos em São Paulo: https://pt-br.facebook.com/anonovochines

– website do Ano Novo chinês de 2014 em São Paulo: http://www.anonovochines.org.br/

– JCI Brasil-Japão: https://www.facebook.com/jcibrasiljapao

– JCI Brasil-Coreia: https://www.facebook.com/jcibrkr

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (05)

Milhares de pessoas circularam pela Liberdade nos dois dias de festividades. Muitos compraram chapéus chineses que custavam apenas R$ 2,00

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (02)

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (08)

Sao Paulo Ano Novo chines 2014 (12)

Uma pausa para um lanche foi na padaria chinesa. Lanche de chár siu páu, dos grandões. Muito bom!

Uma pausa para um lanche foi na padaria chinesa. Lanche de chár siu páu, dos grandões. Muito bom! Fica na Rua dos Estudantes, ao lado da Praça da Liberdade.

O interior da padaria com grande variedade de pães, salgados e doces.  Até tem "poló páu".

O interior da padaria com grande variedade de pães, salgados e doces. Até tem “poló páu”. Você se serve sózinho.

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Publicado às 12/02/2014 por em Ano Novo chinês 2014 e marcado , , .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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