Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

O Pantheon de Roma

Roma Pantheon (01)

Reconstruído no ano 125 d.C. durante o reinado do imperador Adriano, o Pantheon ou Panteão é uma das construções antigas mais bem conservadas até os dias de hoje.  A sua cúpula é a maior já construída antes da descoberta do concreto armado no século XX, até superior à da Basílica de São Pedro no Vaticano. Com um orifício no centro para entrada da claridade do sol, quando chove, torna-se em uma atração extra.

Esta é a imperdível atração turística de Roma que fomos visitar na noite do último dos três dias que lá permanecemos.  Era novembro de 2010, e estávamos a caminho de Macau pela Air France quando fizemos uma parada em Paris e daí pegamos o avião da Alitalia para Roma.  O incoveniente da época, no inverno europeu, é que o dia escurece logo após as 16 horas e para aproveitar o máximo da viagem tem que fazer passeios à noite.  Ainda bem que o Pantheon estava aberto, encerrando as portas às 19:30 hrs nos dias de semana e pudemos visitar este atrativo, antes de seguir para a Piazza (Praça) Navona e depois rumar ao hotel para arranjar as malas.

Vejamos as fotos que fiz, bastante prejudicadas pela pouca claridade, e o histórico do Patheon recolhido da Wikipedia:

Roma Pantheon (02)

O interior em forma de círculo, vendo-se a área cercada no centro, onde cai a água da chuva ou a claridade do sol, devido ao orifício no centro da cúpula.

Panteão ou Pantheon em Roma Itália

texto da Wikipedia

O Panteão, situado em Roma, Itália, também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. É famoso pela sua cúpula.

O Panteão original foi construído em 27 a.C., durante a República Romana, durante o terceiro consulado de Marco Vipsânio Agripa. Efectivamente, o seu nome está inscrito sobre o pórtico do edifício. Lê-se aí: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT, o que significa: “Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul”.

De facto, o Panteão de Agripa foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído em 125, durante o reinado do imperador Adriano, como se pode comprovar pelas datas impressas nos tijolos que fazem parte da sua estrutura. A inscrição original, referindo-se à sua fundação por Agripa foi, então, inserida na fachada da nova construção de acordo com uma prática habitual nos projectos de reconstrução devidos a Adriano, por toda a Roma.

Roma Pantheon (09)

Vista ao fundo da porta de entrada

Adriano caracterizava-se pelo seu cosmopolitismo, viajou bastante pelas regiões orientais do império, e foi um grande admirador da cultura grega. O Panteão nasceu do seu desejo de fundar um templo dedicado a todos os deuses, num gesto ecuménico ou sincretista que abarcasse os novos povos sob a dominação do Império Romano, já que estes ou não adoravam os antigos deuses romanos ou (o que acontecia cada vez mais) adoravam-nos sob outras designações, adoptando deuses estrangeiros.

O edifício, circular, tem um pórtico (também denominado pelo termo grego “pronaos”) com três filas de colunas (8 colunas na fila frontal, 16 ao todo), sob um frontão. O interior é abobadado, sob uma cúpula que apresenta alvéolos (em forma de caixotões) no interior, em direcção a um óculo que se abre para o zénite. Estes alvéolos, além de serem utilizados esteticamente, também foram pensados para diminuir a quantidade de concreto (betão)a ser utilizado na estrutura, tornando-a mais leve. Da base da rotunda até ao óculo vão 43 metros – a mesma medida do diâmetro da base – o que significa que o espaço da cúpula se inscreve no interior de um cubo imaginário.

Em 608, o imperador bizantino Focas ofereceu o edifício ao Papa Bonifácio IV que o consagrou, em 609, como igreja cristã dedicada a Santa Maria e Todos-os-Santos (Mártires) – nome que mantém actualmente. A sua cúpula é a maior que chegou até nós da antiguidade e foi durante muito tempo a maior de toda a Europa Ocidental, até que Brunelleschi criou a cúpula (duomo) de Florença, completada em 1436.

Roma Pantheon (03)

A maior cúpula construída antes da descoberta do concreto armado no séc. XX, representa o céu e a abertura, o óculo, o Sol

A consagração do edifício como igreja salvou-o do vandalismo e destruição deliberada que as antigas construções da Roma antiga sofreram durante o início do período medieval. A única perda a registar prende-se com as esculturas que adornavam o tímpano do frontão, acima da inscrição relativa a Agripa. O interior de mármore e as grandes portas de bronze resistiram ao passar do tempo, ainda que estas últimas tenham sido restauradas mais de uma vez.

Desde o Renascimento que o Panteão é utilizado como última morada de personalidades italianas ilustres, como os pintores Rafael e Annibale Carracci , o arquitecto Baldassare Peruzzi, além de dois reis de Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I. A mulher de Humberto I, Margarida I, também foi aí sepultada.

Roma Pantheon (06)

Aqui jaz Humberto I de Itália – Umberto Rainiero Carlos Emanuel João Maria Fernando Eugênio de Saboia (em italiano: Umberto Rainerio Carlo Emanuele Giovanni Maria Ferdinando Eugenio di Savoia) (Turim, 14 de março de 1844 – Monza, 29 de julho de 1900), cognominado “o Rei Bom”, foi o segundo rei da Itália.

Roma Pantheon (10)

Roma Pantheon (08)

Aqui jaz Vítor Emanuel II da Itália -  Vítor Emanuel II da Sardenha , Vítor Manuel II da Sardenha, Vítor Emanuel I da Itália ou Vítor Manuel I da Itália (em italiano: Vittorio Emanuele di Savoia; 14 de março de 1820 - 9 de janeiro de 1878) foi o primeiro rei da Itália, de 1861 a 1878, após a unificação. Era membro da Casa de Saboia e foi, de 1849 a 1861, rei da Sardenha, que então englobava, além da ilha de Sardenha, o Piemonte e Saboia .

Aqui jaz Vítor Emanuel II da Itália –
Vítor Emanuel II da Sardenha , Vítor Manuel II da Sardenha, Vítor Emanuel I da Itália ou Vítor Manuel I da Itália (em italiano: Vittorio Emanuele di Savoia; 14 de março de 1820 – 9 de janeiro de 1878) foi o primeiro rei da Itália, de 1861 a 1878, após a unificação. Era membro da Casa de Saboia e foi, de 1849 a 1861, rei da Sardenha, que então englobava, além da ilha de Sardenha, o Piemonte e Saboia .

Roma Pantheon (12)

Imagm da Wikimedia Commons, de Giovanni Paolo Pannini (1691–1765)

Imagem da Wikimedia Commons, de Giovanni Paolo Pannini (1691–1765)

Um corte dá uma visão de como é o Pantheon

Uma visão recortada do Pantheon dá uma ideia da sua construção. Imagem da Wikimedia Commons

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Publicado às 25/02/2014 por em BRASIL, Pantheon e marcado , , , , , .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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