Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Uma ave chamada de ‘Arara Macao’

Arara macao

Arara macao no Parque das Aves, em Foz de Iguaçu, Brasil

‘Macao’ como é chamada a cidade de Macau em inglês, antigo território português na China, também é nome de uma ave, a Arara Macao. Vim saber na visita ao Parque das Aves, em Foz de Iguaçu, no Brasil.

Podia-se até pensar que houvesse alguma ligação com o território devolvido à China em 1999, mas não! Desde o histórico do autor da denominação dada em 1758 pelo botânico sueco Carolus Linnaeus à página dedicada à ave, na Wikipédia, não havia nenhuma referencia. Pode ser que o botânico tivesse ouvido falar de Macau naqueles tempos e por algum detalhe, talvez as cores, assim a chamou.

Da mesma forma, existe um vilarejo na França que se chama Macau, porém, também não se sabe a origem da denominação visto não há indício de alguma ligação. Agora, no Brasil, isto sim, há um município chamado de Macau, no estado do Rio Grande do Norte, cuja denominação é atribuída à deusa A-Má que foi dada por navegadores portugueses que a fundaram. Provavelmente tenham viajado por lá.

Digamos que, se quisermos estabelecer alguma ligação da ave com Macau, a Wikipéda diz “é uma das aves mais emblemáticas das florestas neotropicais, mas sua população vem declinando e em algumas áreas já foi extinta ou está em grande perigo“, e quanto a isso, seria coincidência com o que poderia estar a acontecer com os macaenses de língua portuguesa?

Conheça a Arara Macao:

Arara macao (01)

Parque das Aves, em Foz de Iguaçu, Brasil

(Wikipédia) A araracanga (Ara macao, Linnaeus*, 1758), também chamada aracanga, arara-macau, ararapiranga, macau e arara-vermelha-pequena, é a terceira maior representante do gênero Ara, que reúne araras e maracanãs. Ocupa um grande território na América que vai do sul do México até o norte do estado brasileiro do Mato Grosso. É uma das aves mais emblemáticas das florestas neotropicais, mas sua população vem declinando e em algumas áreas já foi extinta ou está em grande perigo. A população centro-americana está particularmente ameaçada. Entretanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, em 2009, classificou o estado da espécie globalmente como “pouco preocupante”

Arara macao (04)

Taxonomia e descrição

Foi descrita pela primeira vez por Lineu em 1758. Tradicionalmente, tem sido considerada uma espécie monotípica, como a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais ainda o faz, mas, há alguns anos, foi proposta a divisão em duas ou três subespécies. O Sistema Integrado de Informação Taxonômica reconhece apenas duas: Ara macao macao (Linnaeus, 1758), presente na América do Sul e Ara macao cyanopterus (ou cyanoptera) Wiedenfeld, 1995, que ocorre na América Central.

Os indivíduos desta espécie pesam cerca de quilogramas,12 com 85–91 cm de comprimento. Sua plumagem geral é vermelha com verde, asas em azul e amarelo e face glabra e branca. Os olhos vão do branco ao amarelo. Têm pernas curtas e uma longa cauda pontuda, asas largas, um bico largo, curvo e forte com parte superior branca e inferior negra e pés zigodáctilos, que os tornam hábeis escaladores e manipuladores de objetos. Quando voam e se alimentam, emitem um característico grito forte e rouco, como um RRAAAAH, e são capazes de articular sons imitando palavras humanas ou vozes de outros animais

Arara macao (02)

* Linnaeus: (Wikipédia) Carolus Linnaeus, em português Carlos Lineu, e em sueco após nobilitação Carl von Linné (Råshult, Kronoberg, 23 de maio de 1707 — Uppsala, 10 de janeiro de 1778) foi um botânico, zoólogo e médico sueco, criador da nomenclatura binomial e da classificação científica, sendo assim considerado o “pai da taxonomia moderna”. Foi um dos fundadores da Academia Real das Ciências da Suécia. Lineu participou também no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, passando o valor de 0° para o ponto de fusão da água e 100° para o ponto de ebulição.

Lineu era o botânico mais reconhecido da sua época, sendo também conhecido pelos seus dotes literários. O filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau enviou-lhe a mensagem: “Diga-lhe que não conheço maior homem no mundo.” ; o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe escreveu: “Além de Shakespeare e Spinoza, não conheço ninguém entre os que já não se encontram entre nós que me tenha influenciado mais”. O autor sueco August Strindberg escreveu: “Lineu era na realidade um poeta que por acaso se tornou um naturalista”.2

É ainda o cientista da área das ciências naturais mais famoso da Suécia e a sua figura pode ser encontrada nas actuais notas suecas de cem kronor.

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Informação

Publicado às 07/07/2015 por em Arara Macao e marcado , .

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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