Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Arte contemporânea chinesa, sua história

No ensejo da exposição inédita em São Paulo – China Arte Brasil – é oportuno contar a história da arte contemporânea chinesa, e inclusão nesta postagem de mais fotos dessa mostra.  Para o objetivo fui pesquisar na internet algo que pudesse esclarecer a respeito e achei o texto abaixo da FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, que reproduzo na íntegra, publicada por ocasião da exposição “Tesouros da China” que aconteceu nas suas dependências.

Antes, vejamos o que a Wikipédia nos explica sobre o surgimento da Arte Contemporânea no mundo:

ChinaArteBrasil 2014 (166)

 

Arte Contemporânea (Wikipédia)

Não há um consenso entre os autores sobre o início do período contemporâneo na arte. Neste artigo considera-se que a arte contemporânea, em seus estilos, escolas e movimentos, tenha surgido por volta da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, como ação de ruptura com a arte moderna.

Depois da guerra os artistas mostraram-se voltados às verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade. Sobrepôs-se aos costumes, a necessidade da produção em massa. Quando surgia um movimento na arte, este revelava-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas.

A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 60, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude. A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura.

Além disso, os avanços tecnológicos foram convulsivamente impulsionados pela corrida espacial e, como mostra dessa influência, as formas dos objetos tornam-se, quase subitamente, aerodinâmicas, alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. A ciência e a tecnologia abriram caminho à percepção das pessoas, de que a arte feita por outros, poderia estar a traduzir as suas próprias vidas.

A consciência ecológica e o reaproveitamento de materiais são temas recorrentes, que se popularizaram no final do século XX.5 Em paralelo, a revolução digital e a consequente globalização, por meio da internet, formam o período mais recente da contemporaneidade.

ChinaArteBrasil 2014 Ai WeiWei (08)

A HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA (CHINESA)

reprodução do texto publicado pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado

origem: http://www.faap.br/hotsites/hotsite_china/hist_arte_contemp.htm

As primeiras manifestações de modernismo na China aparecem em 1919 com o famoso Movimento de 4 de maio, em que os intelectuais e os artistas pregam uma ruptura com a tradição e buscam abraçar o mundo moderno tirando exemplo do ocidente.

Este movimento contribui para a Revolução de 1949 e nessa época os artistas viram-se em direção à pintura a óleo (youhua) como alternativa à pintura tradicional à tinta e pincel (guohua).

Os reformistas propõem tomar como exemplo o realismo ocidental e enviar os artistas para o exterior para que estudem as técnicas artísticas modernas e os sistemas de educação, de maneira a estabelecer academias próprias para difundir os novos métodos.

Em Paris, Lin Fengmian (1900 – 1991) adere ao Fauvismo, Liu Haisu (1896-1994) ao Impressionismo, enquanto Xu Beihong(1895-1952) permanece fiel ao Realismo do século XIX. É ele quem, de volta à China, convence as autoridades a estabelecer em Academias este modelo de pintura do real.É desta época que data a supremacia do Realismo nas Academias chinesas, supremacia que dura até hoje.

Depois da Revolução de 1949 e da proclamação da República Popular da China, um modelo rígido passa a ser aplicado aos artistas. Fundado sobre um texto redigido por Mao Tsé Tung em 1942, a arte é declarada estar ao serviço do povo e ao serviço da revolução.

A partir disso, a arte pela arte é banida e os artistas – considerados exército cultural – desenvolvem um realismo revolucionário  utopista colocando o proletariado e o campesinato como heróis.

O enquadramento e a censura são rígidos no interior das Academias e das associações de artistas, e encontram seu apogeu na Revolução Cultural (1966-1976) em que os artistas, assim como os intelectuais, são os alvos.

A morte de Mao Tsé Tung traz de volta, com a política da porta aberta de Deng Xia Ping, uma relativa liberdade de expressão para os artistas. Outros movimentos surgem e testemunham a chegada de uma verdadeira arte contemporânea chinesa.

A relação com o poder chinês continua difícil, os artistas não podem atacar o poder diretamente, mas agem através de ironia, alusões e zombaria. Nessa época, muitas exposições são censuradas e abortadas. Todavia, a situação das autoridades chinesas é hoje em dia mais tolerante e liberal.

Em 1993 ocorre a internacionalização do movimento. É nesse ano que acontece a Bienal de Veneza que apresenta 13 artistas chineses. Nos anos seguintes, vários museus recebem exposições desta vanguarda chinesa.

Em 1999, 25% dos artistas presentes na Bienal de Veneza são chineses. Cai GuoQiang é quem recebe o prêmio da Bienal com sua escultura-instalação “The rent collection courtyard”. Esta consagração se torna causa de uma polêmica complexa no meio da arte contemporânea na China. Esta polêmica revela as tensões entre a arte experimental e a arte acadêmica na China, entre intelectuais chineses e críticos ocidentais.

A Bienal de Xangai de 2000, com 2 curadores chineses e 2 curadores internacionais (Hou Hanru e Shimizu Toshio), consagra a abertura da China em matéria de arte contemporânea. A exposição “off bienal” e a famosa “Fuck-off” organizada pelo artista Ai Wei Wei, são bastante radicais e trazem experimentos de artistas a partir de fetos e de restos humanos. Na época, mesmo contra todas as expectativas, estas exposições não foram fechadas pelas autoridades.

Alguns Artistas Contemporâneos:

Qiu Zhi Jie

Rong Rong

Feng Mengbo

Wang Qingsong

He An

Wang Guangyi

Chen Wembo

MAIS FOTOS DA EXPOSIÇÃO DA ARTE CONTEMPORÂNEA CHINESA – CHINA ARTE BRASIL – QUE SE REALIZA NA OCA-MUSEU DA CIDADE NO PARQUE DO IBIRAPUERA NO PERIODO DE 10/04/2014 A 18/05/2014

VEJA A POSTAGEM ANTERIOR SOBRE A EXPOSIÇÃO COM 46 FOTOS NESTE LINK

*Fotografias de/photos by Rogério P.D. Luz*

(clicar nas fotos menores para ampliar)

ChinaArteBrasil 2014 Ai WeiWei (05)

ChinaArteBrasil 2014 (138)

ChinaArteBrasil 2014 (132)

ChinaArteBrasil 2014 (133)

ChinaArteBrasil 2014 (130)

ChinaArteBrasil 2014 (124)

ChinaArteBrasil 2014 (121)

ChinaArteBrasil 2014 (170)

ChinaArteBrasil 2014 (172)

ChinaArteBrasil 2014 (171)

ChinaArteBrasil 2014 (169)

ChinaArteBrasil 2014 (164)

ChinaArteBrasil 2014 (163)

ChinaArteBrasil 2014 (160)

ChinaArteBrasil 2014 (161)

ChinaArteBrasil 2014 (158)

ChinaArteBrasil 2014 (148)

ChinaArteBrasil 2014 (150)

ChinaArteBrasil 2014 (151)

ChinaArteBrasil 2014 (152)

ChinaArteBrasil 2014 (146)


ChinaArteBrasil 2014 (145)

ChinaArteBrasil 2014 (140)

ChinaArteBrasil 2014 (139)

ChinaArteBrasil 2014 (140)

ChinaArteBrasil 2014 (113)

ChinaArteBrasil 2014 (107)

ChinaArteBrasil 2014 (106)

ChinaArteBrasil 2014 (109)

ChinaArteBrasil 2014 (143)

ChinaArteBrasil 2014 (153)

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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