Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Um museu em São Paulo dedicado aos imigrantes

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Museu da Imigração do Estado de São Paulo, localizada na cidade de São Paulo no bairro do Brás

Para comemorar o 463º aniversário da cidade de São Paulo,  publicaremos uma postagem dedicada ao Memorial dos Imigrantes, àqueles que ajudaram a construir esta que é a maior metrópole do Brasil. A instituição hoje é chamada de Museu da Imigração do Estado de São Paulo, que nos primórdios tempos chamava-se Hospedaria dos Imigrantes.

O autor deste blog que imigrou para o Brasil em 1968 não vivenciou a época da hospedaria, que julgo foi de grande valia para aqueles que tiveram que deixar a sua terra para procurar abrigo noutro país, por motivos dos mais diversos. Ao imigrante, cabe a ele também valorizar o país e seu povo pelo acolhimento oferecido, procurando de toda forma adaptar-se à vida e os costumes do seu novo lar longe da sua terra natal. Ao Brasil, a São Paulo e o povo brasileiro, os eternos agradecimentos deste imigrante blogueiro.

Vamos saber a história do museu e da imigração no Brasil, através de publicações da enciclopédia livre Wikipédia, e Feliz Aniversário São Paulo no dia 25 de janeiro!!!

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MUSEU DE IMIGRAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO (ANTIGO MEMORIAL DOS IMIGRANTES)

Fonte: Wikipédia – fotos de Rogério P. D. Luz (clicar nas fotos para ampliar)

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo é uma instituição pública localizada na sede da extinta Hospedaria dos Imigrantes, no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo, onde se concentra grande quantidade de documentação sobre a imigração para o Brasil na passagem do século XIX para o XX. Durante vários anos o museu teve a denominação Memorial do Imigrante. Atualmente o edifício é um patrimônio histórico tombado devido à sua importância para compreender os fluxos de imigração no país e no Estado de São Paulo.

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Histórico

A Hospedaria dos Imigrantes foi construída durante os anos de 1886 e 1888 ao longo da antiga linha ferroviária São Paulo Railway. A intuição do edifício, segundo a Sociedade Promotora da Imigração – formada por cafeicultores da época – era promover a inserção dos imigrantes na província de São Paulo. Era a partir do Porto de Santos que os imigrantes adentravam no Brasil e eram levados até a Hospedaria. Lá, se alojavam durante um período variável de cinco a oito dias até serem enviados para trabalhar nas fazendas.

A respeito do local ideal para a construção da Hospedaria de Imigrantes, consta do relatório apresentado pelo governo da província à Assembleia Legislativa provincial no dia 15 de fevereiro de 1886:

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Em 1882, foi instalada uma hospedaria para imigrantes no bairro do Bom Retiro. Pequeno e com constantes problemas de epidemias, o local mostrou–se inadequado para os fins a que fora designado. Decidiu–se, então, pela construção de instalações que atendessem às necessidades de recepção do grande número de estrangeiros que para São Paulo afluíam.

Em 1998, foi criado o então Memorial do Imigrante, com seu funcionamento até o ano de 2010, quando iniciou sua restauração e teve seu nome alterado para Museu da Imigração. A reforma durou até o ano de 2014 e, desde então, o prédio permanece o mesmo.

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Turismo

Hoje, o Museu da Imigração é um dos mais importantes pontos turísticos e culturais de São Paulo. Além de abrigar todo o acervo histórico da hospedaria, abriga também algumas salas quem contam fatos dramáticos da história, como a Segunda Guerra Mundial, que acabou ocasionando os desastres de Hiroshima e Nagasaki no Japão. Uma das partes mais curiosas é a parede com centenas de sobrenomes de imigrantes. Além disso, no museu há salas que reproduzem ambientes da hospedaria original, como o refeitório e o dormitório, inclusive com objetos da época e efeitos audiovisuais. Possui uma pequena fazenda de café, lanchonete, e um passeio de Maria Fumaça. Passeio que proporciona aos visitantes ver como era o transporte público e as viagens da época. Durante o passeio, podem ser vistos vários trens e vagões parados que estão prestes a serem reformados, para voltarem ao funcionamento. Muitos desses trens estão localizados abaixo da parte elevada da Radial Leste, e ao lado da linha de trens da CPTM, que contrasta fortemente com os trens do século passado. Além das exposições fixas, há espaço para exposições temporárias do museu e de outras entidades privadas. Periodicamente, ocorrem eventos como a festa de Dia dos Mortos.

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Arsenal da Esperança

Um pedaço deste prédio histórico ainda hoje cumpre a sua função inicial. Além do Museu da Imigração, parte dele é administrada pela casa “Arsenal da Esperança”. Definida como uma “Casa que acolhe”, ela não mais recebe imigrantes, mas sim pessoa em condição de rua, dando lhes abrigo, comida e, sobretudo, apoio para que possam mudar as suas vidas. Sua entrada fica na rua Dr. Almeida Lima, 900 no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo.

Todos os anos, durante a Festa do Imigrante (promovida pelo Museu) o espaço do Arsenal é usado em conjunto com o do Museu da Imigração, recebendo milhares de pessoas.

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IMIGRAÇÃO NO BRASIL  (Wikipédia)

Imigração no Brasil refere-se ao conjunto de povos que imigraram para o Brasil ao longo de sua história. Ela deixou fortes marcas na demografia, na cultura e na economia do país. Um dos primeiros povos a ocupar o território que hoje forma o Brasil foram os índios, que são geneticamente de origem asiática. Segundo a tese mais aceita, a sua chegada ao continente americano deu-se através do estreito de Bering, em data ainda controversa, mas durante a Idade do Gelo. As estimativas quanto ao número de indígenas que existiam no Brasil à época do descobrimento do país por Portugal variam de 1,8 milhão a 6 milhões de indígenas. John Hemming estimou o número de indígenas no Brasil, à época do descobrimento, em 3,2 milhões. Em 1500, desembarcaram, no atual litoral brasileiro, os primeiros portugueses. Estima-se que, até o fim do Brasil Colônia, em 1822, entre 500 e 700 mil lusitanos se deslocaram para o Brasil.

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Em decorrência do tráfico negreiro, entre meados do século XVI até a sua extinção, em 1850, entre 4 e 5 milhões de africanos foram levados ao Brasil na condição de escravos,  o que torna o Brasil o país que mais recebeu africanos em toda a História.

No século XIX, teve início a imigração de outros povos europeus para o Brasil, em particular da Itália, rivalizando numericamente com os portugueses, seguidos por fluxos de espanhóis e de alemães. No início do século XX, intensificou-se o fluxo migratório oriundo da Ásia, particularmente de japoneses e de sírio-libaneses. A maior parte desses imigrantes foi destinada a plantações de café no estado de São Paulo, embora muitos tenham tido, como destino, os centros urbanos, em particular São Paulo e Rio de Janeiro, bem como colônias rurais no Brasil meridional. Entre 1884 e 1959, entraram, no Brasil, 4 734 494 imigrantes, sendo 1 507 695 italianos e 1 391 898 portugueses.

Na década de 1960, o Brasil deixou de ser um grande receptor de imigrantes, passando a ser um país expulsor de trabalhadores, a partir da década de 1980, sobretudo para os Estados Unidos, o Paraguai, a Europa e o Japão.

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(clicar nar fotos para ampliar)

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“… no museu há salas que reproduzem ambientes da hospedaria original, como o refeitório e o dormitório, inclusive com objetos da época e efeitos audiovisuais”.

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“… Possui uma pequena fazenda de café, lanchonete, e um passeio de Maria Fumaça. Passeio que proporciona aos visitantes ver como era o transporte público e as viagens da época”.

Maria Fumaça trem estação Museu Imigração (01) - Cópia

Trem a vapor - Maria Fumaça

Trem a vapor – Maria Fumaça

 

 

 

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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