Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Autêntica culinária do Nordeste do Brasil no Centro das Tradições Nordestinas em S.Paulo

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Quer saborear boa comida do Nordeste do Brasil em plena metrópole de São Paulo? Então vá ao Centro das Tradições Nordestinas (CTN), logo ali no bairro do Limão, ao lado da Marginal do Tietê.

Mesmo inaugurada há 25 anos, completando assim um quarto de século em 2016, julgo que muita gente de São Paulo e de outras cidades ainda não o conhece, como era o meu caso.

Um dos programas sugeridos pelo Caderno do Estadão era o Festival Gastrnômico Nordestino que lá estava sendo organizado, e um dos pratos citados era o Sarapatel que há tempos andava à procura quem o servisse. O site do CTN dava uma dimensão do local que não se imaginava. E para lá rumamos num sábado, e como é mais perto e de fácil acesso do que se imaginava. Pelas fotos comentadas a seguir, vocês terão uma boa ideia do seu próximo passeio que se recomenda:

Fotografia de/photos by Rogério P. D. Luz

clicar nas fotos para ampliar

O Nordeste do Brasil

Para o leitor estrangeiro que não conhece o Nordeste do Brasil, a Wikipedia explica e veja o mapa: – É a região brasileira que possui o maior número de estados (nove no total): Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.  Possui área equivalente à da Mongólia ou do estado do Amazonas, população equivalente à da Itália e um IDH médio, comparável com El Salvador (dados de 2010).

A região Nordeste foi o berço da colonização portuguesa no país, de 1500 até 1532, devido ao descobrimento por Pedro Álvares Cabral e a posterior colonização exploratória, que consistia, em suma, na extração pau-brasil, cuja tinta da madeira era utilizada para tingir as roupas da nobreza europeia. Com a criação das capitanias hereditárias, foi fundada a Vila de Olinda, e, anos mais tarde, deu-se o início da construção da primeira capital do Brasil, Salvador, em 1549. Desde o início, foi criado o governo-geral no país com a posse de Tomé de Sousa. O Nordeste foi também o centro financeiro do Brasil até meados do século XVIII, uma vez que a Capitania de Pernambuco foi o principal centro produtivo da colônia e Recife a cidade de maior importância econômica.

  • A área em azul é o Nordeste. Na imagem da direita, os Estados que fazem parte dele.

O Centro das Tradições Nordestinas – CTN

Site: http://www.ctn.org.br/

Fundada em maio de 1991, o atual espaço tem uma área de vinte e sete mil metros quadrados, estacionamento para 400 carros, dez restaurantes e nove quiosques que servem comida tipica de várias regiões do Nordeste. Os frequentadores também podem conhecer a Igreja da Imaculada Conceição, divertirem-se no parque de diversões ou fazer compras nas lojas de artesanato.

O CTN é bem apropriado a São Paulo, que pela maciça migração, é a maior cidade nordestina fora do Nordeste. Lá, seus filhos matam as saudades da terra de onde vieram, especialmente da culinária da mãe, fato que presenciei do meu vizinho de mesa.

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Vila do Forró – A porta de entrada para o recinto está a Vila do Foró que reproduz antigos casarios coloridos típicos de cidades nordestinas.  Como diz o site oficial: “o Pelourinho, centro histórico da Bahia, e a arquitetura barroca dos prédios antigos de Olinda e Recife foram as principais inspirações e referências”.

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Aí estão os quiosques com comidas e petiscos, além de lojas que vendem produtos típicos nordestinos:

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Tem um coreto com bandas a tocar músicas que dão o clima do Nordeste:

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A Praça de Alimentação

A ampla praça de alimentação com capacidade para 1.200 pessoas, tem também um palco onde já se apresentaram grandes nomes da música brasileira e grande espaço para eventos e festejos, como as festas juninas.

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Culinária de várias regiões: faça antes a peregrinação pelos boxes laterais pois cada um serve a culinária de cada estado do Nordeste, como do Rio Grande do Norte, Pernambuco ou Bahia, e enfim escolha a sua preferida. Sugerem que, a cada visita, almoce num restaurante diferente para conhecer melhor a gastronomia de c ada região.

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Características da culinária nordestina

A culinária nordestina foi formada através da influência das culinárias portuguesa, indígena e africana. A mistura de sabores e temperos foi sendo, aos poucos, sendo formado durante o período colonial. Os pratos da culinária da região Nordeste caracterizam-se pela presença marcante de temperos fortes e apimentados.(Wikipédia)

O nosso almoço

Nossa escolha, no boxe do Rio Grande do Norte, foi Carne de Sol (carne salgada e secada em local coberto e bem ventilado, não ao sol) e Sarapatel (guisado de sangue, tripas e miúdos de porco, bem condimentado):

Os cardápios de dois restaurantes. O primeiro é do Rio Grande do Norte (clique nas imagens para aumentar, e depois clique novamente):

À esquerda: Baião de Dois (arroz/feijão/acompanhamentos misturados) e Carne de Sol, este último na foto da direita, preparada na chapa quente.

Funcionamento dos restaurantes: normalmente nos fins de semana e feriados. Na 6ª feira podem funcionar parcialmente no almoço. Melhor consultar por telefone para a informação correta –  (11) 3377-0860 ou 3488-9400

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Sarapatel

Sarapatel é uma designação comum de diversas iguarias preparadas com vísceras de porco, cabrito ou borrego. Nascido no Alto Alentejo, em Portugal, o sarapatel foi adaptado no Brasil e na culinária indo-portuguesa de Goa, Damão e Diu, outrora pertencentes ao Estado Português da Índia.

Brasil: O sarapatel é um alimento típico da culinária de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Em Pernambuco, é feito com tripas e outras vísceras de porco, além do sangue coalhado e cortado em pedaços. Uma das características da iguaria é seu teor de gordura, bastante acentuado por causa da presença de pedaços de toucinho e da tripa.

Portugal: Em Portugal, no Alto Alentejo, o sarapatel é confeccionado principalmente com carne de borrego ou cabrito, além dos pulmões, fígado, coração ou outras vísceras, sangue cozido, banha, azeite, cebola, alho, tomate e temperado com louro, colorau, cravinho e cominhos. (Wikipédia)

Carne de Sol na chapa, inteira ou fatiada em cubos

Carne de Sol na chapa, inteira ou fatiada em cubos

Carne de Sol

(Wikipédia) Típica do nordeste brasileiro, a carne de sol, denominada também carne de vento e carne do sertão, é um método de conservar alimentos de origem animal salgando-se e secando-se, em local coberto e bem ventilado, peças de carne, em geral bovina. Apesar do nome, em geral, não vai ao sol.

Diferenças em relação à carne-seca e ao charque:

É, normalmente, confundida com a carne-seca. Apesar de possuírem processos parecidos, há uma grande diferença no sabor. A carne de sol é ligeiramente salgada e, depois, colocada para secar e desidratar em local coberto e ventilado. O processo de secagem é rápido e o interior da carne fica úmido e macio. Já a carne-seca leva mais sal e é empilhada em locais secos para sua desidratação. Após a secagem da carne, ela é estendida em varal ao sol para completar sua desidratação. A carne-seca é bem mais salgada se comparada com a carne de sol.

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Lojas de Artesanato no 2º piso

De acordo com o site oficial, várias peças são trazidas do Nordeste, tais como bonecas de barro, produtos em couro (bolsas, sandálias, chaveiros), trabalhos em madeira e cabaça, quadros, colchas e cordéis. Os preços de vários desses produtos estavam com bom preço se comparados aos vendidos em lojas ou outras feiras.

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Acima e abaixo: Cachaça artesanal (aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira, usada como coquetel na mundialmente conhecida “caipirinha”) e o produtor.

Abaixo: o artesão Edson e os seus relógios feitos de madeira e papel de jornal. Um produto bem feito e decorativo, vendido a um bom preço.

Igreja de Imaculada Conceição e Memorial Frei Damião

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Busto de Luíz Gonzaga (famoo cantor nordestino)

Busto do cantor nordestino Luíz Gonzaga já falecido

Localização: O CTN fica localizado na Rua Jacofer, 615 – Bairro do Limão – São Paulo – SP – CEP 02712-070
(11) 3377-0860 ou 3488-9400. Porém a entrada fica na Rua Domingos Marchetti, assim que passar sobre a Ponte Julio Mesquita Neto (sobre a Marginal de Tietê), sentido bairro, você já a vê à sua direita.

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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