Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P. D. Luz,

Submarino-Museu Riachuelo, por dentro e por fora

Submarino-Museu Riachuelo S-22 ancorado no Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro

Ver um submarino por dentro, só mesmo no cinema, até que vi em pesquisa na internet que havia um no Rio de Janeiro, como museu, e assim o Espaço Cultural da Marinha foi incluído no roteiro turístico na visita que fizemos à Cidade Maravilhosa em agosto de 2018.

O Submarino-Museu Riachuelo (S-22) de fabricação inglesa e da classe Oberon, foi incorporado à Marinha do Brasil em 1977 e serviu por 20 anos, sendo desativado em novembro de 1997.

O próximo a ser chamado de Riachuelo, tem previsão de tornar-se operacional em 2020. De acordo com a Wikipédia “… é o primeiro de quatro submarinos convencionais que estão sendo construídos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), com transferência de tecnologia do Naval Group (ex-DCNS) da França, que também inclui a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR)“. Por ser fabricado no Brasil é classificado como S-BR1 e o número de amura ou indicativo visual será S-40, que é um código pintado no casco da embarcação que o identifica inequivocamente no seio de uma Marinha.

(Fotografia de/photos by Rogério P D Luz)

História do Submarino-Museu Riachuelo S-22

Texto da enciclopédia livre Wikipédia

O S Riachuelo (S-22) é um submarino-museu da Marinha do Brasil. É o sétimo navio da Armada brasileira a ostentar esse nome, em homenagem à Batalha Naval do Riachuelo de 1865(1). Atualmente, encontra-se em construção no Rio de Janeiro a oitava embarcação com o nome de Riachuelo.

História

Segundo de uma série de três, foi construído pelo estaleiro Vickers Limited, em Barrow-in-Furness, Lancashire, na Inglaterra, em 1973. Teve a sua quilha batida a 26 de abril de 1973, sendo lançado ao mar em 6 de setembro de 1975. Após de ter realizado as provas de mar foi incorporado à Armada Brasileira em 12 de março, pelo Aviso 0070 de 27 de janeiro de 1977.

Operou nas seguintes comissões: operações “Unitas XVIII” (outubro de 1977); “Unitas XIX” (agosto de 1978); “Unitas XXI” (agosto de 1981), em conjunto com a US Navy; operação “Atlantis” (maio de 1978), com meios da Marinha do Uruguai; em operação realizada com meios da Marinha da França (novembro de 1978); nas experiências de lançamento realizadas com torpedos alemães “SUT” (novembro de 1977) e ingleses “Tigerfish” (novembro de 1979).

Conquistou o “Troféu Eficiência”, no ano em que essa premiação foi instituída pelo Comando da Força de Submarinos.

O S Riachuelo foi o segundo submarino (o primeiro da sua classe) a receber baterias de grande capacidade fabricadas no país pela Saturnia, com tecnologia alemã, instaladas durante o Período Normal de Reparos do navio, em 1984.

Após duas décadas de operações, deu baixa do serviço ativo a 12 de novembro de 1997, após navegar mais de 181 mil milhas marítimas, em 1 283,5 dias de mar e 17 699 horas e quarenta e um minutos de imersão.

(1) A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. Essa é considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870).

Características (quando na ativa)

Deslocamento: 1 620 toneladas (padrão), 2 040 toneladas (carregado na superfície) e 2 410 toneladas (carregado em mergulho).

Dimensões: 89,9 metros de comprimento, 8,07 metros de boca e 5,48 metros de calado.

Propulsão: diesel-elétrica; 2 motores diesel Admiralty Standard Range de 16 cilindros, 16 VVS-ASR-1, dois geradores de 1 280 Kw, 2 motores elétricos AEI gerando 6 000 hp, acoplados a dois eixos e dois hélices de três pás cada.

Velocidade: máxima de 17.5 nós (superfície) e 15 nós (imersão).

Raio de ação: 11 000 milhas náuticas a 11 nós (superfície ou com snorkel) e 56 dias de autonomia.

Armamento: 8 tubos de torpedos de 21 polegadas (533 mm), sendo dois na popa; capacidade para 24 torpedos numa combinação que incluía o Mk 24 Tigerfish Mod. 1 (filoguiado), Mk 37 Mod. 2 (tubos da popa) e o torpedo anti-navio Mk 8 Mod. 4, ou ainda uma combinação de minas e torpedos. Ejetores de despistadores de 102 mm, Mk. 2 (proa) e Mk. 4 mod.1B (popa).

Controle de Armas: sistema de direção de tiro Ferranti TIOS 24B.

Sensores: sonar de casco THORN EMI Type 197CA de média freqüência, passivo/ativo para busca e ataque; hidrofone lateral BAC Type 2007AA de baixa freqüência, para busca; hidrofones de interceptação (goniômetros) DUUG-1 e AUUD-1; ecobatímetro Type 776/778; 1 radar de navegação Kelvin Hughes Type 1006; MAGE UA-4; rádios HF SSA-2 de 500W e SATNAV MAGNAVOX MX 1102.

Código Internacional de Chamada: PWRI

Tripulação: 74 homens, sendo 7 oficiais e 67 praças.

ALERTAS antes de decidir pela visita ao interior do submarino

Clique na imagem para ampliar

Atenção: Espaço confinado. Não recomendado para pessoas cardíacas, com dificuldades de locomoção, claustrofóbicas ou gestantes. Em caso de mau tempo o submarino será fechado à visitação”. 

Teste de habilidade para passar por escotilhas, único meio para acessar outros ambientes dentro do submarino. Caso não consiga, não visite o interior do submarino.

O editor: No final do passeio, já no último ambiente, saí rapidamente do submarino pois deu claustrofobia, ou seja, os ambientes apertados, pouco espaço, corredores estreitos e a passagem por várias escotilhas já incomodava e dava aquela sensação de desespero. No entanto vi várias pessoas que andavam tranquilas. Talvez tenha demorado um pouco mais com várias paradas para fotografar. Talvez o ideal seja um passeio rápido. Se quer visitar, e se puder, pois é uma visita imperdível para quem aprecia embarcações de combate e se interessa por conflitos armados ou guerras, como eu, ou por mera curiosidade. No entanto, acabei indo sozinho.

Já a bordo do submarino pronto para descer as escadas para o seu interior

A escada de acesso ao interior

O primeiro ambiente é a sala dos torpedos

Para acessar outros ambientes você tem que passar por escotilhas como essa.

Classe Oberon (a do Riachuelo) era uma classe de 27 submarinos diesel-elétricos da Grã-Bretanha construídos com base na bem sucedida classe de submarinos britânicos Porpoise. Treze foram construídos para a Marinha Real, enquanto os outros quatorze foram construídos e exportados para marinhas de outros países: seis para a Royal Australian Navy, três para o Royal Canadian Navy (mais tarde Canadian Forces Maritime Command) com um adicional de dois submarinos britânico depois transferidos, três para a Marinha do Brasil, e duas para a Marinha Chilena (Wikipédia).

Sala de oficiais com camas do lado esquerdo da foto

Camas apertadas nos corredores também apertados

Ambiente onde se localizam os periscópios

Ainda na sala dos periscópios com o navegador

Veja o esforço para passar pela escotilha

A sala de torpedos da popa

Ufaaaa … finalmente ar livre e espaços amplos, fim da claustrofobia e de corredores apertados e estreitos. Que alívio !!!

Vista da saída ao fundo e pronto para sair do submarino

Fim do difícil passeio por dentro do submarino mas valeu a pena apesar da claustrofobia que deu no final. Era pouco espaço, corredores estreitos e apertados.

 

 

 

 

 

 

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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