Cronicas Macaenses

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Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, entre as 5 mais bonitas bibliotecas do mundo em duas avaliações

Com a fachada inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa e a construção em estilo neomanuelino, o edifício do Real Gabinete Português de Leitura erguido entre 1880 e 1887 no Rio de Janeiro, e que faz parte do roteiro turístico da cidade, figura entre as 5 mais bonitas bibliotecas do mundo em duas avaliações.

A revista norte-americana Time, em julho de 2014, listou a biblioteca portuguesa em 4º lugar dentre as 20 mais bonitas do mundo pelo seu acervo, arquitetura e acervo, enquanto que, para a página Architecture & Design, dedicada à arquitetura e ao design de interiores, entre as 50 bibliotecas mais majestosas do mundo eleitas, o Real Gabinete ficou em terceiro lugar.

E, como não podia deixar de ser, pela origem deste autor, a biblioteca foi um dos destinos do passeio turístico à cidade maravilhosa, que infelizmente a região onde está localizada, não é nada maravilhosa, exigindo certa cautela com os pertences pessoais.

Após o bom almoço no buffet da célebre Confeitaria Colombo, alcançada facilmente pelo bonde contemporâneo VLT, descendo na estação Colombo, rumamos para visitar a monumental Igreja de São Francisco de Paula, a poucos minutos a pé e logo ali ao lado estava a Rua Luís Camões onde se encontra instalada a biblioteca lusitana. Tudo muito perto!

Real Gabinete Português de Leitura, fachada inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa. Foto da Wikimédia/Creative Commons/José Mário Pires

(Fotografia de/photos by Rogério P D Luz)

REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA

  • Texto da Wikipédia

História

A instituição foi fundada em 1837 por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses, refugiados políticos, para promover a cultura entre a comunidade portuguesa na então capital do Império. Foi a primeira associação desta comunidade na cidade.

O edifício da atual sede, projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi erguido entre 1880 e 1887 em estilo neomanuelino. Este estilo arquitetônico evoca o exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos Descobrimentos portugueses, denominado como manuelino em Portugal por haver coincidido com o reinado de D. Manuel (r. 1495–1521).

O Imperador D. Pedro II (1831–1889) lançou a pedra fundamental do edifício em 10 de junho de 1880, e sua filha, a Princesa Isabel, junto com seu marido, o Conde d’Eu, inauguraram-no em 10 de setembro de 1887.

A fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e trazida de navio para o Rio. As quatro estátuas que a adornam retratam, respectivamente, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Os medalhões da fachada retratam, respectivamente, os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

O interior também segue o estilo neomanuelino nas portadas, estantes de madeira para os livros e monumentos comemorativos. O teto do Salão de Leitura tem um belo candelabro e uma claraboia em estrutura de ferro, o primeiro exemplar desse tipo de arquitetura no Brasil. O salão possui também um belíssimo monumento de prata, marfim e mármore (o Altar da Pátria), de 1,7 metros de altura, que celebra a época dos descobrimentos, realizado na Casa Reis & Filhos no Porto pelo ourives António Maria Ribeiro, e adquirido em 1923 pelo Real Gabinete.

Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete possui a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os cerca de 350.000 volumes, nacionais e estrangeiros, encontram-se obras raras como um exemplar da edição “princeps” de Os Lusíadas de Camões (1572), as Ordenações de D. Manuel (1521), os Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram (1539), a Verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo vio e escreveo ho padre Francisco Alvarez (1540), um manuscrito da comédia “Tu, só tu, puro amor” de Machado de Assis, e muitas outras. Anualmente, recebe cerca de seis mil títulos de Portugal. Há também uma importante coleção de pinturas de José Malhoa, Carlos Reis, Oswaldo Teixeira, Eduardo Malta e Henrique Medina. Diariamente, recebe, em média, cento e cinquenta visitantes. Entre os seus visitantes ilustres, do passado, encontram-se os nomes de Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio.

A história da Academia Brasileira de Letras está ligada à do Real Gabinete, uma vez que as cinco primeiras sessões solenes da Academia, sob a presidência de Machado de Assis, foram aqui realizadas.

A 5 de julho de 1946 foi feito Oficial da Ordem Militar de Cristo, a 19 de agosto de 1947 foi feito Comendador da Ordem de Benemerência, a 9 de abril de 1981 foi elevado a Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo e a 13 de julho de 1990 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Em julho de 2014 a biblioteca foi listada em 4ª posição dentre as 20 mais lindas bibliotecas do mundo segundo a revista Time (revista). A publicação destacou sua história, arquitetura e rico acervo de obras lusófonas.

O vestíbulo (hall de entrada)

O interior de estilo neomanuelino nas portadas, estantes de madeira para os livros e monumentos comemorativos

 

Álbum em homenagem a Eduardo de Lemos, presidente do Real Gabinete Português de Leitura entre 1878 a 1884

 

Os Lusíadas de Luís de Camões

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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